Indaiatuba em colapso: mais 9 mortes por covid e hospitais sem vagas

Coronavírus causa novas mortes em Indaiatuba

A cidade continua sendo a mais afetada pela pandemia na região e está há uma semana sem vagas de UTIs; Salto também está sem leitos intensivos disponíveis; Vacinação segue lenta na região; Veja situação da pandemia na área de cobertura da Revista Regional

Indaiatuba voltou a registrar um alto número de mortes por covid: 9 entre quarta-feira, 02, e quinta, 03 de junho. Os hospitais continuam sem vagas, mas o prefeito Nilson Gaspar, ao contrário de dezenas de outros líderes municipais do Interior paulista, não decretará medidas locais para impedir o aumento da crise sanitária, como informou à Revista Regional no início da semana. A Prefeitura alega que seguirá as determinações estaduais, as quais preveem, nesse momento, a flexibilização de várias atividades. Festas particulares e aglomerações em bares são registradas semanalmente na cidade.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Indaiatuba, foram registradas 4 mortes na quinta-feira, 03: os pacientes, de ambos os sexos, tinham entre 46 e 68 anos. Três deles estavam internados no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo) e outro numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da cidade. A Prefeitura não esclareceu se o paciente estava numa UPA por falta de vaga nos hospitais.

Outros 5 óbitos ocorreram na quarta, dia 02: as vítimas, de ambos os sexos, tinham entre 46 e 68 anos. Três delas estavam no Haoc; outra no Hospital Santa Ignês; e a quinta vítima, no Hospital Samaritano de Campinas.

No período, Indaiatuba diagnosticou 219 casos positivos de covid, mas o número pode ser maior já que há 2.466 suspeitos testados que ainda não receberam o resultado dos exames, que seguem atrasados. Desde o início da pandemia, 22.008 pessoas contraíram a doença no município. Desses, 570 morreram e 21.347 são considerados curados ou estão em recuperação domiciliar.

Há 112 internados, dos quais 91 estão confirmados para covid-19. Do total, 70 estão em leitos clínicos e 42 em UTI. Os hospitais estão colapsados, com todas as unidades intensivas lotadas, inclusive as vagas extras contratadas pela Prefeitura na Grande Campinas. As Enfermarias também estão praticamente cheias, com 92% de ocupação no Haoc e 100% no Santa Ignês.

Itu, por conta do feriado, divulgou boletim sobre a pandemia apenas na quarta-feira, dia 02: com 158 novos casos, mas sem mortes confirmadas pela doença. Agora, a cidade totaliza 14.702 confirmados, 355 óbitos e 13.182 recuperados. Há 70 suspeitos aguardando resultados, 33 pacientes internados em leitos clínicos e 26 em UTI.

A taxa de ocupação de leitos é a seguinte: Hospital Municipal – Enfermaria 78,57% e UTI 75%; Hospital de Campanha – Enfermaria 80% e UTI 58,33%; e Santa Casa – UTI 76,47%.

 

Salto, conforme boletim epidemiológico emitido na quarta, 02, mas referente ao dia anterior – por conta do atraso do governo local na divulgação dos dados -, teve mais 49 casos diagnosticados e tem 73 suspeitos sem resultados. A testagem na cidade diminuiu, em relação aos demais municípios da região, como revelam os últimos dados divulgados. A cidade soma 9.221 contaminados desde o início da pandemia de covid, com 262 mortos e 8.944 recuperados.

A exemplo de Indaiatuba, Salto também está sem vagas de UTI, tanto na rede pública quanto privada. Questionado sobre o assunto, o governo do prefeito Laerte Sonsin Junior não respondeu. As Enfermarias estão com 78% de ocupação no Hospital Municipal e 67% na Unimed. A Prefeitura não divulgou o número de pacientes positivos e suspeitos que estão internados, mas há, no total, 24 em UTI e 32 em leitos clínicos.

VACINA SIM!

Acompanhe os números de vacinados contra a covid na região, conforme levantamento da Revista Regional.

– Indaiatuba: 59.269 tiveram a primeira dose aplicada e 28.441, a segunda;

– Itu: 41.429 receberam a primeira dose e 20.147, a segunda;

– Salto: 27.708 foram vacinados com a primeira dose e 12.713 com a segunda.

 

foto: BIRF