Thaila Ayala fala sobre seu amor pelos animais

Thaila hoje vive entre Brasil e EUA, onde grava cinema e séries

Desde criança ela sempre foi apaixonada pelos animais, aliás, foi quando morava no Interior de São Paulo, em Presidente Prudente, que a atriz Thaila Ayala teve seu primeiro contato com diversas espécies, como lagarto, calango, papagaio, entre outros. “Eu cresci no Interior de São Paulo rodeada por bichos, e o meu pai não conseguia ver um cachorro na rua que levava pra casa. Para mim, muda o astral; às vezes, você teve um dia de muito trabalho, mas quando abre a porta, eles estão ali. É o melhor amigo do homem com certeza. É um ser que só está ali pra dar e não pede nada em troca, nós aprendemos muito com eles”, disse. Hoje, completamente envolvida pelas causas animais, ela é uma das poucas atrizes que se dedicam a ONGs que tem como objetivo defender e proteger vítimas de maus tratos. “Eu participo em quase tudo, desde criando uma campanha juntos, como conseguir um patrocinador para um evento de arrecadação, ou apresentando um leilão. Conheço muitas instituições que cuidam de animais, desde Mato Grosso a São Paulo, Nordeste. Quando eles fazem bingo e precisam de famosos, procuro arrecadar com todos os meus amigos”, comenta orgulhosa. E mesmo com a rotina de viagens onde mantém sua carreira profissional dividida entre o Rio de Janeiro e Nova York, a modelo convive com dois gatinhos que foram presentes do namorado Renato Góes. “Eu estava querendo um animalzinho porque o meu cachorro faleceu e o Renato adotou e meu deu de surpresa. Eles ficam no Rio de Janeiro, mas quando eu não estou o Renato cuida, quando não dá tempo de ele cuidar, sempre tem alguém pra ficar com eles”. Nessa entrevista, Thaila abre seu diário de viagem e conta também sobre seus projetos nas telas de cinema internacional e sobre a série brasileira onde é discutido o empoderamento feminino em plena década de 60.

 

REVISTA REGIONAL: Você é conhecida por expressar nas redes sociais o seu amor pelos animais, e também por defendê-los, mas até onde vai sua conscientização sobre o uso de produtos que usam o couro, por exemplo?

THAILA AYALA: Desde o momento em que eu tive a consciência de como a indústria funciona, em questão de pele e couro, tudo que não precisamos usar, ou seja, podemos evitar desde sempre, eu cortei. Eu fui vegetariana por seis anos. Nos dias de hoje existe o couro ecológico e vários caminhos para escolhermos, mas nós sabemos também que muito do couro é utilizado da carne que nós comemos. Qualquer consumo com consciência é o que eu prezo. Eu tenho muitos cuidados, como por exemplo, durante o Carnaval as minhas penas eram artificiais. Teoricamente é a escola que faz as fantasias, a maioria das celebridades paga para as pessoas confeccionarem. Eu nunca paguei, sempre foi um presente da escola, mas esse ano decidi pagar as minhas penas e quero estar dentro do possível, sem dor, sem crueldade. A minha imagem está entrelaçada ao que acredito, ao que eu prezo, é assim que procuro me relacionar com as marcas.

 

Nós sabemos do seu amor pelos animais, inclusive de sua participação com algumas ONGs, mas efetivamente como você contribui?

Varia muito, mas, por exemplo, com a “Ampara Animal” eu já estou com eles há uns dez anos mais ou menos, sempre participei do calendário beneficente, desde criando uma campanha juntos, como conseguir um patrocinador para um evento de arrecadação ou apresentando um leilão. É super bacana poder usar a imagem, o nome, para algo bom no qual eu acredito. É um prazer e tudo que está ao meu alcance eu faço. Conheço muitas instituições que cuidam de animais, desde Mato Grosso a São Paulo, Nordeste. Quando eles fazem bingo e precisam de famosos, procuro arrecadar com todos os meus amigos. Cada projeto, cada ONG demanda de mim uma situação diferente, e dentro do possível eu estou presente, inclusive financeiramente. Eu já ajudei em inúmeras situações. Se eu começar a falar vamos sair daqui só amanhã… (risos).

O que um bichinho de estimação representa na sua vida?

Eu cresci no Interior de São Paulo rodeada por bichos, era papagaio, lagarto, calango, tudo quanto é bicho, e o meu pai não conseguia ver um cachorro na rua que levava pra casa. Pra mim, muda o astral, às vezes você teve um dia de muito trabalho, mas quando abre a porta eles estão ali, é o melhor amigo do homem com certeza. É um ser que só está ali pra dar e não pede nada em troca, nós aprendemos muito com eles.

E mesmo morando em dois países, você consegue ter um bichinho de estimação?

Atualmente, eu tenho dois bichinhos de estimação, são dois gatinhos adotados, na verdade foi um presente. Eu estava querendo um animalzinho porque o meu cachorro faleceu e o Renato (Renato Góes, seu namorado) adotou e meu deu de surpresa. Eles ficam no Rio de Janeiro, mas quando eu não estou o Renato cuida, quando não dá tempo de ele cuidar, sempre tem alguém pra ficar com eles.

Apesar da sua rotina estar entre o Brasil e os EUA, você conseguiu se dedicar a filmes e seriados, inclusive será lançado “Coisa Mais Linda”, da Netflix. O que as pessoas podem esperar desse novo trabalho?

Eu estava assistindo a um capítulo que eles liberaram pra gente, e eu já tinha a dimensão da importância da série nos dias de hoje, falando sobre a mulher, empoderamento, machismo, feminismo. Visualizando o roteiro, percebi o quanto isso está latente e muito forte na série. A minha personagem se chama Helô, é uma menina que sofre muitos preconceitos como todas as mulheres daquela época. Ela veio do mundo da moda, hoje em dia nem tanto, mas antigamente ser modelo era ser uma perdida da vida. Ela viajou o mundo inteiro e morar no Brasil em 59, não cabe muito na caixinha, ela morou em Paris, Nova York, é difícil morar num país ainda atrasado. Ela entra numa empresa onde a maioria são homens. É a luta diária onde o preconceito predomina. Essa série traz mulheres feministas e que exploram a bossa nova, essa geração que traz essa força. Sobre os filmes eu espero que eles sejam lançados este ano, mas só Deus sabe. Eu vou ter uma reunião com um dos produtores sobre outro projeto e vou tentar ver qual é a situação, mas tem o “Hotel Delire” aqui no Brasil que estreia esse ano, no final de abril eu volto pra rodar “Garoto” e a segunda temporada da série “Coisa Mais Linda”.

Em que momento você decidiu morar fora do Brasil e como tem sido essa experiência?

Quando eu sai do Brasil a ideia era passar três meses, mas não pensava em morar, eu paguei uma escolinha de inglês porque eu não falava nada, e de três meses passou a ser um ano, terminei ficando mais, arrumei um namorado, fui pra outra escola, realmente nunca foi um projeto, um sonho, na verdade foi acontecendo. Eu vou muito a Nova York porque sempre tive muitos amigos lá. Quando eu percebi que o meu inglês estava bom eu procurei um agente, encontrei um cara que eu amei e fiz o meu primeiro teste que foi para “Pica Pau” e alguns meses depois “The Pretender”, mas ainda não estreou. Foi acontecendo, não foi programado. É uma experiência incrível principalmente quando você está longe de sua terra, dos seus amigos, da sua raiz, você sai da sua zona de conforto mesmo, e traz uma transformação em você, foi muito positivo em todos os sentidos. Eu voltei especificamente para a série da Netflix e na sequência fazer um filme que terminou sendo adiado, mas eu tenho uma vida lá fora, meu apartamento, minhas roupas, enfim, enquanto for dando pra ficar lá e aqui a gente vai levando.

Nesses últimos anos o Brasil se revelou um país conservador e percebemos que as pessoas estão se sentindo mais à vontade para falar sobre o que pensam, mesmo sendo preconceituosos…

Eu me surpreendi bastante e eu acho que não tinha essa ideia do Brasil. Talvez pelo fato de ter vivido em bolhas, e por mais que eu venha de uma cultura diferente, de um lugar diferente mesmo, de Interior, de um lugar conservador, ainda assim eu não tinha noção de que a maioria do nosso Brasil, claro que existem as exceções, e somos elas, fossem tão conversadoras que tivessem essa mentalidade nesse lugar. Foi bem chocante pra mim.

As mulheres têm sentindo na pele todo esse preconceito e principalmente são julgadas por suas atitudes e até pelo jeito que se vestem…

Eu li uma matéria que falava exatamente sobre a erotização do corpo e o quanto isso é muito forte no Brasil. Você vai pra Alemanha está numa piscina, tem pessoas que tiram a roupa, entram na piscina, saem, se enxugam e colocam a roupa novamente. A erotização existe, mas não estou falando que é só no Brasil, aqui é muito mais forte, e nós precisamos falar sobre isso, nós temos que avançar no tema e sair desse lugar porque já deu. Precisamos evoluir!  

Thaila participa ativamente de diversas campanhas pelas causas animais, como para a Ampara Animal, além de várias ONGs

Seu namorado Renato Góes fez várias declarações de amor e ele disse que vê você como a mãe dos filhos dele. Você pensa nessa possibilidade?

Claro. Eu quero ser mãe, é novidade pra mim também porque eu pensava em adotar, não queria gerar, mas depois eu tive várias amigas e irmãs que tiveram, uma delas teve uma gravidez tão incrível que já despertou algo diferente em mim. Eu já quero ser mãe e ele é louco pra ser pai, então é óbvio que falamos sobre esse assunto, mas estamos cientes de que não será agora.

É impressionante como você está bem fisicamente, mesmo trabalhando, viajando bastante, com uma rotina corrida de trabalho, mas com o corpo em dia…

Em forma? Eu operei a coluna, estou com uma cicatriz e faz pouco tempo, estou mais de quatro meses sem poder pisar na academia. Só emagreci porque a minha genética é essa, eu perdi seis quilos de massa magra, estou magrela, eu não posso malhar, quando eu puder vai ser Pilates, RPG. Comecei fazer fisioterapia agora, e antes da cirurgia eu fiquei três meses sem poder fazer nada. Foi um ano de crise muito brava. É um pouco anormal pra minha idade até pro nível que estava a minha hérnia, o médico perguntou se eu era atleta, se eu sofri um acidente, mas eu tive que operar urgente, mas cada genética é única.

O Renato já fez o pedido de casamento. Agora resta saber: onde será a cerimônia e como será o seu vestido de noiva?

Provavelmente nos casaremos ainda esse ano, inclusive já comecei a dar uma olhada nos vestidos de noiva sim, mas estou pensando em ser uma noiva tradicional. Estamos pensando em fazer a cerimônia no Rio de Janeiro ou em Recife, mas juro que não sabemos ainda.

(texto: Ester Jacopetti)

 

Foto 1: Alex Santana

2: Arquivo pessoal/Ampara Animal