Associações dos Engenheiros debatem futuro tecnológico

Destaques da Semana promovida pelas Associações de Engenheiros e Arquitetos da região

O objetivo foi motivar e informar estudantes e profissionais da área em alguns assuntos que mostrem toda a pujança do desenvolvimento tecnológico do Brasil

As Associações dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Salto, Itu e Indaiatuba, com o apoio do Ceunsp (Centro Educacional Nossa Senhora do Patrocínio) e o patrocínio do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e da Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, realizaram a Semana Tripartite de Engenharia, com o tema “Orgulho tecnológico de meu país” – uma iniciativa inédita, cujo objetivo principal foi motivar, integrar e informar estudantes e profissionais da área, a partir da divulgação de assuntos que demonstram toda a capacidade, inovações e perspectivas tecnológicas do Brasil. “É sabido que o Brasil enfrentava, há pouco, momentos ruins, de baixas perspectivas de crescimento. Pensando nisso, nós, profissionais da área, sabendo que há muito de positivo a ser mostrado, idealizamos esse evento para apresentarmos algumas tecnologias de vanguarda e as excelentes oportunidades que nosso país dispõe”, explicaram os idealizadores da Semana e presidentes das Associações dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Salto, Itu e Indaiatuba, Paulo Takeyama, Julio Cesar Ribeiro e Alexandre Romão, respectivamente.

O evento, realizado no Auditório Principal do Ceunsp – unidade Salto, entre os dias 29 e 31 de outubro, reuniu muitos estudantes, empresários, representantes de diversas entidades e associações, além de várias autoridades locais, regionais e nacionais, como da Marinha do Brasil.

No dia 29, com um público com mais de 200 interessados, inclusive autoridades da região, o evento contou com palestra ministrada pelo capitão e diretor do Centro Industrial Nuclear de Aramar, Sergio Luis de Carvalho Miranda, sobre Submarino Nuclear e Ciclo de Urânio, explicando como funciona o projeto nuclear da Marinha Brasileira e a potência do país nessa área. “O Brasil hoje é a sexta reserva do mundo em urânio e toda essa riqueza precisa ser usada para nosso desenvolvimento, afinal, a energia nuclear está muito relacionada ao desenvolvimento do país”. Na oportunidade, todos puderam ver de perto uma maquete de submarino nuclear, montado no recinto do evento.

Já no dia 30, o professor Rodolfo de Almeida falou sobre o BIM (Building Information Modelling), uma ferramenta moderna, utilizada para o gerenciamento das atividades inerentes às obras de engenharia, e capaz de organizar e integrar todas as informações necessárias para um projeto de construção. Posteriormente, Tiago Fratini, da Toyota, falou sobre carro híbrido, que já representa o futuro da nossa mobilidade, enfatizando todo o funcionamento do motor elétrico. “Esses carros contam com dois motores, um de combustão e outro para a bateria, já que a parte elétrica se recarrega quando o motor entra em funcionamento”, explicou. E, para terminar a noite, o diretor do Grupo Balilla, Luis Felipe de Queiroz, falou sobre o mercado dos carros elétricos puros, como o Tesla, por exemplo, que em outros países, como na Europa, já apresenta um consumo muito representativo. Ao final da noite, todos foram levados para verem, de perto, um modelo de cada carro, expostos no pátio externo da faculdade.

O terceiro e último dia da Semana contou com a apresentação do diretor geral da Mútua no Estado de São Paulo, Pedro Katayama, que explicou que “a Mútua é uma

caixa de assistência de todos os profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA), oferecendo aos mesmos inúmeros benefícios”, seguido pelo engenheiro civil e conselheiro do CREA/SP, José Renato Nazario, que discorreu sobre o sistema Confea/CREA – a maior organização de fiscalização profissional do mundo, que acompanha atualmente quase 1 milhão e meio de profissionais da área. Para encerrar o evento, o conselheiro do CREA/SP e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Maurício Pazini Brandão, ministrou a última palestra da Semana, falando sobre a Indústria 4.0 – o então chamado quarto estágio, após as movidas a vapor (1.0), a energia elétrica (2.0), e a computadores (3.0). “Diversas tecnologias formam a indústria 4.0, como por exemplo, a robótica, a manufatura digital, a Big Data e a computação em nuvem. E nós devemos aumentar o conteúdo que nosso país tem dessas tecnologias, já que as perspectivas globais são de maior demanda por energia. Sendo assim, a eficiência energética e a diminuição de emissão de poluentes terão cada vez mais importância nos sistemas de produção”.

fotos: KR Comunicação