O projeto Bienal no Território Paulista – Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural realiza atividades gratuitas no Museu Fama, em Itu

A Fundação Bienal de São Paulo realiza, até final de maio, a mostra Bienal no Território Paulista – Arte Contemporânea e Patrimônio Cultural, iniciativa que leva ao Interior do Estado atividades gratuitas nas áreas de artes visuais, audiovisual, preservação patrimonial e formação cultural. Realizado com recursos do Fomento Cult SP – ProAC ICMS, programa do Governo do Estado por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o projeto aportou em Itu, em parceria com o Museu Fama.
A programação teve início em abril com a exposição fotográfica que reúne imagens que percorrem a história da Bienal de São Paulo desde sua primeira edição, em 1951, e permanece em cartaz até 31 de maio. Além da mostra e de uma programação audiovisual, o projeto contempla um ciclo de oficinas e formações ministradas por equipes da Fundação Bienal de São Paulo. Em Itu, as atividades se estendem até maio, e são voltadas a artistas, educadores, jovens aprendizes e gestores culturais.

O programa de formação está estruturado em três eixos. O primeiro, conduzido pela equipe do Arquivo Histórico Wanda Svevo, apresenta conceitos de conservação e digitalização de acervos documentais, com ênfase na preservação de documentação iconográfica, como fotografias, slides e negativos. O segundo eixo consiste em uma conversa sobre expografia, com foco nos processos de elaboração de projetos expográficos e sua adaptação a edifícios históricos, tendo como referência o próprio Pavilhão Ciccillo Matarazzo. O terceiro, coordenado pela equipe de educação da Fundação, aborda os processos de criação das publicações educativas das Bienais e a organização de equipes de mediação em exposições. Todas as oficinas são gratuitas e têm capacidade para grupos de até 20 pessoas.
Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, o projeto Bienal no Território Paulista nasce do entendimento de que a missão da Fundação não se encerra nos limites do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. “Ao levar a Itu não apenas fotos históricas, mas o saber acumulado ao longo de mais de sete décadas de Bienais, em conservação, expografia e educação, afirmamos que a arte contemporânea é um campo vivo de formação e troca. É com esse espírito que chegamos ao território paulista”, afirma.

“A escolha do Museu Fama para integrar o projeto Bienal no Território Paulista demonstra a maturidade do museu ituano em se articular com os principais centros de arte contemporânea do Estado, com destaque para a Bienal de São Paulo e a Trienal de Artes de Sorocaba”, afirma Emerson Castilho, diretor educativo do museu.
Ao final do projeto, o conjunto fotográfico exibido nas exposições será oferecido aos acervos das instituições parceiras, garantindo que o patrimônio simbólico da Bienal permaneça nas próprias cidades contempladas. Cada instituição receberá ainda um kit de conservação e um equipamento de digitalização para dar continuidade às práticas aprendidas nas oficinas. O projeto conta com recursos de acessibilidade em todas as atividades, incluindo textos com fontes ampliadas e intérpretes de Libras.




