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Post: Masp inaugura túnel sob a Paulista com obra de Beatriz Milhazes

Masp inaugura túnel sob a Paulista com obra de Beatriz Milhazes

Conexão entre os dois edifícios do museu recebe “Pietrolina”, maior trabalho já realizado pela artista brasileira

Passagem subterrânea com pintura imersiva Pietrolina (2026), de Beatriz Milhazes

O Masp inaugura nesta sexta-feira, 11 de setembro, uma passagem subterrânea que conecta os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, sob a calçada da Avenida Paulista. Além de facilitar a circulação do público pelo complexo cultural, o novo espaço abriga uma pintura imersiva inédita de Beatriz Milhazes.

Batizada de Pietrolina, a obra foi desenvolvida especialmente para o local e homenageia Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, casal fundador do museu e responsável por parte importante de sua história. Com curadoria de Adriano Pedrosa e Amanda Carneiro, o trabalho possui 98 metros de extensão e é considerado o maior já realizado pela artista.

A intervenção reúne uma pintura de 60 metros lineares e diversos elementos reflexivos distribuídos por uma parede de 38 metros. A disposição acompanha o percurso dos visitantes e cria diferentes experiências visuais durante a travessia entre os dois prédios. Arabescos, listras, formas orgânicas e motivos florais, elementos recorrentes na produção de Beatriz Milhazes, aparecem em uma composição marcada pela intensidade das cores. O ritmo visual remete à sucessão de formas e movimentos dos desfiles de Carnaval.

A elaboração do projeto levou mais de dois anos. A artista iniciou o processo com um desenho e, posteriormente, realizou um estudo cromático que resultou na escolha de 33 tintas acrílicas. A execução dentro da passagem subterrânea durou aproximadamente três meses. Pietrolina também dialoga com Avenida Paulista, obra criada por Milhazes em 2020 e posteriormente doada ao acervo do Masp. Naquele ano, o museu apresentou uma retrospectiva com mais de 170 trabalhos da artista, considerada a maior exposição panorâmica já dedicada à sua trajetória.

O azul que marcou aquela mostra volta a ocupar posição de destaque na nova intervenção, aparecendo no teto e em uma das paredes da passagem. Segundo a curadora Amanda Carneiro, a tonalidade ficou tão associada à exposição que passou a ser chamada internamente de “Azul Beatriz”.

Beatriz Milhazes com sua nova obra

Arte e arquitetura no mesmo percurso

Com 50 metros de extensão, cinco metros de largura e 2,5 metros de altura, a nova passagem permite que os visitantes circulem de maneira contínua pela programação dos dois edifícios. A estrutura também facilitará o transporte seguro de obras de arte, equipamentos e equipes técnicas.

O projeto da conexão começou a ser desenvolvido em 2019 e exigiu estudos e autorizações de diferentes órgãos públicos. As obras tiveram início em 2023 e incluíram intervenções nas redes de água, esgoto, energia e telefonia, além de escavações e posterior recomposição da calçada da Avenida Paulista.

Reconhecida internacionalmente, Beatriz Milhazes possui trabalhos em instituições como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York; Tate Modern, em Londres; Centro Georges Pompidou, em Paris; e Museu Reina Sofía, em Madri. No Brasil, suas obras integram, entre outros, os acervos do Masp, da Pinacoteca de São Paulo e do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Detalhes da obra
Detalhes

MAIS:

Passagem subterrânea e obra Pietrolina, de Beatriz Milhazes
Local: Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Avenida Paulista, 1.578, Bela Vista, São Paulo
Horários: terça-feira, das 10h às 20h; quarta e quinta-feira, das 10h às 18h; sexta-feira, das 10h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 18h. Fechado às segundas-feiras
Ingressos: R$ 85 (inteira) e R$ 42 (meia-entrada)
Entrada gratuita às terças-feiras e às sextas-feiras, das 18h às 20h30
Agendamento obrigatório: masp.org.br/ingressos

 

fotos: Rômulo Fialdini e Eduardo Ortega

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