No Mês das Mães, a trajetória de duas médicas da Unimed Salto/Itu mostra como o cuidado pode se transformar em legado

Entre conversas à mesa, relatos do dia e a forma como se olha para o outro, o amor encontra caminhos silenciosos de se manifestar. Às vezes, se transforma em escolha. Em outras, em legado. E, em histórias como a de Idalina Fernandes Batista e sua filha, Paula Fernandes Batista Rodrigues, ele se traduz em cuidado.
Mais do que o vínculo entre mãe e filha, as duas compartilham a medicina e o cooperativismo na Unimed Salto/Itu como parte de quem são, e há 38 e cinco anos, respectivamente, constroem suas trajetórias na cooperativa, unidas pela profissão e por um propósito que atravessa o tempo: cuidar do outro.
No caso de Idalina, tudo começou com admiração. Inspirada pelo irmão médico e pelo exemplo dentro de casa, ela conta que encontrou na medicina uma forma concreta de fazer o bem aos necessitados. Anestesiologista e membro fundadora da Unimed Salto/Itu, a médica conta que ajudou a construir, desde o início, um modelo de cuidado baseado em respeito e presença, algo que hoje ela colhe como paciente.
Anos depois, sem imposições, mas com muita inspiração, esse mesmo caminho se desenhou para Paula. Crescendo entre histórias de plantões, discussões de casos e a paixão evidente da mãe pela profissão, ela foi, aos poucos, se reconhecendo naquele universo. “Eu a via discutir casos, escutava suas histórias do centro cirúrgico… ela fazia tudo com muita alegria. Isso me encantou”, relembra. Na Unimed Salto/Itu ela atua como nefrologista atendendo/acompanhando pacientes em diversos setores, desde as diálises da UTI à avalição no Pronto Atendimento ou em seu consultório.
Se para Idalina ver a filha seguir a medicina é motivo de orgulho constante, para Paula, olhar para a mãe é reconhecer sua maior referência. Não apenas pela técnica, mas pela forma de cuidar. “Dedicada, humana, tecnicamente preparada, sempre pensando no paciente em primeiro lugar”, destaca.
Mesmo com o passar dos anos e com especialidades diferentes, essa conexão nunca se perdeu. Pelo contrário, ganhou novas formas. Entre trocas de opiniões e aprendizados, a medicina também se tornou um espaço de encontro. “É uma troca que enriquece, ensina e conecta”, resume Paula.
O tempo trouxe mudanças. A tecnologia avançou, os recursos evoluíram e a prática médica se transformou, mas mesmo assim Idalina relembra com leveza o início da carreira, quando trabalhava com equipamentos simples, muito distantes dos atuais, mostrando que algo permaneceu intacto: a essência do cuidado.
Justamente aí é que passado e presente se encontram. No Jeito de Cuidar Unimed, que ultrapassa a técnica e reconhece o paciente em sua totalidade, com suas fragilidades, histórias e necessidades de acolhimento.
Hoje aposentada, Idalina segue sendo exemplo para Paula, que deixa como mensagem para outras mães e filhas que compartilham a mesma profissão, que aproveitem o privilégio de ter ao lado alguém que entende, como poucos, as dores e as delícias do dia a dia.
foto: Arquivo pessoal




