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Élida Marques – A arte da leitura

A vida de Élida Marques transborda arte. Atriz de formação, participou de inúmeros trabalhos na TV e no palco, deu aulas de teatros e decidiu produzir suas ideias. Foi quando em 2003, se transformou em leitora pública e ampliou sua participação na cena cultural como atriz, cantora e produtora cultural. Élida viajou os cinco Estados brasileiros com os contos de Hans Cristian Andersen e Monteiro Lobato por São Paulo. Leu Guimarães Rosa pelos sertões mineiro e paulista, se apresentou com textos de Fernando Pessoa no Consulado de Portugal, além de produzir diversos eventos literários com repertório variado. Tudo isso por meio do “Ler é uma Viagem”, projeto que estimula o hábito de ler através da mediação de leitura com música ao vivo, leitura pública, saraus, recitais, shows e eventos literários diversos. Em 12 anos, formam mais de 500 apresentações e um público de mais de 30 mil pessoas de diversos Estados brasileiros – que ocuparam praças, escolas, parques e bibliotecas públicas – sensibilizadas pelo prazer que a leitura literária pode proporcionar. Quando questionada sobre o que incentivar à leitura mudou a sua vida, Élida revê toda sua trajetória e afirma ter a sensação de estar cumprindo o seu papel para a construção de um mundo melhor. Ela costuma dizer que foi o primeiro público-alvo desse projeto, pois na adolescência e antes da sua paixão pelo teatro, não tinha o hábito de ler e muito menos descoberto o poder que a leitura transfere às vidas. “Desde que comecei  a ler em voz alta, queria levar esse encantamento para crianças e jovens de escolas públicas e, hoje, tenho o maior prazer em saber, através dos depoimentos de educadores e dos olhares atentos do público, que estamos cumprindo nossa missão”, conta Élida, cheia de emoção. Nascida em São Paulo, mudou-se para Itu em meados de 2009, com a família, em busca de qualidade de vida e com o objetivo de criar um grupo de pesquisa e leituras. Desenvolveu diversos eventos culturais e criou parcerias artísticas na região, entre eles, a oficina “Esse Tear tem História” e o “Concerto para Tear e Cordas”.

texto: Aline Queiroz

fotos: Guilherme Fraga/Divulgação/Sigmasix

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