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Post: ‘Brainrot’: como os conteúdos das redes prejudicam seu cérebro

‘Brainrot’: como os conteúdos das redes prejudicam seu cérebro

Especialista em comportamento humano explica que consumo de conteúdo “fútil” prejudica a nossa capacidade mental e ensina como se desintoxicar do lixo mental

Redes sociais podem prejudicar a saúde mental dos usuários

Se você passa boa parte do seu tempo consumindo conteúdos “fúteis” nas redes sociais, saiba que talvez você esteja sofrendo com uma condição chamada “Brainrot”. Esse termo, que significa algo parecido com “podridão cerebral”, surgiu pela primeira vez em 2007. E o que foi criado para ser uma brincadeira, acabou se tornando um distúrbio que virou tema de pesquisadores e se popularizou. Tanto que foi escolhida como a Palavra Oxford do Ano 2024.

O “Brainrot” refere-se à ideia de que consumir grandes quantidades de conteúdo considerado “fútil” ou de baixa qualidade pode prejudicar a capacidade mental, resultando em uma espécie de “podridão cerebral”, comenta Gisele Hedler, especialista em comportamento humano à frente da Faculdade de Saúde Avançada, do Rio Grande do Sul. “Isso pode incluir o consumo excessivo de redes sociais, programas de TV de baixa qualidade, fofocas, memes e outros tipos de entretenimento que não oferecem valor educacional ou cultural significativo”, afirma.

Segundo ela, esse tipo de consumo pode levar a uma diminuição da capacidade de concentração, pensamento crítico e criatividade. “E torna-se ainda mais preocupante em uma sociedade onde crianças, cada vez mais novas, têm acesso ilimitado à internet na palma das mãos”, observa. Por isso, a especialista em comportamento humano explica que para se livrar do Brainrot é preciso adotar hábitos mais saudáveis e equilibrados no uso da mídia e, claro, orienta aos pais que monitorem seus filhos no uso de dispositivos eletrônicos. Confira algumas dicas.

  1. Limite seu tempo online

Gisele diz que o primeiro passo para fazer um detox de redes sociais, televisão e outros conteúdos considerados fúteis é estabelecer um limite de tempo. Ela sugere também utilizar aplicativos de monitoramento de tempo de tela para ajudar a manter esses limites.

  1. Priorize conteúdos de qualidade

“Substitua parte do tempo gasto com conteúdos fúteis por materiais mais enriquecedores, como livros, documentários, podcasts educativos e artigos de interesse. Além disso, escolha programas de TV e filmes que tenham valor cultural, educativo ou artístico”, pontua a especialista.

  1. Desenvolva novos hobbies

Encontre novas atividades que você goste e que possam substituir o tempo gasto em conteúdos de baixa qualidade, como esportes, artes (como dança, pintura e música) ou aprenda uma nova habilidade.

  1. Pratique mindfulness e meditação

Segundo Gisele, praticar mindfulness e meditação pode ajudar a melhorar a capacidade de concentração e reduzir o desejo por distrações fúteis. Existem aplicativos que podem ser úteis para começar essa trajetória de meditação.

  1. Crie um ambiente sem distrações

“Tente reduzir as distrações ao seu redor. Por exemplo, enquanto você trabalha ou estuda, deixe o celular em outro cômodo e desative notificações desnecessárias”.

  1. Tenha rotinas diárias

Por fim, Gisele orienta a criar uma rotina diária que inclua tempo para trabalho, estudo, exercícios, socialização e relaxamento: “Planejar atividades específicas para evitar cair na tentação de consumir conteúdos fúteis por inércia é uma boa dica”, finaliza.

 

foto: AdobeStock

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