Foi preciso superar a dor da perda do pai para a atleta ituana conquistar o bicampeonato paralímpico na categoria até 73kg e o feito foi dedicado a ele

A atleta ituana Mariana D’Andrea fez história no sábado, 07 de setembro, conquistando nos Jogos Paralímpicos de Paris o bicampeonato no halterofilismo, categoria até 73 quilos, ao levantar 148 quilos, novo recorde paralímpico. Para ficar com o ouro a brasileira superou a uzbeque Ruza Kuzieva, prata com 147 quilos, e a turca Sibel Cam, bronze com 120 quilos.
“Sem dúvida, o que eu quero é fazer história, deixar registrado esse momento quando eu sair, que eu ganhei novamente o ouro, virando bicampeã paralímpica. Já falei com o meu treinador que não vou parar, em Los Angeles [sede dos próximos Jogos Paralímpicos] vai ter mais um [ouro]”, afirmou a atleta de 26 anos.
A preparação para Paris 2024 foi marcada com uma perda importante para Mariana D’Andrea. Após conquistar o título mundial no ano passado, a atleta perdeu seu pai, Carmine, maior incentivador da carreira. Foi preciso superar a dor para conquistar o bicampeonato paralímpico na categoria até 73kg e o feito foi dedicado a ele.
“Não tinha como não trazer essa medalha, eu prometi. Eu falei que ia dar muito orgulho pra ele. Esse ano sem ele não foi nada fácil”, comentou chorando após a conquista. A atleta ituana contou ainda que seu pai era a primeira pessoa para quem ela ligava após cada competição: “Ele comemorava a primeira ligação quando eu saia da competição, tinha que ser dele, porque era o meu maior fã. Depois que eu perdi ele foi muito difícil não tinha mais a ligação para dele, mas eu sabia que ele estaria comigo no coração o tempo todo”.
O 1º ouro
Desde a conquista do ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (2020), as marcas de Mariana seguiram evoluindo. Em agosto de 2023 a ituana se tornou a primeira medalhista de ouro brasileira na categoria adulta em um Mundial de halterofilismo, em Dubai 2023. O título foi atingido com ela competindo na categoria até 79 quilos e erguendo 151 quilos, o que ainda deu à brasileira o recorde mundial da prova.
Ela também conseguiu outros resultados expressivos, como o ouro na categoria até 73 quilios nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, o ouro na categoria até 73 quilos na Copa do Mundo de Dubai 2022 e o ouro na etapa de Tbilisi da Copa do Mundo 2021. (com informações da Agência Brasil e CPB)
foto: Ana Patrícia/CPB




