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Post: Alagoas tem seus próprios tons de azul e verde

Alagoas tem seus próprios tons de azul e verde

Paraíso alagoano

Há viagens que não se medem em quilômetros, mas em suspiros. Alagoas é uma dessas. A cada curva da estrada litorânea, o mar muda de tom – ora verde, ora azul, ora transparente como cristal – e parece sussurrar que o paraíso é logo ali.

Tudo começa em Maceió, cidade que é mais ponto de partida do que destino. Das calçadas coloridas da Pajuçara às jangadas que flutuam sobre piscinas naturais, a capital alagoana tem um ritmo próprio: leve, gentil, feito de sorrisos e que combina com os dias de sol eterno. É impossível não se render aos sabores locais – o peixe fresco na brasa, um cuscuz quentinho, e a criatividade na hora de preparar o camarão? Simplesmente imbatível!

Seguindo pela costa, a Barra de São Miguel te convida a entrar em um estado de relaxamento raro: a Barra é o encontro do estilo rural com o estilo praiano, vivendo harmoniosamente em uma cidade pequena, silenciosa e aconchegante. Um verdadeiro refúgio entre o mar aberto e uma imensa barreira de corais que cria uma piscina natural de águas paradas, perfeitas para quem quer simplesmente respeitar fundo e existir. Aqui, quem dita o tempo é a maré! 

Em se tratando de Senhor do Tempo, mais adiante, na cidade de Piaçabuçu – fun fact: a única palavra da língua portuguesa com dois çs – surge a força poética da Foz do Rio São Francisco. Nem em nossos sonhos mais criativos conseguiríamos imaginar como é o caminho até a Foz. Diante dos nossos olhos, além dos coqueiros, sempre presentes, e, muitas vezes, enfileirados (isso porque o coco não é uma fruta nativa brasileira; os coqueiros foram trazidos pelos portugueses, principalmente para delimitar territórios), surgem enormes dunas de uma areia fina e dourada, e, entre elas, piscinas de água doce – pouco se fala dos lençóis alagoanos! – como se a paisagem não pudesse ficar ainda mais impressionante, ao fundo, abraçando as dunas, o mar aberto surge naquele tom de verde que só Alagoas oferece. Às margens de cá do Velho Chico, conseguimos ver, do outro lado, as margens pertencentes a Sergipe. 

Belezas de Alagoas

A força do rio era tanta que protegia o povoado sergipano Cabeço de ser engolido pelo mar; no entanto no final dos anos 90, devido ao número de represas construídas ao longo do São Francisco, em pouquíssimo tempo, suas águas perderam força, o mar venceu a batalha e apagou do mapa as terras do jamais esquecido povoado do Cabeço. O som do Velho Chico se unindo com o mar soa como o reencontro de dois gigantes: intensidade e serenidade no mesmo compasso.

Chegamos ao extremo sul de Alagoas, e agora é hora de dirigir em direção ao norte do Estado: São Miguel dos Milagres. O nome já entrega o espírito do lugar. Nada aqui parece ser real, ao mesmo tempo que é nessa paisagem que entendemos como perdemos tempo com as pequenices e ilusões da vida – é justamente por isso que tudo é imenso. O mar parece pintado à mão e quem chega entende rápido: Milagres não se visita, se sente.

Viajar por Alagoas é experimentar a verdadeira ostentação dos dias de hoje: qualidade de vida. É redescobrir o prazer de acordar cedo para ver o sol nascer, de conversar sem pressa, de mergulhar em águas calmas e estar imerso em um ambiente respeitado pelo ser humano, e não dominado por ele. É deixar que o tempo passe diferente – mais leve, mais verdadeiro.

No início do verão, a Tombatur Viagens convida você a viver essa experiência encantadora alagoense. Um roteiro pensado para quem quer celebrar a vida com os pés na areia e o coração em paz.

TOMBATUR

 

por: Nalu Tomba

fotos: Divulgação

 

 

 

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