A campanha deste ano reforça que o câncer de mama não é uma sentença – é uma luta possível, desde que enfrentada com informação, cuidado e acesso à saúde de qualidade

Com o início de outubro, a campanha nacional de conscientização sobre o câncer de mama volta a ganhar força em todo o país. O Outubro Rosa já se tornou parte do calendário da saúde pública, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos eficazes.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 74 mil novos casos de câncer de mama por ano, o que mantém a doença como o tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. Ainda segundo o Inca, uma em cada 12 brasileiras desenvolverá câncer de mama ao longo da vida. Apesar da alta incidência, os índices de mortalidade vêm caindo lentamente, graças ao diagnóstico precoce e aos avanços nos tratamentos.
“A chave continua sendo a detecção precoce. Quando diagnosticado em fases iniciais, o câncer de mama tem até 95% de chance de cura. Por isso, os exames de rotina são fundamentais”, alerta o oncologista Dr. Rafael Menezes, do Hospital do Câncer de São Paulo. Ele destaca a importância da mamografia, indicada para mulheres a partir dos 40 anos, como principal ferramenta de rastreamento. “É um exame rápido, acessível pelo SUS, e que pode literalmente salvar vidas.”
Nos últimos anos, a medicina tem dado passos significativos na área. Novas terapias-alvo, tratamentos imunoterápicos e exames genéticos passaram a fazer parte do arsenal contra o câncer de mama, especialmente em casos mais agressivos ou com predisposição hereditária. A personalização dos tratamentos, baseada no perfil molecular do tumor, também tem mostrado bons resultados e menos efeitos colaterais.
A campanha deste ano foca especialmente na equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento, um desafio ainda presente nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. “Não adianta termos tecnologia se ela não chega a quem precisa. A prevenção precisa ser universal, assim como o acesso a tratamentos modernos”, enfatiza Dr. Menezes.
Durante todo o mês de outubro, unidades de saúde públicas e privadas promovem mutirões de mamografia, palestras e ações educativas. A recomendação é clara: autoexame não substitui mamografia, mas conhecer o próprio corpo pode ajudar a notar alterações suspeitas.
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