Casos de covid voltam a subir; Região tem novas mortes; Sintomas da ômicron podem ser confundidos com gripe

Casos de covid voltam a subir no país

Com a predominância da nova variante ômicron e o avanço da vacinação, sintomas da covid tornaram-se bem diferentes dos registrados no início da pandemia e podem agora ser confundidos com gripe; Indaiatuba voltou a registrar óbitos pela doença: 5 em uma semana; Salto, 1

 

Os casos de covid-19 voltaram a subir em todo o país nas últimas semanas e, com tantas variantes diferentes que já circularam em relação ao vírus original, muitas pessoas se perguntam sobre os novos sintomas da doença. Para especialistas, com a vacinação e a predominância da variante ômicron desde o final do ano passado, os infectados passaram a ter sintomas que se confundem com os da gripe, como inflamação da garganta, tosse seca e dores no corpo.

 

Segundo eles, de forma geral, as variantes não alteram a forma como a doença se manifesta, mas, com a chegada da ômicron, dor de garganta passou a ser mais relatada como um sintoma. Com o inverno, pode ser difícil diferenciar alguns sintomas de gripe ou alergia daqueles de covid, mas alguns continuam sendo típicos da doença, como a perda de olfato ou paladar e a falta de ar. Porém, nem todos que pegam covid apresentam os mesmos sintomas, alguns podem até ser assintomáticos, mas os mais comuns são os seguintes: febre ou calafrios, tosse seca, dificuldade de respirar, cansaço, dores musculares como nas pernas e nas costas, dor de cabeça, perda de olfato ou paladar, dor de garganta, congestão nasal ou nariz escorrendo, náusea, vômito e diarreia.

 

As pesquisas recentes mostram que duas doses de vacina causam uma redução no tempo de duração de sintomas, que também é diferente em casos de outras doenças com sintomas similares. O estudo revela ainda que pacientes com a ômicron se recuperam, em média, dentro de uma semana a dez dias. E, também por causa dos imunizantes, os sintomas tendem a ser um pouco mais leves.

 

Com a ômicron, a perda de olfato ou de paladar é menos comum entre quem foi infectado, mostra outro estudo científico feito nos últimos meses em vários países. Já a dor de garganta foi mais presente entre pacientes com a ômicron do que com outras variantes. Casos mais graves, que precisaram de hospitalização, também foram menos frequentes entre quem foi contaminado pela ômicron. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), entre sintomas de quadros graves estão falta de ar, perda de apetite, confusão mental, dor persistente ou pressão no peito e temperatura acima de 38°C. Outros indícios graves, mas menos comuns, são irritabilidade, consciência reduzida, ansiedade, depressão, distúrbios do sono e complicações como AVC. Entre pacientes com a variante ômicron, os sintomas podem surgir em até três dias após a infecção, diferente do vírus original que podia levar até 14 dias depois da contaminação.

 

Os médicos advertem que pacientes de todas as idades que apresentarem sintomas de febre e tosse associados à falta de ar ou à dificuldade de respirar e dores no peito devem procurar atendimento médico.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, há pelo menos duas subvariantes da ômicron circulando no Brasil: a BA.1 e a BA.2. A principal diferença entre elas é que a BA.2 é mais transmissível e pode afetar pessoas mais jovens do que a BA.1. Os sintomas das duas cepas observados até agora, no entanto, são os mesmos, principalmente dor de garganta, tosse seca, dores musculares e fadiga.

 

NA REGIÃO

 

Na região, os casos de covid também voltaram a subir nas últimas semanas, a exemplo do que vem sendo registrado no restante do Estado.

 

Indaiatuba voltou a ter óbitos pela doença. Foram 5 mortes entre os dias 30 de maio e 06 de junho. Os pacientes tinham entre 59 e 96 anos. De acordo com a Prefeitura de Indaiatuba, nesse mesmo período foram diagnosticados 457 casos e 1.301 suspeitos. O número pode ser bem superior, já que muitas pessoas confundem os sintomas da nova variante com os da gripe.

 

Em Salto, segundo a Secretaria de Saúde local, foram 460 novos casos entre 29 de maio e 07 de junho, além de 1 óbito. Durante o mês de maio, outras 5 mortes por covid foram confirmadas na cidade, totalizando 480 desde o começo da pandemia. Itu não teve os dados divulgados pela Prefeitura.

 

 

foto: BIRF