Em 24h, mais 6 mortes por covid em Indaiatuba; Salto favorece GMs em vacinação antes do cronograma

Covid faz vítimas em Indaiatuba e Itu

Indaiatuba confirmou mais seis óbitos positivos para coronavírus nesta terça-feira, 30; Itu teve 2 mortes pela doença; UTIs seguem lotadas nas cidades da região; Em Salto, Prefeitura assumiu que vacinou 11 guardas municipais com doses que seriam de idosos; Forças de segurança, por decisão do Estado, serão vacinadas apenas a partir de abril; Prefeitura diz que eram “sobras”

Indaiatuba voltou a ter um alto número diário de mortes por covid, 6 no total, nesta quarta-feira, 30 de março, data em que o país registrou novo recorde: 3.668 vítimas. Em Itu, foram 2 novos óbitos.

Segundo a Secretaria de Saúde de Indaiatuba, os pacientes, de ambos os sexos, tinham entre 56 e 76 anos e estavam internados no Hospital Santa Ignês, Haoc e Unicamp. Nas últimas 24 horas, a cidade diagnosticou 113 novos casos positivos e há 315 suspeitos à espera de resultados de exames. Desde o início da pandemia, 17.028 pessoas contraíram a doença no município. Desses, 422 morreram e 16.526 são considerados curados ou ainda estão em recuperação domiciliar. Há 110 internados, dos quais 81 estão confirmados para covid-19. Do total, 69 estão em leitos clínicos e 41 em UTI.

As duas UTIs locais estão lotadas, assim como os leitos extras contratados pela Prefeitura de Indaiatuba em hospitais da Grande Campinas. Já as Enfermarias estão com 82% de ocupação no Haoc e 80% no Santa Ignês.

DENÚNCIA EM SALTO

Na terça-feira, 30, de acordo com o boletim divulgado pela Prefeitura, Salto não teve óbitos confirmados e diagnosticou 12 casos positivos, porém o número deve ser bem maior, já que há 1.293 suspeitos que foram testados e ainda aguardam o resultado dos exames. O governo saltense, desde que assumiu em janeiro, alega que a culpa do atraso é do laboratório de Sorocaba, que estaria com grande demanda. No primeiro ano da pandemia isso não ocorreu. Em Itu, nesta terça-feira, 30, o número de suspeitos testados e sem resultado era bem menor: 35.

Salto soma 6.500 infectados desde o começo da epidemia, com 181 mortos e 6.287 recuperados. A Prefeitura não divulgou o número de pacientes positivos e suspeitos que estão internados, mas há, no total, 19 em UTI e 35 em leitos clínicos. As 2 UTIs de Salto, da rede pública e da rede privada, estão lotadas. Já a Enfermaria do Hospital Municipal está com 74% de ocupação e da Unimed, da rede privada, com 72%.

A Prefeitura de Salto foi questionada várias vezes pela reportagem, mas não informou sobre a fila de espera por vagas de UTI para pacientes com covid, nem sobre a possibilidade de reabertura de novos leitos, a exemplo do que fez Itu e Indaiatuba nos últimos dias.

Além da falta de leitos de UTI, Salto enfrenta lentidão e polêmica na vacinação. É a cidade da região que menos aplicou doses e só agora, com uma semana de atraso, iniciou a imunização dos idosos com 69 anos. Nos últimos dias, ganhou repercussão nas redes sociais e em sites locais a denúncia de que guardas municipais da cidade teriam “furado a fila” da vacinação. Nesta quarta-feira, 31 de março, o governo saltense admitiu que 11 agentes da Guarda Civil Municipal receberam a vacina que seria destinada a idosos e antes mesmo do cronograma de vacinação pra esse grupo de profissionais, prevista apenas para abril, conforme determinação do Estado.

Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura saltense alega que as doses aplicadas em guardas municipais eram “sobras”. “Com relação à vacinação de GCMs, tratam-se de sobras de vacina de frascos multidoses. Isso ocorre porque cada frasco encaminhado pela Secretaria de Estado da Saúde contém 10 doses e, por isso, o planejamento da vacinação sempre estabelece múltiplos de 10 pessoas para os grupos atendidos. Contudo, quando há ausências, ou seja, quando um cadastrado não comparece para receber a vacina, a sobra do frasco, já aberto, não pode ser armazenada e deve ser utilizada em, no máximo, 8 horas (Coronavac) ou 6 horas (AstraZenica). Sendo assim, para que não ocorra perda da dose, a orientação da Nota Técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo – item 4 – é para que essa sobra seja aplicada em um dos grupos prioritários definidos no citado documento. No caso de Salto, então, as sobras foram aplicadas nas forças policiais do município, mais próximas da Secretaria da Saúde, para onde retornam os profissionais de vacinação ao final do expediente. Ao longo desse período, 11 Guardas Civis Municipais receberam essas doses que, conforme já esclarecido, se não aplicadas, seriam descartadas.”, diz a nota da Secretaria de Saúde de Salto.

Porém, as forças de segurança não estão entre os grupos prioritários nesse momento da vacinação. Na semana passada, o governador João Doria determinou que agentes de segurança e professores serão vacinados a partir de 05 de abril. A reportagem questionou o governo saltense sobre antecipar a data para esses 11 GMs, mas o mesmo não respondeu.

NOVOS LEITOS EM ITU

Ao contrário de Salto, a Prefeitura de Itu ampliou mais uma vez o número de leitos de Enfermaria no Hospital de Campanha, totalizando agora 46. Foi a segunda medida emergencial de ampliação de leitos neste mês de abril pelo governo ituano. Nesta quarta, 30, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a cidade registrou mais 2 mortes pela covid. Os pacientes tinham 42 e 72 anos.

Foram confirmados ainda em Itu 85 novos infectados e a cidade soma agora 10.458 casos positivos desde o início da epidemia, com 229 mortos e 9.781 recuperados. Há 35 suspeitos aguardando resultados, 42 pacientes internados em leitos clínicos e 23 em UTI. No Hospital de Campanha, a UTI está lotada. Já no Hospital Municipal, a ocupação da UTI está em 87% e na Santa Casa, em 76%. As Enfermarias têm atualmente 68% de ocupação no Hospital Municipal e 91% no Hospital de Campanha.

VACINA SIM!

A vacinação segue lenta na região. Os números de vacinados até esta terça-feira, 30 de março, são:

– Indaiatuba: 24.483 pessoas com a primeira dose e 7.978 com a segunda;

– Itu: 16.365 receberam a primeira dose e 5.130, a segunda;

– Salto: 9.967 tiveram a primeira dose aplicada e 3.445, a segunda.

 

foto: BIRF