Indaiatuba tem mais 3 mortes por covid; Governo de SP recua sobre data de vacina

  • Cidade registrou dois óbitos no domingo e outro nesta segunda;
  • Itu e Salto confirmaram novos casos, mas não tiveram mortes pela doença;
  • Vacina Coronavac, que está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, é a mais segura em fase final de testes no Brasil, porém governo do Estado não tem mais data exata para início da vacinação

Indaiatuba registrou mais 3 mortes por covid durante o final de semana. Todas elas ocorreram no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo), duas no domingo, 18, e outra nesta segunda, 19. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Indaiatuba, dois pacientes eram homens e tinham 75 e 76 anos; a outra vítima foi uma mulher, de 60.

No mesmo período, a cidade confirmou 35 novos casos da doença e totaliza, agora, 7.597 contaminados desde o início da pandemia, sendo que 221 pacientes morreram, 7.348 são considerados curados ou estão em recuperação domiciliar e 28 confirmados continuam internados, um a menos que no dia anterior.

Novas mortes por covid em Indaiatuba

Ainda há outros 405 casos suspeitos aguardando resultado. Atualmente, há 26 pessoas internadas em leito clínico e 23 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A taxa de ocupação das UTIs está em 83% no Haoc e 25% no Hospital Santa Ignês.

Em Itu, também foram confirmados 35 contaminados no final de semana, mas não houve morte pela covid, de acordo com dados do governo local. Com isso, a cidade soma 3.255 casos confirmados, sendo que 95 morreram e 3.096 se recuperaram.

Há 64 suspeitos à espera de resultado de teste, 8 pacientes internados em leito clínico e 9 em UTI. A taxa de ocupação das UTIs está em 75% no Hospital Municipal e 33,33% no Hospital de Campanha.

Salto, segundo boletim divulgado pela Prefeitura, também não registrou óbito pela doença neste final de semana, mas confirmou 19 novos infectados. Desde que começou a pandemia, em março, a cidade registrou 3.156 casos de covid, sendo que 67 pessoas morreram, 3.047 evoluíram para cura, 7 seguem internadas (sendo 3 em UTI) e 35 estão em isolamento domiciliar.

A cidade ainda tem 42 suspeitos testados que aguardam resultado. Destes, 2 estão em internação clínica e também há um óbito suspeito em investigação. A taxa de ocupação da UTI do Hospital Municipal nesta segunda, 19, está em 33%.

VACINA SEM DATA

O governo do Estado de São Paulo, que pretendia iniciar a vacinação contra a covid em 15 de dezembro, utilizando a Coronavac, desenvolvida em parceria com a China, recuou e divulgou nesta segunda-feira que ainda não é possível estipular, com exatidão, uma data para a vacinação. A fase final dos testes que estão sendo realizados no país – justamente a que comprova a eficácia da vacina – ainda não foi concluída, devendo ser divulgada somente entre novembro e dezembro.

No entanto, o governador João Doria afirmou que a vacina, que aqui no Brasil é desenvolvida pelo Instituto Butantan, é a mais segura em fase final de testes no Brasil. Estudos clínicos com 9 mil voluntários com idade entre 18 e 59 anos no país mostram que apenas 35% tiveram reações adversas leves após a aplicação, como dor no local da aplicação ou dor de cabeça. Não houve qualquer registro de efeito colateral grave durante a testagem.

“Os primeiros resultados dos estudos clínicos realizados no Brasil comprovam que, entre todas as vacinas testadas no país, a Coronavac é a mais segura, a que apresenta os melhores e mais promissores índices no Brasil. É, de fato, a vacina mais avançada neste momento”, declarou o governador. “A vacina do Butantan foi a que apresentou menor índice de efeitos adversos e melhores resultados até o presente momento”, acrescentou Doria.

O desenvolvimento da vacina no Brasil foi iniciado em julho, por meio de parceria entre a biofarmacêutica Sinovac Life Science, com sede em Pequim, e o Butantan. A Coronavac é um dos imunizantes mais promissores em fase final de estudo em todo o mundo e produzida com base em tecnologia similar à de outras vacinas produzidas com sucesso pelo Butantan.

As reações mais comuns entre os participantes do estudo após a primeira dose foram dor no local da aplicação (19%) e dor de cabeça (15%). Na segunda dose, as reações adversas mais comuns foram dor no local da aplicação (19%), dor de cabeça (10%) e fadiga (4%). Febre baixa foi registrada em apenas 0,1% dos participantes e não há nenhum relato de reação adversa grave à vacina até o momento.

O estudo no Brasil foi iniciado em 21 de julho e prevê a participação total de 13 mil voluntários, todos profissionais da saúde que atuam no atendimento a pacientes com covid-19. Eles estão sendo acompanhados pelos 16 centros de pesquisa distribuídos por sete Estados e o Distrito Federal.

A partir deste mês, a testagem do potencial imunizante contra o coronavírus está sendo ampliada para voluntários idosos, portadores de comorbidades e gestantes.

Até dezembro, o Butantan receberá 46 milhões de doses da Coronavac, sendo 6 milhões de doses da vacina já prontas para aplicação. Outras 15 milhões de doses devem chegar até fevereiro de 2021.

 

foto: BIRF