Indaiatuba tem mais 3 mortes por covid; Salto, 1; Estado amplia testagem de vacina

  • Região confirmou mais 4 mortes pela doença nas últimas 24 horas;
  • Governo do Estado anunciou ampliação da testagem da vacina chinesa contra a covid para mais 4 centros de pesquisas no país

A Prefeitura de Indaiatuba informou que mais 3 óbitos foram registrados pela Vigilância Epidemiológica e chega ao total de 202 mortes causadas por complicações da covid. Após revisão do Departamento de Vigilância Epidemiológica, 1 óbito foi excluído por cadastro duplicado.

Duas das mortes recentes ocorreram no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo): uma paciente de 50 anos, internada desde o dia 27 de agosto; e um homem, de 31, também hospitalizado no dia 27. O terceiro óbito foi de uma moradora de Indaiatuba, de 62 anos, que estava internada desde 16 de setembro no Hospital Samaritano de Campinas.

Região: mais 4 mortes por covid-19

Nesta sexta-feira, 25 de setembro, foram acrescentados mais 46 casos da doença. Sendo assim, Indaiatuba soma 6.883 confirmados desde o começo da pandemia. Destes, 202 morreram, 6.650 são considerados curados ou estão em recuperação domiciliar e 31 confirmados continuam internados, cinco a menos que no dia anterior.

Ainda há outros 378 suspeitos aguardando resultado de exame. Atualmente, há 21 pessoas internadas em leito clínico e 20 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A taxa de ocupação das UTIs está em 31% no Haoc e 36% no Hospital Santa Ignês.

Também houve, nesta sexta-feira, 25, a confirmação de mais 1 óbito por covid-19 em Salto: o paciente tinha 59 anos e estava internado no Hospital Municipal. A morte ocorreu em 17 de setembro, mas só foi confirmada nesta sexta.

Sessenta e um novos infectados pelo coronavírus foram confirmados nas últimas 24 horas. Com isso, Salto totaliza 2.631 casos desde que começou o surto de covid, sendo 62 pacientes morreram, 2.534 evoluíram para cura, 6 seguem internados, sendo 3 em UTI, e 29 estão em isolamento domiciliar.

Há ainda 52 casos que aguardam resultado de teste. Destes, 1 suspeito está em isolamento domiciliar, 4 em internação e também há 1 óbito suspeito da doença. A taxa de ocupação da UTI do Hospital Municipal está em 66%.

Em Itu, foram 12 novos casos nas últimas 24 horas. A cidade soma 2.923 confirmados desde o início da epidemia, sendo que 89 pessoas morreram e 2.753 se recuperaram. Há 110 suspeitos aguardando resultado de exame, 10 pacientes internados em leito clínico e 9 em UTI. Também há 1 morte suspeita da doença. A taxa de ocupação das UTIs está em 75% no Hospital Municipal e 33,33% no Hospital de Campanha.

TESTES DA VACINA

O governador João Doria anunciou nesta sexta-feira, 25, a ampliação da testagem da vacina Coronavac para mais quatro centros de pesquisa em Barretos (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Pelotas (RS). Com isso, a quantidade de voluntários do estudo coordenado pelo Instituto Butantan será ampliada de 9 para 13 mil voluntários.

“A Coronavac já vem sendo testada em 12 centros de excelência. Com o apoio da Anvisa, o Instituto Butantan amplia agora a testagem da terceira fase da Coronavac para mais quatro centros de pesquisa”, afirmou Doria.

O Instituto Butantan recebeu a aprovação da Anvisa para a inclusão de mais voluntários na terceira e última fase de estudos clínicos que estão testando a Coronavac no Brasil. A ampliação também foi aprovada pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Desta forma, os ensaios clínicos passam a acontecer em 16 centros espalhados em 7 Estados brasileiros e no Distrito Federal.

O perfil dos voluntários que poderão se candidatar ao estudo permanece praticamente o mesmo. Profissionais da saúde que estejam trabalhando no atendimento a pacientes com covid. A diferença é que agora não será feita triagem para verificação de infecção prévia pelo coronavírus.

Até então, os estudos não permitiam a participação de voluntários com mais de 60 anos. Agora, este grupo de pessoas pode se candidatar. Já as mulheres não podem estar grávidas ou estarem planejando uma gravidez nos próximos três meses. Importante lembrar que outra restrição é não apresentar doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

A vacina contra o coronavírus, desenvolvida pela Sinovac Life Science, é uma das mais promissoras do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. Por isso, o Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente.

O laboratório com sede em Pequim já realizou testes do produto em milhares de voluntários na China, nas fases I e II. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

A farmacêutica forneceu então ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase III em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.

“A união da experiência do Butantan na produção de imunobiológicos aos esforços da Sinovac permitirá que logo o país tenha uma vacina efetiva e segura contra a covid-19, protegendo as pessoas e salvando milhares de vidas”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China quanto no Brasil para fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde). Os passos seguintes serão o registro do imunizante pela Anvisa e fornecimento em todo o Brasil.

Doria ressaltou esta semana que há previsão para o início da vacinação da população paulista na segunda quinzena de dezembro, caso os testes sejam aprovados. Profissionais de saúde terão prioridade.

 

foto: BIRF