Após semanas, Indaiatuba não registra morte por covid em 24h; Salto e Itu, 1

Cidades da região mantêm em ascensão casos de covid-19

Depois de praticamente um mês, Indaiatuba não teve mortes por covid-19 nas últimas 24 horas; Itu e Salto registraram 1 em cada cidade; UTI da rede privada continua lotada em Indaiatuba; Salto tem aumento na taxa de ocupação da UTI e Estado enviará respiradores

Indaiatuba não registrou mortes por covid nas últimas 24 horas. Esta foi a 1ª vez depois de semanas consecutivas de óbitos diários causados pelo novo coronavírus. No entanto, na região, Salto e Itu tiveram novos registros, um em cada cidade.

Em Indaiatuba, foram confirmados mais 87 casos de covid-19, totalizando 2.710 registros, sendo que 92 morreram, 2.572 são considerados curados ou ainda estão em recuperação domiciliar e 46 confirmados estão internados. Ainda há outros 411 casos suspeitos aguardando resultado. Atualmente há 52 pessoas internadas em leito clínico e 33 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A taxa de ocupação das UTIs continua alta, com 88% no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo) e 100% na rede privada, no Hospital Santa Ignês.

Itu atingiu, nesta terça-feira, 45 mortes por covid. A paciente que morreu nesta terça tinha 87 anos e apresentava doenças crônicas. A cidade registrou 33 novos infectados nas últimas 24 horas, somando 968 casos confirmados, 799 recuperados e 127 testados à espera de resultados, além de 2 óbitos suspeitos de covid. Há 24 pacientes internados e 13 em UTI. A taxa de ocupação das UTIs está em 75% no Hospital Municipal e em 50% no Hospital de Campanha.

Salto também confirmou mais uma morte por covid, totalizando 16. O paciente tinha 73 anos e morreu no dia 27 de junho, porém, segundo a Prefeitura, o caso estava em investigação pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado, sendo confirmado o óbito por covid-19 nesta terça-feira.

A cidade registrou 22 novos infectados nas últimas 24 horas, com total de 415 casos confirmados, 346 curados, 15 internados (sendo 3 em UTI) e 38 em isolamento domiciliar. Há 35 casos que aguardam resultados. Destes, 12 estão em isolamento domiciliar e 17 em internação clínica (sendo 4 em UTI). A taxa de ocupação do Hospital Municipal subiu: está em 83% na UTI e 75% na internação clínica.

SALTO RECEBE RESPIRADORES

O governo de São Paulo distribui, nesta semana, mais 179 respiradores para hospitais de 45 cidades localizadas no Interior e na Grande São Paulo, permitindo a abertura de novos leitos de UTI e, assim, garantindo atendimento a casos graves provocados pelo novo coronavírus. Na região, Salto receberá do Estado 11 aparelhos para o Hospital Municipal.

A distribuição, conforme informou o governo do Estado à Revista Regional, é técnica e feita para locais com maior demanda de internações por covid-19 e estrutura para novos leitos, permitindo ampliação da capacidade de atendimento da rede pública de saúde.

VACINA RUSSA

Pesquisadores de todo o mundo trabalham no desenvolvimento de uma vacina eficiente contra o novo coronavírus. Por enquanto, a fórmula da Rússia para imunização contra a covid-19 é a primeira a ter concluído os seus testes clínicos e, caso as próximas etapas sigam conforme o esperado, algumas pessoas deverão receber a vacina pronta já em agosto. Foi o que anunciou na segunda-feira, 13, a Universidade Sechenov, que concluiu os ensaios clínicos em humanos para a nova vacina. A partir dos resultados da pesquisa com pessoas, segundo Elena Smolyarchuk, pesquisadora chefe do Centro de Pesquisa Clínica em Medicamentos da universidade russa, sua eficácia foi confirmada.

“A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura. Os voluntários (dos ensaios clínicos) receberão alta nos próximos dias 15 e 20 de julho”, afirmou Smolyarchuk nesta segunda-feira para a agência de notícias estatal TASS. No entanto, esses participantes ainda permanecerão sob supervisão médica, mesmo após a alta. A ideia é acompanhar se eles apresentarão algum efeito colateral a partir do uso da vacina.

Caso tudo transcorra bem, a vacina “entra em circulação civil” entre os dias 12 e 14 de agosto, conforme explicou Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamalei de Epidemiologia e Microbiologia da Rússia, onde a vacina foi desenvolvida e que produziu, anteriormente, outras vacinas eficazes contra ebola e MERS. Com a aprovação, em setembro será a vez das farmacêuticas privadas iniciarem a produção em massa da vacina russa.

Além desta, existem cerca de 160 vacinas em desenvolvimento contra o coronavírus, com pesquisadores da Europa, EUA, China e Austrália. Entre as fórmulas, 21 candidatas estão em avaliação clínica e 139 em avaliação pré-clínica, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

foto: BIRF