Indaiatuba e Salto têm mais mortes por covid; Salto é a que menos testa a população

Salto e Indaiatuba tiveram mais mortes por covid-19

Indaiatuba registrou mais 3 mortes nas últimas 24 horas; Salto, mais 1; Desde o início da pandemia, Salto foi a cidade que menos testou sua população, foram apenas 886 pacientes até a quinta-feira, 02 de julho; Indaiatuba, nesta sexta, regrediu para a Fase Vermelha do Plano SP e terá de fechar novamente o comércio não-essencial

Foram mais 4 mortes por covid na região nas últimas 24 horas: 3 em Indaiatuba e 1 em Salto. Os óbitos em Indaiatuba ocorreram no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo) entre quinta-feira (2) e esta sexta (3): um paciente de 80 anos, internado desde o dia 23 de junho, com antecedentes de Alzheimer; outro de 60, hospitalizado desde o dia 26 de junho, hipertenso; e mais um homem, de 84 anos, internado em 26 de junho, com histórico de cardiopatia crônica e hipertensão.

Nesta sexta-feira (3) o governo do Estado, como noticiado pelo app de notícias da Revista Regional, regrediu a RMC (Região Metropolitana de Campinas), a qual Indaiatuba pertence, para a Fase Vermelha do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena, podendo funcionar apenas os comércios essenciais.

A situação da pandemia em Indaiatuba até esta sexta-feira é de novos 116 casos positivos, totalizando 1.983 confirmados, sendo que 72 morreram e 35 confirmados estão internados. Ainda há outros 13 casos suspeitos aguardando resultado. Atualmente há 40 pessoas internadas em leito clínico e 31 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A taxa de ocupação das UTIs está em 92% no Haoc e em 75% no Hospital Santa Ignês. A Prefeitura de Indaiatuba não divulga um número exato de recuperados, mas soma os casos de cura com pacientes ainda em tratamento domiciliar, totalizando, assim, 1.876 pessoas.

Em Salto, houve mais 1 morte, totalizando, oficialmente, 11, desde o começo da pandemia. Trata-se de um paciente de 44 anos, que estava internado no Hospital Municipal. A cidade possui 279 casos registrados, sendo que 215 evoluíram para cura; 9 seguem internados (sendo 3 em UTI) e 44 estão em isolamento domiciliar. Há 50 pacientes aguardando resultados de exames. Destes, 48 estão em isolamento domiciliar e 2 em internação clínica.

Itu contabiliza 695 casos de infectados, com 39 mortes, 528 curados e mais 120 pacientes testados à espera de resultados. Há 18 internados em leito clínico e 10 em UTI. O município tem ainda 1 óbito. A taxa de ocupação das UTIs está em 75% no Hospital Municipal e em 33% no Hospital de Campanha.

SALTO APLICA MENOS TESTES

Como já divulgado nesta tarde pelo app de notícias da Revista Regional, Salto é a cidade da região que menos testa sua população. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira pela Prefeitura da cidade. O governo afirma que aplicou apenas 886 testes de covid desde o início da pandemia, em março, até a quinta-feira, dia 02 de julho. A população de Salto é de aproximadamente 100 mil habitantes. O número de testagem, neste caso, equivale a 8,5 testes a cada 1 mil habitantes.

Como comparação, Indaiatuba é o município da região que mais tem testado seus residentes, cerca de 42 testes para cada 1 mil indaiatubanos. Foram pouco mais de 11 mil pessoas, cerca de 4% da cidade, desde o início do surto de coronavírus, com cerca de 1,9 mil positivos. Itu, também com pouca testagem, aplicou 2.717 até o dia 1º de julho, cerca de 16 testes por 1 mil ituanos. Maior cidade do Interior, Campinas foi orientada pelo Ministério Público a criar um protocolo para testagem em massa da população, incluindo moradores que apresentaram sintomas leves, graves ou morreram por complicações da doença; e pessoas assintomáticas, que tiveram contato com sintomáticos, e atuem em serviços considerados essenciais ou estejam em grupos de risco ou vulnerabilidade.

A principal recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é para que os governos testem sua população ao máximo, como a melhor maneira de retardar o avanço da pandemia. “Temos uma mensagem simples para todos: teste, teste, teste”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, logo no começo da crise sanitária mundial. Sem testes, os casos não podem ser isolados e a cadeia de infecção não será interrompida, acrescentou na ocasião.

Em Salto, pacientes com sintomas gripais têm reclamado da falta de testagem nas unidades de saúde da cidade. Até mesmo familiares de pessoas infectadas não estão sendo testados, ao contrário dos critérios adotados pelos demais governos. Em resposta à Revista Regional, a Prefeitura saltense afirmou que a administração municipal “segue as recomendações conforme orientação da Vigilância Epidemiológica e que os testes devem ser somente para sintomáticos que se enquadrem nas seguintes categorias: profissionais de saúde em atividade; profissionais de segurança pública em atividade; pessoas com 60 anos ou mais, residentes em instituições de longa permanência de idosos (ILPI); pessoas com 60 anos ou mais, portadores de comorbidades de risco para complicação de covid-19; demais pessoas sintomáticas com idade igual ou superior a 60 anos (numa primeira etapa o exame será realizado na população possivelmente vetora e população com condições de risco sintomáticas); profissionais da limpeza pública; profissionais dos transportes públicos; cardiopatas graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias, hipertensão arterial sistêmica descompensada); pneumopatias graves ou descompensados (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, DPOC); imunodeprimidos; doentes renais crônicos em estágio avançado (graus 3, 4 e 5); diabéticos, conforme juízo clínico; gestantes de alto risco; população em situação de vulnerabilidade social (população em situação de rua, quilombolas, povos indígenas); e casos suspeitos em instituições fechadas.”

Foto: BIRF