Indaiatuba registra 12ª morte por covid; Estado pode atingir 100 mil casos em maio

Monumento recebe máscaras em campanha de conscientização na capital paulista

Indaiatuba chega a 91 casos confirmados e tem sua 12ª morte; Na região, Itu atinge 50 registros de infectados; Governo divulgou hoje que o Estado pode ter 100 mil casos até o final desse mês; Na capital, monumentos ganham máscaras em campanha de conscientização

 

Indaiatuba registrou nesta terça-feira, dia 12 de maio, a 12ª morte pela covid-19. É a 6ª vítima fatal da pandemia na cidade em menos de uma semana. Com o maior número de casos da região de cobertura da Revista Regional, Indaiatuba ultrapassou hoje os 90 casos oficiais. O número pode ser maior, já que nem todas as pessoas são testadas, como acontece em todo o país.

 

A vítima desta terça-feira é um homem de 75 anos que não apresentava doenças crônicas e estava internado no Haoc (Hospital Augusto de Oliveira Camargo) desde o dia 25 de abril. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura, ele foi diagnosticado com covid-19 por meio de análise do Instituto Adolfo Lutz e teste rápido do próprio hospital.

 

Em 24 horas, foram registrados mais 4 casos de infectados, totalizando 91. Dessa estatística, 12 pacientes vieram a óbito, 69 estão curados e 10 continuam internados. A cidade possui outras 4 mortes sendo investigadas por suspeita de covid-19. Outros 60 testados aguardam resultados dos exames. Há 13 suspeitos em internação clínica e 11 em UTI.

 

Um médico de Indaiatuba ouvido pela Revista Regional na segunda-feira, como publicado no site e aplicativo, acredita numa relação entre a reabertura do comércio e bares nos dias 17 e 18 de abril e esses novos casos. “Não dá para ignorar que esse pico (novos casos em Indaiatuba) se deu no tempo exato de 15 dias, 5 a 7 dias é a média de incubação do vírus e 7 a 10 dias, média dos sintomas mais característicos da doença. É um dado que não se pode ignorar”, destacou o profissional, que preferiu não ser identificado por trabalhar na área de saúde pública da cidade.

 

No mesmo dia, a Prefeitura foi questionada a respeito, mas só respondeu na tarde desta terça-feira. Em nota, a administração informa que o comércio ficou aberto por apenas três dias, “mas havia exigências e regras rígidas para funcionamento como o uso de máscaras e a higienização constante das mãos com álcool gel e sem aglomeração”. “Atualmente, a taxa de isolamento da cidade está com média de 50%, abaixo do recomendado. A Prefeitura tem realizado campanhas de conscientização e ações da Fiscalização e da Vigilância Sanitária com orientações ao público. Ademais, o aumento de casos já estava previsto para este mês (maio) e será maior se não houver a colaboração de todos. A Prefeitura e o Haoc já ampliaram o número de leitos. É imprescindível que a população continue a manter o distanciamento social. Quem puder, fique em casa, e se precisar sair, use máscaras. É preciso conter a proliferação da doença para que a demanda permaneça dentro da capacidade de atendimento do sistema de saúde”, completa a nota encaminhada à Revista Regional.

 

Itu também teve aumento nos casos neste início de maio. Nesta terça-feira, dia 12, chegou a 50 casos confirmados do novo coronavírus. Há ainda 21 suspeitos testados que aguardam resultados (destes, 12 internados e 5 em UTI). Até o momento, 17 casos de cura foram comunicados. A cidade tem 7 óbitos registrados por covid-19.

 

Salto mantém 15 casos confirmados de covid-19, com 14 recuperados e 1 em tratamento intensivo. No Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil há 2 mortes por covid registradas em Salto, em 15 de abril e 06 de maio, porém são de pacientes que estavam internados na cidade, mas eram de outras localidades. O registro de óbito é lavrado no local do falecimento. Questionada, a Prefeitura informou que tratam-se de casos de um paciente de Osasco e outro de Indaiatuba.

 

100 MIL CASOS

 

O governo do Estado fez um alerta nesta terça-feira sobre a expansão crítica de infecções e mortes por coronavírus em São Paulo. O número de cidades com casos de óbitos por covid-19 subiu 1.100% em 40 dias e já são 177 municípios com vítimas fatais da doença. No Interior e litoral, o número de pacientes contaminados praticamente dobrou em apenas 11 dias, chegando a 8.733 casos.

 

A rápida expansão do coronavírus no Interior elevou o alerta das autoridades estaduais. Em um dos piores cenários, a contaminação deve atingir todos os 645 municípios paulistas até o final de maio, com um número de infectados em torno de 100 mil pessoas.

 

“Há duas semanas, nós trouxemos um alerta para o Interior de que o crescimento estava se dando de forma muito acelerada. E hoje a realidade dispõe exatamente o que colocamos”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi. “O número de casos dobrou ao longo dos últimos 11 dias no Interior do Estado. E são 177 as cidades que registram óbitos agora, 64% do território de São Paulo já têm casos de coronavírus”, acrescentou.

 

“O número de mortos pelo coronavírus no Interior de São Paulo já representa 57% de todas as vítimas fatais da Argentina”, destacou ainda o secretário. “Todas as cidades com mais de 70 mil habitantes já têm registro de coronavírus, que também tem avançado para as cidades menores. Demonstramos a alta preocupação e o alerta para o Interior e todas as regiões em aceleração de casos. É fundamental que, neste momento, a gente possa seguir com as medidas de isolamento social”, finalizou Vinholi.

 

 

 

CONSCIENTIZAÇÃO

 

Durante o mês de maio, 16 monumentos e estátuas espalhados pela cidade de São Paulo ganham máscaras de proteção (veja foto) para conscientizar a população sobre a importância de usar a peça para se proteger contra o novo coronavírus. A ação pedagógica, com início nesta terça-feira, dia 12, é realizada pelo governo do Estado em parceria com a Prefeitura da capital.

 

O uso da máscara passou a ser obrigatório em todo o Estado a partir do dia 7 de maio. Especialistas indicam que essa é uma medida importante para prevenção contra a covid-19, pois evita o contágio pelos meios de transmissão do vírus.

 

Foto: Governo do Estado