Felipe Oliveira: violinista indaiatubano é spalla na OCAM-USP

De Indaiatuba para o Brasil, Felipe hoje é destaque como primeiro-violino da orquestra de câmara da USP

A história de Felipe Oliveira com o violino não se resume a um amor à primeira vista. Quanto tinha dez anos, sua mãe o colocou para fazer aulas de violão no Projeto Guri, em Indaiatuba, e ele não gostou. Demonstrou interesse pelo violino e começou a fazer aulas. “Confesso que não deu certo a princípio, minha hiperatividade não contribuiu comigo. Larguei tudo de música em menos de um ano e fui andar de skate”, diverte-se contando. Três anos depois, ao frequentar a Igreja Batista sentiu muita vontade de tocar na banda da igreja e recorreu ao violino guardado. A paixão pelo som chegou e Felipe retornou para o Projeto Guri com seu violino e, desde então, nunca mais largou a música. “Fiz dois anos de Projeto Guri e foi um dos momentos mais felizes da minha vida musical, foi onde eu tive o primeiro contato com a música”, revela.

Hoje, Felipe é Spalla na OCAM (Orquestra de Câmara da ECA – USP). Seu cargo é de primeiro-violinista da orquestra, o patamar mais elevado depois do maestro. Depois do Projeto Guri, Felipe frequentou o Conservatório de Tatuí, fez aulas particulares com o violinista Fabio Chamma, em São Paulo e cursou Música na Faculdade Cantareira, na classe de violino da professora Betina Stegmann. “Um mês depois de entrar na faculdade fiz um teste na OCAM e tive a felicidade de passar em terceiro lugar numa lista de mais de 45 violinistas concorrentes. Nunca imaginei que passaria, mas, graças a Deus deu certo e minha história com a OCAM iniciou-se”, detalha.

O violinista conta que nunca teve dúvidas de que música era o que queria fazer profissionalmente. Aos 17 anos de idade já tocava profissionalmente em eventos e na Orquestra Sinfônica de Indaiatuba. “A orquestra foi e ainda é uma incubadora de talentos. Além de mim há muitos talentos dentro dela que se tornaram profissionais da música. Então, quando comecei a estudar em Tatuí, aos 15 anos, eu já sabia que minha vida seria a música”, revela Felipe, que dedica de três a sete horas do seu dia à prática do violino. Além disso, há outras atividades ligadas à música. Ainda esse ano o filme “Eu sou Brasileiro”, do cineasta Alessandro Barros, será lançado e conta com trilha sonora de Felipe. No último dia 13 de abril, o violinista esteve de volta a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba para um evento especial, uma apresentação musical que aconteceu no CIAEI, onde ele era convidado. “Ah, que alegria! Guardo um carinho

muito grande pela Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e pelos amigos que lá construí durante todos esses anos. Isso, além da música, é o que tornou mais especial este concerto, pois estou fazendo o que amo junto com pessoas queridas, amigos de infância e de música. A música gera emoção, reflexão, sensações e sentimentos! Por si só ela já faz tudo isso, quando os músicos estão em sintonia, aí a música faz mágica!”, finaliza.

texto: Gisele Scaravelli

foto: NG IMAGEM