Dicas de vinhos para os dias quentes

Espumantes, brancos e rosados são os vinhos mais indicados durante o verão; os tintos leves e jovens também podem ser servidos em algumas ocasiões

Seja na Ceia de Natal ou nos almoços de verão, saiba quais as bebidas mais indicadas e como servi-las

Embora seu consumo seja bem maior no inverno, é no fim do ano que o vinho torna-se mais popular no Brasil. Mesmo nos dias quentes do verão, saiba que a bebida também pode ser consumida prazerosamente e harmonizada com os pratos frescos e leves que dominam os cardápios na nova estação.

Saem de cena os vinhos encorpados e envelhecidos e ganham espaço os espumantes, brancos e rosés. É o que afirma a sommelière Josi Pieri. “Esses são os mais indicados para nosso clima tropical, são mais leves e frescos”, destaca.

Os vinhos envelhecidos contêm mais ácido e álcool, por isso, se consumidos em dias quentes a sensação de moleza e sono será inevitável. “Há uma premissa para que o vinho possa ser envelhecido: é necessário que ele nasça com boa carga de tanino, ácido e álcool. Ou seja, esse tipo de vinho geralmente tem caráter mais potente e pede prato mais elaborado e bem temperado, comum no inverno ou em dias mais frescos”, acrescenta Josi.

Porém, não é preciso abolir totalmente o tinto de sua mesa nos dias quentes. Há a possibilidade, indica a sommelière, de consumir tintos jovens, mais leves, feitos das uvas Pinot Noir, Gammay e Tempranillo.

E para a Ceia de Natal? Josi recomenda que se a opção for servir apenas um vinho, dê preferência aos espumantes, brut branco ou brut rosado. “Nosso país produz espumantes da mais alta qualidade, cada vez mais premiados no mundo, são sinônimos de alegria e celebração”, explica. Mas, caso o anfitrião prefira um vinho tranquilo, sem gás, a segunda alternativa da profissional é servir um rosé bem jovem.

A versatilidade à mesa é um dos principais atributos desses vinhos. Em algumas ocasiões, afirma Josi, eles chegam a substituir os tintos leves, pois encontram harmonia com dezenas de pratos e petiscos. “Eles podem acompanhar canapés, presuntos crus, embutidos defumados, salames, copas e outros frios tais como antepastos picantes, sardelas, pratos de berinjelas temperadas com pimentões coloridos, diversos risotos temperados com tomilho, alecrim, manjericão etc. Explore-os com carnes brancas, comidas orientais, pescados, mariscos e saladas”, indica.

Temperatura

Quanto mais leve for o vinho, menor deverá ser a temperatura de serviço. Vinhos espumantes devem ser servidos bem gelados, em torno de cinco graus. É o que ensina a sommelière Josi Pieri. Já brancos e rosés em torno de dez graus e tintos leves em torno de 15 graus – refrescados. Ideal, segundo a profissional, é manter uma ou duas garrafas na geladeira, hábito que facilitará o serviço na hora de receber alguma visita inesperada. Após abrir a garrafa, o vinho deverá ser mantido no balde de gelo, principalmente os espumantes, que devem ser consumidos bem gelados. Já no caso dos brancos, rosés e tintos, é preciso cuidado para não encher a taça, colocando, no máximo, um terço da bebida, de acordo com a capacidade do copo.

Josi ensina uma dica importante: “Nunca sacuda uma garrafa de espumante, essa prática faz parte do show da Fórmula 1, primeiro porque você perderá cerca de 20 a 30% do vinho e segundo porque perderá mais da metade do gás, justamente o diferencial da bebida. Lembrando também que esses vinhos perdem o frescor com o tempo, portanto, a sugestão é não exagerar na compra”.

A profissional ressalta que o brasileiro está aprendendo a tomar vinho, o que resultou numa curiosidade: o aumento na venda de rosados. A explicação é que esse tipo combina perfeitamente com o clima e modo de vida do Brasil. “Rosés podem ser servidos em jantares sofisticados e festivos ou em situações comuns, como em gostosas

conversas ao ar livre, em volta da piscina, num piquenique no campo ou em tantas outras situações informais”, conclui Josi.

(texto: Renato Lima)

foto: BIRF