O melhor da cultura andina

Frio de montanha, calor de deserto, umidade amazônica, piscinas termais, paisagens de tirar o fôlego e muita cultura andina. Tudo isso em 26 dias e três países diferentes

 A Bolívia é um país desconhecido para a maioria de nós. Por esse e outros motivos, esse país estava no meu roteiro de viagem, que também incluiu Chile e Peru. Com a mochila nas costas, saí de São Paulo em um voo direto para Santa Cruz de La Sierra. Como fiquei apenas um dia na cidade, visitei a tradicional Plaza das Armas, andei pelas ruas e provei as famosas empanadas.

Na manhã seguinte, parti para Sucre sabendo que não teria muito tempo na cidade, pois naquele mesmo dia, queria chegar a Uyuni. Durante as quatro horas no lugar, foi possível visitar o centro histórico e os mercados centrais, que se parecem muito com as nossas feiras.  Com a passagem comprada, embarquei para Potosí e depois pegaria mais um ônibus para Uyuni. A viagem toda durou oito horas em um trecho de pouco mais de 360 km. No dia seguinte, fechei o passeio de três dias pelo Salar.

O Salar de Uyuni é a maior planície de sal do mundo, e é também uma das principais fontes de rendas boliviana. Não há como realizar o passeio no salar sem contratar um guia; os lugares são distantes, muitos deles no meio do deserto, e não há marcação de caminho. Durante os três dias, o grupo formado por dois brasileiros, dois franceses, uma australiana e um holandês, visitou o Cemitério de Trens, o Museu de Sal, as lagunas, a Ilha do Pescado, vulcões, vilarejos distantes, gêiseres, piscinas termais e montanhas.

Depois do Salar, parti para São Pedro de Atacama, no Chile. A mudança de temperatura era nítida e passou de um frio intenso para o calor de deserto. Na cidade, fiz um tour ao sítio arqueológico Pukara de Qitor, um mirante que contém ruínas com mais de 400 anos; visitei o Vale da Lua, com todas as suas formações rochosas, cavernas, escaladas e com o pôr-do-sol na ‘Pedra do Coiote’.

No Chile estive também na cidade de Iquique. Com ruas largas e construções aconchegantes, Iquique foi um achado! É uma daquelas cidades que você agradece por ter conhecido. Foi o dia perfeito para descanso. Como já havia comprado minha passagem, naquele mesmo dia iria para Arica e depois à cidade peruana de Tacna.

No Peru visitei também as cidades de Arequipa, Ica e o oásis de Huacachina, Paracas e as ilhas Balestas. Cheguei a Cusco no 13º dia de viagem. O lugar é lindo, cheio de história e muita cultura, com museus e ruínas incas, que podem ser visitadas em um tour pelo Vale Sagrado. De Cusco fui até Águas Calientes, e pude visitar a cidade perdida de Machu Picchu. Há muitas descrições sobre Machu Picchu, mas só estando lá para entender o que as pessoas sentem quando chegam a um lugar incrível como aquele! Vale a pena todo e qualquer esforço, que com certeza é recompensado.

Saindo de Cusco fui até Copacabana, na Bolívia. Vários barcos realizam o trajeto de duas horas até a Ilha do Sol, onde passei aquela noite. Localizada no Lago Titicaca, a ilha é um lugar onde a comunidade local vive de forma realmente simples. Pouco sinal de telefone, internet quase não chega e mais um pôr-do-sol dos mais bonitos que eu já vi.

De Copacabana fui até La Paz, onde fiquei os últimos cinco dias de viagem. Conheci o Mercado das Bruxas, vi a cidade de cima pelo Mi Teleférico, e cheguei a 5.400 metros de altura, na Montanha Chacaltaya – um dos pontos mais altos da América do Sul.

Depois de 26 dias era hora de voltar para o Brasil, feliz por ter mochilado por esses países de culturas tão diferentes e fascinantes.

  texto de Késsia Santos; a jornalista, de Salto, viajou em janeiro deste ano e escreveu esta matéria especialmente para a Revista Regional.

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 fotos: Késsia Santos

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