Nanda Máximo – A estilista das tramas

Antes de se formar em designer de moda pelo Ceusnp e negócios da moda pelo Anhembi Morumbi/SP, a estilista e empresária do ramo, Fernanda Ricardo Máximo, também cursou psicologia: “fiz por três anos e pretendo voltar para terminar, pois é uma área que sou apaixonada, além de ajudar muito no meu trabalho na moda”, inicia Nanda, como também é conhecida. Desde a infância, a profissional se via envolta por tudo o que estava relacionado à arte. “Eu pintava quadros e desenhava. Aos 16 anos, fazia bolsas artesanais e de festas para vender e até desenvolvi um novo ponto, chamado Ponto – Trama e comecei a aplicar nas bolsas. Patenteei a trama e hoje a uso em roupas, caixas decorativas, acessórios, painéis e como textura de parede”, completa. Antes de abrir sua empresa no ramo, Fernanda trabalhou como designer de moda em uma confecção de jeans por cinco anos. “Hoje eu tenho a marca Nanda Máximo, usada para as aplicações das minhas tramas em roupas e acessórios, a Máximo Bordados, que é a marca para os uniformes profissionais e a Máximo Baby, em que desenvolvo enxovais infantis.” Fernanda foi a primeira pessoa de sua família a desbravar o horizonte da moda e se “jogar” na área, porém, sua mãe e tia, mesmo atuando em áreas diferentes, tem um pezinho na moda, “minha mãe é formada em Artes Plásticas, mas atua no ramo judiciário faz anos. Minha avó paterna é uma bordadeira de mão cheia e uma tia já falecida era jornalista e pintava quadros maravilhosos”, relembra. Para criar uma coleção, Nanda se apega aos sites, revistas, livros, viagens e a psicologia “eu mergulho nas cores e coloco no papel tudo o que me vem à mente. Sempre ando com um bloco de anotações, pois na rua vejo várias imagens que me ajudam como inspiração. Eu me inspiro na vida, nas cores, nas texturas, na rua, no ser humano. Estou sempre me questionando no que o ser humano quer de novo, o que falta no mercado, o que pode ser melhorado, que tipo de tecido ele busca, que cores novas podem ser feitas? Claro que na maioria das vezes essas repostas não surgem, mas o questionamento delas faz com que eu consiga fazer algo a mais que meu concorrente”, conclui. Fernanda costuma brincar que na moda nada é rápido, “feito pastel, do tipo fritou está pronto, porque o processo para a conclusão de uma coleção, por exemplo, é longo. Primeiro, é preciso escolher um tema, depois são feitos os desenhos e fichas técnicas em que tudo é especificado, como informações sobre o tecido, a modelagem, as linhas, os aviamentos, é como um raio-x”, depois vem a parte da modelista, que é a responsável por tirar o desenho do papel, fazer o molde e enviar para a costureira piloteira, que vai montar a peça para ver se deu certo toda a montagem e ideia do produto.” Feito esse processo, a coleção está pronta ou para ficar de mostruário como venda, ou para a realização também de um desfile. Engana-se então, que vestir uma roupa, é só escolher na loja e levar para a casa…

texto Yara Alvarez

foto Arquivo pessoal