Fotógrafos da região clicam a natureza

Ave registrada pelo estudante de Direito André Inidio, em Salto

A natureza tem o poder de despertar dons até então desconhecidos de muita gente, como o de fotografar. Foi assim com alguns fotógrafos amadores de Salto, que descobriram no contato direto com a fauna e a flora a paixão por esta arte. O estudante de Direito, André Inidio da Silva, sempre gostou de fotos, mas seu interesse aumentoucom a prática de observação das aves. “Meu foco está sempre em aves e natureza, sempre gostei disso e vi na fotografia uma possibilidade de me aproximar mais desse tema”, conta o rapaz, que vive em Salto.

André costuma fotografar em ambientes de mata com fácil acesso como em pastos, parques ou até mesmo na estrada. “Saio praticamente todos os sábados na parte da manhã para fotografar, único dia disponível para praticar esse hobby, entretanto estou sempre com minha câmera por ai, vira e mexe encontro espécies de aves que não fotografei ainda e dou uma parada para registrá-las”, revela.

Retrato da fauna feito por José Alberto Bauer em parque de Salto

José Alberto Bauer fotografa já há alguns anos por hobby, mas foi no contato com a natureza que essa paixão se intensificou. “Desde adolescente sempre curti fotografar, mas foi nos últimos anos que a fotografia tem feito parte da minha vida quase que diariamente.E a natureza está sempre nossurpreendendo com suas cores, formas, beleza…”, comenta o gerente de RH, que já catalogou 113 espécies diferentes de aves no site “wikiaves” (especializado na identificação de aves brasileiras).

Para isso, ele não conta com nenhum equipamento especial, apenas com sua câmera fotográfica e muita sorte. “Vou muito ao Parque do Lago em Salto, lá virou um pequeno ‘oásis’ para os pássaros, inclusive algumas espécies que anteriormente só eram encontradas no Pantanal agora estão vivendo por lá”, explica.

Com o médico veterinário João José Soares Júnior não foi diferente. Ele conta que quando criança adorava andar no meio do mato, procurando insetos, aves, bichos em geral e observar a natureza. “O fascínio por ela me acompanha sempre, mas o dia a dia me afastou um pouco desse meu costume. A arte do bonsai, que é meu outro hobby, e a fotografia me reaproximaram, voltaram meus olhos novamente à‘Mãe-Natureza’, principalmente pelas aves”, detalha o veterinário, que vai além: “ela (a natureza) me ajuda a alcançar o equilíbrio, a serenidade e a paz interior”.

O veterinário João José Soares Junior se encanta com a flora e a fauna e faz questão de clicar tudo

João sempre gostou de fotografia, mas revela que começou a praticá-la como arte há cerca de três anos, quando comprou uma máquina fotográfica de zoom de 35 x. “Foi o que me estimulou. E de um ano para cá, troquei por uma Canon semi profissional, fiz um curso básico, e comecei a aprimorar minha técnica”, completa. E para praticar, o veterinário tem o privilégio de morar num local cercado de verde e próximo ao rio Tietê, um reduto de aves e animais diferentes. “Comecei fotografando beija-flores e pardais em meu quintal, depois sanhaços, rolinhas, corruíras, que são comuns também ao nosso redor. Aí, não parei mais, começando a fazer caminhadas, buscando cada vez mais espécies novas, principalmente aves em voo, como os gaviões carcarás e as garças. E sempre é um desafio registrar uma ave nunca catalogada na cidade, o que é muito gratificante”.

Ele conta que ao seguir diariamente de sua casa, em Itu, para a clínica, em Salto, costuma ter boas surpresas pelo caminho e é obrigado a parar para registrar tudo. “Foi como aconteceu com um tucano que sobrevoou por cima de meu carro e parou a poucos metros de mim. Sempre minha máquina está no carro, então não pensei duas vezes. Gosto também de ir ao Parque do Lago em Salto e participo sempre que posso dos passeios organizados pelo grupo Fotógrafos Saltenses & Cia, onde procuramos locais diferentes e, quase sempre, voltados à contemplação da natureza”, conclui.

texto: Renato Lima