Aspa: cuidando dos melhores amigos

A presidente da Aspa, Patrícia Daunt, cuida de cada cão como se fosse seu e demonstra um carinho imenso pelos animais

A Aspa Itu recolhe cães abandonados e vítimas de maus tratos. Quem ajuda também precisa ser ajudado, sendo assim, a entidade recebe doações e aceita parcerias para continuar cuidando do melhor amigo do homem

Há mais de sete anos a Aspa – Associação de Socorro e Proteção aos Animais – de Itu recolhe cães nas ruas da cidade que são vítimas de abandono e maus tratos. Uma entidade sem fins lucrativos que hoje está abrigando, aproximadamente, 340 cachorros. São animais deixados na rua, abandonados, vítimas de maus tratos e com histórias distintas e, muitas vezes, inacreditáveis.

Fundada por Thereza e Patrícia Daunt, mãe e filha, a Aspa teve um início despretensioso. “Nós sempre lidamos com cavalos, e sempre adoramos animais. Quando nos mudamos para Itu trouxemos vários cães conosco, mas até então, eram nosso cachorros”, explica Patrícia, atual presidente da associação. Como tinha um carinho grande por animais, ela passou a pegar alguns cães para cuidar e então teve a ideia de montar uma associação.

O local está repleto e tomado por mais de 300 animais de raças, portes e histórias das mais diversas. Um dos cachorros que está atualmente no abrigo foi encontrado por Patrícia trancado no quintal de uma residência e sem comida por mais de 15 dias. “Eu recebi denúncia de uns vizinhos e fui até o local. Fiquei sabendo que a dona não o quis mais e o colocou na rua, mas como os vizinhos estavam o alimentando, ele não ia embora. Ela se irritou, o trancou e deixou sem comida. Quando eu cheguei lá para verificar a denúncia, ele estava tão fraco que mal ficava em pé. Eu o recolhi e levamos a veterinários para ter todo o tratamento que fosse necessário”, conta.

A funcionária, Rute de Camargo, ajuda na rotina do dia-a-dia na entidade, que cuida de dezenas de cães abandonados e vítimas de maus tratos

Muitos casos chocantes nos fazem questionar a capacidade de amar do ser humano. Patrícia conta que muitos cães chegam depressivos à associação, por terem sido abandonados, e a adoção deve ser um processo cuidadoso, pois mudanças drásticas podem adoecer o animal. “Quando alguém entra em contato conosco com interesse em adotar, nós verificamos antes porque a pessoa quer um cão, se tem como assumir o compromisso e se ele será cuidado. Pois não adianta doar a qualquer um e futuramente recolher o cão novamente”, explica a presidente da entidade.

Para que seja mantida e funcionando, a Aspa conta com uma parceria com a Prefeitura de Itu, clínicas veterinárias e agropecuárias. O local conta com diversos espaços para os cães ficarem e no último ano ganhou um consultório veterinário que foi construído totalmente com doações. A Zoonoses de Itu vai ao local frequentemente para realizar a castração nos animais.

Além de recolher e abrigar cães abandonados e vítimas de maus tratos, e fazer a doação de animais, a equipe da Aspa realiza palestras de conscientização no cuidado com os bichos. O local ainda recebe visita de grupos e escolas para conhecer o espaço físico e os animais que se encontram ali. A presidente da entidade afirma que hoje chegaram num número expressivo de cães que estão vivendo no abrigo e que está quase impossível pegar mais animais, mas que jamais se negam a apurar uma denúncia quando recebida.

A entidade também possui uma página no Facebook, com o nome Aspa Itu, onde divulgam fotos de animais perdidos e para doação. “Muitos animais perdidos estão sendo encontrados por seus donos devido à divulgação no Facebook. Ajuda muito. Além disso, quando necessitamos de alguma medicação, por exemplo, eu posto e é impressionante como o retorno é rápido”, encerra Patrícia.

COMO AJUDAR

Para saber como adotar um cãozinho na Aspa Itu, basta entrar em contato com a presidente da entidade, Patrícia Daunt, pelos telefones (11) 4022-0782, 7826-3272 (ID 927*27657) ou através da página no Facebook Aspa Itu. A entidade aceita também doações de ração, medicamentos e itens para cuidados dos cães. Parcerias com veterinários, agropecuárias e voluntários também são bem-vindas.

 texto e fotos: Gisele Scaravelli