A inteligência superior da raça humana

“De acordo com a primatóloga Jane Goodal, somos as criaturas mais intelectualizadas que já existiram na face terrestre. No entanto, como explicar que esses mesmos seres, de inteligência superior, estejam destruindo a única casa que têm?”

Talvez a habilidade principal que diferencia os humanos dos chipanzés – a infinita curiosidade e capacidade de encontrar respostas para os porquês da vida – não seja o suficiente para atender à necessidade mais eminente que enfrentamos na atualidade: salvar o meio ambiente em que vivemos.

De acordo com a primatóloga Jane Goodal, somos as criaturas mais intelectualizadas que já existiram na face terrestre. No entanto, como explicar que esses mesmos seres, de inteligência superior, estejam destruindo a única casa que têm? Sim, pois temos apenas uma moradia: o planeta Terra.  Ainda assim, continuamos a poluir o ar, o solo, as águas e a esgotar o que muitos estão chamando de “Capital Natural” – os minérios, os metais, o solo rico, o óleo, e as florestas.

Aparentemente, até 1980 a civilização humana foi capaz de viver do quepoderíamos chamar de “juros de capital”, ou seja, do superávit que a natureza é capaz de produzir sem, por exemplo, degradar o solo para extrair o alimento ou aniquilar com as reservas de peixes por tirar do mar uma quantidade maior do que este é capaz de nos fornecer – explica o historiador Ronald Wright.

No entanto, a partir dessa data começamos a usar não somente os “rendimentos”, mas o “capital principal”. Isso significa dizer que se não corrigirmos os gastos e o uso indevido das reservas naturais, em algum momento o “Capital Natural” se esgotará. É mais ou menos o que acontece com quem ganha na loteria e fica rico de repente. Sem saber administrar o dinheiro a pessoa acaba gastando não somente os juros do capital aplicado, mas todo o dinheiro recebido no prêmio da loteria.

O patrimônio que a natureza levou bilhões de anos para criar e nos presentear estamos destruindo progressivamente e sem escrúpulos. Alguns números são assustadores:

• 40% do solo apropriado ao plantio sofreu danos permanentes.

• Um mamífero em cada quatro, um pássaro em cada oito, um anfíbio em cada três estão ameaçados de extinção.

• As espécies estão morrendo num ritmo 1 mil vezes mais rápido do que a taxa natural de mortalidade.

• Todo ano desaparecem 13 milhões de hectares de florestas.

• As temperaturas dos últimos 15 anos têm sido as maiores registradas.

Nosso planeta vive em equilíbrio, mas como se ignorássemos o fato, em apenas 40 anos reduzimos à 20% a maior floresta do mundo. Exuberantes matas cederam lugar a pastagens de gado e a plantações de soja. E 95% dessa soja é usada na alimentação de frangos e do gado da Europa e Ásia.

A floresta Amazônica não é a única sendo destruída. Outras já foram dizimadas e transformadas em plantações, por exemplo, de palmeiras para a produção de óleos para a indústria de cosméticos, alimentícia, detergentes e combustíveis alternativos. Uma floresta não substitui outra constituída por apenas uma única espécie. Nas florestas de eucaliptos, usados na fabricação de papel, nada cresce no solo abaixo dessas árvores, pois a camada de folhas formadas no chão é tóxica e impede que outras espécies cresçam. As plantações crescem rapidamente, mas acabam com as reservas de água.

O meio ambiente não têm fronteiras e onde quer que estejamos os nossos atos repercutem no mundo inteiro. O ar que respiramos aqui é o mesmo encontrado em qualquer parte do mundo. É um todo indivisível e único, alerta o filme intitulado “Home”.

Sob as superfícies congeladas da Sibéria e em outros locais do globo terrestre uma ameaça de proporções desconhecidas ou possíveis de serem previstas nos intimida a encontrar uma resposta imediata, pois não nos restam mais de dez anos, avisam os cientistas: um gás 20 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono é mantido abaixo da superfície congelada conhecida como permafrost. Se este gás for liberado, e falo do aquecimento global, talvez tenhamos apostado alto demais na sobrevivência da vida na terra! E raça humana, de inteligência superior, terá provado o contrário!

Enquanto há tempo, ajude a salvar o meio ambiente. Se você tem dúvida ou não acredita no que foi dito, pesquise e verá que é verdade. Passe a informação adiante e terá feito a sua parte! Precisamos uns dos outros e a sua participação é importante!

fontes: SurvivingProgress – Documentário produzido pela BBC, baseado no livro de Ronald Wright.
Home – Filme produzido pelo grupo PPR, como um alerta a humanidade.

Rosanne Martins é bióloga, química, coach e autora do Livro “Por que sonhar se não para realizar”.

www.rosannemartins.com.br.

 foto: BIRF