{"id":860,"date":"2011-03-11T14:24:04","date_gmt":"2011-03-11T17:24:04","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=860"},"modified":"2024-01-26T11:36:46","modified_gmt":"2024-01-26T14:36:46","slug":"maria-da-penha-um-simbolo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2011\/03\/11\/maria-da-penha-um-simbolo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Maria da Penha: um s\u00edmbolo brasileiro"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_861\" aria-describedby=\"caption-attachment-861\" style=\"width: 255px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-861\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/maria-da-penha-640x480.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-861 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/maria-da-penha-640x480.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/maria-da-penha-640x480.jpg 425w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/maria-da-penha-640x480-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-861\" class=\"wp-caption-text\">Maria da Penha concedeu entrevista exclusiva \u00e0 Revista Regional<\/figcaption><\/figure>\n<p>No m\u00eas de celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, Revista Regional traz uma entrevista exclusiva com um dos maiores s\u00edmbolos da for\u00e7a e coragem feminina em nosso pa\u00eds. Maria da Penha n\u00e3o apenas sobreviveu a duas tentativas de assassinato cometidas por seu pr\u00f3prio marido, como tamb\u00e9m quebrou paradigmas de uma sociedade machista e foi \u00e0 luta para que o agressor n\u00e3o ficasse impune. Depois de levar seu caso a conhecimento p\u00fablico, foi buscar na justi\u00e7a internacional o apoio que n\u00e3o conseguiu no Brasil para garantir que ele fosse preso e pagasse pelo crime. Com isso, ganhou notoriedade e foi mais al\u00e9m: motivou a lei que mudaria para sempre o destino das mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica no Brasil. Aproveite a oportunidade e conhe\u00e7a um pouco mais sobre a trajet\u00f3ria desta guerreira que venceu os pr\u00f3prios medos e o preconceito de toda uma \u00e9poca para dar a volta por cima e permitir o mesmo para milh\u00f5es de mulheres que passam pela mesma situa\u00e7\u00e3o.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 ser um s\u00edmbolo na luta contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma grande responsabilidade, pois nunca imaginava que minha luta chegasse aonde chegou, mas o mais importante \u00e9 que hoje as mulheres t\u00eam uma Lei para proteg\u00ea-las e ajud\u00e1-las a viver sem medo, longe da viol\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>De onde veio a for\u00e7a para lutar por uma vida digna de paz depois de tantos anos de sofrimento?<\/strong><\/p>\n<p>Minha for\u00e7a vem de Deus. Nunca me deixei abater pelas derrotas. Meu agressor foi duas vezes julgado e condenado e saiu do F\u00f3rum em liberdade por conta de recursos dos seus advogados de defesa, por\u00e9m sempre consegui me recuperar e continuar batalhando e a recompensa chegou, pois faltando apenas seis meses para o crime prescrever, o Brasil foi condenado internacionalmente pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos \u2013 OEA e o meu agressor foi preso.<\/p>\n<p><strong>Como era seu relacionamento com Marco Antonio? A senhora se lembra a partir de que momento o casamento passou a ficar conturbado?<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio ele se mostrou educado, prestativo, atencioso, sem nenhum tra\u00e7o de viol\u00eancia ou agressividade. Ap\u00f3s o nascimento de nossa segunda filha, que coincidiu com a sua naturaliza\u00e7\u00e3o brasileira (ele \u00e9 colombiano de Medell\u00edn), Marco Ant\u00f4nio mudou completamente o seu comportamento tornando-se intolerante, opressor e agressivo comigo e com as filhas.<\/p>\n<p><strong>Como reagiu \u00e0s primeiras agress\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Passei pelo que passa todas as mulheres, primeiro achava que o problema estava comigo e fazia de tudo para n\u00e3o aborrec\u00ea-lo com problemas dom\u00e9sticos. Tentava deixar tudo em ordem para que ele n\u00e3o reclamasse de nada ao chegar em casa do trabalho. Nem mesmo as crian\u00e7as podiam chorar, pois com isso desencadeava rea\u00e7\u00f5es violentas em Marco. Foi uma \u00e9poca de terror onde viv\u00edamos acuadas dentro de casa. Quando eu falava em separa\u00e7\u00e3o ele reagia muito mal e dizia para eu parar com esses assuntos que ele jamais iria se separar.<\/p>\n<p><strong>Naquela \u00e9poca era mais dif\u00edcil para a mulher procurar ajuda ou fazer den\u00fancias contra o marido? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Quando Marco Ant\u00f4nio atentou contra a minha vida (1983) n\u00e3o existia nem mesmo Delegacia da Mulher no Brasil, pois a primeira s\u00f3 foi inaugurada em 1985 em  S\u00e3o Paulo e em Fortaleza (domic\u00edlio de Maria da Penha) em 1986. Hoje podemos contar, al\u00e9m da Delegacia da Mulher, com os outros equipamentos que atendem a Lei, como: Casa Abrigo, Juizado de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar Contra a Mulher e Centro de Refer\u00eancia da Mulher onde a mulher pode se inteirar de seus direitos e com isso decidir se quer ou n\u00e3o denunciar.<\/p>\n<p><strong>Quando e como decidiu que precisava fazer algo para reverter aquela situa\u00e7\u00e3o? Em sua opini\u00e3o, por que tantas mulheres n\u00e3o denunciam os maridos que as agridem?<\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que exce\u00e7\u00f5es sempre existem, mas, geralmente, a mulher suporta a viol\u00eancia dom\u00e9stica porque passa por um misto de sentimentos, como: sentimento de fracasso e vergonha por uma rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deu certo, medo de romper com a rela\u00e7\u00e3o e n\u00e3o conseguir criar os filhos sozinha (uma vez que a maior parte dos agressores \u00e9 tamb\u00e9m o provedor da fam\u00edlia), medo da discrimina\u00e7\u00e3o por ser uma mulher \u201cseparada\u201d e por isso \u00e9 muito dif\u00edcil para ela tomar a atitude de denunciar o pai dos seus filhos e a pessoa que\u00a0 pensou seria seu companheiro para a vida inteira.<\/p>\n<p><strong>Ainda vivemos em uma sociedade machista?<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos em uma sociedade machista em que a mulher precisou lutar muito para conquistar cada espa\u00e7o que ocupa hoje, seja na vida social, profissional ou amorosa. Temos o conhecimento de que uma cultura n\u00e3o se transforma do dia para a noite. Para mudarmos consci\u00eancias e conceitos, precisamos de tempo, mas o mais importante \u00e9 que agora temos uma Lei que implementa os direitos humanos da mulher. A Lei Maria da Penha veio resgatar a dignidade da mulher. Mas \u00e9 bom que se diga que esta Lei n\u00e3o veio para punir os homens, ela veio punir o homem agressor que n\u00e3o sabe respeitar sua mulher como pessoa humana.<\/p>\n<p><strong>Em que contexto surgiu a ideia de criar a Lei Maria da Penha? Como foi todo o processo, desde a cria\u00e7\u00e3o da lei at\u00e9 sua concretiza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Em maio de 1983 fui vitimada pelo meu ent\u00e3o marido, Marco Antonio Heredia Viveros com um tiro nas costas enquanto dormia e fiquei parapl\u00e9gica. Marco Ant\u00f4nio por duas vezes foi julgado e condenado, mas saiu em liberdade devido a recursos impetrados por seus advogados de defesa. Em 1998 fui orientada a denunciar o Brasil na Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos da OEA, e o fiz em conjunto com duas ONGs: CLADEM (Comit\u00ea Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher) e CEJIL (Centro pela Justi\u00e7a e o Direito Internacional). Ap\u00f3s a tramita\u00e7\u00e3o do processo naquela Comiss\u00e3o, em 2001 o Brasil foi condenado internacionalmente por toler\u00e2ncia e omiss\u00e3o estatal que n\u00e3o foi exclusiva do meu caso, mas era pauta sistem\u00e1tica nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica no Brasil. A condena\u00e7\u00e3o do pa\u00eds trouxe tamb\u00e9m obriga\u00e7\u00f5es que deveriam ser cumpridas. Uma delas foi a mudar a Legisla\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 foi implementada no governo do presidente Lula, que t\u00e3o logo assumiu criou a Secretaria de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Mulheres, que trabalhou em conjunto com ONGs especializadas na problem\u00e1tica da mulher e de reconhecimento internacional e juristas renomados para a cria\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, que foi aprovada por unanimidade na C\u00e2mara e no Senado Federal.<\/p>\n<p><strong>Que mudan\u00e7as esta Lei trouxe \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>A Lei Maria da Penha \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o afirmativa onde s\u00e3o tomadas provid\u00eancias para corrigir uma injusti\u00e7a hist\u00f3rica contra a mulher. Hoje as mulheres se sentem mais encorajadas a denunciar, pois a Lei prev\u00ea que em cada munic\u00edpio com mais de 60 mil habitantes seja implantado os equipamentos como: Delegacia da Mulher, Casa Abrigo, Juizado de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher, Centro de Refer\u00eancia da Mulher e tamb\u00e9m uma equipe multidisciplinar (advogados, psic\u00f3logos, assistentes sociais) para que a mulher se sinta amparada e protegida quando tomar a decis\u00e3o de denunciar.<\/p>\n<p><strong>Como a senhora avalia a aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha em nosso pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Muito ainda falta. A mudan\u00e7a de consci\u00eancia da sociedade machista sobre os direitos humanos da mulher, esta, sabemos que precisa de mais tempo para acontecer, por\u00e9m temos muita gente de bem, engajada nessa luta. Homens e mulheres que sonham com uma sociedade mais humana para seus filhos e netos. Por todos os lugares onde viajo participando de eventos e proferindo palestras sobre minha hist\u00f3ria de vida e a Lei Maria da Penha, escuto depoimentos emocionados de mulheres que se auto-intitulam \u201csalvas pela Lei\u201d. Dados estat\u00edsticos comprovam que o n\u00famero de den\u00fancias aumentou na Delegacia da Mulher de Fortaleza porque agora as mulheres se sentem mais respaldadas para denunciar, pois podem contar com os equipamentos que atendem a Lei Maria da Penha.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o Instituto Maria da Penha? Como ele funciona?<\/strong><\/p>\n<p>O Instituto Maria da Penha com sede em Fortaleza e com representa\u00e7\u00e3o em Recife \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental sem fins lucrativos, dedicada a contribuir e fortalecer mecanismos para coibir e prevenir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher. Seu objetivo geral \u00e9 estimular e contribuir para a aplica\u00e7\u00e3o integral da Lei Maria da Penha no monitoramento da implanta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das melhores pr\u00e1ticas e pol\u00edticas p\u00fablicas para o seu cumprimento, construindo uma sociedade sem viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher e com equidade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>entrevista e texto: Caroline Rizzi<\/strong><\/p>\n<p><strong>foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas de celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, Revista Regional traz uma entrevista exclusiva com um dos maiores s\u00edmbolos da for\u00e7a e coragem feminina em nosso pa\u00eds. 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