{"id":817,"date":"2011-03-03T10:46:50","date_gmt":"2011-03-03T13:46:50","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=817"},"modified":"2024-01-26T09:47:14","modified_gmt":"2024-01-26T12:47:14","slug":"brincadeira-sem-graca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2011\/03\/03\/brincadeira-sem-graca\/","title":{"rendered":"Brincadeira sem gra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_819\" aria-describedby=\"caption-attachment-819\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-819\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-819 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter1.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter1.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-819\" class=\"wp-caption-text\">No Brasil, a incid\u00eancia maior de bullying est\u00e1 entre os adolescentes na faixa de 11 a 15 anos de idade<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aos quatro anos, a jornalista J\u00e9ssica Balbino foi impedida por outros alunos de participar de uma brincadeira na escola. At\u00e9 ent\u00e3o, possuir alguns quilos a mais nunca havia sido um problema para a garotinha, mas naquele momento, ela estava sendo rejeitada pelas crian\u00e7as por ser \u201cgor-da\u201d \u2013 assim mesmo, enfaticamente \u2013 como uma das coleguinhas fez quest\u00e3o de frisar. Triste, a menina come\u00e7ou a chorar, mas nem assim as goza\u00e7\u00f5es cessaram: ao contr\u00e1rio, a turma ganhou cada vez mais \u201cmuni\u00e7\u00e3o\u201d para seus ataques.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es como a vivenciada pela jornalista s\u00e3o comuns e podem ocorrer, com maior ou menor intensidade, em todas as institui\u00e7\u00f5es de ensino, sejam elas p\u00fablicas ou particulares. Trata-se do fen\u00f4meno que os especialistas chamam de bullying, palavra inglesa derivada de <em>bully<\/em> \u2013 cuja tradu\u00e7\u00e3o corresponde a algo como valent\u00e3o ou tirano \u2013 utilizada para designar as manifesta\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica contra qualquer indiv\u00edduo que fuja dos padr\u00f5es considerados \u201cnormais\u201d pela sociedade.<\/p>\n<p>Os <em>bullies<\/em> \u2013 como tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos os agressores \u2013 escolhem os alunos que est\u00e3o em franca desigualdade de poder, seja por uma quest\u00e3o socioecon\u00f4mica, de idade, de porte f\u00edsico ou at\u00e9 porque est\u00e3o em menor n\u00famero. A isto, soma-se o fato de que as v\u00edtimas, de forma geral, j\u00e1 apresentam determinada caracter\u00edstica que destoa do grupo (s\u00e3o t\u00edmidas, introspectivas, nerds, muito magras, de credo, ra\u00e7a ou orienta\u00e7\u00e3o sexual diferente, etc.); o que, por si s\u00f3, j\u00e1 as tornam mais vulner\u00e1veis aos ofensores.<\/p>\n<p>No caso de J\u00e9ssica, o epis\u00f3dio relatado foi apenas o primeiro \u2013 e tamb\u00e9m o mais marcante \u2013 dentre os diversos atos de discrimina\u00e7\u00e3o dos quais ela foi v\u00edtima durante toda a sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Os agressores eram os colegas de classe, incentivados, muitas vezes, pela omiss\u00e3o dos professores. \u201cSofri muito: enfrentei momentos de depress\u00e3o, principalmente na fase em que todos come\u00e7aram a namorar e eu nunca era escolhida pelo fato de ser gorda e das consequentes brincadeiras de mau gosto; por conta disso, tamb\u00e9m era menosprezada e exclu\u00edda de v\u00e1rios passeios. Isso me magoava demais. Os momentos de solid\u00e3o eram os piores\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>Embora a rejei\u00e7\u00e3o tenha deixado marcas, ela conseguiu dar a volta por cima, mesmo sem ter procurado a ajuda de um profissional: hoje em dia, J\u00e9ssica consegue reagir bem a qualquer tentativa de exclus\u00e3o por esse motivo. A jornalista acredita que a chave para superar este trauma \u00e9 o amor pr\u00f3prio. \u201cEu sempre fui muito otimista e, apesar de tudo, nunca deixei de acreditar em mim. Por conta de ser tolhida de brincadeiras, me refugiava na sala de aula, nos livros. Isso fez com que eu desenvolvesse mais o intelecto e me destacasse pelo meu desempenho, preservando a minha autoestima\u201d, relembra orgulhosa.<\/p>\n<p>Para a jornalista, os pais e educadores precisam ficar atentos ao comportamento de seus filhos: nem sempre eles t\u00eam a exata dimens\u00e3o de quanto determinadas \u201cbrincadeiras\u201d machucam o seu alvo. Ela considera que investir em informa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial: as crian\u00e7as tamb\u00e9m precisam saber que isso existe, temer as consequ\u00eancias caso pratiquem e saber a quem recorrer diante do problema.<\/p>\n<p>Aos que s\u00e3o v\u00edtimas de agress\u00e3o, J\u00e9ssica aconselha. \u201cN\u00e3o se intimide: jamais se cale. Busque ajuda. Por isso, considero muito importante falar e expor o problema, n\u00e3o se esconder atr\u00e1s das m\u00e1scaras. Muitas pessoas enfrentam a mesma situa\u00e7\u00e3o e quando veem algu\u00e9m que j\u00e1 superou e conseguiu reagir, tomam coragem de lidar com isso, de se libertar do bullying\u201d, sentencia a jornalista que, classifica o lan\u00e7amento do seu livro \u201cTraficando Conhecimento\u201d, como o momento mais m\u00e1gico de sua vida. \u201cEu estava no meio de 400 pessoas que me queriam t\u00e3o bem: de certa maneira, essa foi a minha resposta a todos \u00e0queles que me escorra\u00e7aram a vida inteira\u201d.<\/p>\n<p><strong>Meninos s\u00e3o mais visados,<\/strong><\/p>\n<p><strong>meninas sofrem mais<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_825\" aria-describedby=\"caption-attachment-825\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-825\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-825  \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter-2.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter-2.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reporter-2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-825\" class=\"wp-caption-text\">O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno presente em quase todas as escolas do mundo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quanto mais frequentes os atos repetitivos de maus tratos contra um determinado aluno, mais longo \u00e9 o per\u00edodo de dura\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o dessa viol\u00eancia. A repeti\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de bullying fortalece a iniciativa dos agressores e reduz as possibilidades de defesa das v\u00edtimas, indicando ser essencial uma \u00e1gil identifica\u00e7\u00e3o dessas a\u00e7\u00f5es e imediata rea\u00e7\u00e3o de rep\u00fadio e conten\u00e7\u00e3o. Essa foi a conclus\u00e3o a que chegou a ONG Plan Brasil, respons\u00e1vel pela pesquisa \u201cBullying no Ambiente Escolar\u201d, realizada em 2009.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento \u2013 do qual participaram 5168 estudantes, de 25 escolas localizadas nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds \u2013 o bullying \u00e9 mais comum nas regi\u00f5es sudeste e centro-oeste do Brasil: a incid\u00eancia maior est\u00e1 entre os adolescentes na faixa de 11 a 15 anos de idade, matriculados na sexta s\u00e9rie do ensino fundamental. O n\u00famero de v\u00edtimas \u00e9 maior entre os alunos do sexo masculino. Mais de 34,5% dos meninos que responderam ao question\u00e1rio sofreram maus tratos ao menos uma vez no ano letivo de 2009, sendo 12,5% vitimas de bullying, caracterizado por agress\u00f5es com frequ\u00eancia superior a tr\u00eas vezes.<\/p>\n<p>Apesar disso, os garotos tendem a minimizar a gravidade destas situa\u00e7\u00f5es, encarando-as como uma brincadeira de mau gosto, diferentemente das meninas, que manifestam sentimentos de tristeza, m\u00e1goa e aborrecimento. O professor, palestrante e consultor educacional da ONG \u201cUm Milh\u00e3o de Amigos\u201d (com sede em Salto) \u2013 cujo objetivo \u00e9 difundir a cultura de paz nas escolas e combater toda e qualquer forma de viol\u00eancia \u2013 Lucas Brassalotti, explica que as rea\u00e7\u00f5es aos ataques variam conforme a personalidade da pessoa agredida.<\/p>\n<p>\u201cCom as crian\u00e7as mais introspectivas, a aten\u00e7\u00e3o deve ser redobrada, pois a v\u00edtima tende a n\u00e3o contar nada para os adultos, mesmo sabendo que eles podem ajud\u00e1-la. Mas, independente de seu comportamento, a pessoa sempre deixa \u2018recados\u2019 ou \u2018pistas\u2019 de que est\u00e1 sofrendo\u201d, alerta<em>. <\/em>Por essa raz\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o importante<em> <\/em>que os pais dialoguem com seus filhos, para que eles tenham liberdade para se expressar caso sejam violentados.<\/p>\n<p>Em contrapartida, Lucas lembra que o aluno agressor \u00e9 ref\u00e9m das circunst\u00e2ncias que o levaram a ser violento: comumente, tais atitudes originam-se da car\u00eancia de afeto das pessoas com as quais ele convive, em fun\u00e7\u00e3o do ambiente no qual foi criado \u2013 muitas vezes em lares desestruturados \u2013 ou at\u00e9 mesmo de seu temperamento. Assim, fica claro que sensa\u00e7\u00e3o de superioridade, o disfarce dos problemas (fraqueza, frustra\u00e7\u00e3o) e a pr\u00f3pria maldade s\u00e3o heran\u00e7a de experi\u00eancias anteriormente vividas que tem a necessidade de se rebelar ou de tra\u00e7os psicol\u00f3gicos do pr\u00f3prio <em>bullie<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cNas a\u00e7\u00f5es realizadas em conjunto com a ONG \u2018Um Milh\u00e3o de Amigos\u2019, pudemos ajudar tanto v\u00edtimas quanto agressores, pois todos os personagens que participam do bullying necessitam de orienta\u00e7\u00e3o. O mais importante \u00e9 que algo seja feito para mudar esta dolorosa situa\u00e7\u00e3o, antes que consequ\u00eancias mais graves possam ocorrer. As pessoas n\u00e3o devem e n\u00e3o precisam sofrer caladas, muito menos se isolar ou abster-se do conv\u00edvio social\u201d.<\/p>\n<p>Para que as iniciativas alcancem o resultado esperado, \u00e9 preciso que a v\u00edtima procure ajuda o quanto antes e n\u00e3o tenha medo de retalia\u00e7\u00f5es, simultaneamente a atua\u00e7\u00e3o conjunta das diferentes esferas envolvidas \u2013 pais, professores e dirigentes das escolas. Lucas admite que essa integra\u00e7\u00e3o \u00e9 um grande desafio, mas h\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o de enfrent\u00e1-lo: ele faz quest\u00e3o de frisar que a ONG est\u00e1 com \u201cas portas abertas\u201d para parceria com todos os segmentos da sociedade.<\/p>\n<p>Apesar de todos os esfor\u00e7os, o consultor tamb\u00e9m est\u00e1 ciente de que existem muitos entraves, principalmente no \u00e2mbito escolar. \u201cSabe-se que casos de viol\u00eancia ocorrem, mas h\u00e1 uma dificuldade em diferenciar as brincadeiras pr\u00f3prias da idade das a\u00e7\u00f5es violentas intencionais e repetitivas, que caracterizam o bullying. Al\u00e9m disso, os professores lidam com v\u00e1rios alunos ao mesmo tempo, o que impede, muitas vezes, que haja o acompanhamento adequado de todos os problemas de agress\u00e3o ocorridos em sala de aula. Por isso, \u00e9 crucial que os profissionais de educa\u00e7\u00e3o sejam capacitados para enfrentar o problema\u201d.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sem panos quentes<\/strong><\/p>\n<p>Autora de &#8220;Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas&#8221; (Editora Objetiva \/ Fontanar), a m\u00e9dica Ana Beatriz Barbosa Silva \u2013 que possui p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de psiquiatria \u2013 pensa de forma semelhante. Em seu livro, ela frisa que a a\u00e7\u00e3o das escolas perante o assunto ainda est\u00e1 em fase embrion\u00e1ria. A maioria absoluta n\u00e3o est\u00e1 preparada para identificar e enfrentar a viol\u00eancia entre seus alunos ou entre os estudantes e o corpo acad\u00eamico. Essa situa\u00e7\u00e3o se deve a muito desconhecimento, muita omiss\u00e3o, muito comodismo e a uma dose consider\u00e1vel de nega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>\u201cPara come\u00e7ar a virar esse jogo, as escolas precisam, inicialmente, reconhecer a exist\u00eancia do fen\u00f4meno em suas diversas formas e tomar consci\u00eancia dos preju\u00edzos que ele pode trazer para o desenvolvimento educacional e a estrutura\u00e7\u00e3o da personalidade de seus estudantes: as institui\u00e7\u00f5es de ensino t\u00eam o dever de conduzir o tema a uma discuss\u00e3o ampla, que mobilize toda a sua comunidade. Bullying \u00e9 um fato e n\u00e3o d\u00e1 mais para botar panos quentes nas evid\u00eancias\u201d, arremata.<\/p>\n<p>Ana Beatriz tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que todas as v\u00edtimas, sem exce\u00e7\u00e3o, sofrem com as humilha\u00e7\u00f5es (em maior ou menor intensidade). Para algumas delas, por\u00e9m, mesmo ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o dos ataques, as consequ\u00eancias advindas dessas agress\u00f5es tendem a se propagar por toda uma exist\u00eancia, em fun\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias traum\u00e1ticas dif\u00edceis de serem removidas da mem\u00f3ria. Em casos mais graves \u2013 quando a viol\u00eancia \u00e9 intensa e cont\u00ednua \u2013 a pessoa pode chegar a cometer suic\u00eddio ou ent\u00e3o praticar atos desesperados.<\/p>\n<p>No Brasil, um dos epis\u00f3dios mais tr\u00e1gicos aconteceu na cidade de Tai\u00fava (SP), em janeiro de 2003, quando o jovem Edimar de Freitas, de 18 anos, entrou armado na escola na qual havia conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio. Atirou contra 50 pessoas que estavam no p\u00e1tio, feriu oito e se matou em seguida. As investiga\u00e7\u00f5es apontaram que a chacina foi motivada pelas constantes humilha\u00e7\u00f5es que o estudante sofria por ser obeso. Outro detalhe merece ser mencionado: Edimar chegou a emagrecer cerca de 30 quilos, mas mesmo assim continuou sendo hostilizado.<\/p>\n<p>Por fim, a psiquiatra faz quest\u00e3o de dar uma dica especial aos agressores: segundo ela, ser lembrado pelos horrores que foi capaz de provocar \u00e9 o equivalente a entrar para a hist\u00f3ria como um terrorista. \u201cIsso s\u00f3 desperta p\u00e9ssimas e traumatizantes recorda\u00e7\u00f5es. Trate bem os nerds, os diferentes, os exc\u00eantricos, os ex\u00f3ticos: o exerc\u00edcio da gentileza, da generosidade e da toler\u00e2ncia \u00e9 transformador na vida de qualquer um. A ci\u00eancia revela que a pr\u00e1tica dessas a\u00e7\u00f5es faz muito bem \u00e0 sa\u00fade\u201d. Ana Beatriz tem raz\u00e3o.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Cyberbullying:<\/strong><\/p>\n<p><strong>extrapolando os muros das escolas<\/strong><\/p>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia, muitos equipamentos foram incorporados ao cotidiano das pessoas, modificando a forma como os seres humanos se relacionam. Mas, infelizmente, a explora\u00e7\u00e3o das novas possibilidades nem sempre \u00e9 feita de forma sensata: tais recursos tamb\u00e9m podem ser usados para discriminar e incitar o \u00f3dio, perpetuando comportamentos agressivos. Essa \u00e9 a premissa do chamado cyberbullying ou bullying virtual, considerado por especialistas uma das varia\u00e7\u00f5es mais agressivas e preocupantes do fen\u00f4meno.<\/p>\n<figure id=\"attachment_822\" aria-describedby=\"caption-attachment-822\" style=\"width: 337px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-822\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reportagem-Ana-Beatriz-foto-publicidade-640x480.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-822 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reportagem-Ana-Beatriz-foto-publicidade-640x480.jpg\" alt=\"\" width=\"337\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reportagem-Ana-Beatriz-foto-publicidade-640x480.jpg 562w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/site-reportagem-Ana-Beatriz-foto-publicidade-640x480-263x300.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-822\" class=\"wp-caption-text\">Ana Beatriz Barbosa Silva, autora da cartilha lan\u00e7ada pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva explica que, nesta modalidade, os ataques s\u00e3o realizados por meio de ferramentas como celulares, filmadoras, m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, al\u00e9m, \u00e9 claro, da internet \u2013 e-mails, redes sociais, e v\u00eddeos s\u00e3o apenas algumas das plataformas utilizadas. Os traumas e consequ\u00eancias advindos do bullying virtual s\u00e3o dram\u00e1ticos: a propaga\u00e7\u00e3o das difama\u00e7\u00f5es \u00e9 praticamente instant\u00e2nea e o efeito multiplicador do sofrimento, imensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cO ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas e exp\u00f5e a v\u00edtima ao esc\u00e1rnio p\u00fablico, atingindo-a da forma mais vil poss\u00edvel e sem qualquer constrangimento, j\u00e1 que os praticantes de tamanha perversidade tamb\u00e9m se valem do anonimato. Quero crer que \u00e9 poss\u00edvel recuperar a grande maioria dessa juventude amarela, que, trancafiada em seus quartos, \u2018brinca\u2019 de fazer maldade com os demais\u201d, desabafa Ana.<\/p>\n<p>Na outra ponta, a internet pode se tornar um eficiente instrumento de combate ao problema, conforme ressalta o professor e consultor educacional da ONG \u201cUm Milh\u00e3o de Amigos\u201d, Lucas Brassalotti. \u201cDa mesma maneira que \u00e9 utilizada para destruir ou discriminar, a rede pode ajudar a propagar ideias contr\u00e1rias ao bullying, tornando-se um canal para a dissemina\u00e7\u00e3o de valores e pensamentos que estruturam a cultura de paz\u201d.<\/p>\n<p>Lucas conta que este tema j\u00e1 foi explorado pela ONG saltense durante o ano passado, por meio de encontros e palestras que trabalharam diretamente com os alunos a conscientiza\u00e7\u00e3o dos perigos que envolvem as redes sociais. Mas, como os investimentos em novas tecnologias aumentam a cada dia, esta \u00e9 uma atividade cont\u00ednua, que n\u00e3o pode parar: ao contr\u00e1rio, intensificar os esfor\u00e7os \u00e9 uma medida necess\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Preste aten\u00e7\u00e3o aos sinais<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) lan\u00e7ou uma cartilha, elaborada por Ana Beatriz Barbosa Silva, para ajudar pais e educadores a prevenir o problema. No material, a psiquiatra descreve os ind\u00edcios de que a crian\u00e7a ou adolescente pode estar sendo v\u00edtima, ou ent\u00e3o, cometendo bullying. Fique atento e, se for o caso, procure a ajuda de um profissional ou de uma ONG especializada.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Como se comportam as v\u00edtimas:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&#8211; Na escola:<\/p>\n<ul>\n<li>No recreio, encontram-se isoladas do grupo, ou      perto de alguns adultos que possam proteg\u00ea-las;<\/li>\n<li>Mostram-se comumente tristes, deprimidas ou      aflitas;<\/li>\n<li>Nos jogos ou atividades em grupo sempre s\u00e3o as      \u00faltimas a serem escolhidas ou s\u00e3o exclu\u00eddas;<\/li>\n<li>Em alguns casos, podem apresentar hematomas, arranh\u00f5es,      cortes, roupas danificadas ou rasgadas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; Em casa:<\/p>\n<ul>\n<li>Frequentemente se queixam de dores de cabe\u00e7a,      enjoo, dor de est\u00f4mago, tonturas, v\u00f4mitos, perda de apetite e ins\u00f4nia;<\/li>\n<li>Apresentam mudan\u00e7as frequentes e intensas de      estado de humor, com explos\u00f5es repentinas de irrita\u00e7\u00e3o ou raiva;<\/li>\n<li>Geralmente, t\u00eam poucos ou mesmo nenhum amigo;<\/li>\n<li>Passam a gastar mais dinheiro do que o habitual      na cantina ou com a compra de objetos diversos com o intuito de presentear      os outros;<\/li>\n<li>Apresentam diversas desculpas (inclusive doen\u00e7as      f\u00edsicas) para faltar \u00e0s aulas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Como se comportam os agressores:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&#8211; Na escola:<\/p>\n<ul>\n<li>Os <em>bullies<\/em> fazem brincadeiras de mau gosto, goza\u00e7\u00f5es, colocam apelidos pejorativos,      difamam, amea\u00e7am, constrangem e menosprezam alguns alunos;<\/li>\n<li>Furtam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de      outros estudantes;<\/li>\n<li>Costumam ser populares e est\u00e3o sempre enturmados;<\/li>\n<li>Divertem-se \u00e0 custa do sofrimento alheio.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>&#8211; Em casa:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Mant\u00eam atitudes desafiadoras e agressivas com os      familiares;<\/li>\n<li>Agem com arrog\u00e2ncia, demonstrando superioridade;<\/li>\n<li>Manipulam pessoas para se livrar das confus\u00f5es em      que se envolvem;<\/li>\n<li>Costumam voltar da escola com objetos ou dinheiro      que n\u00e3o possu\u00edam;<\/li>\n<li>Muitos agressores mentem, de forma convincente, e      negam as reclama\u00e7\u00f5es da escola, dos irm\u00e3os ou dos empregados dom\u00e9sticos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>reportagem de: Piero Verg\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p><strong>foto: Microfoto<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos quatro anos, a jornalista J\u00e9ssica Balbino foi impedida por outros alunos de participar de uma brincadeira na escola. 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