{"id":7432,"date":"2015-11-04T13:13:33","date_gmt":"2015-11-04T16:13:33","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=7432"},"modified":"2024-01-26T11:35:57","modified_gmt":"2024-01-26T14:35:57","slug":"claudia-raia-fala-dos-30-anos-de-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2015\/11\/04\/claudia-raia-fala-dos-30-anos-de-carreira\/","title":{"rendered":"Claudia Raia fala dos 30 anos de carreira"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7433\" aria-describedby=\"caption-attachment-7433\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/CR_30A_01_174-flat.jpg\" rel=\"attachment wp-att-7433\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-7433 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/CR_30A_01_174-flat.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/CR_30A_01_174-flat.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/CR_30A_01_174-flat-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7433\" class=\"wp-caption-text\">Claudia Raia, diva da TV e do teatro, comemora 30 anos de carreira em grande estilo com o novo musical \u201cRaia 30\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p>Irresist\u00edvel, Claudia Raia sempre foi motivo de admira\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 por sua sensibilidade como atriz, bailarina, cantora, mas tamb\u00e9m por ser uma das pioneiras na produ\u00e7\u00e3o de musicais no Brasil. Mulher forte, exuberante e cheia de atitude, como s\u00f3 ela sabe ser, este com certeza \u00e9 um ano especial na vida da atriz, que acaba de completar 30 anos de carreira. E para celebrar esta data, no palco com \u201cRaia 30, O Musical\u201d, Claudia preparou uma superprodu\u00e7\u00e3o, em que retrata no espet\u00e1culo, sua passagem pelo teatro de revista, bem como seus personagens marcantes na televis\u00e3o. \u201cNa verdade, n\u00e3o \u00e9 um espet\u00e1culo autobiogr\u00e1fico, n\u00e3o \u00e9 contado cronologicamente. Contamos a hist\u00f3ria de uma pessoa que desde pequenininha quis uma carreira art\u00edstica, que sonhou, foi atr\u00e1s desse sonho, e conseguiu realiz\u00e1-lo\u201d, disse orgulhosa. Apoiada pela m\u00e3e Odette e a irm\u00e3 Olenka, Claudia foi para os EUA com apenas 13 anos, mas foi aos sete que ela bateu na porta do renomado core\u00f3grafo americano Lennie Dale para tentar a sorte. \u201cFui muito corajosa\u201d, relembrou. S\u00e3o muitos os trabalhos de sucesso, e claro alguns ficaram de fora, mas por uma quest\u00e3o de est\u00e9tica. \u201cN\u00f3s optamos pelos estereotipados, ou seja, mais teatrais, que pudessem funcionar no espet\u00e1culo de teatro. N\u00f3s passamos por v\u00e1rios momentos ic\u00f4nicos da minha carreira\u201d, explicou Claudia, que tamb\u00e9m n\u00e3o deixou de fora os perrengues que passou para conquistar essa trajet\u00f3ria de muito sucesso e disciplina. \u201cAdoro debochar de mim mesma. Adoro falar que eu era nariguda, magra feito uma folha de papel. \u00c9 uma del\u00edcia falar e dividir com o meu p\u00fablico\u201d. Quem a v\u00ea no palco, n\u00e3o imagina que por tr\u00e1s desse trabalho, foram necess\u00e1rias nove horas di\u00e1rias, durante dois meses, de muito ensaio. \u201cA minha vida \u00e9 fazer aulas porque na dan\u00e7a e no canto \u00e9 assim, se voc\u00ea ficar duas semanas sem fazer uma aula, parece que regrediu cinco anos\u201d. Para os f\u00e3s da atriz, pode-se esperar um espet\u00e1culo luxuoso, extremamente requintado e profissional. Voc\u00ea confere agora, nesta edi\u00e7\u00e3o especial n\u00famero 150 da Revista Regional, uma entrevista cheia de detalhes, na qual a atriz fala sobre a trajet\u00f3ria que a consagrou, n\u00e3o s\u00f3 no teatro musical brasileiro, mas no mundo televisivo.<\/p>\n<p>Revista Regional: Em comemora\u00e7\u00e3o aos 30 anos de carreira, o p\u00fablico jovem tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a sua hist\u00f3ria. Como foi a constru\u00e7\u00e3o de \u201cRaia 30, O Musical\u201d?<\/p>\n<p>Claudia Raia: Na verdade, n\u00e3o \u00e9 um espet\u00e1culo autobiogr\u00e1fico, n\u00e3o \u00e9 contado cronologicamente. Contamos a hist\u00f3ria de uma pessoa que desde pequenininha quis uma carreira art\u00edstica, que sonhou, foi atr\u00e1s desse sonho, e conseguiu realiz\u00e1-lo. Que desde muito cedo queria seguir este caminho. Lutou e conseguiu! Poderia ser qualquer pessoa, mas por acaso sou eu. Gostaria que o meu p\u00fablico, at\u00e9 quem n\u00e3o me conhece, ou at\u00e9 mesmo o estrangeiro, sentasse aqui e assistisse a um musical de boa qualidade, bem cantando, bem dan\u00e7ado e alegre. Um espet\u00e1culo com cen\u00e1rios e figurinos lindos. N\u00f3s estamos contando a hist\u00f3ria de uma pessoa que lutou muito pra chegar at\u00e9 aqui. Que venceu de uma maneira bem-humorada, gostosa, contando tamb\u00e9m os perrengues, porque adoro debochar de mim mesma. Adoro falar que eu era nariguda, magra feito uma folha de papel. \u00c9 uma del\u00edcia falar e dividir com o meu p\u00fablico. A sensa\u00e7\u00e3o que eu tenho \u00e9 de que estou recebendo essas pessoas em casa, porque aqui \u00e9 a minha casa (S\u00e3o Paulo). Estou contando a minha hist\u00f3ria desde quando ela come\u00e7ou. \u00c9 um brinde e quero faz\u00ea-lo com o meu p\u00fablico, que na verdade me acompanha h\u00e1 30 anos. S\u00e3o pessoas que v\u00eam ao teatro, que me seguem desde l\u00e1 atr\u00e1s, que ligam a televis\u00e3o para me ver nos programas, sabe cada personagem que eu fiz. Ent\u00e3o, na verdade \u00e9 com elas que eu quero brindar! Tamb\u00e9m \u00e9 claro, com aqueles que me deram a m\u00e3o, porque uma carreira \u00e9 feita de oportunidade e n\u00e3o de talento.<\/p>\n<p>Voc\u00ea diria ent\u00e3o, que ao longo da sua caminhada, o que mais te motivou a continuar, foram as oportunidades que lhe apareceram?<\/p>\n<p>Eu acredito em dois fatores: oportunidade e trabalho. Foram acontecimentos que eu tive e tenho na minha vida. \u00c9 claro, que tamb\u00e9m contei com m\u00e3os fortes e estendidas, que me concederam grandes papeis, grandes momentos na minha carreira, mas tudo com muita luta e trabalho. Contamos essa hist\u00f3ria em uma hora e meia. \u00c9 evidente que v\u00e3o dizer que faltou algum personagem. Inclusive, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer alguns de televis\u00e3o aqui. N\u00f3s optamos pelos estereotipados, ou seja, mais teatrais, que pudessem funcionar no espet\u00e1culo de teatro. N\u00f3s passamos por v\u00e1rios momentos ic\u00f4nicos da minha carreira. \u00c9 \u00f3bvio que algumas hist\u00f3rias n\u00e3o entraram, at\u00e9 porque as m\u00fasicas t\u00eam que combinar, \u00e9 preciso um roteiro. Alguns espet\u00e1culos e personagens de televis\u00e3o ficaram de fora. N\u00f3s n\u00e3o usamos v\u00eddeo, n\u00e3o \u00e9 um musical televisivo. Eu n\u00e3o tenho nenhum preconceito, imagina, eu fa\u00e7o televis\u00e3o h\u00e1 30 anos e amo! Mas \u00e9 um espet\u00e1culo teatral, na qual falamos sobre a minha paix\u00e3o e a minha rela\u00e7\u00e3o com o palco e como ele me acolheu durante esses anos. Na verdade, o Miguel (Falabella, autor) foi s\u00e1bio em pegar os cl\u00e1ssicos do teatro musical que eu fiz como: \u201cSweet Charity\u201d (2006), \u201cO Beijo da Mulher Aranha\u201d (2001), \u201cChorus Line\u201d (1984) e transformar essas letras, contando a minha trajet\u00f3ria. Ficou gostoso, alegre e muito emocionante revisitar a minha hist\u00f3ria, desde o come\u00e7o. Ter a minha m\u00e3e (Odette Raia) e a minha irm\u00e3 (Olenka Raia) em cena, que s\u00e3o duas mulheres important\u00edssimas na minha vida e que me fizeram chegar at\u00e9 aqui, sempre me incentivando, \u00e9 muito especial. O olho da minha m\u00e3e, por ter me deixado aos 13 anos de idade, ir para Nova York. Corajosa! Toda essa vis\u00e3o foi colocada neste espet\u00e1culo. O Lennie Dale, que foi meu grande mestre e mentor, para quem n\u00e3o sabe, \u00e9 um core\u00f3grafo americano muito importante, que fundou um grupo chamado \u201cDzi Croquettes\u201d que foi um dos espet\u00e1culos mais inovadores que o Brasil j\u00e1 viu, ali\u00e1s, o mundo, porque eles viajaram bastante. O Lennie me adotou aos sete anos de idade, quando eu fui bater na porta dele, dizendo que eu dan\u00e7ava igual a ele. Fui muito corajosa! (risos).<\/p>\n<p>Voc\u00ea comentou que voc\u00eas procuraram escolher personagens estereotipados. Quais foram esses personagens e como foi transp\u00f4-los da televis\u00e3o para o teatro?<\/p>\n<p>Foi uma alegria! A Tancinha (Sassaricando, 1987) \u00e9 um xod\u00f3, meu e de todo mundo. Tanto \u00e9 que agora ter\u00e1 o remake da novela (em 2016). Estou muito feliz, porque ela foi minha primeira oportunidade mesmo, de um grande personagem. Vou contar como foi a abordagem do Silvio de Abreu. Ele estava passando pelos corredores do Projac, e eu nem sabia quem ele era. Ele disse que escreveria um personagem especialmente para mim, e que eu deveria interpret\u00e1-lo em sua pr\u00f3xima novela. Disse ainda que escrevia um dos maiores sucessos da minha carreira. Eu falei: \u201cAh ta! \u201d. Eu n\u00e3o sabia nem quem ele era. Eu fui at\u00e9 desagrad\u00e1vel, disse que ia ver se dava para fazer&#8230; (risos). Imagina! Fiquei t\u00e3o sem gra\u00e7a que terminei falando isso&#8230; \u00a0Mas ele disse que eu faria sim! N\u00f3s ficamos \u00edntimos e a partir da\u00ed ele escreveu a Tancinha para mim. Coloc\u00e1-la em cena e de repente virar e dizer: \u201cOlha os mel\u00f5es que t\u00e1 (sic) fresquinho!\u201d. \u00c9 uma del\u00edcia! Demorei um pouquinho para achar novamente a musicalidade dela, o sotaque, porque j\u00e1 faz muito tempo, mas quando veio, a mem\u00f3ria muscular ajudou bastante. Outro personagem \u00e9 o Tonh\u00e3o (TV Pirata, 1988). Ele \u00e9 bem-sucedido porque virou amigo do prefeito, fez licita\u00e7\u00e3o, entrou para o ramo das obras il\u00edcitas e ganhou uma grana. Usa terno branco e entra em cena cantando \u201cMorena da Silva\u201d. \u00c9 uma alegria! Na hora que a gente v\u00ea um teatro de revista, uma vedete, um n\u00famero de plateia, a Claudia Raia crian\u00e7a l\u00e1 atr\u00e1s, e de repente v\u00ea um homem entrando: \u201cAlgu\u00e9m a\u00ed falou em homossexualidade?\u201d. \u00c9 uma del\u00edcia de fazer, uma alegria! O p\u00fablico se diverte assim como n\u00f3s, que estamos no palco.<\/p>\n<p>\u00c9 uma verdadeira homenagem aos personagens que n\u00e3o s\u00f3 constru\u00edram a sua carreira, mas marcaram o grande p\u00fablico, mas pelo que vimos outras novelas tamb\u00e9m s\u00e3o lembradas.<\/p>\n<p>Da televis\u00e3o s\u00e3o apenas esses dois personagens que eu comentei: a Tancinha e o Tonh\u00e3o. Em algumas situa\u00e7\u00f5es n\u00f3s abordarmos, sim, algumas novelas, como \u201cRoque Santeiro\u201d (1985), mas n\u00e3o representando porque \u00e9 dif\u00edcil em cena, no palco, um personagem televisivo que n\u00e3o \u00e9 estereotipado. Tem um personagem que \u00e9 um esquete delicioso, que \u00e9 a Ol\u00edvia costureira e Ol\u00edvia patroa. Ela \u00e9 esquizofr\u00eanica que vive as duas situa\u00e7\u00f5es, que \u00e9 um n\u00famero de plateia, da com\u00e9dia, gostoso de fazer tamb\u00e9m. Uma novidade s\u00e3o os tons da TV Pirata. Pela primeira vez estou apoiada em mim mesma e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, porque quando voc\u00ea tem um personagem, se esconde atr\u00e1s dele e deixa que ele vai na frente com um escudo. Dessa vez n\u00e3o tenho essa prote\u00e7\u00e3o. O personagem sou eu mesma. \u00c9 muito dif\u00edcil! Como voc\u00ea vai recriar voc\u00ea mesma? Ser\u00e1 que \u00e9 realmente dessa forma que eu quero mostrar para o meu p\u00fablico?! Fica dessa maneira?! Essas perguntas permearam a nossa cabe\u00e7a, at\u00e9 a hora de criarmos uma historinha, mas acredito que estou em cena como sou! Divertida, despojada e falando tudo que eu tenho vontade, cara a cara, desse jeito que sou. A minha vida tamb\u00e9m \u00e9 um n\u00famero de plateia e eu adoro!<\/p>\n<p>Para conseguir manter o f\u00f4lego durante o espet\u00e1culo j\u00e1 sa\u00edram not\u00edcias de que voc\u00ea faz esteira cantando. Quais s\u00e3o as principais t\u00e9cnicas para se manter bem durante o musical?<\/p>\n<p>Eu tenho alguns h\u00e1bitos que s\u00e3o esdr\u00faxulos, mas n\u00e3o vou poder contar, porque se eu n\u00e3o falei at\u00e9 agora&#8230; (risos) Mas quando eu fizer 80 anos, vou fazer \u201cRaia Que o Parta\u201d e conto tudo. N\u00e3o vai sobrar para ningu\u00e9m! Meus filhos v\u00e3o liberar porque v\u00e3o saber que estarei louca! N\u00e3o vou deixar pedra sobre pedra (risos). Da\u00ed eu falo mesmo, coisas \u00edntimas, sexuais, tudo! Porque aqui n\u00f3s n\u00e3o podemos contar nada, ali\u00e1s, n\u00f3s temos um c\u00f3digo que toda vez que vai escapar da minha boca, cortamos para esse c\u00f3digo. Quem for assistir ao espet\u00e1culo vai entender o que estou dizendo. Mas falando s\u00e9rio! A minha prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 dan\u00e7ando oito horas por dia, me movimentando o tempo inteiro. \u00c9 claro que sempre tem uma dieta, por causa das roupas que uso durante o espet\u00e1culo, eu fico mais exposta. Rolou uma dieta e eu devo ter perdido uns tr\u00eas quilos. Fa\u00e7o muita malha\u00e7\u00e3o, muscula\u00e7\u00e3o, aulas de bal\u00e9, canto, sou praticamente uma escrava do maestro Marconi (Ara\u00fajo, dire\u00e7\u00e3o musical e vocal). Continuo estudando e fazendo aulas. A minha vida \u00e9 fazer aulas porque na dan\u00e7a e no canto \u00e9 assim, se voc\u00ea ficar duas semanas sem, parece que regrediu cinco anos. Como assim?! H\u00e1 dez dias eu fazia e agora n\u00e3o fa\u00e7o mais? \u00c9 cruel! Eu tenho que estar o tempo todo preparada para tudo, mesmo quando estou fazendo novela, continuo fazendo as minhas aulas, das oito da manh\u00e3 \u00e0s dez da noite. Sobre correr cantando na esteira, \u00e9 verdade. Descobri h\u00e1 muito tempo, antes de encontrar o maestro Marconi que me deu a solu\u00e7\u00e3o logo em seguida, que para cantarmos e dan\u00e7armos, precisamos de f\u00f4lego. Ou seja, o p\u00fablico precisa acreditar que estamos lixando as unhas, mas na verdade estamos morrendo no palco, mas n\u00e3o podemos contar e nem demonstrar. Existe um momento em que n\u00f3s abrimos as costelas, uma vai para o norte e a outra para o sul. Elas ficam absolutamente abertas para n\u00e3o ofegarmos. Estou morrendo, mas n\u00e3o estou ofegando, na verdade, as costelas est\u00e3o abertas. A dan\u00e7a \u00e9 anaer\u00f3bica, ela tem picos e n\u00f3s ficamos ofegantes, mas n\u00e3o podemos deixar que aconte\u00e7a no microfone, porque ficaria desagrad\u00e1vel. H\u00e1 muitos anos eu desenvolvi essa t\u00e9cnica, eu corria, fazia pico de um minuto, parava super ofegante e dava a nota longa para tentar descobrir o limite. Quando conheci o maestro ele me deu a chave, que \u00e9 esse esquema da costela, uma t\u00e9cnica em que eu treino o m\u00fasculo, porque ele tem que se manter aberto, mesmo morrendo.<\/p>\n<p>Voc\u00ea disse que chegou a perder tr\u00eas quilos para este trabalho. Quando tem que controlar a alimenta\u00e7\u00e3o torna-se um sacrif\u00edcio? Ficar sem chocolate, por exemplo, \u00e9 muito complicado?<\/p>\n<p>N\u00e3o sou choc\u00f3latra e quando como \u00e9 um pedacinho. Degusto um peda\u00e7o quase que para o m\u00eas inteiro. N\u00e3o sou muito de comer doce, mas o chocolate \u00e9 o \u00fanico que eu ainda como. Na verdade, os cuidados s\u00e3o complementares. \u00c9 a alimenta\u00e7\u00e3o, uma vida toda de treino, quer dizer, n\u00e3o d\u00e1 para chegar aos 49 anos sem ter tido um passado respeit\u00e1vel. \u00c9 muito trabalho, luta e, claro, segurar um pouquinho aqui e ali.<\/p>\n<p>Seu espet\u00e1culo \u00e9 grandioso, mas muitos artistas reclamam da falta de patrocinadores. Ter o nome Claudia Raia ajuda na hora de conseguir mais verbas?<\/p>\n<p>Conseguir patrocinadores \u00e9 muito dif\u00edcil. N\u00e3o muda nada se \u00e9 o Miguel Falabella ou a Claudia Raia. \u00c9 uma luta convencer os patrocinadores de que um projeto cultural \u00e9 importante para a empresa, para o pa\u00eds e para a cidade, que o espet\u00e1culo que voc\u00ea est\u00e1 trazendo tem uma import\u00e2ncia art\u00edstica. Estes recursos est\u00e3o cada vez mais dif\u00edceis. A meia entrada toma cada vez mais a nossa verba. \u00c9 dif\u00edcil manter um espet\u00e1culo em cartaz mais do que dois meses, mesmo sendo solidificado, porque hoje com 90% da casa voc\u00ea n\u00e3o paga o seu elenco. \u00c9 necess\u00e1rio o patroc\u00ednio. N\u00e3o temos toda a receita, temos meia por causa da meia entrada. Acabou, n\u00e3o temos como manter em cartaz. S\u00f3 levamos ferro na cabe\u00e7a! \u00c9 importante falarmos desse assunto porque \u00e9 uma realidade que o p\u00fablico desconhece e at\u00e9 mesmo o empres\u00e1rio. Os recursos s\u00e3o fundamentais. Espero, sinceramente que cuidem da meia entrada porque \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o s\u00f3 do governo, que na verdade, prejudica os produtores, porque n\u00f3s n\u00e3o temos meio sal\u00e1rio, meio som. A meia entrada precisa existir sim, para os idosos e estudantes, mas deveria destinar um percentual. \u00c0s vezes temos casa lotada com meia entrada. O governo deveria abrir o olho. Deveria haver incentivo. Somos n\u00f3s que fazemos os espet\u00e1culos acontecerem. Al\u00e9m da Lei Rouanet, que \u00e9 importante e ajudou muito no teatro musical, precisamos de mais. A cultura tem que ser olhada com mais carinho.<\/p>\n<p>S\u00e3o 30 anos de muitas hist\u00f3rias e viv\u00eancias com v\u00e1rias pessoas que fizeram parte desta caminhada. Como \u00e9 olhar para a sua vida hoje?<\/p>\n<p>S\u00e3o estilha\u00e7os de mem\u00f3rias contados de maneira muito din\u00e2mica. S\u00e3o pessoas que foram realmente muito importantes na minha vida, assim como os personagens. Lennie Dale, minha m\u00e3e, minha irm\u00e3, Sweet Charity, a mulher aranha, o MC do Cabar\u00e9 enfim&#8230;\u00a0 Na verdade, \u00e9 um pouco como a minha cabe\u00e7a funciona. Durante todo o dia, minha vida \u00e9 um musical. Penso o tempo todo num trecho de uma m\u00fasica e, de repente, vejo um personagem que eu fiz. Como, por exemplo, a mulher aranha entrando, e daqui a pouco fa\u00e7o o olhar que me lembra a Charity e vem outra m\u00fasica. \u00c9 uma loucura a minha cabe\u00e7a! \u00c9 um pouco disso que acontece no palco.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de parceiros na vida, voc\u00ea e o Jarbas (marido) de vez em quando dividem os palcos, como foi no caso de \u201cCrazy for You\u201d (2013). De certa forma, desgasta um pouco a rela\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o! \u00c9 uma del\u00edcia, uma festa, uma celebra\u00e7\u00e3o! N\u00f3s dois somos muito parecidos, somos muito alegres. Nossa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 no meio da arte, dentro e fora dos palcos, tudo misturado! \u00c9 realmente uma del\u00edcia!<\/p>\n<p>Falando um pouco sobre fam\u00edlia, o Enzo (filho) est\u00e1 se tornando um homem cada vez mais lindo, mas como ele lida com a fama dos pais?<\/p>\n<p>Ele \u00e9 um menino muito tranquilo e lida com essa situa\u00e7\u00e3o desde que nasceu. Ele tem um pai (Edson Celulari) e uma m\u00e3e que s\u00e3o atores. Ele n\u00e3o \u00e9 nem um pouco deslumbrado, na verdade \u00e9 um caminho sem volta, se voc\u00ea for por a\u00ed&#8230;\u00a0 Ele quer construir uma vida, uma carreira e est\u00e1 indo atr\u00e1s do que quer, que \u00e9 o mais importante de tudo. Ele j\u00e1 se acostumou com o ass\u00e9dio e leva numa boa. \u00c9 super bem-humorado.<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 uma das percussoras no Brasil ao trazer os grandes musicais para o pa\u00eds. Como \u00e9 ter essa responsabilidade, justamente num per\u00edodo em que os musicais tomam conta do teatro nacional?<\/p>\n<p>J\u00e1 faz 30 anos que produzo meus espet\u00e1culos. De 15 anos pra c\u00e1 o g\u00eanero musical caiu no gosto popular completamente. Hoje \u00e9 uma das maiores bilheterias e as pessoas se preparam para ver um musical. A melhor frase que ou\u00e7o, depois do espet\u00e1culo \u00e9 que elas n\u00e3o precisam ir \u00e0 Broadway, porque n\u00f3s temos aqui na nossa casa, em portugu\u00eas, musicais de boa qualidade. \u00c9 uma del\u00edcia! Eu, por exemplo, fa\u00e7o algumas sess\u00f5es de teatro para cegos, para ONGs, para as classes menos favorecidas, por um pre\u00e7o que todos possam pagar. Hoje em dia, se voc\u00ea parar para pensar, nem mesmo no cinema voc\u00ea gasta R$ 50. A minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 popularizar o teatro musical, porque quero que o povo tenha acesso. Que eles gostem, dancem, sapateiem. \u00c9 essa a alegria que n\u00f3s queremos levar para as pessoas.<\/p>\n<p>Quando a gente conversa com algumas bailarinas e at\u00e9 mesmo atrizes, elas citam voc\u00ea como refer\u00eancia. Como \u00e9 ser exemplo para outras pessoas?<\/p>\n<p>\u00c9 uma responsabilidade muito grande, porque fui uma das pessoas que inventou tudo isso, que quis trazer atrav\u00e9s do teatro de revista, o musical americano, com conte\u00fado ainda em ingl\u00eas. N\u00f3s estamos come\u00e7ando a fazer o nosso pr\u00f3prio conte\u00fado, com os nossos artistas e cantores. \u00c9 biogr\u00e1fico, mas ainda n\u00e3o temos compositores, mas estamos caminhando e fazendo cada vez melhor. Ser refer\u00eancia para esses jovens que come\u00e7am muito cedo, porque existe escola de teatro musical, fica sempre essa sensa\u00e7\u00e3o de responsabilidade. Eu pelo menos tento ensinar e cooperar com essa nova forma\u00e7\u00e3o de elenco e m\u00fasicos. \u00c9 muito importante. Na minha \u00e9poca n\u00e3o havia essas possibilidades no Brasil, mas tive a sorte de ter nascido dentro de uma escola de dan\u00e7a. Eu tive um pouco de tudo, mas porque minha m\u00e3e me proporcionou. Fui morar fora do pa\u00eds, estudei dan\u00e7a e tive oportunidades. Por isso, procuro dar aos jovens de hoje, atrav\u00e9s da minha palestra essa chance. Quando eu fiz o espet\u00e1culo \u201cPernas pro Ar\u201d, (2009) viajei 17 capitais fazendo palestras e mostrando como se faz um musical, desde sua cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 estar no palco. Estamos ensinando alguma coisa.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><em>texto: Ester Jacopetti<\/em><\/p>\n<p><em>fotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irresist\u00edvel, Claudia Raia sempre foi motivo de admira\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 por sua sensibilidade como atriz, bailarina, cantora, mas tamb\u00e9m por ser uma das pioneiras na produ\u00e7\u00e3o de musicais no Brasil. 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