{"id":7403,"date":"2015-11-04T09:43:35","date_gmt":"2015-11-04T12:43:35","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=7403"},"modified":"2024-01-26T09:24:37","modified_gmt":"2024-01-26T12:24:37","slug":"excesso-de-peso-atinge-523-da-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2015\/11\/04\/excesso-de-peso-atinge-523-da-populacao\/","title":{"rendered":"Excesso de peso atinge 52,3% da popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7404\" aria-describedby=\"caption-attachment-7404\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/site-obesidade.jpg\" rel=\"attachment wp-att-7404\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-7404 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/site-obesidade.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/site-obesidade.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/site-obesidade-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7404\" class=\"wp-caption-text\">Estudo completo sobre h\u00e1bitos, atividades f\u00edsicas e alimenta\u00e7\u00e3o mostra o impacto da obesidade na sa\u00fade do brasileiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>O \u00edndice de obesidade est\u00e1 est\u00e1vel no pa\u00eds, mas o n\u00famero de brasileiros acima do peso \u00e9 cada vez maior. Pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade alerta que o excesso de peso j\u00e1 atinge 52,5% da popula\u00e7\u00e3o adulta do pa\u00eds. Essa taxa, nove anos atr\u00e1s, era de 43% &#8211; o que representa um crescimento de 23% no per\u00edodo. Na regi\u00e3o Sudeste, o \u00edndice de pessoas com sobrepeso \u00e9 de 52,3%. Os quilos a mais na balan\u00e7a s\u00e3o fatores de risco para doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como as do cora\u00e7\u00e3o, hipertens\u00e3o e diabetes, que respondem por 72% dos \u00f3bitos no Brasil.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m preocupa a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%, embora este percentual n\u00e3o tenha sofrido altera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Considerando somente a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Centro-Oeste, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 17,1%.<\/p>\n<p>\u201cO mais importante para o Brasil neste momento \u00e9 deter o crescimento da obesidade. E n\u00f3s conseguimos segurar esse aumento. Isso j\u00e1 \u00e9 um grande ganho para a sociedade brasileira. Em rela\u00e7\u00e3o ao sobrepeso, n\u00e3o temos o mesmo impacto da obesidade, de estabiliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o temos nenhuma tend\u00eancia de crescimento disparando\u201d, destaca nota do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. \u201cNo Brasil n\u00e3o h\u00e1 tend\u00eancia de disparos como nos outros pa\u00edses em que o crescimento da obesidade \u00e9 avassalador. Em compara\u00e7\u00e3o com nossos vizinhos conseguimos deter o crescimento, quando \u00e9 essa a tend\u00eancia\u201d, refor\u00e7a o comunicado. O \u00edndice de obesidade do Brasil est\u00e1 abaixo, por exemplo, da Argentina (20,5%), Paraguai (22,8%) e Chile (25,1%).<\/p>\n<p>Entre os homens e as mulheres brasileiros, s\u00e3o eles que registram os maiores percentuais. O \u00edndice de excesso de peso na popula\u00e7\u00e3o masculina chega a 56,5% contra 49,1% entre elas, embora n\u00e3o exista uma diferen\u00e7a significativa entre os dois sexos quando o assunto \u00e9 obesidade. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade, os jovens (18 a 24 anos) s\u00e3o os que registram as melhores taxas, com 38% pesando acima do ideal, enquanto as pessoas de 45 a 64 anos ultrapassam 61%.<\/p>\n<p>A pesquisa demonstra ainda que as pessoas com menor escolaridade, zero a oito anos de estudo, registram a maior \u00edndice, 58,9%, enquanto 45% do grupo que estudou 12 anos ou mais est\u00e1 acima do peso. O impacto da escolaridade \u00e9 ainda maior entre as mulheres, em que o \u00edndice entre os mais escolarizados \u00e9 ainda menor, 36,1%. As mesmas diferen\u00e7as se repetem com os dados de obesidade. O \u00edndice \u00e9 maior entre os que estudaram por at\u00e9 oito anos (22,7%) e menor entre os que estudaram 12 anos ou mais (12,3%).<\/p>\n<p>O Vigitel 2014 entrevistou, por inqu\u00e9rito telef\u00f4nico, entre fevereiro e dezembro de 2014, 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os Estados do pa\u00eds e do Distrito Federal. Realizada desde 2006 pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a pesquisa, ao medir a preval\u00eancia de fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o para doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis na popula\u00e7\u00e3o brasileira, serve para subsidiar as a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem feito algo in\u00e9dito no mundo, que \u00e9 manter esse sistema de monitoramento durante tantos anos. N\u00f3s sabemos que a obesidade e o excesso de peso s\u00e3o problemas generalizados no mundo e por essa raz\u00e3o o Vigitel \u00e9 importante para subsidiar as a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as\u201d, destacou a Diretoria do Departamento de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as e Agravos N\u00e3o Transmiss\u00edveis e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do avan\u00e7o do excesso de peso e da obesidade, outros indicadores levantados pelo Vigitel tamb\u00e9m apontam para o maior risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas entre os brasileiros. Do total de entrevistados em todo o pa\u00eds, 20% disseram ter diagn\u00f3stico m\u00e9dico de colesterol alto. Nesse caso, s\u00e3o as mulheres que registram percentual acima da m\u00e9dia nacional, de 22,2%, contra 17,6% entre os homens. Em ambos os sexos, a doen\u00e7a se torna mais comum com o avan\u00e7o da idade e entre as pessoas de menor escolaridade. Entre os que t\u00eam mais de 55 anos o \u00edndice ultrapassa 35%. O percentual de colesterol alto no Centro-Oeste do pa\u00eds \u00e9 18,9%.<\/p>\n<p><strong>MAIS EXERC\u00cdCIOS<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o de fatores de risco como excesso de peso e colesterol alto, a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 mais atenta a h\u00e1bitos saud\u00e1veis, com crescimento do n\u00famero de pessoas que se exercitam regularmente e daquelas que mant\u00e9m uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada, com maior presen\u00e7a de frutas e hortali\u00e7as e menos gordura.<\/p>\n<p>Segundo o Vigitel 2014, o brasileiro est\u00e1 se exercitando mais, com aumento de 18% nos \u00faltimos seis anos do percentual de pessoas que praticam atividade f\u00edsica no lazer. Este ano, 35,3% dos entrevistados disseram dedicar pelo menos 150 minutos do seu tempo livre na semana com exerc\u00edcios, enquanto o \u00edndice de 2009 era de 29,9%. J\u00e1 na regi\u00e3o Centro-Oeste, o \u00edndice \u00e9 ainda mais positivo, 38,2%.<\/p>\n<p>Os homens s\u00e3o mais ativos que as mulheres, 41,6% deles praticam o recomendado de atividade f\u00edsica contra 30% entre o p\u00fablico feminino. Os jovens, em ambos os sexos, s\u00e3o os que mais se exercitam, com \u00edndice de 50%. Mais uma vez, a escolaridade aparece como um fator importante. Enquanto 47,8% das pessoas que t\u00eam 12 anos ou mais de estudo praticam exerc\u00edcios no tempo livre, entre os de escolaridade menor (at\u00e9 oito anos de estudo) o \u00edndice \u00e9 22,9%.<\/p>\n<p>Embora o n\u00famero de pessoas que disseram praticar atividade f\u00edsica \u00e9 maior que aqueles que n\u00e3o se exercitam, ainda \u00e9 alto o \u00edndice da popula\u00e7\u00e3o fisicamente inativa, ou seja, que afirmam n\u00e3o ter feito nenhuma atividade nos \u00faltimos tr\u00eas meses: 15,4% dos entrevistados. Os mais inativos s\u00e3o os idosos com 65 anos ou mais (38,2%), mas 12% dos jovens de 18 a 24 anos disseram tamb\u00e9m n\u00e3o ter feito esfor\u00e7os f\u00edsicos. Apesar disso, o h\u00e1bito de ver televis\u00e3o cai: o \u00edndice de pessoas que passam mais de tr\u00eas horas de frente para a telinha passou de 31% para 25,3% em nove anos.<\/p>\n<p>O sedentarismo est\u00e1 relacionado ao aparecimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como c\u00e2ncer, hipertens\u00e3o, diabetes e obesidade. No mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, 31% dos adultos com 15 anos ou mais n\u00e3o s\u00e3o suficientemente ativos. Esse \u00edndice no Brasil, segundo o Vigitel 2014, que soma apenas as pessoas com mais de 18 anos, \u00e9 de 48,7%. O desafio assumido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 reduzir esse percentual a 10% at\u00e9 2025.<\/p>\n<p>Segundo a OMS, 3,2 milh\u00f5es de mortes todo ano s\u00e3o atribu\u00eddas \u00e0 atividade f\u00edsica insuficiente e o sedentarismo \u00e9 o quarto maior fator de risco de mortalidade global, respons\u00e1vel por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no c\u00f3lon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>MENOS SAL E GORDURA<\/strong><\/p>\n<p>Outro h\u00e1bito positivo para a sa\u00fade do brasileiro \u00e9 que as frutas e hortali\u00e7as est\u00e3o presentes na rotina da popula\u00e7\u00e3o. Do total de entrevistados, 36,5% disseram consumir esses alimentos cinco ou mais dias da semana. Mas o \u00edndice cai para 24,1%, equivalente a um quarto da popula\u00e7\u00e3o, quando se considera a quantidade recomendada pela OMS \u2013 cinco ou mais por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, 400 g. As mulheres s\u00e3o as que mais diversificam seus pratos. O consumo recomendado de frutas e hortali\u00e7as entre elas sobe para 28,2% enquanto entre os homens cai para 19,3%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o consumo de carnes com excesso de gordura caiu. Entre 2007 e 2014, o percentual de entrevistados que disseram consumir esses alimentos passou de 32,3% para 29,4%. Nesse caso, os homens consomem duas vezes mais, com 38,4%, enquanto entre as mulheres o \u00edndice \u00e9 de 21,7%. Apesar da busca por carnes mais magras, o sal continua bem presente no prato do brasileiro. A frequ\u00eancia de adultos que consideram seu consumo de sal muito alto ou alto foi de 15,6%, sendo maior entre os homens (17,4%). Esse percentual cai com a idade, mas aumenta com os anos de escolaridade.<\/p>\n<p>Segundo o Vigitel 2014, a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baixa em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de sal em excesso. O percentual deve ser ainda maior, uma vez que o estudo da POF\/IBGE de 2008 mostrou que, naquela \u00e9poca, o consumo de s\u00f3dio do brasileiro excedia em mais de duas vezes o limite m\u00e1ximo recomendado pela OMS, cinco gramas por dia. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 12 gramas.<\/p>\n<p>O consumo de refrigerantes e doces tamb\u00e9m est\u00e1 caindo. Dados de 2014 apontam que 20,8% da popula\u00e7\u00e3o toma refrigerante cinco vezes ou mais na semana, menor que o \u00edndice de 2007 (30,9%). J\u00e1 os alimentos doces est\u00e3o na rotina cinco ou mais dias da semana de 18,1% da popula\u00e7\u00e3o, sendo mais presentes nas refei\u00e7\u00f5es das mulheres (20,3%) que dos homens (15,8%).<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou ainda mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o relacionadas \u00e0s rotinas mais modernas das fam\u00edlias. Do total, 16,2% da popula\u00e7\u00e3o substitui o almo\u00e7o ou o jantar por lanche sete ou mais vezes na semana. Mesmo assim o consumo do feij\u00e3o, t\u00e3o popular no prato do brasileiro, permanece alto: 66% dos adultos consomem feij\u00e3o cinco ou mais dias na semana.<\/p>\n<p><strong>PROMO\u00c7\u00c3O DA SA\u00daDE<\/strong><\/p>\n<p>O acompanhamento desses n\u00fameros orientam as a\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que tem priorizado a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Uma das metas do Plano de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas para o Enfrentamento das Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas n\u00e3o Transmiss\u00edveis (DCNT), lan\u00e7ado em 2011, \u00e9 deter o crescimento da obesidade e excesso de peso no pa\u00eds, bem como incentivar a ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as cr\u00f4nicas s\u00e3o respons\u00e1veis por 72,4% dos \u00f3bitos dos brasileiros. O Minist\u00e9rio quer diminuir em 2% ao ano o n\u00famero de mortes por estas doen\u00e7as at\u00e9 2022. O investimento no Sistema \u00danico de Sa\u00fade em Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, respons\u00e1vel por resolver at\u00e9 80% dos problemas de sa\u00fade, cresceu 106% em quatro anos, chegando a R$ 20 bilh\u00f5es em 2014. S\u00e3o quase 40 mil equipes de Sa\u00fade da Fam\u00edlia, cobrindo 60% da popula\u00e7\u00e3o. As equipes contam com o apoio de profissionais, como nutricionistas, fisioterapeutas e de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica que ficam nos 3.923 N\u00facleos de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Fam\u00edlia. Tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade com mais de 18 milh\u00f5es de alunos do ensino fundamental por meio do Programa Sa\u00fade na Escola.<\/p>\n<p><em>\u00a0foto: BIRF<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00edndice de obesidade est\u00e1 est\u00e1vel no pa\u00eds, mas o n\u00famero de brasileiros acima do peso \u00e9 cada vez maior. Pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade alerta que o excesso de peso j\u00e1 atinge 52,5% da popula\u00e7\u00e3o adulta do pa\u00eds. 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