{"id":5944,"date":"2014-04-29T14:07:38","date_gmt":"2014-04-29T17:07:38","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=5944"},"modified":"2024-01-26T11:36:14","modified_gmt":"2024-01-26T14:36:14","slug":"dr-daudt-a-psicanalise-explica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2014\/04\/29\/dr-daudt-a-psicanalise-explica\/","title":{"rendered":"Dr. Daudt: \u2018A psican\u00e1lise explica\u2019"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5961\" aria-describedby=\"caption-attachment-5961\" style=\"width: 245px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/conversa-francisco-daudt4.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5961\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5961  \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/conversa-francisco-daudt4.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/conversa-francisco-daudt4.jpg 682w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/conversa-francisco-daudt4-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5961\" class=\"wp-caption-text\">O m\u00e9dico psicanalista Francisco Daudt da Veiga, um dos mais renomados do pa\u00eds, foi o entrevistado do m\u00eas da Revista Regional<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Em entrevista exclusiva, o renomado psicanalista esmi\u00fa\u00e7a os desajustes do mundo atual, da ostenta\u00e7\u00e3o nas redes sociais \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Que o mundo anda cada dia mais complicado n\u00e3o temos d\u00favidas. Que a sociedade contempor\u00e2nea passa por problemas in\u00e9ditos tamb\u00e9m n\u00e3o! O m\u00e9dico psicanalista Francisco Daudt da Veiga, um dos mais renomados do pa\u00eds, colunista do jornal Folha de S. Paulo, colaborador do programa da F\u00e1tima Bernardes na Rede Globo e autor de diversos livros, numa entrevista exclusiva \u00e0 Revista Regional, interpreta a alma da sociedade atual e garante que embora as circunst\u00e2ncias culturais sejam novas, o homem ainda mant\u00e9m seu objetivo primordial que \u00e9 a busca incessante pelo prazer e pela felicidade. \u201cA cada circunst\u00e2ncia cultural nova, essa busca pode ganhar aspectos perif\u00e9ricos diferentes. Vivemos uma era de abund\u00e2ncia cal\u00f3rica e est\u00edmulo ao prazer imediato. Tudo o que nossa natureza faz \u00e9 tomar carona nas oportunidades\u201d, exemplifica. Durante a extensa conversa, Daudt esmi\u00fa\u00e7a \u2013com sua vasta habilidade de interpretar os fatos- toda a problem\u00e1tica atual: a exposi\u00e7\u00e3o das pessoas nas redes sociais, a ostenta\u00e7\u00e3o e o exibicionismo, os dilemas na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, as recentes manifesta\u00e7\u00f5es pelas ruas do pa\u00eds, e at\u00e9 mesmo a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Revista Regional &#8211; O senhor, como poucos, sabe interpretar a alma da sociedade atual. Ela \u00e9 t\u00e3o diferente das outras de d\u00e9cadas atr\u00e1s ou o conceito \u00e9 o mesmo da busca incessante pela felicidade?<\/strong><\/p>\n<p>Daudt &#8211; As press\u00f5es que nossa gen\u00e9tica -que a natureza, portanto- exerce sobre nosso comportamento sempre inclu\u00edram, e incluir\u00e3o, a busca por prazer, que \u00e9 a base do impulso de reprodu\u00e7\u00e3o -sexual, portanto-. A cada circunst\u00e2ncia cultural nova, essa busca pode ganhar aspectos perif\u00e9ricos diferentes. Vivemos uma era de abund\u00e2ncia cal\u00f3rica -epidemia de obesidade- e est\u00edmulo ao prazer imediato. Tudo o que nossa natureza faz \u00e9 tomar carona nas oportunidades. Na savana africana n\u00e3o havia essa moleza, mas havia tamb\u00e9m o imediatismo voltado \u00e0 sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>O que difere esse conceito de felicidade que temos hoje de antigamente? \u00c9 saud\u00e1vel, por exemplo, esse extremismo de se \u201capresentar\u201d feliz o tempo todo nas redes sociais ou a cada flash?<\/strong><\/p>\n<p>Novamente a natureza nos empurra: a autoestima elevada -ou a apar\u00eancia dela-, assim como a riqueza material, sempre foram um poderoso <em>atrator<\/em> sexual. Hoje temos a oportunidade extrema de propagandear uma pseudoautoestima, ou nos fotografar exibindo uma suposta riqueza -viagens, restaurantes, pratos que comemos, famosos com que &#8220;convivemos&#8221;-. Como consequ\u00eancia, usamos as ferramentas a nosso dispor.<\/p>\n<p><strong>Esse excesso de exposi\u00e7\u00e3o que vivemos nas redes sociais se deve a que? \u00c9 alguma car\u00eancia generalizada?<\/strong><\/p>\n<p>Para que o ser humano fa\u00e7a algo s\u00e3o necess\u00e1rias tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es: motiva\u00e7\u00e3o, meios e oportunidade. A motiva\u00e7\u00e3o exibicionista sempre existiu. A tecnologia nos fornece hoje meios e oportunidade para satisfaz\u00ea-la, eis a raz\u00e3o da febre exibicionista que vivemos. Mas a lei da oferta e da procura continua funcionando: excesso de oferta leva \u00e0 queda dos pre\u00e7os, \u00e9 assim que as pessoas se &#8220;barateiam&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Alguns especialistas dizem que a internet deixou ou deixar\u00e1 o mundo mais frio e com menos contatos reais. J\u00e1 outros apostam nas redes sociais como forma de reunir mais amigos fora do virtual, transpondo tudo pro real. Quem tem raz\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 em economia o que \u00e9 chamado de &#8220;a m\u00e3o invis\u00edvel do mercado&#8221;. Isto serve para o que fazemos. Enquanto a virtualidade nos satisfizer, ela ser\u00e1 usada -\u00e9 preciso lembrar que nossa vida sexual \u00e9 principalmente autoer\u00f3tica-. O fato de haver revistas em quadrinhos n\u00e3o acabou com os livros. A TV n\u00e3o acabou com os estudos, como meu pai nos dizia. A internet n\u00e3o acabar\u00e1 com a reprodu\u00e7\u00e3o -e portanto o contato interpessoal-.<\/p>\n<p><strong>O brasileiro hoje tem o h\u00e1bito de criticar e pr\u00e9-julgar absolutamente tudo, principalmente pela internet, seja nos coment\u00e1rios das not\u00edcias online ou nas redes sociais. Quando isso deixa de ser saud\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p>O gozo de superioridade que algu\u00e9m desfruta por criticar quem est\u00e1 em evid\u00eancia \u00e9 ef\u00eamero, e d\u00e1 pouca proemin\u00eancia social -outro poderoso <em>atrator<\/em> sexual. Pode se transformar em v\u00edcio? Claro. H\u00e1 um derivado do sadomasoquismo que chamo o v\u00edcio fod\u00e3o-merda, o aprisionamento ao desejo de humilhar o pr\u00f3ximo para aliviar inseguran\u00e7as pr\u00f3prias, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um h\u00e1bito da internet, os americanos consideram <em>loser<\/em>\u00a0-perdedor, ou, em bom portugu\u00eas, um merda- como o pior dos insultos muito antes de haver internet.<\/p>\n<p><strong>As cr\u00edticas contra tudo e todos do Facebook culminaram em 2013 com a onda de protestos, pegando carona na revolta das tarifas de transporte. Como o senhor classifica esse movimento popular criado pelas redes sociais e como podemos equipar\u00e1-lo aos \u201ccaras-pintadas\u201d ou mesmo \u00e0s \u201cdiretas j\u00e1\u201d? Naquela \u00e9poca havia um \u00fanico foco, um pensamento, j\u00e1 agora s\u00e3o v\u00e1rios. H\u00e1 compara\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Os cara-pintadas do Collor eram adolescentes estimulados por seus professores de hist\u00f3ria -comunistas, por tradi\u00e7\u00e3o e por tarefa do Partido- contra a &#8220;burguesia&#8221; representada pelo presidente mauricinho, e apoiados pela insatisfa\u00e7\u00e3o geral pelo sequestrador de nossa poupan\u00e7a. As manifesta\u00e7\u00f5es de junho de 2013 foram muito menos direcionadas, as pessoas estavam vivendo um mal-estar em rela\u00e7\u00e3o ao governo, mas n\u00e3o sabiam bem defin\u00ed-lo, por isso &#8220;n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelos 20 centavos&#8221;, mas &#8220;n\u00e3o sei bem por que mais&#8221;. Eu sa\u00ed na grande manifesta\u00e7\u00e3o de mais de um milh\u00e3o de pessoas na Presidente Vargas -que insistem em dizer que foram 300 mil- com um cartaz: &#8220;Infla\u00e7\u00e3o de volta? N\u00c3O!&#8221; V\u00e1rias pessoas me pediam para fotografar o cartaz, porque ele traduzia claramente parte de seus inc\u00f4modos.<\/p>\n<p><strong>Criticar o tempo todo n\u00e3o esconde algum dist\u00farbio? N\u00e3o \u00e9 bem parecido com aquela \u201ctia velha e amarga que v\u00ea maldade em tudo\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso entender que quem critica se acha melhor que o criticado. A compuls\u00e3o cr\u00edtica pode ser um atenuador de uma inseguran\u00e7a oculta.<\/p>\n<p><strong>Ainda sobre o brasileiro, temos mesmo o tal complexo de inferioridade? Por que?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 engra\u00e7ado, mas o famoso &#8220;complexo de vira-latas&#8221; enunciado por Nelson Rodrigues, sempre me pareceu vindo de algu\u00e9m que, ao enunci\u00e1-lo, punha-se superior aos outros. &#8220;Isso \u00e9 coisa mesmo de brasileiro -dos quais &#8220;eu n\u00e3o fa\u00e7o parte&#8221;. Uma esp\u00e9cie de superioridade desdenhosa.<br \/>\n<strong>Deixando a pol\u00edtica de lado, por que nos eximimos da culpa e atacamos sempre algu\u00e9m, seja um empres\u00e1rio ou um governante? Se h\u00e1 lixo na rua (seja no Piscin\u00e3o de Ramos ou no Leblon) foi porque algum cidad\u00e3o jogou, mesmo tendo a lixeira ao lado, mas a culpa \u00e9 da Prefeitura. Se a Prefeitura aplica multa pelo lixo, o prefeito est\u00e1 errado porque \u00e9 mais um imposto. N\u00e3o temos cura?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como deixar a pol\u00edtica de lado. A pol\u00edtica consiste no jogo de poderes entre governantes e governados, entre os pr\u00f3prios governantes e entre os pr\u00f3prios governados. Ela existe porque somos obrigados a viver na Polis (cidade-Estado). S\u00f3 deixa de existir se optarmos pela vida eremita e solit\u00e1ria. Isto posto, atribuir culpa a algu\u00e9m mais \u00e9 um mecanismo de defesa contra o mais inc\u00f4modo dos sentimentos, o sentimento de culpa. Ele \u00e9 o maior manipulador pol\u00edtico inventado pela humanidade. A mais antiga das institui\u00e7\u00f5es em opera\u00e7\u00e3o -a Igreja Cat\u00f3lica- vive de cultiv\u00e1-la, vendendo a absolvi\u00e7\u00e3o, cobrando a penit\u00eancia, e com isso endossando a culpa. Resultado: est\u00e1 a\u00ed h\u00e1 2.000 anos. A cura vem de questionarmos a culpa, e absorvermos o sentimento de responsabilidade como uma virtude. Mas d\u00e1 trabalho.<\/p>\n<p><strong>A psican\u00e1lise seria capaz de explicar a corrup\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e seu velho jeitinho de tirar vantagem de tudo e tamb\u00e9m a roubalheira de pol\u00edticos?<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 mais trabalho da psicologia evolucionista que da psican\u00e1lise. A natureza humana comporta tra\u00e7os favor\u00e1veis e virtuosos, como o altru\u00edsmo rec\u00edproco, mas tamb\u00e9m desfavor\u00e1veis e viciosos: qualquer coisa que nos leve a vantagens reprodutivas, sucesso sexual e proles mais saud\u00e1veis. Se h\u00e1 meios e oportunidade para a corrup\u00e7\u00e3o, bem, a motiva\u00e7\u00e3o de enriquecer sempre estar\u00e1 presente, e a corrup\u00e7\u00e3o prevalecer\u00e1. O que a inibe \u00e9 a puni\u00e7\u00e3o pelas leis, a justi\u00e7a efetiva e r\u00e1pida, assim como modelos virtuosos de obter proemin\u00eancia social. &#8220;Fulano \u00e9 muito respeitado por sua sabedoria&#8221;, por exemplo. \u00c9 o que fa\u00e7o ao responder esta entrevista, escrever livros e participar de programas de TV.<\/p>\n<p><strong>O senhor lan\u00e7ou recentemente o livro \u201cOnde Foi que Eu Acertei\u201d. Afinal, \u00e9 mais f\u00e1cil educar os filhos hoje em meio a tanta tecnologia ou isso s\u00f3 piorou as coisas? Alguns pais dizem que muito do que aprenderam com as antigas gera\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o se pode empregar nos dias de hoje, criando mil e um dilemas em casa. Como acertar?<\/strong><\/p>\n<p>Nunca foi f\u00e1cil educar filhos, nem a m\u00e3e natureza est\u00e1 interessada nisso -ela s\u00f3 se interessa por quantidade reprodutiva, n\u00e3o por nossa felicidade-. H\u00e1 pais, no entanto, que se disp\u00f5em a criar seus filhos da melhor maneira poss\u00edvel. Alguns pensam que isso quer dizer &#8220;prepar\u00e1-los para Harvard e para o mercado de capitais&#8221;. Outros visam entender do que seus filhos s\u00e3o prazerosamente capazes e estimul\u00e1-los para isso. \u00c9 tarefa \u00e1rdua e cara, visto que os governos n\u00e3o se interessam por popula\u00e7\u00f5es educadas e questionadoras, eles se interessam em permanecer no poder. Por isso somos tri-tributados: nosso trabalho paga impostos que n\u00e3o produzem educa\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria, da\u00ed buscamos a particular. A particular n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 essas coisas, por isso pagamos professores particulares. O mesmo se d\u00e1 com a sa\u00fade -p\u00fablica inoperante; planos pagos vagabundos; m\u00e9dicos particulares caros-. Quanto o que vale preservar de antigas gera\u00e7\u00f5es, valores \u00e9ticos, meritocracia, busca de excel\u00eancia, isso n\u00e3o sai de moda.<\/p>\n<p><strong>Palmadas nem pensar?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um conceito na justi\u00e7a que \u00e9 muito esquecido. A autoridade deve ser baseada no saber e no respeito que ele desperta. Mas ela n\u00e3o pode esquecer que, em \u00faltimas inst\u00e2ncias, se baseia nas for\u00e7as armadas, em ser mais forte que o subordinado. Ou, nas palavras c\u00f4micas de um cliente, &#8220;quando Freud n\u00e3o explica, Lampi\u00e3o entra em a\u00e7\u00e3o&#8221;. O mesmo se passa no \u00e2mbito familiar. Quando as crian\u00e7as s\u00e3o muito pequenas, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ser um d\u00e9spota esclarecido que sabe o que \u00e9 melhor para elas, e por elas decide. \u00c0 medida em que crescem, sua capacidade de compreens\u00e3o aumenta, e o d\u00e9spota come\u00e7a a embasar suas ordens no saber. Em vez de dizer &#8220;Desce dessa janela j\u00e1!&#8221;, pode dizer &#8220;Perigo! Dod\u00f3i grande!&#8221;, e a crian\u00e7a obedecer\u00e1 e entender\u00e1. Mas h\u00e1 momentos em que a lembran\u00e7a de que somos mais fortes se faz necess\u00e1ria, e a for\u00e7a f\u00edsica tem que ser mostrada. Para isso serve a palmada: ruidosa -sobretudo se acompanhada de efeitos sonoros vocais-, assustadora, e necessariamente sem dano f\u00edsico. O senso comum ouve palmada como espancamento e isso \u00e9 apenas mais uma de suas tolices.<\/p>\n<p><strong>Numa entrevista recente o senhor disse que o segredo da rela\u00e7\u00e3o conjugal \u00e9 a amizade. Correto? Seria o mesmo que cumplicidade?<\/strong><\/p>\n<p>Nunca uso o termo &#8220;cumplicidade&#8221; porque ele alude a associa\u00e7\u00e3o para o crime. Prefiro &#8220;companheirismo&#8221;. Eis porque o nome de meu livro \u00e9 &#8220;O amor companheiro&#8221;. Este \u00e9 o derivado mais desej\u00e1vel da paix\u00e3o, que \u00e9 um estado de insanidade irrealista com prazo de validade em torno de tr\u00eas anos. Os outros s\u00e3o a indiferen\u00e7a -que leva \u00e0 separa\u00e7\u00e3o-, e o sadomasoquismo, quando o casal se sente aprisionado, e se estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de carcereiro e encarcerado -com pap\u00e9is que se revezam de um para o outro-, e que pode produzir bodas de ouro. Infelizmente, o sadomasoquismo produz mais bodas de ouro do que o amor&#8230;<\/p>\n<p><strong>O amor tamb\u00e9m mudou ao longo das d\u00e9cadas ou foi apenas a paix\u00e3o que se tornou mais instant\u00e2nea?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso contemplar que um dos desdobramentos do capitalismo foi trazer aflu\u00eancia a um n\u00famero cada vez maior de pessoas. Em nenhum tempo da humanidade tantas pessoas tiveram acesso a conforto e lazer como hoje. Nabucodonosor, com toda sua riqueza, vivia de maneira mais desconfort\u00e1vel que um morador de favela da classe m\u00e9dia baixa. Como resultado, temos o fen\u00f4meno descrito nas palavras cru\u00e9is de Nelson Rodrigues: &#8220;Os imbecis perderam a mod\u00e9stia&#8221;. H\u00e1 o lado favor\u00e1vel de saber que a mis\u00e9ria e as condi\u00e7\u00f5es subumanas de sobreviv\u00eancia est\u00e3o cada vez mais raras, a ponto de o fot\u00f3grafo Sebasti\u00e3o Salgado ter que ir para a \u00c1frica sub-saariana para registrar crian\u00e7as esquel\u00e9ticas. O lado triste \u00e9 a perda da sofistica\u00e7\u00e3o e do glamour que t\u00ednhamos nos livros antigos e nos filmes de Hollywood, e o ganho de peso -a epidemia de obesidade-, a compuls\u00e3o pelo imediatismo e a vulgariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es que o imediatismo rastaquera traz.<\/p>\n<p><strong>Existe um movimento que aposta na retomada de antigos h\u00e1bitos na contram\u00e3o da tecnologia de hoje, assim como outro segmento que lan\u00e7ou o \u201cslow life\u201d como forma de desacelerar nossa rotina tentando evitar o estresse. O senhor acredita nisso? O que podemos esperar do futuro levando-se em conta o pensamento da sociedade atual como um todo?<\/strong><\/p>\n<p>A &#8220;m\u00e3o invis\u00edvel do mercado&#8221; na economia ps\u00edquica da busca da felicidade o dir\u00e1. Fico feliz que haja espa\u00e7o para a pluralidade de propostas de bem-viver. Como voc\u00ea v\u00ea, eu mesmo me empenho numa causa francamente diversa do senso comum, e minorit\u00e1ria. Mas luto o bom combate, e isso me deixa feliz.<\/p>\n<p>entrevista e texto Renato Lima<\/p>\n<p>foto Jo\u00e3o Cl\u00e1vio\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista exclusiva, o renomado psicanalista esmi\u00fa\u00e7a os desajustes do mundo atual, da ostenta\u00e7\u00e3o nas redes sociais \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o Que o mundo anda cada dia mais complicado n\u00e3o temos d\u00favidas. Que a sociedade contempor\u00e2nea passa por problemas in\u00e9ditos tamb\u00e9m n\u00e3o! 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