{"id":5262,"date":"2013-09-20T09:13:38","date_gmt":"2013-09-20T12:13:38","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=5262"},"modified":"2024-01-26T09:46:41","modified_gmt":"2024-01-26T12:46:41","slug":"especial-lembra-os-50-anos-da-novela-diaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2013\/09\/20\/especial-lembra-os-50-anos-da-novela-diaria\/","title":{"rendered":"Especial lembra os 50 anos da novela di\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5263\" aria-describedby=\"caption-attachment-5263\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5263\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5263 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-1.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-1.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-1-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5263\" class=\"wp-caption-text\">Rubens de Falco e Luc\u00e9lia Santos em \u201cA Escrava Isaura\u201d, novela da Globo que foi vista por milh\u00f5es de pessoas em todo o planeta \/ foto: TV Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Um dos principais alicerces da programa\u00e7\u00e3o da TV brasileira, a teledramaturgia di\u00e1ria completa meio s\u00e9culo como formadora de opini\u00e3o. Mais do que entreter, ela mobiliza e educa<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em>Que as novelas s\u00e3o uma grande paix\u00e3o dos brasileiros ningu\u00e9m duvida. Passados exatos 50 anos desde a estreia de \u201c2-5499 Ocupado\u201d (TV Excelsior) em 22 de julho de 1963 \u2013 a primeira trama que se tornou di\u00e1ria ao longo de sua exibi\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 f\u00e1cil perceber que a teledramaturgia se transformou em um dos principais alicerces da programa\u00e7\u00e3o das emissoras. Por outro lado, antes de proporcionar o t\u00e3o esperado final feliz aos protagonistas, os autores t\u00eam que enfrentar uma miss\u00e3o mais \u00e1rdua: conquistar a fidelidade do telespectador.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria deve envolver o p\u00fablico e traz\u00ea-lo para a frente da televis\u00e3o \u2013 ou de qualquer equipamento que transmita v\u00eddeos on line \u2013 durante, pelo menos, seis meses. Contudo, esta n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Para alcan\u00e7ar o seu objetivo, os roteiristas lan\u00e7am m\u00e3o de diferentes estrat\u00e9gias. As principais s\u00e3o personagens carism\u00e1ticas e quase sempre politicamente incorretas, como, por exemplo, Flora e Carminha, as vil\u00e3s loiras criadas por Jo\u00e3o Emanuel Carneiro e interpretadas por Patr\u00edcia Pillar e Adriana Esteves, em \u201cA Favorita\u201d (2008) e \u201cAvenida Brasil\u201d (2012), respectivamente. Acrescentam-se ainda doses de romance, vingan\u00e7a e suspense.<\/p>\n<p>Se o assunto \u00e9 suspense, \u00e9 comum que apare\u00e7a um \u201cquem matou?\u201d. Embora o artif\u00edcio j\u00e1 tenha sido usado anteriormente, nas mortes de Salom\u00e3o Hayalla (\u201cO Astro\u201d, 1977) e Odete Roitman (\u201cVale Tudo\u201d, 1988), foi com \u201cA Pr\u00f3xima V\u00edtima\u201d (1995) que este recurso ganhou uma nova dimens\u00e3o. Na trama policial escrita por Silvio de Abreu \u2013 que est\u00e1 de volta desde o dia 09 no Canal Viva \u2013 os telespectadores foram desafiados a descobrir quem era o respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de assassinatos que, aparentemente, n\u00e3o possu\u00edam qualquer conex\u00e3o. Uma das \u00fanicas pistas sobre o criminoso era o carro que ele usava durante a persegui\u00e7\u00e3o as suas v\u00edtimas: um opala preto.<\/p>\n<p>Os brasileiros gostaram de brincar de detetive. Diante do ass\u00e9dio da m\u00eddia e da repercuss\u00e3o da trama junto ao p\u00fablico, chegou-se a cogitar a exibi\u00e7\u00e3o ao vivo do \u00faltimo cap\u00edtulo \u2013 que teve direito a uma reportagem de destaque no \u201cJornal Nacional\u201d daquela noite \u2013 para evitar que o final fosse descoberto antes da transmiss\u00e3o. Ao projeto \u201cMem\u00f3ria Globo\u201d, o autor conta que ele e o diretor Jorge Fernando resolveram gravar \u00e0s 13h tr\u00eas poss\u00edveis desfechos: a novela iria ao ar \u00e0s 20h30. Os atores s\u00f3 ficaram sabendo quem era o assassino quando entraram no est\u00fadio e receberam suas falas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5264\" aria-describedby=\"caption-attachment-5264\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5264\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-5264 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-2.jpg\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-2.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-2-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5264\" class=\"wp-caption-text\">Regina Duarte e Lima Duarte, inesquec\u00edveis como Vi\u00fava Porcina e Sinhozinho Malta, de \u201cRoque Santeiro\u201d, um cl\u00e1ssico da TV brasileira<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>A prova e os crimes<\/strong><\/p>\n<p>Do outro lado da tela, entre os milh\u00f5es de curiosos, estava o artista pl\u00e1stico Daniel Pilotto, que n\u00e3o hesitou em faltar da faculdade, mesmo tendo uma prova importante. \u201cSe eu n\u00e3o tivesse feito isto, com toda a certeza no s\u00e1bado pela manh\u00e3 estariam todos comentando e eu saberia o nome do assassino, portanto n\u00e3o teria mais sentido assistir a reprise. Preferi pagar e fazer uma outra prova\u201d, recorda lembrando que esta paix\u00e3o surgiu ainda na inf\u00e2ncia, quando, aos nove anos, ele acompanhou a primeira vers\u00e3o de \u201cGuerra dos Sexos\u201d (1983).<\/p>\n<p>Este \u00e9 um h\u00e1bito que persiste at\u00e9 hoje: \u201ca novela \u00e9 o meu futebol\u201d, enfatiza. Daniel tenta se adequar aos hor\u00e1rios das tramas que acompanha, e quando gosta muito do que v\u00ea, quase nunca atende o telefone durante o cap\u00edtulo. Convidado a avaliar as novelas em exibi\u00e7\u00e3o, ele elege \u201cFlor do Caribe\u201d como a melhor in\u00e9dita. Para ele, a hist\u00f3ria de Ester (Grazi Massafera) e Cassiano (Henri Casteli) \u00e9 envolvente; \u201cuma grata surpresa, que trouxe trazendo novamente Walther Negr\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o de grande autor que \u00e9. Quanto a melhor reprise, sem sombra de d\u00favidas fico com \u2018Rainha da Sucata\u2019 (1990) no Canal Viva. Eu estou revendo esta novela pela quarta vez e n\u00e3o me canso, sou sempre surpreendido por sua trama. Respondo sem hesitar que foi uma das melhores j\u00e1 feitas\u201d.<\/p>\n<p>O artista pl\u00e1stico tamb\u00e9m festeja a volta da pr\u00f3xima atra\u00e7\u00e3o do canal por assinatura. Escrita por Gilberto Braga e Manoel Carlos, \u201c\u00c1gua Viva\u201d (1980) foi a vencedora de uma enquete, feita no site oficial, para a escolha da trama que passa a ocupar a faixa da meia-noite a partir de 30 de setembro. Daniel conta que mobilizou pessoas e batalhou muito para que esta novela fosse a vencedora \u2013 as concorrentes eram \u201cO Dono do Mundo\u201d (1991), \u201cFera Ferida\u201d (1994) e \u201cA Indomada\u201d (1997). A op\u00e7\u00e3o por \u201c\u00c1gua Viva\u201d veio de uma ideia \u2013 difundida pelo pr\u00f3prio canal, como nosso entrevistado faz quest\u00e3o de frisar \u2013 de que a faixa da meia noite \u00e9 reservada para tramas mais cl\u00e1ssicas. Portanto, segundo ele, nada mais l\u00f3gico que a n\u00e3o exibi\u00e7\u00e3o, neste hor\u00e1rio, de novelas da d\u00e9cada de 90. \u201cPara elas, o canal j\u00e1 possui os dois hor\u00e1rios da tarde\u201d, decreta.<\/p>\n<p>O saudosismo do p\u00fablico \u00e9, de acordo com nosso entrevistado, a principal explica\u00e7\u00e3o para o sucesso das reprises do Viva. Ele defende que as novelas eram melhores em sua estrutura, em sua cria\u00e7\u00e3o: o texto \u201crealmente superior\u201d compensava a inexist\u00eancia dos avan\u00e7ados recursos tecnol\u00f3gicos, largamente utilizados nas produ\u00e7\u00f5es atuais. E este \u00e9 o detalhe que conta no final de tudo, um texto bem escrito, uma hist\u00f3ria bem contada.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que o pr\u00f3prio canal tenha se surpreendido com a resposta t\u00e3o intensa do p\u00fablico. Penso que foi uma chamada de aten\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia para o que eles j\u00e1 haviam prometido h\u00e1 muito tempo: novelas mais antigas. Como j\u00e1 deu para notar eu sou bastante saudosista, tenho nostalgia at\u00e9 do que n\u00e3o vi. \u00c0s vezes me pego ouvindo uma trilha sonora de uma novela dos anos 70 \u2013 de uma \u00e9poca em que eu era muito crian\u00e7a, ou ent\u00e3o nem nascido \u2013 e sinto a coisa toda t\u00e3o viva, como se tivesse feito parte daquilo como telespectador. Esta \u00e9 a magia das novelas\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5265\" aria-describedby=\"caption-attachment-5265\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-3.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5265\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-5265 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-3.jpg\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-3.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-3-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5265\" class=\"wp-caption-text\">Regina Duarte e a filha Gabriela, protagonistas de \u201cPor Amor\u201d, drama que mexeu com a opini\u00e3o p\u00fablica por conta da troca de beb\u00eas \/ foto: TV Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Qualidades que se perderam<\/strong><\/p>\n<p>O historiador Celso Machado agrega outros elementos ao analisar uma eventual perda de qualidade. Embora classifique esta compara\u00e7\u00e3o como \u201ccruel\u201d \u2013 j\u00e1 que as reprises t\u00eam a vantagem de carregar um componente afetivo que, em geral, \u00e9 bom \u2013 ele observa a exist\u00eancia de um cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel para as produ\u00e7\u00f5es atuais e cita como exemplo o remake de \u201cAnjo Mau\u201d, exibido \u00e0s 18h em 1997. Atual sucesso das tardes do Viva, a trama de Maria Adelaide Amaral parece ter uma liberdade na abordagem de seus temas que hoje nem uma novela das 21h possui.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o diria que as novelas de antigamente s\u00e3o melhores at\u00e9 porque a gente v\u00ea no Viva o melhor que foi produzido e pode estar comparando com uma fase de produ\u00e7\u00e3o particularmente baixa de conte\u00fado in\u00e9dito \u2013 quantas novelas medianas h\u00e1 para cada obra-prima como \u2018Vale Tudo\u2019? (1988) \u2013, mas me parece bem \u00f3bvio que elas t\u00eam algumas qualidades que as produ\u00e7\u00f5es de hoje perderam no meio do caminho \u2013 e n\u00e3o foram compensadas por outras. Claro que isso \u00e9 muito mais do que simplesmente falar em piora, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, que muda com o tempo, mas eu diria que as novelas, tomadas isoladamente (at\u00e9 onde \u00e9 poss\u00edvel \u2013 se \u00e9 poss\u00edvel), ficaram menos interessantes e infinitamente menos ousadas \u2013 salvo cada vez mais raras exce\u00e7\u00f5es\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Celso conta que as novelas entraram em sua vida muito cedo. Imagens soltas de cenas \u2013 Mar\u00edlia P\u00eara em \u201cBrega &amp; Chique\u201d (1987), Malu Mader em \u201cFera Radical\u201d (1988), a morte de Odete Roitman em \u201cVale Tudo\u201d \u2013 fazem parte de suas mem\u00f3rias mais antigas. A primeira novela que assistiu com algum n\u00edvel de compreens\u00e3o foi \u201cQue Rei Sou Eu?\u201d, cuja est\u00e9tica o fascinava. Evidentemente, grandes sucessos como \u201cTieta\u201d e \u201cTop Model\u201d (as tr\u00eas de 1989) atra\u00edram a sua aten\u00e7\u00e3o, \u201cmas vidrado mesmo, acompanhando diariamente, a primeira vez foi com \u2018Rainha da Sucata\u2019\u201d. Acima de todas, por\u00e9m, sua novela preferida \u00e9 \u201cVale Tudo\u201d \u2013 que ele s\u00f3 conheceu j\u00e1 adulto, por meio de grava\u00e7\u00f5es de outras pessoas \u2013 uma hist\u00f3ria t\u00e3o fant\u00e1stica que sempre conquistar\u00e1 novos admiradores, em qualquer \u00e9poca que seja exibida.<\/p>\n<p>Por fim, ele lembra que, apesar da qualidade t\u00e9cnica incr\u00edvel, muita gente ainda deprecia a teledramaturgia. \u201cAs pessoas s\u00e3o mais respeitosas com um filme ruim do que com uma novela excelente, isso \u00e9 um preconceito bobo. H\u00e1 quem se empenhe em fazer por compara\u00e7\u00f5es descabidas com cinema e s\u00e9ries estrangeiras, o que me parece um desprop\u00f3sito, porque tanto o formato, quanto o p\u00fablico s\u00e3o muito diferentes\u201d, lamenta o historiador. Na contram\u00e3o, ele defende que a novela deve ser analisada como novela e n\u00e3o a partir do quanto ela se afasta ou se aproxima de outros produtos, como se fez e se faz ainda, inclusive (e at\u00e9 principalmente) entre a autointitulada \u201ccr\u00edtica especializada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFelizmente, hoje em dia h\u00e1 muito mais gente que entende e respeita a teledramaturgia com as caracter\u00edsticas que ela tem e escreve sobre ela com um olhar l\u00facido, principalmente na internet, o que acabou abrindo um nicho comercial novo, j\u00e1 que a quantidade de produtos oferecida para esse \u2018p\u00fablico noveleiro\u2019 aumentou muito e ganhou mais consist\u00eancia. Esse crescimento como tema espec\u00edfico e respeit\u00e1vel s\u00f3 me faz duvidar mais quando leio previs\u00f5es catastr\u00f3ficas (que aparecem, periodicamente, h\u00e1 d\u00e9cadas) sobre o futuro deste g\u00eanero, que \u00e9 solid\u00edssimo: o sucesso do Viva demonstra isso. O brasileiro aprecia telenovelas, mesmo que, \u00e0s vezes, n\u00e3o goste das in\u00e9ditas que est\u00e3o no ar\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5266\" aria-describedby=\"caption-attachment-5266\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-4.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5266\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5266 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-4.jpg\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-4.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-4-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5266\" class=\"wp-caption-text\">Beatriz Segall e Nathalia Timberg em cena de \u201cVale Tudo\u201d, cl\u00e1ssico que, 20 anos depois, volta a ser sucesso, mas na TV por assinatura \/ foto: TV Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Cenas da vida real<\/strong><\/p>\n<p>Muitas vezes as hist\u00f3rias apresentadas na televis\u00e3o servem como pano de fundo para situa\u00e7\u00f5es marcantes na vida de quem est\u00e1 do outro lado da tela. A merendeira e estudante de Log\u00edstica Elisabete Portugal se lembra de que durante a exibi\u00e7\u00e3o de \u201cPedra sobre Pedra\u201d (1992) o pai comprou a primeira TV em cores da fam\u00edlia. \u201cFoi maravilhoso assistir a um cap\u00edtulo de novela, na \u00edntegra, na minha casa, sem ter que imaginar quais cores eram exibidas naquela abertura ou estampavam o figurino das personagens\u201d, entusiasma-se.<\/p>\n<p>Cerca de dois anos mais tarde, uma triste coincid\u00eancia: quando seu pai faleceu, em 15 de agosto de 1994, a novela \u201cA Viagem\u201d estava no ar e, justamente naquele per\u00edodo, os cap\u00edtulos estavam mais melanc\u00f3licos, em decorr\u00eancia da morte do personagem Ot\u00e1vio Jord\u00e3o (Ant\u00f4nio Fagundes). Escrita por Ivani Ribeiro, a produ\u00e7\u00e3o com tem\u00e1tica esp\u00edrita \u2013 remake da novela hom\u00f4nima exibida na TV Tupi em 1975 \u2013 ajudou nossa entrevistada a lidar com a perda de um ente querido, com quem ela mantinha um contato t\u00e3o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Outra obra da autora, \u201cMulheres de Areia\u201d (1993), \u00e9 apontada por Elisabete como a novela que mais lhe marcou. \u201cLembro-me da primeira chamada, ainda no intervalo da antecessora \u2018Despedida de Solteiro\u2019 (1992). Foi uma empolga\u00e7\u00e3o: todo mundo correu para a sala s\u00f3 para ver Gl\u00f3ria Pires contracenando com ela mesma. Ali previ que a novela seria sucesso. E o que se sucedeu foi o maior fen\u00f4meno dos anos 90. Uma trama das 18h com audi\u00eancia superior a das 19h, que trazia em seu elenco grandes nomes da hist\u00f3ria da teledramaturgia, unidos a novos talentos. Ivani Ribeiro soube costurar com maestria a novela hom\u00f4nima, de 1973, a \u2018O Espantalho\u2019 (1977), ambas de sua autoria. Os remakes nunca mais foram os mesmos\u201d. E ela t\u00eam raz\u00e3o.<\/p>\n<p>T\u00e3o importante quanto um bom elenco e enredo \u00e9 a trilha sonora, que, embora seja uma pe\u00e7a fundamental, \u201cn\u00e3o tem mais o peso de outrora\u201d, como faz quest\u00e3o de frisar. Muitas cenas se tornaram cl\u00e1ssicas, tamb\u00e9m por causa do tema musical que se ouvia ao fundo. \u201cA sequ\u00eancia da novela \u2018Tieta\u2019, que mostra o retorno de Tonha (Yon\u00e1 Magalh\u00e3es), me emociona at\u00e9 hoje. A atmosfera de todo o sofrimento da personagem, junto com a sua volta por cima, talvez n\u00e3o tivesse o mesmo impacto se n\u00e3o fosse embalada pela maravilhosa can\u00e7\u00e3o \u2018Uma Nova Mulher\u2019, na voz da cantora Simone. S\u00e3o pequenos detalhes que acabam fazendo a diferen\u00e7a. Nas novelas atuais, dificilmente vemos esse cuidado\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Por fim, ela mostra-se decepcionada com a qualidade das produ\u00e7\u00f5es recentes. Nem mesmo \u201cAvenida Brasil\u201d \u2013 aclamada pelo p\u00fablico e pela cr\u00edtica no ano passado \u2013 conseguiu conquist\u00e1-la. Elisabete discorda de quem diz que a trama \u00e9 inovadora, pois \u201ctodos os elementos-chave j\u00e1 haviam sido explorados anteriormente\u201d. As cr\u00edticas ao cen\u00e1rio atual v\u00e3o mais al\u00e9m. \u201cOs talentos, jovens (porque ainda encontramos jovens talentos) e veteranos t\u00eam dado espa\u00e7o aos chamados \u2018manequins de vitrine\u2019, que infelizmente n\u00e3o s\u00e3o capazes de doar a quem assiste o m\u00ednimo de realismo, emo\u00e7\u00e3o. Mas eu ainda tenho f\u00e9 de que muita coisa boa estar\u00e1 para acontecer. Novos talentos surgir\u00e3o, seja na interpreta\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e autoria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Junto com os astros<\/strong><\/p>\n<p>Um dos meios pelos quais a Rede Globo descobre novos talentos s\u00e3o suas oficinas. Depois de ter frequentado uma das turmas, o escritor e roteirista V\u00edtor de Oliveira recebeu o convite para ser colaborador no remake de \u201cO Astro\u201d (2011), que inaugurou a faixa das 23h na emissora. Ao lado do colega Tarc\u00edsio Lara Puiati, que tamb\u00e9m era colaborador, ele teve muita liberdade para sugerir e criar junto com os autores, Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, que foram muito generosos. \u201cTenho certeza de que Janete Clair aben\u00e7oou esse trabalho. A vit\u00f3ria no Emmy Internacional foi a cereja do bolo\u201d.<\/p>\n<p>Para o escritor, os atores e personagens se tornam t\u00e3o presentes em nossas vidas \u2013 visitam nossos lares todos os dias \u2013 que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ficarmos envolvidos por eles. Ele conta que recebeu este nome por causa do personagem Victor Amadeu, interpretado por Francisco Cuoco em \u201cDuas Vidas\u201d (1976). \u201cDa\u00ed voc\u00ea percebe a felicidade de uma pessoa que cresceu em frente \u00e0 TV convivendo diariamente com mitos do porte de Regina Duarte, Rosamaria Murtinho e o pr\u00f3prio Francisco Cuoco: de repente, eles est\u00e3o ali, em carne e osso, diante de voc\u00ea. E mais: eles repetem di\u00e1logos criados por voc\u00ea. Ainda que o resto da humanidade n\u00e3o se d\u00ea conta, para quem ama e respira teledramaturgia isso \u00e9 o m\u00e1ximo\u201d, celebra.<\/p>\n<p>Do interesse de V\u00edtor pelo tema, nasceu o Blog \u201cEu Prefiro Mel\u00e3o\u201d (www.euprefiromelao.blogspot.com.br) \u2013 o nome foi inspirado num di\u00e1logo da novela \u201cMeu Bem, Meu Mal\u201d (1990), onde Dom L\u00e1zaro Venturini (Lima Duarte) revela a prefer\u00eancia por essa fruta. A ideia inicial era dividir lembran\u00e7as e informa\u00e7\u00f5es com outros noveleiros, mas algum tempo depois, o blogueiro foi convidado pela Navilouca Livros a selecionar as melhores postagens para uma antologia \u2013 da qual ele se orgulha muito \u2013 onde o leitor poder\u00e1 encontrar entrevistas com grandes personalidades da tev\u00ea, textos sobre novelas antigas, artigos mais anal\u00edticos e muitas outras informa\u00e7\u00f5es, com um olhar muito pessoal.<\/p>\n<p>Ao ser questionado sobre a responsabilidade de adaptar um texto cl\u00e1ssico como o de Janete Clair, V\u00edtor enfatiza que quando uma hist\u00f3ria \u00e9 recontada na TV, sempre h\u00e1 quem acuse os autores de falta de criatividade. \u201cOs remakes s\u00e3o necess\u00e1rios para que as novas gera\u00e7\u00f5es possam conhecer uma boa est\u00f3ria. Quanto a fazer sucesso ou n\u00e3o, isso \u00e9 imponder\u00e1vel, assim como acontece nas tramas in\u00e9ditas. Se pud\u00e9ssemos prever o sucesso de alguma obra, n\u00e3o haveria mais fracasso. No caso espec\u00edfico de \u2018O Astro\u2019, nem cheguei a ter acesso \u00e0 novela original. Com isso, pudemos criar com mais liberdade\u201d, pondera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5267\" aria-describedby=\"caption-attachment-5267\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-5.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5267\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5267 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-5.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-5.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-5-300x207.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5267\" class=\"wp-caption-text\">Guilherme Fontes e Gloria Pires no remake de \u201cMulheres de Areia\u201d, de Ivani Ribeiro, estrondoso sucesso das seis que teve audi\u00eancia de novela das oito \/ foto: TV Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O desafio de recontar hist\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Quem compartilha desta opini\u00e3o \u00e9 Mauro Alencar, doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana pela USP, autor de diversos livros sobre o tema \u2013 incluindo-se a adapta\u00e7\u00e3o de grandes novelas para a literatura \u2013 e membro da Academia Internacional de Artes e Ci\u00eancias da Televis\u00e3o de Nova York (Emmy). Ele defende que os cl\u00e1ssicos precisam ser recontados para um novo p\u00fablico, com a vis\u00e3o de novos profissionais envolvidos e menciona as vers\u00f5es de \u201cMulheres de Areia\u201d e \u201cA Viagem\u201d \u2013 produzidas pela Globo em 1993 e 1994, respectivamente \u2013 que devem ser sempre lembradas como exemplos balizadores de remake.<\/p>\n<p>\u201cAproveitando os ensinamentos da grande mestra que foi Ivani Ribeiro, um remake \u00e9 como escrever uma nova novela; da\u00ed o permanente desafio e surpresa que ocorrem durante a produ\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o. Ademais, o remake, atualmente um g\u00eanero aut\u00f4nomo dentro da ind\u00fastria do entretenimento, faz parte da hist\u00f3ria da narrativa mundial desde seus prim\u00f3rdios, com a radionovela \u2018O Direito de Nascer\u2019, em 1948\u201d, salienta. E esta parece mesmo ser uma tend\u00eancia irrevers\u00edvel: cada vez mais, as emissoras apostam nos remakes. Entusiasmado com o sucesso de \u201cCarrossel\u201d (2012), o SBT pretende continuar investindo na adapta\u00e7\u00e3o de textos infantis estrangeiros. J\u00e1 a Globo, por sua vez, criou um hor\u00e1rio espec\u00edfico para estas produ\u00e7\u00f5es, \u00e0s 23h.<\/p>\n<p>Mauro tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para as a\u00e7\u00f5es que agregam valor social \u00e0s tramas. Para o estudioso, tal estrat\u00e9gia foi decisiva para que se criasse uma identifica\u00e7\u00e3o ainda maior do p\u00fablico com a novela. Como exemplos, ele cita a impactante campanha para doa\u00e7\u00e3o de medula centralizada em Helena (Vera Fischer), Pedro (Jos\u00e9 Mayer) e Camila (Carolina Dieckmann) em \u201cLa\u00e7os de Fam\u00edlia\u201d (2000), impulsionada pela cena em que Carolina raspa os cabelos; as tramas que mostravam o drama da depend\u00eancia qu\u00edmica tanto de Mel (D\u00e9bora Falabella) quanto de Lobato (Osmar Prado) em \u201cO Clone\u201d (2001) e as mensagens sobre o bom uso da terra e consci\u00eancia pol\u00edtica espalhadas pela obra de Benedito Ruy Barbosa desde os tempos de \u201cMeu Pedacinho de Ch\u00e3o\u201d (1971), cujo remake deve substituir \u201cJoia Rara\u201d, \u00e0s 18h, em 2014.<\/p>\n<p>Quando destacados os aspectos comportamentais (e de consumo) as duas pilastras s\u00e3o, segundo o estudioso, \u201cLocomotivas\u201d, de Cassiano Gabus Mendes, na Rede Globo, em 1977 e \u201cDancin\u2019 Days\u201d, de Gilberto Braga, na mesma emissora em 1978. Foram novelas que dialogaram com tr\u00eas faixas et\u00e1rias, mostraram comportamentos e consumos em dois n\u00edveis sociais \u2013 basicamente os ricos e a classe m\u00e9dia; lan\u00e7aram moda, inclusive \u00e0 mesa (copiava-se o estilo de Yolanda Pratini, Joana Fomm em Dancin\u2019 Days).<\/p>\n<p>\u201cMais recentemente, \u2018Avenida Brasil\u2019 e \u2018Cheias de Charme\u2019 \u2013 esta, inclusive, pela inova\u00e7\u00e3o ao utilizar novas plataformas de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 vieram a coroar um caminho aberto por Aguinaldo Silva em \u2018Senhora do Destino\u2019 (2004) e \u2018Fina Estampa\u2019 (2011). Por outro lado, \u2018Caminho das \u00cdndias\u2019 (2009) tem feito uma trajet\u00f3ria muito semelhante a de \u2018Escrava Isaura\u2019 (Globo, 1976) no s\u00e9culo passado. Ou seja, \u00e9 um paradigma no exterior\u201d, opina Mauro, que \u00e9 enf\u00e1tico ao afirmar que o g\u00eanero telenovela segue firme n\u00e3o apenas no Brasil, mas cada vez mais conquistando p\u00fablico no exterior, abrindo novos caminhos dentro da telefic\u00e7\u00e3o, pois narrar a trajet\u00f3ria humana diariamente, independente das diferen\u00e7as culturais, \u00e9 a sua voca\u00e7\u00e3o primordial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5268\" aria-describedby=\"caption-attachment-5268\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-6.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5268\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5268 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-6.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-6.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-6-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5268\" class=\"wp-caption-text\">\u2013 Parte do elenco do cl\u00e1ssico \u201c\u00c1gua Viva\u201d, que volta a ser exibido no Viva ap\u00f3s 33 anos: Gl\u00f3ria Pires, Angela Leal, Isabela Garcia, Maria Padilha e Jorge Fernando \/ foto: TV Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Muito al\u00e9m da TV<\/strong><\/p>\n<p>Criador do site Teledramaturgia (<a href=\"http:\/\/www.teledramaturgia.com.br\/\">www.teledramaturgia.com.br<\/a>) e autor do \u201cAlmanaque da Telenovela Brasileira\u201d, Nilson Xavier concorda com Mauro e tamb\u00e9m aponta \u201cAvenida Brasil\u201d e \u201cCheias de Charme\u201d como os maiores sucessos dos \u00faltimos cinco anos. No caso da trama das 19h, o clipe das Empreguetes, vividas por Ta\u00eds Ara\u00fajo, Leandra Leal e Isabelle Drummond, teve mais de 12 milh\u00f5es de acessos. A cena, que mereceu todo um suspense na narrativa da trama, foi publicada na web no s\u00e1bado e s\u00f3 foi exibida no cap\u00edtulo da segunda-feira seguinte.<\/p>\n<p>A ideia era que quando o personagem dissesse na novela que o clipe j\u00e1 estava na internet, o produto realmente j\u00e1 estivesse dispon\u00edvel. Vieram as vers\u00f5es dos internautas, as par\u00f3dias, e estava criado um di\u00e1logo in\u00e9dito entre produtores e telespectadores de novela. Constatado o efeito positivo, outras a\u00e7\u00f5es transm\u00eddia foram planejadas. Assim que o movimento \u201cEmpreguetes para Sempre\u201d foi criado na novela, o site come\u00e7ou a receber v\u00eddeos, mensagens e fotos de apoio para a volta do trio, tendo ultrapassado a marca de 3 milh\u00f5es de visitas at\u00e9 meados de setembro de 2012, segundo o projeto \u201cMem\u00f3ria Globo\u201d.<\/p>\n<p>Nilson reitera a import\u00e2ncia da telenovela como mecanismo formador de opini\u00e3o, capaz de influenciar as pessoas, por meio da moda, linguajar e h\u00e1bitos, inclusive. \u201cPor isso, \u00e9 preciso ter responsabilidade na hora de tratar um assunto de \u00e2mbito social\u201d, alerta. Ele explica que, quando h\u00e1 a identifica\u00e7\u00e3o direta dos telespectadores com a trama, ocorre uma esp\u00e9cie de catarse coletiva. \u00c9 quando o p\u00fablico quer se vestir, falar e agir como o personagem. Os modismos lan\u00e7ados nas novelas ganham, ent\u00e3o, as ruas: roupas, penteados, acess\u00f3rios s\u00e3o consumidos pelos telespectadores.<\/p>\n<p>Por outro lado, ele acredita que o perfil do telespectador de televis\u00e3o passa por um cont\u00ednuo processo de transforma\u00e7\u00e3o, que vem se acentuando especialmente nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. \u201cAs novelas e os programas de televis\u00e3o em geral s\u00e3o, hoje em dia, nivelados por baixo, ao gosto das camadas menos exigentes \u2013 que \u00e9 o p\u00fablico predominante atual. As classes A e B tem outras op\u00e7\u00f5es de entretenimento que n\u00e3o apenas a TV aberta\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Partindo deste pressuposto, nosso entrevistado \u2013 que mant\u00e9m um blog no portal Uol e possui uma coluna no site do Canal Viva \u2013 garante que n\u00e3o h\u00e1 uma f\u00f3rmula m\u00e1gica. Qualquer telenovela corre o risco de n\u00e3o alcan\u00e7ar a repercuss\u00e3o desejada pela emissora. \u201cNem mesmo um remake \u00e9 garantia de que a trama repetir\u00e1 o \u00eaxito da primeira vers\u00e3o. Os tempos s\u00e3o outros, a sociedade \u00e9 outra, ent\u00e3o o sucesso original dificilmente ir\u00e1 acontecer\u201d, constata. \u201cGuerra dos Sexos\u201d (2012) \u00e9 um bom exemplo desta m\u00e1xima.<\/p>\n<p>A respeito das redes sociais, que parecem ter potencializado a rela\u00e7\u00e3o de \u201camor e \u00f3dio\u201d dos brasileiros com a novela \u2013 basta observar, por exemplo, que durante \u201cAvenida Brasil\u201d muitos usu\u00e1rios personalizaram sua foto do perfil, imitando o efeito final do cap\u00edtulo; ou, na contram\u00e3o, as in\u00fameras cr\u00edticas a \u201cSalve Jorge\u201d (2012) \u2013 Nilson afirma que a TV Social (TV + rede social) j\u00e1 \u00e9 uma realidade levada em considera\u00e7\u00e3o pelas emissoras.<\/p>\n<p>\u201cA TV sempre acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade. O futuro da telenovela est\u00e1 no casamento da televis\u00e3o com as demais m\u00eddias sociais, nas quais se potencializa a Internet, as redes sociais. J\u00e1 que a televis\u00e3o n\u00e3o consegue se juntar \u00e0 elas (porque sai perdendo nesta concorr\u00eancia), o melhor caminho \u00e9 aliar-se, da\u00ed o surgimento da TV Social e de casos de transm\u00eddia\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5269\" aria-describedby=\"caption-attachment-5269\" style=\"width: 233px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-7.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5269\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5269 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-7.jpg\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-7.jpg 432w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/novela-7-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5269\" class=\"wp-caption-text\">Carminha, de Adriana Esteves, em \u201cAvenida Brasil\u201d, foi a \u00faltima grande vil\u00e3 do hor\u00e1rio nobre, capaz de mobilizar milh\u00f5es de pessoas em todo o Brasil \/ foto: TV Globo \/ F\u00e1bio Rocha<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>VIVA A NOVELA!<\/strong><\/p>\n<p>Criado em maio de 2010, o Viva \u00e9 um alento para os telespectadores mais saudosistas. A diretora do Canal, Let\u00edcia Muhana, que prontamente atendeu ao convite de Revista Regional, explica que a grade \u00e9 montada de acordo com desejos e anseios dos p\u00fablico \u2013 as solicita\u00e7\u00f5es podem ser feitas por e-mail (fale conosco), site e redes sociais \u2013 e \u00e9 composta de atra\u00e7\u00f5es que foram ou s\u00e3o sucesso de audi\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cA sele\u00e7\u00e3o das atra\u00e7\u00f5es \u00e9 feita em conjunto com a TV Globo, que faz um trabalho sistem\u00e1tico para a libera\u00e7\u00e3o de direitos das obras. Priorizamos os conte\u00fados a partir de meados da d\u00e9cada de 1980 pela qualidade t\u00e9cnica e visual do material. De 1985 at\u00e9 2013, s\u00e3o quase 30 anos de conte\u00fado dispon\u00edvel para a escolha do Viva entre novelas, miniss\u00e9ries, programas de humor e de variedades\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Desde o lan\u00e7amento do canal, as novelas mais assistidas, segundo Let\u00edcia, foram \u201cVale Tudo\u201d (1988), \u201cPor Amor\u201d (1997), \u201cRenascer\u201d (1993) e \u201cFelicidade\u201d (1991). A diretora atribui o estrondoso sucesso de algumas reprises ao resgate da mem\u00f3ria afetiva do assinante: o Viva d\u00e1 a chance \u00e0 audi\u00eancia de rever ou assistir pela primeira vez conte\u00fados qualificados que fizeram sucesso no passado. A isto, soma-se uma estrat\u00e9gia de divulga\u00e7\u00e3o eficiente, com destaque para as chamadas \u2013 produzidas pela equipe de Promo\u00e7\u00f5es da Globosat \u2013 que, de um modo geral, s\u00e3o extremamente criativas, brincando com os v\u00e1rios programas da grade.<\/p>\n<p>Para Let\u00edcia, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o telespectador est\u00e1 cada vez mais colaborativo. A participa\u00e7\u00e3o em todas as redes sociais \u2013 Facebook, Twitter, Instagram, Google+ e Pinterest \u2013 aliada \u00e0 interlocu\u00e7\u00e3o, por meio do Fale Conosco e do site, \u00e9 \u201cmuito forte\u201d, como ela faz quest\u00e3o de frisar. \u201cVimos isso muito claro recentemente, quando os internautas puderam escolher a novela que substituir\u00e1 \u2018Rainha da Sucata\u2019, por meio de uma enquete. Os usu\u00e1rios se mobilizaram e criaram comunidades virtuais para a exibi\u00e7\u00e3o de algumas tramas. Esperamos que \u2018\u00c1gua Viva\u2019 alcance resultados expressivos de audi\u00eancia, condizentes com a repercuss\u00e3o que tivemos nas redes sociais ao sugerir este t\u00edtulo para a vota\u00e7\u00e3o\u201d, analisa.<\/p>\n<p>NO FACEBOOK:<\/p>\n<p>Na fan page da Revista Regional no Facebook voc\u00ea pode conferir este m\u00eas alguns clipes&nbsp;e aberturas marcantes das novelas brasileiras.<\/p>\n<p><em>reportagem de Piero Verg\u00edlio&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos principais alicerces da programa\u00e7\u00e3o da TV brasileira, a teledramaturgia di\u00e1ria completa meio s\u00e9culo como formadora de opini\u00e3o. Mais do que entreter, ela mobiliza e educa &nbsp;Que as novelas s\u00e3o uma grande paix\u00e3o dos brasileiros ningu\u00e9m duvida. 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