{"id":4557,"date":"2013-03-15T15:50:26","date_gmt":"2013-03-15T18:50:26","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=4557"},"modified":"2024-01-26T11:36:23","modified_gmt":"2024-01-26T14:36:23","slug":"eliane-brum-a-dona-daspalavras-que-agem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2013\/03\/15\/eliane-brum-a-dona-daspalavras-que-agem\/","title":{"rendered":"Eliane Brum: a dona das palavras que agem"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4558\" aria-describedby=\"caption-attachment-4558\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/conversa-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-4558\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4558 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/conversa-1.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/conversa-1.jpg 423w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/conversa-1-198x300.jpg 198w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4558\" class=\"wp-caption-text\">Eliane Brum \u00e9 uma daquelas raras pessoas que conseguem fazer com que as palavras sejam mais do que palavras<\/figcaption><\/figure>\n<p>Escrever n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Transformar pensamentos em frases requer tempo, criatividade e conhecimento. Conhecimento esse que se adquire com o tempo, em salas de aulas, livros, revistas e pessoas.E escrever sobre algu\u00e9m que domina essa arte, \u00e9 algo ainda mais dif\u00edcil. Eliane Brum \u00e9 uma daquelas raras pessoas que conseguem fazer com que as palavras sejam mais do que palavras. Em suas m\u00e3os, elas transformam-se em l\u00e1grimas, risos, incredulidade e, acima de tudo, mais conhecimento sobre a vida.Um par\u00e1grafo escrito por essa jornalista, escritora e documentarista, ga\u00facha de Iju\u00ed, pode levar o leitor at\u00e9 a Bol\u00edvia, para dentro do peito de Cristina, uma senhora que morreu com o cora\u00e7\u00e3o grande, \u201cgra\u00e7as\u201d a Vinchuca, nome em qu\u00e9chua para o conhecido \u201cbarbeiro\u201d, respons\u00e1vel pela Doen\u00e7a de Chagas. Ou ent\u00e3o mostrar outra vers\u00e3o dos fatos, como o caso do \u201cFilho de Eike Batista\u201d, que ao t\u00e9rmino da leitura faz o leitor se enxergar na pele do ciclista, morto na hora pela pancada do carro de luxo, dirigido por Thor Batista. Com mais de mais de 40 pr\u00eamios nacionais e internacionais de reportagem, como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna, Sociedade Interamericana de Imprensa e Rei de Espanha, e mais de 20 anos de carreira, Eliane Brum atendeu com exclusividade a reportagem de Revista Regional, coroando essa edi\u00e7\u00e3o em comemora\u00e7\u00e3o aos dez anos da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Revista Regional: Com \u201cUma Duas\u201d, voc\u00ea saiu do document\u00e1rio para estrear na fic\u00e7\u00e3o. Como foi esse processo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eliane Brum<\/strong>: Na verdade n\u00e3o sa\u00ed de um lado para ir para outro. O que tenho feito \u00e9 n\u00e3o fechar meu c\u00edrculo, mas sim ampliar. A fic\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de express\u00e3o, e surgiu de uma experi\u00eancia que tive com a morte, n\u00e3o a morte tr\u00e1gica, mas sim a da maioria das pessoas, a morte calada.Acompanhei os \u00faltimos 115 dias de Alice de Oliveira de Souza, uma merendeira que quando se aposentou descobriu-se com c\u00e2ncer.A partir dessa experi\u00eancia, fui tomada pelo que estava sentindo. A impress\u00e3o que tinha era a de que se n\u00e3o escrevesse, ia sair um bra\u00e7o da minha barriga.Eu sou uma contadora de hist\u00f3rias, posso contar de v\u00e1rias maneiras. A fic\u00e7\u00e3o envolve, desmascara. Digo que fui puxada para um lago muito profundo.A fic\u00e7\u00e3o, diferente das reportagens em que preciso me esvaziar para deixar o outro me invadir, \u00e9 um processo inverso. No livro, por exemplo, me deixei ficar possu\u00edda pelas vozes de dentro.<\/p>\n<p><strong>A fic\u00e7\u00e3o, por n\u00e3o ser uma hist\u00f3ria real, te d\u00e1 mais liberdade para escrever?<\/strong><\/p>\n<p>Eu achava que sim, mas descobri que n\u00e3o. Que o escritor, diferente do que j\u00e1 falei, n\u00e3o \u00e9 um deus. O que foi acontecendo comigo durante o processo de escrita, me mostrou isso. Parecia que quando escrevia sobre a Laura, ela estava encostada em mim, no meu pesco\u00e7o. E desde o in\u00edcio, minha inten\u00e7\u00e3o era escrever uma hist\u00f3ria com uma narradora s\u00f3. Mas ent\u00e3o, acordei um dia \u00e0 noite escutando a voz enjoada da m\u00e3e, ela queria falar, dar a sua vers\u00e3o da hist\u00f3ria, eu precisava dar voz aquela mulher.\u00c0s vezes eu passava odia enjoada, foi um processo bem visceral, eu escrevia todos os dias. Durante a elabora\u00e7\u00e3o do livro, percebi que durante minhas atividades eu n\u00e3o estava l\u00e1 por completo, estava sempre pensando em Laura e em sua m\u00e3e.<\/p>\n<p><strong>\u00a0E quando o livro foi finalizado, voc\u00ea sentiu o luto por isso?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sei se foi um luto, porque elas ainda n\u00e3o sa\u00edram. Quando o livro foi para a rua, ele j\u00e1 n\u00e3o me pertencia mais, e ainda hoje, quando escuto algu\u00e9m falando mal das personagens, fico incomodada, porque foi uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima.<\/p>\n<p><strong>No livro \u201cDignidade\u201d da organiza\u00e7\u00e3o M\u00e9dicos Sem Fronteiras, voc\u00ea reporta a hist\u00f3ria dos doentes de Chagas da Bol\u00edvia. Como foi acompanhar aquelas fam\u00edlias?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o de horror. L\u00e1, as pessoas n\u00e3o conhecem a vida sem o mosquito. As crian\u00e7as j\u00e1 nascem com a Doen\u00e7a de Chagas. Anos atr\u00e1s, os moradores mais pobres, n\u00e3o associavam a morte s\u00fabita de seus familiares e amigos, com os mosquitos. Isso mudou com a chegada dos M\u00e9dicos Sem Fronteiras.Quando cheguei, a ideia era fazer um livro de fic\u00e7\u00e3o, mas quando vi a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podia deixar aquelas pessoas sem voz. Elas precisavam ser escutadas, elas tinham que ter nome, sobrenome e um rosto. Seria uma trai\u00e7\u00e3o n\u00e3o fazer isso.Fiz duas reportagens e cada uma com um eixo. O primeiro foi a hist\u00f3ria da Maria e da Cristina, que andaram de \u00f4nibus por cinco horas para chegar a Cochabamba em busca de tratamento. Elas n\u00e3o atravessaram s\u00f3cidades, mas sim mundos. Ambas precisaram enfrentar preconceitos e o medo. Nesse encontro, as duas tra\u00e7am um panorama da doen\u00e7acom delicadeza. Fiquei sabendo da morte da Maria no dia em que o Papa renunciou. Fiz uma coluna sobre isso, sobre como \u00e9 poss\u00edvel que pessoas ainda morram por conta da Doen\u00e7a de Chagas.A segunda reportagem foi sobre uma fam\u00edlia em que todos t\u00eam a doen\u00e7a. Durante o processo, fiquei muito pr\u00f3xima da filha mais nova, a S\u00f4nia, de 11 anos, que tinha olhos de velha.Todos n\u00f3s convivemos com a morte, mas nos esquecemos dela. \u00c9 algo que n\u00e3o atrapalha nosso dia a dia, mas ela n\u00e3o. Olhando para S\u00f4nia, voc\u00ea sabia que ali havia acontecido um crime, que as pessoas de sua fam\u00edlia estavam fr\u00e1geis. Quando fui me despedir, ela me deu um abra\u00e7o e pediu \u201cN\u00e3o me deixa morrer\u201d.Essa foi a primeira vez que me confrontei com a impot\u00eancia, na hora eu respondi que iria contar a vida dela para o mundo. Mas quando voltei, fiquei paralisada por duas semanas. Emagreci sete quilos. At\u00e9 que pensei que precisava cumprir o que havia prometido, tinha que dar voz a ela. As palavras s\u00e3o poderosas, n\u00e3o \u00e9 o suficiente para mudar a vida deles, mas \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Seus textos trazem experi\u00eancias da vida e n\u00e3o apenas informa\u00e7\u00f5es. \u00c9 desse contexto que nascem suas rela\u00e7\u00f5es com as fontes?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que ningu\u00e9m entra na vida das pessoas impunimente. Esse processo de esvaziar para ser preenchida pela voz do outro, \u00e9 algo demorado.Uma parte do meu relacionamento acaba junto quando a reportagem \u00e9 publicada, porque eu tamb\u00e9m fico no passado, como aconteceu com a Severina, do filme \u201cUma hist\u00f3ria Severina\u201d, que foi em busca da autoriza\u00e7\u00e3o judicial para interromper a gesta\u00e7\u00e3o de um feto anenc\u00e9falo. Eu a acompanhei em momentos brutais. Ela foi a primeira a ver o document\u00e1rio, e hoje segue sua vida.Mas com outros continua a rela\u00e7\u00e3o, eu sempre procuro saber como est\u00e3o, foi assim com a pr\u00f3pria Cristina. Eu sabia que ela ia morrer, mas isso parecia distante, porque ela era muito viva. Foi muito triste.Com a Alice, que acompanhei nos seus \u00faltimos 115 dias, eu precisei romper meu luto por ela, que durou um ano. Foi nesse rompimento que escrevi \u201cCarta de Adeus\u201d.Sou povoada por hist\u00f3rias, elas nunca acabam e eu sigo as acompanhando. Acompanho uma fam\u00edlia de S\u00e3o Paulo desde 2002, que desde ent\u00e3o me procura para contar como est\u00e1 a vida. Antes isso era feito por telefone, agora \u00e9 por <em>e-mail<\/em>, porque eles j\u00e1 compraram um computador. E com tanta informa\u00e7\u00e3o, percebi que tenho um panorama do governo de Fernando Henrique Cardoso, do governo de Lula e de agora. \u00c9 um relato de vida.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Voc\u00ea possui mais de 40 pr\u00eamios. Existe algum em especial?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre fico muito feliz com os pr\u00eamios, me d\u00e1 frio na barriga, fico ansiosa, e \u00e9 sempre a mesma coisa. Todos s\u00e3o importantes dentro do contexto de cada um. Mas nunca escrevo pensando no que aquele relato pode me dar. Os pr\u00eamios s\u00e3o uma consequ\u00eancia, \u00e9 o reconhecimento do meu trabalho.Quantas vezes precisei brigar por uma pauta que ningu\u00e9m acreditava e que depois foi premiada? Isso \u00e9 bom, me d\u00e1 mais espa\u00e7o na reda\u00e7\u00e3o, uma abertura maior.<\/p>\n<p><strong>Em sua coluna semanal na revista \u00c9poca, voc\u00ea escreve sobre fatos relevantes que antecederam sua coluna, ou temas como o amor de seus pais. Como define sobre o que vai publicar?<\/strong><\/p>\n<p>Ela me d\u00e1 bastante trabalho. Eu preciso estar sentindo a necessidade de dizer algo. Quando os assuntos da semana est\u00e3o em voga, s\u00f3 escrevo se sei que tenho algo novo a dizer. N\u00e3o posso subestimar a intelig\u00eancia do leitor e nem o seu tempo.Ao mesmotempo, utilizo da minha mem\u00f3ria, n\u00e3o para falar do meu umbigo. Nisso tudo entra a<em>internet,<\/em>que \u00e9 maravilhosa porque ela permite o tamanho necess\u00e1rio do texto. Sempre ouvimos dizer que o leitor n\u00e3o gosta de textos longos, mas os meus t\u00eam em m\u00e9dia 15 a 20 mil caracteres, daria quase dez p\u00e1ginas de revista. Com isso percebi que o que o leitor n\u00e3o gosta \u00e9 de texto ruim. Acompanho os acessos e vejo at\u00e9 o tempo em que permaneceram na p\u00e1gina e isso \u00e9 muito bom.Os textos da coluna me permitem dar a profundidade necess\u00e1ria, resgatar essa intensidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Mais sobre Eliane Brum<\/strong><\/p>\n<p>Jornalista, escritora e documentarista, Eliane Brum \u00e9 autora do romance \u201cUma Duas\u201d (Editora <a title=\"LeYa\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/LeYa\">LeYa<\/a>) e de tr\u00eas livros de reportagem: \u201cColuna Prestes \u2013 O Avesso da Lenda\u201d (da Artes e Of\u00edcios), \u201cA Vida Que Ningu\u00e9m V\u00ea\u201d (da <a title=\"Arquip\u00e9lago Editorial (p\u00e1gina n\u00e3o existe)\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=Arquip%C3%A9lago_Editorial&amp;action=edit&amp;redlink=1\">Arquip\u00e9lago Editorial<\/a>) e \u201cO Olho da Rua\u201d (da Globo). Eliane \u00e9 ainda codiretora de dois document\u00e1rios: \u201cUma Hist\u00f3ria Severina\u201d e \u201cGretchen Filme Estrada\u201d.<\/p>\n<p><em>\u00a0entrevista e texto Yara Alvarez<\/em><\/p>\n<p><em>fotoLiloClareto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrever n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Transformar pensamentos em frases requer tempo, criatividade e conhecimento. Conhecimento esse que se adquire com o tempo, em salas de aulas, livros, revistas e pessoas.E escrever sobre algu\u00e9m que domina essa arte, \u00e9 algo ainda mais dif\u00edcil. 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