{"id":37238,"date":"2026-10-05T14:20:21","date_gmt":"2026-10-05T17:20:21","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=37238"},"modified":"2026-10-05T14:20:21","modified_gmt":"2026-10-05T17:20:21","slug":"a-expansao-luminosa-de-lucy-ramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2026\/10\/05\/a-expansao-luminosa-de-lucy-ramos\/","title":{"rendered":"A expans\u00e3o luminosa de Lucy Ramos"},"content":{"rendered":"<p><em>Atriz caminha com a sabedoria de quem aprendeu a honrar cada ciclo, com a beleza de abra\u00e7ar o tempo, a maternidade e os pr\u00f3prios desejos<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-scaled.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-37239 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-200x300.jpeg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-1024x1536.jpeg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-1365x2048.jpeg 1365w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9211-scaled.jpeg 1707w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>Aos 43 anos e vivendo uma fase de expans\u00e3o luminosa, Lucy Ramos atravessa o tempo com a sabedoria de quem aprendeu a honrar cada ciclo. No ar como a solar e emocionante Juli, na novela das sete \u201cPor Voc\u00ea\u201d, da TV Globo, a atriz empresta sua humanidade a uma mulher preta, m\u00e3e solo e perif\u00e9rica que transforma a pr\u00f3pria exist\u00eancia em poesia visual. Fora das telas, o momento \u00e9 igualmente m\u00e1gico: gr\u00e1vida pela segunda vez e prestes a completar duas d\u00e9cadas ao lado do companheiro Thiago Luciano, ela celebra as dores e as do\u00e7uras de uma gesta\u00e7\u00e3o inesperada e natural, desafiando a medicina e abra\u00e7ando a fluidez da vida. Em um papo franco e visceral com a Revista Regional, Lucy abre o cora\u00e7\u00e3o sobre o amadurecimento sem filtros, a quebra de estere\u00f3tipos na TV brasileira, o desejo de viver vil\u00e3s marcantes e a beleza transformadora de encarar o futuro com leveza, f\u00e9 e o p\u00e9 no ch\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: \u00c9 muito comum que mulheres fortes sejam retratadas de forma unidimensional no audiovisual, mas suas escolhas em cena costumam trazer muita humanidade e vulnerabilidade. Para al\u00e9m da for\u00e7a e da dedica\u00e7\u00e3o da Juli, quais camadas sutis dessa personagem, como as d\u00favidas, os medos ou os afetos, mais se conectam com a Lucy mulher de hoje?<\/strong><\/p>\n<p>LUCY RAMOS: A Juli realmente \u00e9 uma personagem que eu j\u00e1 estava querendo faz um tempinho. Essa mulher forte, que passa por determinadas situa\u00e7\u00f5es na vida, mas que tem que seguir. N\u00e3o tem outra escolha, n\u00e3o tem uma op\u00e7\u00e3o. E \u00e9 muito pr\u00f3ximo da realidade que eu vivo, da que minha m\u00e3e viveu e assim nos ensinou: enxergar a vida e encarar as dificuldades de forma positiva, aprendendo com cada situa\u00e7\u00e3o. A Juli tinha o sonho de casar e ter muitos filhos. O casamento n\u00e3o deu certo, mas ela teve os filhos que queria, e essa era a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o. Mesmo diante de todas as dificuldades, leva a vida com muita positividade. Fazer uma personagem em que eu possa representar essas mulheres e que elas possam assistir \u00e0 Juli e falar assim: \u201c\u00c9 isso, vambora. Mais um dia. Vambora, vamos vencer, vamos\u201d, \u00e9 muito valioso.<\/p>\n<p><strong>Em entrevistas recentes, voc\u00ea mencionou que as apari\u00e7\u00f5es da Juli carregam uma \u201cpoesia leve e solar\u201d, quase como um legado de positividade que permaneceu ap\u00f3s sua partida. Como a prepara\u00e7\u00e3o para dar corpo a essa presen\u00e7a sutil e quase espiritual influenciou a sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o sobre finitude e vida ap\u00f3s a morte?<\/strong><\/p>\n<p>Tem esse momento da Juli de poesia, dessa leveza. Foi tudo constru\u00eddo de uma forma muito sutil, muito amorosa, muito delicada. Todas as vezes que ela aparece, ela est\u00e1 com um vestido amarelo, bem solar. Quando voc\u00ea leva uma personagem para a tela, \u00e9 um trabalho de toda uma equipe. A figurinista trouxe a ideia do vestido amarelo nesse contexto. E meses depois veio a cor predominante do logo da novela: o amarelo. Era tudo se conectando, j\u00e1 que a partida da Juli \u00e9 o ponto de partida para come\u00e7ar a hist\u00f3ria da Bela. A partir da\u00ed, temos a Juli com toda a sua poesia, aparecendo em momentos de luz, em determinadas situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma coisa em que eu acredito muito na vida, sabe? Que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aqui. O que a gente faz aqui dura em outras encarna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Ao longo das suas duas d\u00e9cadas de carreira, o audiovisual brasileiro mudou bastante principalmente na forma como retrata mulheres negras. Como \u00e9 para voc\u00ea, hoje, ocupar um lugar de protagonismo e ter a autonomia de escolher pap\u00e9is que fogem dos estere\u00f3tipos que por muito tempo tentaram limitar atrizes da sua gera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Quando eu cheguei nessa profiss\u00e3o, os personagens que eram oferecidos ficavam dentro de todos os estere\u00f3tipos da mulher preta. E era o que a gente tinha e tinha que agarrar e ser grata pela oportunidade. Hoje, as coisas mudaram, temos melhores espa\u00e7os, com personagens que fogem desses estere\u00f3tipos. Entenda: \u00e9 muito digno fazer uma faxineira, \u00e9 muito digno dar vida a certos personagens que, na vida, em sua grande maioria, s\u00e3o exercidos por pessoas pretas. O problema n\u00e3o \u00e9 dar vida a determinada profiss\u00e3o, mas de que forma ela \u00e9 contada e inserida dentro daquela trama. Qual \u00e9 o grau de import\u00e2ncia. A Juli \u00e9 uma mulher de uma condi\u00e7\u00e3o simples. \u00c9 uma mulher preta, m\u00e3e solo, da comunidade e que tem quatro filhos. \u00c9 a realidade de muitas brasileiras. E eu estou superfeliz em dar vida a ela, que \u00e9 protagonista da sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, \u00e9 tratada de uma maneira positiva e tem uma grande import\u00e2ncia no enredo da trama.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-scaled.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-37240 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-200x300.jpeg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-1024x1536.jpeg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-1365x2048.jpeg 1365w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9212-scaled.jpeg 1707w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea construiu uma trajet\u00f3ria muito s\u00f3lida na TV, mas transita com muita eleg\u00e2ncia por diferentes formatos e narrativas. Olhando para al\u00e9m do trabalho atual, quais novos caminhos, linguagens ou projetos, seja no cinema, no streaming ou at\u00e9 no teatro, t\u00eam instigado o seu desejo de cria\u00e7\u00e3o no momento?<\/strong><\/p>\n<p>Chegar e fazer o primeiro trabalho d\u00e1 uma certa dificuldade, mas voc\u00ea chega e faz. O neg\u00f3cio \u00e9 continuar. Em todo trabalho que eu fa\u00e7o, eu realmente sou grata e levo tudo com muito prop\u00f3sito, profissionalismo e respeito pela profiss\u00e3o. Eu tenho alguns anseios ainda. A Juli \u00e9 uma personagem que eu queria h\u00e1 um tempo. Eu fa\u00e7o muitas personagens elegantes e sofisticadas, que eu amo, mas queria muito dar vida a essa mulher mais simples, mostrando o lado bem humano dela. E quero outras coisas tamb\u00e9m. No meu \u00faltimo trabalho, consegui fazer um pouquinho de uma vil\u00e3, que foi a Paulina, e quero vir com outras vil\u00e3s tamb\u00e9m. Quero ir para os streamings e quero fazer muita coisa. Tem muita lenha para queimar e muitas personagens para dar vida.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea e o Thiago dividem n\u00e3o apenas a vida, mas tamb\u00e9m um olhar muito sens\u00edvel para a arte. Como funciona a din\u00e2mica de troca criativa entre voc\u00eas quando est\u00e3o envolvidos em projetos diferentes? O repert\u00f3rio um do outro costuma influenciar na composi\u00e7\u00e3o dos seus personagens?<\/strong><\/p>\n<p>Eu e o Thiago temos uma vida juntos que vai completar 20 anos, e a gente produz bastante coisa junta. Inclusive, estamos para lan\u00e7ar um filme independente que fizemos, em que dou vida \u00e0 minha primeira protagonista no cinema. A gente faz muitos projetos profissionais juntos e ele tamb\u00e9m me auxilia na atua\u00e7\u00e3o na novela. Quando preciso bater alguma cena, passar texto, discutir alguma quest\u00e3o, conversar ou dialogar, ele est\u00e1 ali sempre somando.<\/p>\n<p><strong>Em suas redes e conversas sobre beleza, voc\u00ea sempre defende uma rela\u00e7\u00e3o muito natural com o pr\u00f3prio corpo e com o envelhecimento. Em uma ind\u00fastria que ainda cultiva a obsess\u00e3o pela juventude, qual tem sido o seu maior ato de resist\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o da sua autoestima?<\/strong><\/p>\n<p>Eu procuro passar nas redes sociais algo bem real, bem genu\u00edno da vida. Quando eu engravidei da Kyara, levei a gesta\u00e7\u00e3o para as redes de uma forma muito crua e honesta, mostrando as belezas e as dificuldades, que s\u00e3o muitas, n\u00e9? Que eu passei e passo at\u00e9 hoje. Eu acredito nessa comunica\u00e7\u00e3o. E com a beleza \u00e9 a mesma coisa: o menos \u00e9 mais. \u00c9 claro que a gente quer uma coisinha melhor aqui, outra coisinha ali, mas tudo no equil\u00edbrio. Para mim, a autoestima e a beleza v\u00eam do autoconhecimento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-scaled.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-37241 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-200x300.jpeg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-1024x1536.jpeg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-1365x2048.jpeg 1365w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9214-scaled.jpeg 1707w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem falado abertamente sobre o desejo de viver a maternidade e sobre como o tempo e os ciclos da vida ganham novos significados depois dos 40. Ao olhar para a sua trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui, como voc\u00ea equilibra a urg\u00eancia de realizar desejos pessoais com a maturidade de deixar a vida fluir no seu pr\u00f3prio ritmo?<\/strong><\/p>\n<p>Imagina, fui m\u00e3e aos 42 e agora, quando a minha pequena nascer, vou estar com 44. A maternidade traz muita transforma\u00e7\u00e3o no corpo e no psicol\u00f3gico, e o amadurecimento te ajuda a passar por essa fase com mais leveza. E, junto com isso, vem o lado profissional, vem o peso da idade, querendo ou n\u00e3o. Por mais que voc\u00ea comemore o fato de estar sendo m\u00e3e agora, em um momento em que tem uma certa maturidade, estar casada h\u00e1 bastante tempo, j\u00e1 ter vivido muitas coisas, j\u00e1 ter viajado, j\u00e1 ter constru\u00eddo uma vida, ter uma situa\u00e7\u00e3o financeira agrad\u00e1vel, de certa maneira, eu me pego em v\u00e1rios momentos fazendo contas. Quando eu tiver certa idade, minhas filhas v\u00e3o ter tal idade. Quando elas estiverem realizando tal coisa, eu vou ter tal idade. E isso tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de voc\u00ea equilibrar os seus pensamentos. Ent\u00e3o, voc\u00ea se cobra cada vez mais para ter uma qualidade de vida, fazer exerc\u00edcio, se alimentar bem, ter uma cabe\u00e7a boa, porque isso \u00e9 o equil\u00edbrio para a sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea vive um momento de plenitude luminosa, gr\u00e1vida da sua segunda filha e esbanjando uma energia vital muito bonita. Gerar uma nova vida enquanto se amadurece como mulher e artista costuma redefinir prioridades e percep\u00e7\u00f5es. Como essa nova gesta\u00e7\u00e3o tem transformado a sua rela\u00e7\u00e3o com o tempo, com o seu corpo e com a sua pr\u00f3pria intui\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Que bonita essa pergunta. Eu j\u00e1 passei por tantas coisas, sabe? Tantas coisas boas, pelas quais eu s\u00f3 tenho que agradecer, e tantas coisas tamb\u00e9m que me colocaram \u00e0 prova. Mas tudo foi v\u00e1lido para me tornar a pessoa que sou hoje. Eu vejo o ser humano com um olhar amoroso e carinhoso, trabalho isso diariamente. Isso me traz paz.<\/p>\n<p><strong>A chegada da sua segunda filha acontece em um intervalo de tempo muito bonito em rela\u00e7\u00e3o ao nascimento da Kyara. Essa escolha de vivenciar duas gesta\u00e7\u00f5es em um ritmo t\u00e3o pr\u00f3ximo, permitindo que elas cres\u00e7am juntas, dividindo a mesma fase de descobertas e a mesma linguagem de vida, foi algo intencionalmente planejado por voc\u00ea? Como voc\u00ea vislumbra a constru\u00e7\u00e3o dessa cumplicidade e desse afeto de irm\u00e3s com idades t\u00e3o parecidas?<\/strong><\/p>\n<p>Olha, n\u00e3o foi pensado, t\u00e1? N\u00e3o foi planejado. Porque, inicialmente, pela medicina, por tudo o que foi dito, a gente nem poderia ter a Kyara naturalmente, e sim que a gente teria que fazer uma ovodoa\u00e7\u00e3o. Eu sou muito conectada com algo a mais, com um ser superior. Eu deixei na m\u00e3o dele. E, se tivesse que ser, iria acontecer. E a Kyara est\u00e1 aqui com a gente j\u00e1 h\u00e1 um ano e meio. E a\u00ed aconteceu novamente. A Kyara \u00e9 a \u00fanica bebezinha da fam\u00edlia e ama crian\u00e7as. A gente est\u00e1 amando toda a ideia, toda essa fluidez. Que ela venha com muita sa\u00fade. O ser divino sabe das coisas, e a gente s\u00f3 agradece e recebe com muito amor.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-scaled.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-37242 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-200x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-200x300.jpeg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-1024x1536.jpeg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-1365x2048.jpeg 1365w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_9213-scaled.jpeg 1707w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA E TEXTO:<\/strong> Ester Jacopetti<\/p>\n<p><strong>FOTOS:<\/strong> Gabriel Bertoncel \/ stylist: Sarah Schulz \/ beauty: Walter Lobato<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atriz caminha com a sabedoria de quem aprendeu a honrar cada ciclo, com a beleza de abra\u00e7ar o tempo, a maternidade e os pr\u00f3prios desejos Aos 43 anos e vivendo uma fase de expans\u00e3o luminosa, Lucy Ramos atravessa o tempo com a sabedoria de quem aprendeu a honrar cada ciclo. 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