{"id":36816,"date":"2026-06-11T11:58:47","date_gmt":"2026-06-11T14:58:47","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=36816"},"modified":"2026-06-11T11:58:47","modified_gmt":"2026-06-11T14:58:47","slug":"mel-lisboa-em-entrevista-exclusiva-a-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2026\/06\/11\/mel-lisboa-em-entrevista-exclusiva-a-regional\/","title":{"rendered":"Mel Lisboa em entrevista exclusiva a Regional"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Entre a urg\u00eancia pol\u00edtica de &#8216;A Conspira\u00e7\u00e3o Condor&#8217;, o misticismo de Madame Blavatsky e a liberdade imortal de Rita Lee, Mel Lisboa reflete sobre maturidade, maternidade e a miss\u00e3o, quase espiritual, de seu of\u00edcio<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_36817\" aria-describedby=\"caption-attachment-36817\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-scaled.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-36817\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-214x300.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-214x300.jpg 214w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-731x1024.jpg 731w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-1097x1536.jpg 1097w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-1463x2048.jpg 1463w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_6283-scaled.jpg 1828w\" sizes=\"(max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-36817\" class=\"wp-caption-text\">Mel Lisboa em dose dupla no teatro e tamb\u00e9m no cinema<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mel Lisboa n\u00e3o busca personagens; ela \u00e9 encontrada por eles. Em um momento de efervesc\u00eancia criativa que define seu 2026, a atriz transita com uma fluidez impressionante entre universos aparentemente inconcili\u00e1veis. Se no cinema ela mergulha nas feridas abertas da ditadura com \u201c<em>A Conspira\u00e7\u00e3o Condor\u201d<\/em>, no teatro ela se divide entre o deboche libert\u00e1rio de sua ic\u00f4nica interpreta\u00e7\u00e3o em \u201c<em>Rita Lee \u2013 Uma Autobiografia Musical\u201d<\/em> e a densidade enigm\u00e1tica de \u201c<em>Madame Blavatsky\u201d<\/em>. Em conversa exclusiva \u00e0 Revista Regional, Mel nos revela como equilibra a intensidade dessas &#8220;mulheres-furac\u00e3o&#8221; com a serenidade necess\u00e1ria para criar dois filhos adolescentes, Bernardo e Clarice. Sem fugir de temas espinhosos como a era da p\u00f3s-verdade e as cicatrizes de relacionamentos abusivos, ela reafirma o papel da arte como b\u00fassola \u00e9tica. &#8220;O autodeboche sempre foi muito importante para a Rita&#8221;, reflete Mel, que hoje, dez anos mais madura, empresta novas camadas \u00e0 &#8220;padroeira da liberdade&#8221; enquanto mant\u00e9m o distanciamento necess\u00e1rio para n\u00e3o se perder nas m\u00e1scaras que usa.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: Mel, em \u201c<em>A Conspira\u00e7\u00e3o Condor\u201d<\/em>, voc\u00ea interpreta uma jornalista mergulhada nas mortes nebulosas de JK e Jango. Em tempos de desinforma\u00e7\u00e3o e revisionismo hist\u00f3rico, como voc\u00ea enxerga o papel do cinema em retomar essas feridas da nossa hist\u00f3ria? O quanto a busca da sua personagem pela verdade ressoa com a sua pr\u00f3pria necessidade de se posicionar politicamente hoje?<\/strong><\/p>\n<p>MEL LISBOA: Eu acho realmente muito importante que n\u00e3o s\u00f3 o cinema, mas qualquer outra arte, ou at\u00e9 os pr\u00f3prios jornalistas e o p\u00fablico em geral, possam realizar a\u00e7\u00f5es que chamem a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, sim, estamos vivendo em um mundo de desinforma\u00e7\u00e3o, de p\u00f3s-verdade, de Intelig\u00eancia Artificial e de bolhas de informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o possuem nenhum fundo de verdade. Enfim, um mundo em que somos manipulados. Assim, por meio de um filme que retrata um per\u00edodo hist\u00f3rico e fala de fatos reais, mas que traz esse assunto \u00e0 tona, faz-se com que, inevitavelmente, as pessoas parem para pensar nos dias de hoje. Considero fundamental que repensemos de onde estamos tirando as nossas informa\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de reavaliarmos nossas pr\u00f3prias opini\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es, para que possamos entender se estamos sendo manipulados ou n\u00e3o. Acredito que isso \u00e9 muito importante, e o filme ajuda nesse sentido.<\/p>\n<p><strong>A pe\u00e7a \u201c<em>Madame Blavatsky\u201d <\/em>brinca com a ideia de que n\u00e3o existe uma verdade \u00fanica, com outros esp\u00edritos disputando a narrativa. Em um mundo onde as figuras femininas fortes s\u00e3o frequentemente rotuladas ou silenciadas, o que mais lhe fascina na Helena Blavatsky: a busca dela pelo sagrado ou a coragem de ser uma mulher pol\u00eamica que &#8216;coloca os pratos limpos&#8217; diante do julgamento alheio?<\/strong><\/p>\n<p>Olha, eu acho a Helena Blavatsky absolutamente fascinante por tudo: sua biografia, sua hist\u00f3ria, toda a sua filosofia e a sua parte ps\u00edquica, ou seja, a sua paranormalidade. Eu a considero, sim, uma das figuras mais brilhantes, enigm\u00e1ticas e, por isso mesmo, em um mundo machista, uma das mais controversas que j\u00e1 existiram. Sinto-me muito privilegiada por poder contar um pouco da hist\u00f3ria dela e, muitas vezes, apresentar essa personagem a outras pessoas. Realmente, acho-a uma figura fant\u00e1stica.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea interpreta a Rita Lee h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, passando por diferentes fases da vida dela e da sua. Como \u00e9 &#8216;emprestar&#8217; sua maturidade atual para uma Rita que, no musical (\u201c<em>Uma Autobiografia Musical\u201d<\/em>), \u00e9 narradora da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, com todo o sarcasmo e a liberdade que ela tinha?<\/strong><\/p>\n<p>Ah, \u00e9 um privil\u00e9gio imenso interpretar a Rita Lee, que \u00e9 outra personagem absolutamente fascinante. Tenho esse privil\u00e9gio de interpretar as duas que, inclusive, dialogam muito; a pr\u00f3pria Rita estudava a Blavatsky. N\u00e3o sei se voc\u00ea sabe, mas Rita e Blavatsky morreram no mesmo dia, 08 de maio. Elas est\u00e3o muito conectadas. Sinto-me muito privilegiada e \u00e9 muito bacana poder retomar um trabalho feito h\u00e1 dez anos, realizando-o agora, dez anos mais madura e com outra vis\u00e3o. \u00c9 como se eu estivesse em uma nova fase: na pe\u00e7a, interpreto-a dos sete aos 75 anos, mas eu, como atriz, estou em um momento de vida diferente do que estava h\u00e1 uma d\u00e9cada. Como eu disse, \u00e9 um privil\u00e9gio enorme. Neste espet\u00e1culo espec\u00edfico, ela est\u00e1 contando a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da maneira que quis e desejou, sempre com aquele tom debochado, o autodeboche sempre foi algo muito importante para ela. \u00c9 maravilhoso levar esse s\u00edmbolo de liberdade que ela representa para os espectadores.<\/p>\n<p><strong>A Rita costumava dizer que voc\u00ea era a &#8216;queridinha&#8217; dela. Ap\u00f3s a sua partida, como esse papel se transformou de uma interpreta\u00e7\u00e3o para uma esp\u00e9cie de miss\u00e3o cultural?<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei&#8230; tenho medo de parecer arrogante ao dizer que seria uma &#8216;miss\u00e3o&#8217;. Eu sinto que ela confiava em mim, sabe? E, ao confiar, ela acabou, de certa forma, delegando a &#8216;Rita dela&#8217; a mim. Isso me traz seguran\u00e7a, embora seja sempre um lugar de muita inseguran\u00e7a subir no palco e fingir ser a Rita Lee. Mas o aval e a confian\u00e7a dela sempre me deram esse suporte. Acho curioso voc\u00ea usar a palavra &#8216;miss\u00e3o&#8217; porque, pensando na Blavatsky, ela tamb\u00e9m fala muito sobre isso. J\u00e1 cogitei a possibilidade de deixar de ser atriz muitas vezes, mas nunca consegui. Tem horas em que, principalmente depois da Rita e da Blavatsky, duas personagens que eu n\u00e3o pedi para fazer, eu reflito sobre isso. A Rita foi um convite do M\u00e1rcio Macena; j\u00e1 a Blavatsky foi um presente da Cl\u00e1udia Barral, a autora da pe\u00e7a, que me deu o texto, eu li e topei. N\u00e3o foram personagens buscadas por mim. Pela espiritualidade de ambas, fico achando que talvez eu devesse mesmo seguir o meu trabalho de atriz. Alguma coisa me colocou nesse caminho e eu sinto que tenho que respeitar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_36818\" aria-describedby=\"caption-attachment-36818\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-2-scaled.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-36818\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-2-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1-2-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-36818\" class=\"wp-caption-text\">Mel Lisboa em ensaio especial<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Mel, em um curto espa\u00e7o de tempo, voc\u00ea transita entre a rebeldia libert\u00e1ria da Rita Lee, o rigor investigativo de uma jornalista em <em>&#8216;A Conspira\u00e7\u00e3o Condor&#8217;<\/em> e o misticismo denso de <em>Madame Blavatsky<\/em>. Quando voc\u00ea mergulha em comportamentos t\u00e3o antag\u00f4nicos \u2014 da leveza do rock \u00e0 rigidez do ocultismo \u2014, o que sobra de &#8216;res\u00edduo&#8217; dessas mulheres em voc\u00ea? \u00c9 poss\u00edvel passar por essas personalidades sem questionar os seus pr\u00f3prios padr\u00f5es de comportamento ou a maneira como voc\u00ea reage ao mundo fora do palco?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 interessante essa sua pergunta. Eu acho que \u00e9 at\u00e9 poss\u00edvel n\u00e3o questionar, mas \u00e9 muito dif\u00edcil, porque uma das grandes vantagens do nosso trabalho \u00e9 aprender com as personagens que interpretamos. Aprendemos sobre coisas que n\u00e3o conhec\u00edamos e, ao dar vida a uma personalidade que n\u00e3o temos, de repente, uma rea\u00e7\u00e3o ou um pensamento daquela personagem nos ensina algo. Ent\u00e3o, considero um privil\u00e9gio enorme poder estar sempre aprendendo com elas e com o seu entorno, pois, para construir uma personagem, \u00e9 preciso entender todo o seu contexto e tudo o que a cerca. \u00c9 tudo muito enriquecedor.&nbsp; Mas, em termos espec\u00edficos, eu me distancio bastante da personagem. Acho que \u00e9 um trabalho muito perigoso emocional, psicol\u00f3gica e at\u00e9 fisicamente; temos que tomar muito cuidado. Por isso, tento n\u00e3o misturar as coisas. Eu interpreto as personagens, mas sou sempre eu. A persona \u00e9 como uma m\u00e1scara; meu corpo est\u00e1 ali dando vida \u00e0quela m\u00e1scara, mas busco manter esse distanciamento, pois acho muito arriscado misturar as coisas.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 declarou que a maternidade traz uma maturidade que &#8216;os anos n\u00e3o podem proporcionar&#8217;. Hoje, com o Bernardo e a Clarice entrando na adolesc\u00eancia, como voc\u00ea equilibra a mulher artista, que viaja o pa\u00eds com turn\u00eas, com a m\u00e3e que precisa lidar com as novas demandas e vulnerabilidades dos filhos?<\/strong><\/p>\n<p>Curioso, eu n\u00e3o lembrava dessa declara\u00e7\u00e3o e n\u00e3o sei se concordo com ela hoje. \u00c9 engra\u00e7ado como a gente muda, n\u00e3o \u00e9? Eu acho que a maternidade pode, sim, proporcionar esse amadurecimento, mas depende muito da vida e das escolhas de cada um. O que eu entendo do que quis dizer \u00e9 que a maternidade faz com que voc\u00ea n\u00e3o tenha alternativa: voc\u00ea precisa se virar, precisa cuidar de algu\u00e9m. \u00c9 algu\u00e9m que depende 100% de voc\u00ea, especialmente quando s\u00e3o pequenos. A vida j\u00e1 n\u00e3o gira mais em torno de si mesma; muito pelo contr\u00e1rio, toda a sua vida passa a servir \u00e0 vida de outra pessoa. Acredito que era isso que eu pretendia dizer ali. Eu fa\u00e7o como a maioria das mulheres: vou me virando entre trabalhar, cuidar da casa e dos filhos. Muitas vezes falta tempo e n\u00e3o estou presente em momentos em que gostaria, mas converso muito com eles. Acho o di\u00e1logo fundamental para que entendam que o trabalho faz parte de quem eu sou. Digo a eles que n\u00e3o trabalho apenas para pagar as contas, tamb\u00e9m por isso, claro, mas porque o trabalho \u00e9 parte do meu ser; eu n\u00e3o saberia existir sem ele. \u00c9 algo que amo, que me completa e me faz ser eu mesma. Quero que eles entendam que esse desejo e esse amor pelo meu of\u00edcio n\u00e3o tiram o amor, o afeto e o cuidado que tenho por eles. Hoje, como eles est\u00e3o mais velhos, j\u00e1 compreendem melhor. Sentem falta quando estou longe, como agora <em>(abril de 2026, data da entrevista)<\/em>, que passarei dez dias no Sul, e eu tamb\u00e9m sinto, mas j\u00e1 sabemos lidar com isso de uma forma mais madura.<\/p>\n<p><strong>Recentemente, voc\u00ea abriu o jogo sobre situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis do passado, como relacionamentos abusivos. Como a sua experi\u00eancia como m\u00e3e influencia o di\u00e1logo com seus filhos sobre limites, respeito e a busca pela pr\u00f3pria autonomia?<\/strong><\/p>\n<p>Pois \u00e9, como eu disse anteriormente, eu converso muito com os meus filhos. Relato minhas experi\u00eancias para eles aos poucos e \u00e9 curioso notar como, quando voc\u00ea compartilha uma viv\u00eancia pr\u00f3pria, isso os afeta de uma forma diferente. Converso bastante com os dois, tenho uma mo\u00e7a e um rapaz hoje, e estou sempre tentando alertar, mostrar e manter uma porta aberta para qualquer tipo de di\u00e1logo sobre qualquer assunto. Acho isso fundamental. Eles est\u00e3o em um momento de desenvolvimento e maturidade, tornando-se aut\u00f4nomos e saindo da adolesc\u00eancia em busca de suas pr\u00f3prias vidas. A Clarice est\u00e1 em plena adolesc\u00eancia, mas o Bernardo j\u00e1 faz 18 anos este ano. Por isso, considero muito importante essa troca. Inclusive, todos os relatos que dei publicamente, eu j\u00e1 havia compartilhado com eles antes. S\u00f3 tornei essas hist\u00f3rias p\u00fablicas porque j\u00e1 t\u00ednhamos conversado a respeito. Eu jamais revelaria algo que eles n\u00e3o soubessem ou que os fizesse levar um susto ao ver a m\u00e3e expondo fatos sem ter falado com eles primeiro, entende?<\/p>\n<p><strong>O seu 2026 est\u00e1 sendo um ano de f\u00f4lego impressionante! Olhando esse calend\u00e1rio, como voc\u00ea projeta o segundo semestre? Existe algum desejo de pausa ou j\u00e1 existem novas &#8216;peles&#8217; e personagens pedindo passagem para o final deste ano?<\/strong><\/p>\n<p>Pois \u00e9, 2025 foi assim e 2026 tamb\u00e9m est\u00e1 sendo. Eu acho muito bom ter que aproveitar, pois sabemos que a carreira de artista no Brasil nem sempre \u00e9 constante. O segundo semestre ser\u00e1 muito parecido com o primeiro, com a diferen\u00e7a de que estarei mais em casa, em S\u00e3o Paulo, viajando menos. Ainda assim, seguirei com os shows e com a temporada de <em>Madame Blavatsky<\/em>. Estou dando continuidade aos trabalhos que j\u00e1 vinha realizando e, sobre novos projetos, estou planejando apenas para 2027; em 2026 n\u00e3o haver\u00e1 nem tempo. J\u00e1 estou come\u00e7ando a ver o que ser\u00e1 interessante fazer no segundo semestre de 2027, pensando tamb\u00e9m em uma vida p\u00f3s-Rita. A <em>Blavatsky<\/em> \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o minha, um solo simples, e \u00e9 uma pe\u00e7a que acho que terei &#8216;na manga&#8217; para sempre. \u00c9 isso. &nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>entrevista: ESTER JACOPETTI<\/p>\n<p>fotos: Ale Catan<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre a urg\u00eancia pol\u00edtica de &#8216;A Conspira\u00e7\u00e3o Condor&#8217;, o misticismo de Madame Blavatsky e a liberdade imortal de Rita Lee, Mel Lisboa reflete sobre maturidade, maternidade e a miss\u00e3o, quase espiritual, de seu of\u00edcio Mel Lisboa n\u00e3o busca personagens; ela \u00e9 encontrada por eles. 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