{"id":35223,"date":"2025-05-23T13:01:10","date_gmt":"2025-05-23T16:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=35223"},"modified":"2025-05-23T13:11:54","modified_gmt":"2025-05-23T16:11:54","slug":"morre-sebastiao-salgado-fotografo-foi-entrevistado-pela-regional-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2025\/05\/23\/morre-sebastiao-salgado-fotografo-foi-entrevistado-pela-regional-em-2015\/","title":{"rendered":"Morre Sebasti\u00e3o Salgado; fot\u00f3grafo foi entrevistado pela Regional em 2015"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Fotojornalista \u00e9 amplamente considerado um dos fot\u00f3grafos mais importantes do mundo; foi mestre na arte de retratar a alma humana e do planeta em preto e branco<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_35224\" aria-describedby=\"caption-attachment-35224\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/editors_salgado_sebastiao.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-35224\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/editors_salgado_sebastiao-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/editors_salgado_sebastiao-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/editors_salgado_sebastiao-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/editors_salgado_sebastiao.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35224\" class=\"wp-caption-text\">Defensor do planeta, Salgado teve projetos especiais na \u00e1rea de meio ambiente<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sebasti\u00e3o Salgado, considerado um dos fot\u00f3grafos mais importantes do mundo, morreu aos 81 anos. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pelo Instituto Terra, organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental fundada pelo fot\u00f3grafo, nesta sexta-feira 23 de maio.<\/p>\n<p>&#8220;Sebasti\u00e3o foi muito mais do que um dos maiores fot\u00f3grafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, L\u00e9lia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperan\u00e7a onde havia devasta\u00e7\u00e3o e fez florescer a ideia de que a restaura\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 tamb\u00e9m um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradi\u00e7\u00f5es; sua vida, o poder da a\u00e7\u00e3o transformadora&#8221;, diz o texto da institui\u00e7\u00e3o enviado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2015 da Revista Regional, o fot\u00f3grafo foi entrevistado e destaque da se\u00e7\u00e3o Conversa, numa mat\u00e9ria de Ester Jacopetti, jornalista e colaboradora de Regional. A publica\u00e7\u00e3o, na \u00edntegra, voc\u00ea confere abaixo, numa homenagem a este g\u00eanio da fotografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A supera\u00e7\u00e3o de Sebasti\u00e3o Salgado em \u201cG\u00eanesis\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Irreverente no mundo da fotografia e envolvido com projetos ambientais, o brasileiro Sebasti\u00e3o Salgado conta em detalhes nesta entrevista especial, sobre sua luta contra o desmatamento, a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o dos rios nascentes e como surgiu \u201cG\u00eanesis\u201d, seu \u00faltimo trabalho (datado de 2014) mais que visceral, que exp\u00f5e n\u00e3o s\u00f3 o contato com comunidades ind\u00edgenas, mas lugares at\u00e9 ent\u00e3o nunca explorados pelo homem. \u201cFoi possivelmente os anos mais ricos da minha vida. N\u00f3s somos privilegiados! \u2018G\u00eanesis\u2019 para mim fecha um ciclo de hist\u00f3rias com os projetos que fiz anteriormente. As pessoas \u00e0s vezes falam que eu fui um fot\u00f3grafo militante, que fiz fotojornalismo ou fotografia antropol\u00f3gica. \u00c9 mentira! Nada disso \u00e9 verdade. As minhas fotografias s\u00e3o a minha forma de vida\u201d, destaca Sebasti\u00e3o. \u201cEste projeto tornou-se refer\u00eancia porque encontrei comunidades exatamente como n\u00f3s vivemos h\u00e1 50 mil anos. Algumas delas, inclusive, eu havia sido a segunda pessoa da sociedade ocidental que eles estavam vendo.\u201d A entrevista completa com esse g\u00eanio da fotografia voc\u00ea acompanha nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas de Revista Regional.<\/p>\n<p><strong>Revista Regional: Que sentimentos passam pela sua cabe\u00e7a, quando pessoas pela condi\u00e7\u00e3o social ou sem acesso \u00e0 cultura, conseguem ver as suas obras? Consegue dimensionar essa import\u00e2ncia para eles?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sebasti\u00e3o Salgado:<\/strong> Essa \u00e9 a verdadeira express\u00e3o da democracia. \u00c9 um prazer ver as pessoas terem acesso a uma cultura sofisticada, de lazer que normalmente neste pa\u00eds, seria um privil\u00e9gio somente para as classes favorecidas. Essa \u00e9 a express\u00e3o de suprema democracia. Neste trabalho (G\u00eanesis), aprendi que todas as esp\u00e9cies s\u00e3o racionais dentro da sua natureza. Existe racionalidade profunda nos p\u00e1ssaros, nos le\u00f5es e at\u00e9 nas rochas. N\u00f3s temos que aprender a respeitar tudo isso e viver de forma muito mais doce e menos agressiva. N\u00f3s tamb\u00e9m somos animais e natureza, e podemos perfeitamente conviver com as outras esp\u00e9cies. Uma formiga \u00e9 t\u00e3o importante quanto n\u00f3s. J\u00e1 existiram esp\u00e9cies muito mais importantes do que a gente, muito maiores fisicamente, como os dinossauros, que j\u00e1 desapareceram h\u00e1 cem milh\u00f5es de anos, e viveram h\u00e1 150 milh\u00f5es. A nossa existe h\u00e1 500 mil anos. \u00c9 recente e tomou o planeta como se fosse s\u00f3 dela, todas as outras s\u00e3o escravas. Antigamente, os fazendeiros amavam suas vaquinhas, gostavam da natureza. Hoje, o gado passou a ser um bem comercial. Os animais s\u00e3o criados para serem assassinados. O planeta foi criado com agressividade. Tem tamb\u00e9m a quest\u00e3o do aquecimento global, as \u00e1guas est\u00e3o subindo! N\u00f3s estivemos de f\u00e9rias na Bahia, e l\u00e1 tem uma quantidade de coqueiros que est\u00e3o caindo no mar, porque a \u00e1gua est\u00e1 subindo. As casas est\u00e3o sendo abandonadas, porque a areia est\u00e1 entrando. Daqui a alguns anos, n\u00e3o haver\u00e1 mais oxig\u00eanio para respirar. N\u00f3s temos que proteger e plantar mais. Acredito que esses s\u00e3os os pontos que temos que discutir. Temos que participar em n\u00edvel comunit\u00e1rio, promovendo a limpeza, redu\u00e7\u00e3o no consumo de energia&#8230; N\u00e3o precisamos esperar que essa tecnologia seja descoberta nos EUA ou na Europa. O Brasil \u00e9 hoje considerado um dos pa\u00edses mais sofisticados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Existe um dilema por tr\u00e1s da sua parceria com a Mineradora Vale. Esse assunto \u00e9 algo que ainda te incomoda?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um prazer trabalhar com a Mineradora Vale. N\u00f3s temos uma rela\u00e7\u00e3o privilegiada, porque temos um projeto ambiental no Vale do Rio Doce. Foi com essa parceria que plantamos as primeiras 500 mil \u00e1rvores. A contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 a nossa vida! \u00c9 a maneira e o modelo que vivemos, e o que n\u00f3s optamos na sociedade de consumo. A demanda de energia que n\u00f3s temos \u00e9 incr\u00edvel. N\u00f3s estamos hospedados num hotel, em que n\u00e3o se pode abrir a janela. N\u00f3s somos obrigados a usar o ar condicionado. A demanda de energia \u00e9 brutal na nossa sociedade. Nesta sala, tem uma quantidade enorme de metal. Todo o entorno \u00e9 feito de metal, e at\u00e9 os autom\u00f3veis que utilizam a emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico. O dia em que os autom\u00f3veis deixarem de ser fabricados, talvez ainda v\u00e1 consumir muito mais carbono pra desfazer. Esse \u00e9 o modelo de vida que n\u00f3s temos que \u00e9 contradit\u00f3rio. \u00c9 o grande problema. \u00c9 claro que vivendo na cidade, a tend\u00eancia que temos \u00e9 de nos proteger da polui\u00e7\u00e3o, temos medo de uma hora diminuir a oferta de \u00e1gua, eletricidade, uma s\u00e9rie de coisas. Existe isolamento de uma casta da sociedade, que se considera um pouco acima de tudo, e com isso come\u00e7a a julgar. O primeiro julgamento que dever\u00edamos fazer \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao nosso comportamento de vida, do nosso consumo. O sistema industrial foi criado por n\u00f3s. Quando voc\u00ea tem um pouquinho de dinheiro, seu banqueiro fala em investimentos. Onde voc\u00ea vai investir? Nas empresas. Indiretamente n\u00f3s somos propriet\u00e1rios dessas empresas. No Vale do Rio Doce trabalhamos com o Governo Federal, Governo de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo. Uma grande parte dos nossos financiamentos vem de bancos, financeiras e mineradoras.&nbsp; N\u00f3s temos que pensar que precisamos mudar o nosso comportamento de consumo. Mas tem que ser todo mundo junto. Se a gente mudar apenas a c\u00fapula da sociedade, a infraestrutura base n\u00e3o vai mudar. O nosso conselho diretor do Instituto Terra \u00e9 composto de membros do Vale, ex-diretores de bancos, membros da sociedade civil&#8230; \u00c9 necess\u00e1rio que todo o escal\u00e3o trabalhe para que tenhamos uma sociedade harmoniosa. N\u00e3o vejo nenhuma contradi\u00e7\u00e3o em trabalhar com uma mineradora ou at\u00e9 mesmo bancos. Poucas pessoas plantaram 2 milh\u00f5es de \u00e1rvores na vida. N\u00f3s n\u00e3o temos dinheiro pra isso. N\u00f3s temos sim, a capacidade de organiza\u00e7\u00e3o, arregimenta\u00e7\u00e3o. Conseguimos expressar o que queremos. Essas medidas nunca partir\u00e3o das empresas porque elas somos n\u00f3s. A Vale emprega 110 mil trabalhadores, eles t\u00eam a mesma preocupa\u00e7\u00e3o que a gente. S\u00e3o pessoas que t\u00eam micro participa\u00e7\u00e3o nas atividades desta empresa. Se conseguirmos que essas pessoas mudem, vamos conseguir juntos. Que essas empresas sejam ecologicamente sustent\u00e1veis e tenham responsabilidade social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Um projeto como \u201cG\u00eanesis\u201d leva anos para ser consumado. Como surgiu e como foi sua experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>A ideia nasceu no Vale do Rio Doce, mas esse projeto de recupera\u00e7\u00e3o ambiental, que n\u00f3s come\u00e7amos em torno dos anos 90, um momento at\u00e9 bem dif\u00edcil da minha vida, aconteceu quando eu dei in\u00edcio ao projeto \u00caxodo. Vivi momentos terr\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa esp\u00e9cie. Cheguei a ver 15, 20 mil mortos numa pilha gigante de cinco, seis metros de largura e cem de comprimento. As pessoas n\u00e3o podiam ser enterradas individualmente&#8230; Havia tratores de esteiras para levarem aquele grande n\u00famero de mortos. Era uma coisa terr\u00edvel! Mas o que vivi na Iugosl\u00e1via foi dific\u00edlimo e meu corpo come\u00e7ou a sofrer. Na realidade, eu comecei a morrer, e tive que parar. Voltamos para o Brasil, para o Interior de Minas, pra minha cidadezinha (Aimor\u00e9s). Num momento em que meus pais passaram a fazenda pra mim, pra L\u00e9lia (Wanick Salgado \u2013 esposa) e pras minhas irm\u00e3s. Todos estavam de acordo em permanecer com a propriedade na nossa fam\u00edlia. Quando eu era menino lembrava que t\u00ednhamos uma cobertura de mais de 60% de Mata Atl\u00e2ntica &#8211; um verdadeiro para\u00edso! Eu convivi com jacar\u00e9s naqueles c\u00f3rregos maravilhosos, com as on\u00e7as&#8230; Tive uma vida de sonho! E quando voltamos, ela estava com cobertura florestal de meio por cento&#8230; O Vale do Rio Doce \u00e9 o mais degradado do Brasil. Foi quando a L\u00e9lia teve a fabulosa ideia de replantar a floresta. N\u00f3s demos in\u00edcio \u00e0 ideia, e um amigo que era diretor da reserva da Companhia do Vale do Rio Doce, Renato Jesus, o maior plantador de \u00e1rvores do mundo, dedicou grande parte de sua vida preparando um projeto de recupera\u00e7\u00e3o ambiental. No dia em que ele entregou o projeto n\u00f3s tomamos um susto. Porque para recuperar toda \u00e1rea que t\u00ednhamos, era necess\u00e1rio plantar 2,5 milh\u00f5es de \u00e1rvores. Incr\u00edvel! Mas n\u00f3s aceitamos o desafio. A verdade \u00e9 que ao reconstruir esse peda\u00e7o de terra, da Mata Atl\u00e2ntica, reconstru\u00edmos um peda\u00e7o das nossas vidas tamb\u00e9m. Os animais, as \u00e1rvores, os p\u00e1ssaros come\u00e7aram a voltar&#8230; &nbsp;J\u00e1 temos 2 milh\u00f5es de \u00e1rvores plantadas. Estamos quase no fim. A partir desse momento, surgiu a vontade de voltar a fotografar e fazer uma nova apresenta\u00e7\u00e3o do planeta, dar a oportunidade de compreender que n\u00f3s tamb\u00e9m somos natureza, temos a necessidade imensa de preservar a \u00fanica m\u00e1quina desse planeta capaz de transformar g\u00e1s carb\u00f4nico em oxig\u00eanio, que s\u00e3o as \u00e1rvores. N\u00e3o descobrimos at\u00e9 hoje uma tecnologia sofisticada, capaz de fazer esse processo. \u00c9 important\u00edssimo e vital pra nossa esp\u00e9cie o replantio dessas \u00e1rvores. Nesse processo de construir esse mundo moderno, como S\u00e3o Paulo uma grande cidade. N\u00f3s destru\u00edmos uma grande parte do nosso planeta. E n\u00e3o que a gente v\u00e1 mudar uma grande cidade como S\u00e3o Paulo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 floresta. Nossa esperan\u00e7a \u00e9 que a nossa exposi\u00e7\u00e3o d\u00ea uma base de reflex\u00e3o \u00e0s pessoas. Quem quiser reconstruir o planeta tamb\u00e9m pode nos procurar no Instituto Terra.<\/p>\n<figure id=\"attachment_35231\" aria-describedby=\"caption-attachment-35231\" style=\"width: 216px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/fo_salgado_genesis.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-35231\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/fo_salgado_genesis-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/fo_salgado_genesis-216x300.jpg 216w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/fo_salgado_genesis.jpg 737w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35231\" class=\"wp-caption-text\">Genesis, trabalho de 2014<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"mceTemp\">&nbsp;<\/div>\n<p><strong>O senhor falou sobre como surgiu \u201cG\u00eanesis\u201d, mas como foi o contato e aprendizado com as comunidades que visitou?<\/strong><\/p>\n<p>Este projeto (G\u00eanesis) durou oito anos. Eu fiz 32 reportagens que me deram uma m\u00e9dia de dois meses passando em cada local que eu ia fotografar. N\u00f3s fomos extremamente bem recebidos. O homem \u00e9 um animal greg\u00e1rio. Quando voc\u00ea chega com pequenos grupos ou sozinho, em uma comunidade, eles te aceitam e voc\u00ea faz parte do cotidiano, torna-se amigo. As fotografias passam a ser como seu respirar. Na realidade voc\u00ea se integra totalmente. O interessante \u00e9 que a maioria dessas comunidades era pouco agressiva. Por exemplo, a comunidade do Alto Xingu no Brasil n\u00e3o tem nenhuma agressividade. Na escala de agressividade deles, \u00e9 a \u00faltima coisa. Inclusive, eles n\u00e3o se alimentam de animais de sangue quente. Eles preferem r\u00e9pteis, tartarugas, peixes, cobras. Na tribo de ind\u00edgenas zo\u2019\u00e9, que trabalhei na calha do norte do Rio Amazonas, a mais ou menos 300 quil\u00f4metros da floresta, quando eles se desentendem, colocam um pau a cinco metros de dist\u00e2ncia um do outro. A comunidade inteira se re\u00fane em volta daquelas duas pessoas, e eles falam sobre o que um fez com o outro. Outras pessoas interv\u00eam para falar que n\u00e3o foi bem daquela forma e que aquilo n\u00e3o passa de um mal entendido. Isso dura umas cinco horas. Eles fazem uma esp\u00e9cie de esvaziamento, e termina numa grande festa. Essas comunidades s\u00e3o de uma do\u00e7ura imensa. O que me fez compreender que, as agressividades e as guerras n\u00e3o deveriam existir. Esses males surgiram ap\u00f3s certa organiza\u00e7\u00e3o espacial da nossa comunidade de humanos. Um dos grandes aprendizados que tive com essas comunidades \u00e9 que somos velhos de dez, 50 mil anos. O que era essencial pra n\u00f3s hoje, j\u00e1 era essencial nesta \u00e9poca. Essas comunidades que visitei j\u00e1 eram o representativo do que n\u00f3s somos. Por exemplo, essa rela\u00e7\u00e3o com o amor dos pais com os filhos, do homem com a mulher, e da mulher com o homem, a solidariedade, j\u00e1 existiam. Esses, para mim, s\u00e3o os valores mais importantes que n\u00f3s temos. J\u00e1 do ponto de vista material, essas comunidades j\u00e1 tinham antibi\u00f3ticos, anti-inflamat\u00f3rios. N\u00f3s s\u00f3 fizemos sistematizar, transformar em processo industrial, em grande escala. Na realidade, n\u00f3s s\u00f3 temos dez mil anos, e s\u00f3 n\u00e3o temos capacidade de ver, porque a nossa esp\u00e9cie quando vive muito, \u00e9 em m\u00e9dia 70 a cem anos. Mas se tiv\u00e9ssemos essa capacidade, n\u00f3s compreender\u00edamos a nossa hist\u00f3ria e, principalmente, que n\u00f3s somos natureza. Quando comecei a fotografar nas montanhas do Alasca, eu saia de madrugada -por volta das tr\u00eas da manh\u00e3- e chegava \u00e0s oito. Eu sentava e ficava ali em comunh\u00e3o com o meu planeta, na tentativa de compreender as notas, os ventos, as sombras. E a partir da\u00ed eu entrava em total comunica\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea passa a ser natureza e compreender essas coisas. Essa deveria ser a experi\u00eancia que todos n\u00f3s dever\u00edamos presenciar. As pessoas que moram aqui em S\u00e3o Paulo, n\u00e3o moram no Brasil que \u00e9 diferente. O Brasil \u00e9 aqueles \u00edndios, matas, on\u00e7as, \u00e9 lindo, gigantesco e fabuloso. Eu tenho muito medo, porque uma hora o planeta ir\u00e1 nos expulsar. Espero poder reconstruir a vida de forma, a ser natureza outra vez, e ter o poder que essas comunidades t\u00eam em rela\u00e7\u00e3o ao planeta.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O senhor comentou sobre o replantio de \u00e1rvores, mas h\u00e1 outros projetos no qual est\u00e1 envolvido?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos iniciando o projeto Olhos d\u2019\u00e1gua, que tem como objetivo recuperar o maior rio que nasce e morre no Centro-Sul do Brasil, que \u00e9 o Rio Doce. A nossa bacia \u00e9 mais ou menos do tamanho de Portugal. Temos nove rios que o comp\u00f5em e uma parte deles, a partir de 2025 a 2030, deixar\u00e1 de correr, porque n\u00f3s estamos cortando demais as \u00e1rvores. O rio est\u00e1 morrendo. N\u00f3s temos aproximadamente 350 mil \u00e1guas que comp\u00f5em o rio. A Vale do Rio Doce \u00e9 nosso aliado j\u00e1 faz um tempo, e o Banco do Brasil tamb\u00e9m. N\u00f3s tivemos uma reuni\u00e3o com a presidente Dilma (Rousseff). Ela ficou entusiasmada, e quer que o governo brasileiro atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente participe desse projeto, que sirva de prot\u00f3tipo para recupera\u00e7\u00e3o de outros rios brasileiros. N\u00f3s temos a tecnologia e sabemos fazer. Existe uma boa vontade! A presidente quer o projeto. Organizamos uma reuni\u00e3o com as estatais, mas fazer com que a ideia seja iniciada, que consiga passar pela burocracia, vencer a pessoa que foi nomeada, e cumprir as ideias que com certeza vai varar administra\u00e7\u00f5es, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil. Nossos maiores aliados neste projeto s\u00e3o as Prefeituras. O prefeito tamb\u00e9m compreende a situa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque ele tem uma propriedade rural e sabe que a \u00e1gua vai acabar. Depois chegamos ao Governo do Estado e as administra\u00e7\u00f5es federais. \u00c9 a mesma coisa em n\u00edvel planet\u00e1rio. A gente aponta as Na\u00e7\u00f5es Unidas como uma enorme m\u00e1quina burocr\u00e1tica, que age mal e tem uma rea\u00e7\u00e3o lenta. Mas todos os burocratas que est\u00e3o l\u00e1 s\u00e3o brasileiros, chineses, americanos&#8230; N\u00f3s criamos uma m\u00e1quina infernal e lenta em toda a sociedade. At\u00e9 ela reagir e fazer compreender vai demorar. N\u00f3s temos que aceitar que as coisas aconte\u00e7am em longo prazo. N\u00f3s, do Instituto Terra, estamos tentando. Quando uma empresa n\u00e3o consegue participar, n\u00f3s criamos algo. N\u00f3s gostar\u00edamos que eles tivessem uma participa\u00e7\u00e3o maior, mas por ser uma m\u00e1quina burocr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dedicar grande quantidade de recursos a uma s\u00f3 organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental. Ela seria apontada, os jornais atacariam, teria o privil\u00e9gio dos Salgados. N\u00f3s somos obrigados a oferecer ao Banco do Brasil um produto para ser lan\u00e7ado comercialmente para captar recursos. A mineradora Vale est\u00e1 financiando 500 fontes de \u00e1gua, o que significa um rio de tamanho m\u00e9dio. \u00c9 consider\u00e1vel, mas j\u00e1 estamos discutindo com a empresa que este projeto d\u00e1 um retorno incr\u00edvel. E estamos cogitando mais 500 fontes para daqui um ano. Somos obrigados a manter uma luta permanente. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas \u00e9 poss\u00edvel. Conseguimos plantar dois milh\u00f5es de \u00e1rvores e ningu\u00e9m nunca fez isso no Brasil. Conseguimos trabalhando com todos esses agentes.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como o senhor conseguiu atingir pontos remotos, no meio da natureza selvagem, para conseguir captur\u00e1-la atrav\u00e9s de suas lentes?<\/strong><\/p>\n<p>Foi necess\u00e1rio uma grande organiza\u00e7\u00e3o. Temos uma equipe em Paris que concebeu inicialmente o projeto. Sempre fui um fot\u00f3grafo social, sempre retratei pessoas a vida inteira. E pela primeira vez, fui trabalhar com outros animais, que at\u00e9 ent\u00e3o eu havia fotografado apenas n\u00f3s. Eu n\u00e3o sabia fotografar e tive que me preparar. Toda a equipe precisou estudar, porque a nossa rela\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o era com a Unicef, com o alto comiss\u00e1rio de refugiados, m\u00e9dicos e fronteiras. Foi quando come\u00e7amos a entrar em contato com o Patrim\u00f4nio Mundial, com a Unesco e outras institui\u00e7\u00f5es ambientais. Levamos dois anos nos preparando e a partir da\u00ed tivemos que identificar o que ir\u00edamos capturar de imagens. Tivemos que estudar muito, n\u00e3o foi brincadeira. Vi todos os livros de figuras que j\u00e1 haviam sido feitos, dentro do ponto de vista, que a gente queria cobrir. A partir deste momento come\u00e7amos a procurar os financiadores. O in\u00edcio dos financiamentos foi exclusivamente de empresas, porque at\u00e9 ent\u00e3o n\u00f3s s\u00f3 t\u00ednhamos trabalhado com revistas. Mas com a entrada da internet na imprensa, o poder financeiro caiu. A primeira mat\u00e9ria que fizemos foi em Gal\u00e1pagos. L\u00e1 n\u00f3s precisamos de autoriza\u00e7\u00e3o especial, que n\u00e3o fosse apenas para turista, mas que eu pudesse ir a qualquer lugar. Descobrimos que antes de iniciar este projeto, ter\u00edamos que trabalhar muito antes de chegar o momento de fotografar. Fiz uma viagem ao norte da Eti\u00f3pia, em que fui at\u00e9 o Parque Nacional, caminhei 850 quil\u00f4metros a p\u00e9 numas montanhas em que eu passei tr\u00eas vezes acima de 4,2 mil metros. N\u00f3s tivemos que nos organizar, porque passar\u00edamos por lugares que nunca ningu\u00e9m da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental havia passado. Parti com um grupo de 16 jumentos e 15 pessoas viajando comigo. Quando voc\u00ea aluga o jumento, o dono viaja junto, \u00e9 a \u00fanica fonte de renda que ele tem. Havia uma equipe em Genebra que organizava as expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Foi uma viagem experimental que ningu\u00e9m havia passado. Sempre viajo com telefone de sat\u00e9lite, e consigo falar em qualquer ponto do planeta. E com GPS passava a cada dois dias a minha localiza\u00e7\u00e3o para Genebra. Eles olhavam no mapa e nos direcionavam. Tivemos que contar tamb\u00e9m com a for\u00e7a a\u00e9rea inglesa para sair do norte da Inglaterra e voar para as Malvinas, que \u00e9 um lugar totalmente militarizado. Tive que trabalhar com quase tr\u00eas anos de anteced\u00eancia pra tudo. Foi complicado porque ningu\u00e9m mora l\u00e1. O barco estava reservado por dois anos para o BBC, um canal sobre natureza, e o outro para um canal americano. Era car\u00edssimo, que custaram em m\u00e9dia 2 mil euros por dia de aluguel. Mas n\u00f3s conseguimos investimentos. Passei em m\u00e9dia oito meses por ano viajando. Passava dois meses numa reportagem e um m\u00eas me preparando para ir para o seguinte. Foi possivelmente os anos mais ricos da minha vida. N\u00f3s fomos privilegiados! \u201cG\u00eanesis\u201d, para mim, fecha um ciclo de hist\u00f3rias com os projetos que fiz anteriormente sobre todas as guerras na \u00c1frica, os projetos com os trabalhadores, refugiados&#8230; S\u00f3 aprendi o que tenho hoje, para poder fazer \u201cG\u00eanesis\u201d no final. Fui fazer essas fotografias n\u00e3o como antrop\u00f3logo, soci\u00f3logo ou jornalista. Fui porque tive um momento de prazer. Eu quis ir em dire\u00e7\u00e3o ao planeta. N\u00e3o fui com nenhuma miss\u00e3o pra convencer algu\u00e9m. O momento de fotografar as comunidades e at\u00e9 mesmo as paisagens e os animais foram importantes pra minha vida. Como quase todos os outros projetos que fiz. As pessoas \u00e0s vezes falam que eu fui um fot\u00f3grafo militante, que fiz fotojornalismo ou fotografia antropol\u00f3gica&#8230; \u00c9 mentira! Nada disso \u00e9 verdade. As minhas fotografias s\u00e3o a minha forma de vida. Ou porque tive um grande prazer de ir, ou uma grande revolta. Ou simplesmente porque achei as coisas bonitas, ou porque me revoltaram profundamente. Quando fui fotografar \u201cG\u00eanesis\u201d, eu estava neste momento na minha vida. N\u00e3o me transformei em fot\u00f3grafo de paisagem, nem de animais. Foi apenas um projeto. Seguramente vou continuar a fotografar. Eu havia dito pra muitas pessoas que possivelmente este seria o \u00faltimo projeto. Este ser\u00e1 o \u00faltimo nesta inst\u00e2ncia, deste tamanho. Fisicamente j\u00e1 n\u00e3o estou em condi\u00e7\u00f5es como antes. Vou continuar fotografando sociais. \u201cG\u00eanesis\u201d tornou-se refer\u00eancia, porque encontrei comunidades exatamente como n\u00f3s vivemos h\u00e1 50 mil anos. Algumas delas, inclusive, eu havia sido a segunda pessoa da sociedade ocidental, que eles estavam vendo. O primeiro teria sido um americano. Eles imaginavam que eu fazia parte de um cl\u00e3 de peles claras. Nunca pensaram que uma sociedade como a nossa vivesse entre milh\u00f5es de pessoas. A tribo Zo\u2019\u00e9 havia 275 \u00edndios. Um dia conversando com eles, expliquei sobre um avi\u00e3o que passava por ali, que havia 300 pessoas. Foi dif\u00edcil imaginar aquela quantidade ali dentro. O maior n\u00famero da humanidade pra eles \u00e9 275 pessoas.<\/p>\n<div class=\"mceTemp\">&nbsp;<\/div>\n<p><strong>Como tem sido a sua parceria com o governo e a iniciativa privada?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s vezes a gente simplesmente aponta que o governo n\u00e3o fez ou n\u00e3o faz. Ou que eles n\u00e3o t\u00eam capacidade de ideias, mas o governo \u00e9 representante da sociedade. Ela se comporta desse jeito. Alegamos corrup\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 apenas no n\u00edvel pol\u00edtico, e sim da classe dominante desse pa\u00eds. O aeroporto de Vit\u00f3ria que foi lan\u00e7ado h\u00e1 sete anos, todo o dinheiro que foi designado desapareceu. Hoje existe uma pesquisa para tentar descobrir o que aconteceu. Ali n\u00e3o foi o governo e sim as empreiteiras que deveriam ter constru\u00eddo o aeroporto. Hoje quem consegue chegar \u00e0s universidades federais? S\u00e3o os filhos da classe dominante, que tem dinheiro para pagar cursinho. A universidade gratuita que deveria ser de todos, pertence a uma classe. O que ela est\u00e1 fazendo? Roubando o direito de todos que deveriam estar ali. Isso acontece na nossa sociedade, e a gente continua a apontar o governo. Quem \u00e9 economista sabe que existe uma grande capacidade financeira de investimentos, mas que o governo n\u00e3o consegue porque n\u00e3o tem quadro, n\u00e3o tem infraestrutura, n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o h\u00e1 investimentos neste pa\u00eds h\u00e1 500 anos. N\u00f3s somos incapazes de prever a demanda de portos, aeroportos e estradas no pa\u00eds que n\u00e3o est\u00e1 crescendo. Estive trabalhando na China, l\u00e1 eles tiveram um governo duro, central, repressivo, mas tomaram conta da infraestrutura. O que tem de autoestrada na China&#8230; Estou fazendo algumas fotografias de caf\u00e9, j\u00e1 h\u00e1 oito anos, e estive em alguns povoados. Cada grupo de tr\u00eas aldeias tinha uma retroescavadeira \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o deles. Eles possuem uma pista vi\u00e1ria n\u00e3o asfaltada, mas pavimentada. O Brasil tem vias de chegar l\u00e1 e vai conseguir, mas esse gargalo hist\u00f3rico que foi criado vai ter que ser resolvido. Fiz um trabalho recentemente com um grupo ind\u00edgena Aw\u00e1 no norte do Maranh\u00e3o, que est\u00e1 sendo profundamente amea\u00e7ado, agredido. A madeira est\u00e1 sendo roubada. Dentro dessa reserva, h\u00e1 tr\u00eas grupos que ainda n\u00e3o tiveram contato com a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Segundo a Funai, na Amaz\u00f4nia brasileira, existem mais de cem grupos que ainda n\u00e3o foram contatados. Esse \u00e9 um privil\u00e9gio muito grande da nossa sociedade. N\u00f3s temos obriga\u00e7\u00e3o de proteger e resolver essa grande contradi\u00e7\u00e3o que provocamos. O ex-presidente Lula colocou 35 milh\u00f5es de brasileiros, que estavam abaixo da linha da pobreza, para a classe m\u00e9dia. Todo mundo est\u00e1 satisfeito! Est\u00e3o comprando mais carros e ajudando a engarrafar ainda mais a cidade. Mas era essa a ascens\u00e3o e foi assim que o pessoal da esquerda, no Brasil conseguiu dar acesso \u00e0s classes menos privilegiadas. N\u00f3s chegamos da Indon\u00e9sia esta semana, os rios est\u00e3o bastante polu\u00eddos. Este pa\u00eds sofre o mesmo processo que estamos vivendo no Brasil. A \u00cdndia acabou de lan\u00e7ar um autom\u00f3vel que custa 2 mil d\u00f3lares. Todo mundo vai comprar. Esse foi o modelo que n\u00f3s criamos, e quando digo n\u00f3s, \u00e9 n\u00f3s todos! Como vamos circular de carro daqui a dez anos em S\u00e3o Paulo? Como est\u00e1 a infraestrutura de transporte coletivo? As cidades brasileiras n\u00e3o t\u00eam investimentos em transporte p\u00fablico. N\u00f3s acusamos muito os grupos reacion\u00e1rios, propriet\u00e1rios rurais&#8230; Mas s\u00e3o as pessoas que \u00e0s vezes n\u00e3o tiveram a possibilidade de ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. No Vale do Rio Doce quando come\u00e7amos foi dific\u00edlimo! Eles n\u00e3o acreditavam no projeto e na primeira reuni\u00e3o que n\u00f3s tivemos, na C\u00e2mara dos Vereadores com um grupo de ecologistas, colocaram fogo na fazenda. O fogo n\u00e3o come\u00e7ou de fora, e sim de dentro, ou seja, algu\u00e9m entrou. Uma agressividade imensa contra uma ideia ecol\u00f3gica, que parecia pretensiosa. Quando fazemos reuni\u00f5es no Instituto, n\u00f3s temos mais de 500 propriet\u00e1rios rurais. Levamos a eles informa\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o ambiental, e hoje temos filas de fazendeiros pra gente recuperar suas fontes de \u00e1gua. Se n\u00f3s conseguirmos integrar agentes, como por exemplo, o Sesc, as Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o, escolas, universidades, conseguiremos levar essa ideia adiante. Vamos ter que fazer, n\u00e3o sei se levar\u00e1 mais ou menos tempo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8211;<\/strong><em><strong> entrevistado por Ester Jacopetti<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>&#8211; publicado em janeiro de 2015<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>fotos: Divulgac\u0327a\u0303o\/Taschen<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fotojornalista \u00e9 amplamente considerado um dos fot\u00f3grafos mais importantes do mundo; foi mestre na arte de retratar a alma humana e do planeta em preto e branco Sebasti\u00e3o Salgado, considerado um dos fot\u00f3grafos mais importantes do mundo, morreu aos 81 anos. 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