{"id":3512,"date":"2012-09-28T11:33:18","date_gmt":"2012-09-28T14:33:18","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=3512"},"modified":"2024-01-26T09:46:47","modified_gmt":"2024-01-26T12:46:47","slug":"descubra-o-enigma-da-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/09\/28\/descubra-o-enigma-da-felicidade\/","title":{"rendered":"Descubra o enigma da felicidade"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3513\" aria-describedby=\"caption-attachment-3513\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-1Destaque.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3513\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3513 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-1Destaque.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-1Destaque.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-1Destaque-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3513\" class=\"wp-caption-text\">\u201cA pessoa que conhece o contentamento \u00e9 feliz, mesmo dormindo no ch\u00e3o. A que n\u00e3o conhece o contentamento \u00e9 infeliz mesmo em um pal\u00e1cio celestial. A pessoa contente deve se apiedar daquelas que desconhecem o contentamento&#8221; (Monja Coen)<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Todo ser humano est\u00e1 em busca desse tesouro perdido. O que algumas pessoas ainda n\u00e3o perceberam \u00e9 que podemos nos sentir bem realizando pequenos gestos e que ser feliz depende unicamente de nossas escolhas. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de sorte, t\u00e3o pouco um des\u00edgnio de Deus<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>\u00a0<\/em>Ao longo de nossa exist\u00eancia, diversas quest\u00f5es existenciais despertam a curiosidade dos seres humanos. Quem somos? De onde viemos? Existe vida ap\u00f3s a morte? Em meio a tantas d\u00favidas \u2013 e poucas conclus\u00f5es precisas, diga-se de passagem \u2013 n\u00e3o parece precipitado concluir que talvez as respostas mais buscadas estejam relacionadas a um mesmo tema: a felicidade. O que \u00e9 a felicidade? Onde encontr\u00e1-la? Pessoas que t\u00eam dinheiro s\u00e3o mais felizes do que aquelas que n\u00e3o possuem tantos recursos?<\/p>\n<p>Compreender a raz\u00e3o de tamanho interesse \u00e9 relativamente simples: a felicidade \u00e9 o nosso combust\u00edvel; aquilo que nos motiva a \u201cviver tudo que h\u00e1 para viver\u201d, assim como sugeriu Lulu Santos nos versos da can\u00e7\u00e3o \u201cTempos Modernos\u201d. Por causa dessa busca, as pessoas compartilham suas experi\u00eancias, fazem planos, promessas, riem, festejam, se divertem e, n\u00e3o raramente, choram e at\u00e9 brigam. Tentar explic\u00e1-la \u00e9 uma tarefa complexa, mas as hist\u00f3rias de gente assumidamente feliz e as descobertas da ci\u00eancia podem nos fornecer pistas importantes, na tentativa de desvendar o enigma daquilo que muitos julgam ser \u201co tesouro perdido\u201d.<\/p>\n<p>E, se at\u00e9 algum tempo atr\u00e1s o estudo do tema era feito predominantemente pela psicologia, observa-se que, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, em especial, uma nova configura\u00e7\u00e3o vem se desenhando: cada vez mais, a felicidade vem se tornando um objeto de estudo interdisciplinar. Isso significa que outras \u00e1reas do conhecimento \u2013 como, por exemplo, a neuroci\u00eancia ou a economia \u2013 aderiram a um mecanismo aparentemente contradit\u00f3rio, por\u00e9m absolutamente natural: ao mesmo tempo em que se questiona sobre a felicidade, esperam nela encontrar respostas.<\/p>\n<p>As motiva\u00e7\u00f5es, embora sejam distintas, acabam se complementando: o psic\u00f3logo quer entender o que o ser humano sente, o economista quer saber a que o indiv\u00edduo d\u00e1 valor, o neurocientista quer descobrir como o c\u00e9rebro humano reage a recompensas. A proposta da equipe de Revista Regional pode at\u00e9 ser menos ousada, mas \u00e9 igualmente nobre: convidamos a todos a fazer uma reflex\u00e3o sobre o ideal de felicidade \u2013 com base no depoimento de renomados especialistas \u2013, afinal de contas, j\u00e1 disse M\u00e1rio Quintana sobre o tema: \u201cQuantas vezes a gente, em busca da ventura \/ Procede tal e qual o avozinho infeliz \/ Em v\u00e3o, por toda parte, os \u00f3culos procura \/ Tendo-os na ponta do nariz!\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3515\" aria-describedby=\"caption-attachment-3515\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3515\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3515 \" title=\"Happy senior couple relaxed on green grass back to back.\" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-2.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-2.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3515\" class=\"wp-caption-text\"><br \/>\u201cAs pessoas s\u00e3o bombardeadas por uma necessidade de consumo, que traz consigo uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de felicidade&#8230;\u201d<br \/>(Pl\u00ednio Bernardi J\u00fanior)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Aquilo que se sente<\/strong><\/p>\n<p>Fundadora do Instituto da Ci\u00eancia da Felicidade, com sede em Campinas, a neurocientista Silvia Helena Cardoso explica que a felicidade \u00e9 um estado de bem-estar subjetivo, ou seja, aquilo que cada pessoa, em particular, sente. \u201cAs emo\u00e7\u00f5es, como o riso e a alegria, s\u00e3o passageiras \u2013 n\u00f3s n\u00e3o podemos senti-las o tempo todo. Qualquer pessoa, intuitivamente, sabe disso \u2013 e ajudam o indiv\u00edduo a perceber esse estado de bem-estar, que \u00e9 diferente, pois consiste em algo que carregamos conosco o tempo todo. Mas existe o outro extremo. Os depressivos, por exemplo, n\u00e3o atingem a esse estado: eles perdem a alegria e a vontade de fazer as coisas, consequentemente, n\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m o retorno da recompensa\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Mesmo sendo um conceito t\u00e3o subjetivo, Silvia elege algumas caracter\u00edsticas como sendo cruciais para quem busca a felicidade. A primeira delas \u00e9 a generosidade, o altru\u00edsmo, ou em outras palavras, a capacidade de fazer o bem para o seu semelhante. Dessa forma, um sorriso ou uma pequena ajuda que voc\u00ea d\u00ea para algu\u00e9m \u2013 seja na rua, no supermercado ou em qualquer outra situa\u00e7\u00e3o do cotidiano \u2013 faz bem n\u00e3o s\u00f3 para quem foi ajudado, mas tamb\u00e9m \u00e0 pessoa que praticou o gesto.<\/p>\n<p>Outro aspecto-chave \u00e9 o engajamento, a que os cientistas tamb\u00e9m chamam de estado de fluxo. A neurocientista revela que essa situa\u00e7\u00e3o costuma acontecer com frequ\u00eancia com todos aqueles que enxergam aquilo que querem e, consequentemente, gostam do que fazem. Esses indiv\u00edduos se envolvem de tal maneira que sentem um prazer at\u00e9 inconsciente: seu bem-estar e n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes, eliminando o desejo de interromper aquela atividade. Nessa \u201creceita\u201d, inclu\u00ed-se tamb\u00e9m a intera\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e a valoriza\u00e7\u00e3o das pequenas coisas.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas acham que grandes metas \u00e9 que trazem a felicidade, mas estudos j\u00e1 foram feitos e dizem que, mesmo quando se conseguem esses objetivos, a felicidade, por causa daquilo, \u00e9 tempor\u00e1ria. Na realidade, \u00e9 a somat\u00f3ria das pequenas coisas, que acontecem no dia-a-dia \u00e9 que nos proporcionam essa sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar\u201d, conclui, enfatizando que h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o para essas oscila\u00e7\u00f5es: o chamado <em>set point<\/em> da felicidade, ou seja, o ponto de ajuste: \u201cmesmo que voc\u00ea esteja muito ou pouco feliz, sempre voltar\u00e1 ao normal\u201d.<\/p>\n<p>A partir desse conceito, pode-se concluir que felicidade tamb\u00e9m \u00e9 um estado de equil\u00edbrio \u2013 nem muito, nem pouco \u2013 \u00e9 aquele patamar de tranquilidade, de pacificidade do ser humano, do ser interior, de harmonia consigo mesmo.\u00a0 \u201cJ\u00e1 foram feitas pesquisas com ganhadores de loteria; eles ficaram extremamente felizes por determinado per\u00edodo. Algum tempo mais tarde, no entanto, voltaram a se comportar e agir como antes. E, no extremo oposto, quando acontece alguma desgra\u00e7a terr\u00edvel com o indiv\u00edduo, isso tamb\u00e9m acontece. Por exemplo, uma pessoa que fica parapl\u00e9gica, ou cega, acredita que est\u00e1 vivendo uma verdadeira trag\u00e9dia, mas depois de certo ponto, o c\u00e9rebro se ajusta: o sistema de felicidade de uma pessoa normal n\u00e3o permite que ela seja infeliz por muito tempo\u201d, sentencia.<\/p>\n<p><strong>Pensar, sentir e agir para mudar<\/strong><\/p>\n<p>Silvia aproveita para chamar a aten\u00e7\u00e3o para outro aspecto que ela considera importante: pensamentos, sentimentos e a\u00e7\u00f5es t\u00eam o poder de mudar o nosso c\u00e9rebro. Por isso \u00e9 necess\u00e1rio manter a autoestima. Agindo desta maneira, n\u00f3s estamos fazendo com que a circuitaria neural do nosso c\u00e9rebro se transforme, sob a atua\u00e7\u00e3o dos chamados neurotransmissores positivos. \u201cTodos n\u00f3s temos um sistema de felicidade, que est\u00e1 pronto para funcionar, assim que estimulado\u201d, revela.<\/p>\n<p>Muitas das rea\u00e7\u00f5es \u2013 especialmente as negativas \u2013 acontecem inconscientemente. Todavia, quando a pessoa conhece o funcionamento de seu organismo, ela passa a control\u00e1-lo. Numa situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel, o indiv\u00edduo ir\u00e1, ent\u00e3o, dialogar consigo mesmo. \u00a0\u201cEspera l\u00e1, vamos com calma, isso vai passar\u201d. Por si s\u00f3, esse pensamento ir\u00e1 desencadear uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as no c\u00e9rebro, porque nele existem circuitos que funcionam especificamente para diferentes sentimentos e pensamentos.<\/p>\n<p>Esta atitude vai ao encontro das diretrizes da chamada psicologia positiva, que, ao inv\u00e9s de tentar aliviar as fraquezas, procura estimular as potencialidades mentais de cada pessoa para que ela consiga enfrentar as adversidades com equil\u00edbrio, apostando no que h\u00e1 de bom. E o que h\u00e1 de bom, segundo a neurocientista, s\u00e3o as pequenas coisas da vida \u2013 ter mais contato pessoal, procurar fazer atividades que lhe agradem, rir e brincar mais \u2013 ou seja, h\u00e1bitos simples, que todos n\u00f3s somos capazes de adotar.<\/p>\n<p>Questionada se hoje em dia h\u00e1 uma imposi\u00e7\u00e3o de ser feliz, ela \u00e9 enf\u00e1tica: as emo\u00e7\u00f5es \u2013 o sorriso e a alegria \u2013 bem como esse estado de bem-estar, n\u00e3o podem ser vistos como uma obriga\u00e7\u00e3o. \u201cA pessoa que for\u00e7a essas rea\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 ativando os circuitos genu\u00ednos que causam aquela felicidade natural. H\u00e1 sim a necessidade de se buscar as coisas que o fazem feliz, e n\u00e3o de senti-las, porque, quando voc\u00ea cumpre a sua miss\u00e3o que \u00e9 buscar, automaticamente vai sentir\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, nossa personagem faz quest\u00e3o de frisar que a felicidade n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de sorte, t\u00e3o pouco um des\u00edgnio de Deus e cita o fil\u00f3sofo Arist\u00f3teles, que h\u00e1 mais de 2.400 anos, j\u00e1 dizia que a felicidade depende de nossas a\u00e7\u00f5es. \u201cSe a gente ficar dentro de casa, deitado, sem fazer nada, n\u00f3s n\u00e3o vamos ter momentos de alegria e \u00e9 a somat\u00f3ria desses momentos que vai nos dar o bem-estar. N\u00f3s temos que nos esfor\u00e7ar pra ser felizes. E uma maneira de fazer isso \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o social, o contato com o ser humano e com os animais tamb\u00e9m\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Silvia explica, de forma mais detalhada, os benef\u00edcios da conviv\u00eancia com os bichos. \u201cFaz muita diferen\u00e7a. Muitas institui\u00e7\u00f5es usam os animais at\u00e9 em tratamentos [Reportagem de Regional j\u00e1 mostrou os benef\u00edcios da c\u00e3oterapia], porque, quando um indiv\u00edduo est\u00e1 com o seu animalzinho de estima\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 capaz de liberar o horm\u00f4nio do amor, que \u00e9 a oxitocina; e do prazer, a dopamina. Logo, o c\u00e9rebro daquela pessoa fica inundado por estas subst\u00e2ncias\u201d. \u00a0Portanto, se voc\u00ea ainda n\u00e3o tem fica a sugest\u00e3o deste jornalista, que endossa o pensamento da neurocientista: adote um bichinho e sua vida ser\u00e1 mais feliz.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3520\" aria-describedby=\"caption-attachment-3520\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-31.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3520\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-3520 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-31.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-31.jpg 600w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-31-300x240.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3520\" class=\"wp-caption-text\">\u201cMuitas pessoas acham que grandes metas \u00e9 que trazem a felicidade (&#8230;) Na realidade, \u00e9 a somat\u00f3ria das pequenas coisas, que acontecem no dia-a-dia \u00e9 que nos proporcionam essa sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar\u201d (Silvia Helena Cardoso)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Felicidade Interna Bruta<\/strong><\/p>\n<p>O interesse pela felicidade tamb\u00e9m chegou ao campo econ\u00f4mico. S\u00e3o cada vez mais frequentes as tentativas de se mensurar o impacto desse \u201cestado de bem-estar\u201d no desenvolvimento do pa\u00eds. Recentemente, a Escola de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV-EAESP) deu um passo importante nesse sentido ao criar um Instituto de Finan\u00e7as \u2013 que elaborar\u00e1 uma metodologia para calcular a felicidade do brasileiro \u2013 refor\u00e7ando a ideia de que este \u00e9 um movimento irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>A Felicidade Interna Bruta (FIB) \u2013 como ser\u00e1 batizado o \u00edndice \u2013 \u00e9 resultado de uma jun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias iniciativas que j\u00e1 existiam e avaliar\u00e1 o n\u00edvel educacional, diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres, distribui\u00e7\u00e3o de renda e diverg\u00eancias entre as classes sociais, longevidade, Produto Interno Bruto (PIB), \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH), seguran\u00e7a e sa\u00fade. O novo indicador ser\u00e1 produzido pelo n\u00facleo de Estudos de Felicidade e Comportamento Financeiro, com gest\u00e3o de F\u00e1bio Gallo e Wesley Mendes.<\/p>\n<p>Numa outra frente, um levantamento da FGV \u2013 realizado em parceria com a Consultoria Gallup \u2013 indicou que o Brasil \u00e9 tetracampe\u00e3o mundial quando o assunto \u00e9 felicidade. Cerca de 200 mil pessoas, provenientes de 158 pa\u00edses, foram questionadas sobre a expectativa de felicidade nos pr\u00f3ximos cinco anos e tamb\u00e9m no cen\u00e1rio atual. O Brasil sagrou-se vencedor em ambas as esferas, seguido por Panam\u00e1, Costa Rica, Col\u00f4mbia, Catar, Su\u00ed\u00e7a e Dinamarca. A pesquisa indicou que as mulheres brasileiras s\u00e3o mais felizes que os homens.<\/p>\n<p>O economista e professor da FGV-EAESP, Pl\u00ednio Bernardi J\u00fanior, acredita que a evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia \u2013 alavancada pela necessidade do ser humano em compreender melhor o mundo em que vive \u2013 provoca o surgimento de outros indicadores. Sob essa perspectiva, a medida da felicidade, embora subjetiva, \u00e9 um complemento ao conceito de desenvolvimento e vem para melhorar os \u00edndices j\u00e1 utilizados. \u201cVai chegar o momento em que todos eles ser\u00e3o colocados numa balan\u00e7a, assim como quando voc\u00ea leva o seu filho no pediatra: para um diagn\u00f3stico preciso, n\u00e3o \u00e9 suficiente medir peso e altura\u201d, projeta.<\/p>\n<p>Pl\u00ednio faz um comparativo. Antigamente, a medida de desenvolvimento era obtida pela divis\u00e3o do PIB do pa\u00eds pelo n\u00famero de habitantes. Todavia, este \u00e9 um indicador falho, que n\u00e3o leva em conta a desigualdade de renda. O IDH, por sua vez, \u00e9 um grande avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao PIB per capita, pois avalia outros fatores, como escolaridade, expectativa de vida ao nascer, sa\u00fade, mas, ainda sim, apresenta algumas lacunas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 f\u00e1cil de entender: uma pessoa pode ser feliz independentemente de seu n\u00edvel de renda e de consumo. Numa escala capitalista, um povo pode ser considerado menos desenvolvido, mas ter mais qualidade de vida. Talvez os monges do Tibete sejam mais felizes do que os moradores de Manhattan\u201d, exemplifica o economista, que aproveita para enfatizar que o n\u00edvel de desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o exerce impacto direto sobre as suas prioridades. \u201cApesar das melhoras, o Brasil ainda \u00e9 um pa\u00eds pobre\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Dinheiro traz felicidade?<\/strong><\/p>\n<p>Explica\u00e7\u00e3o semelhante Plinio fornece ao ser questionado acerca da rela\u00e7\u00e3o entre felicidade e condi\u00e7\u00e3o financeira. Segundo ele, para as pessoas mais pobres, o dinheiro se traduz em felicidade mais facilmente \u2013 embora haja, na popula\u00e7\u00e3o carente, indiv\u00edduos para os quais o dinheiro \u00e9 menos importante, como faz quest\u00e3o de frisar \u2013, pois qualquer aumento de renda se converte em consumo, que, por sua vez, vai suprir algumas necessidades b\u00e1sicas, agregando bem-estar e qualidade de vida.<\/p>\n<p>No outro extremo, se o indiv\u00edduo est\u00e1 satisfeito com aquilo que possui e tem acesso a uma boa infraestrutura, outros fatores, al\u00e9m da renda, \u00e9 que proporcionam a felicidade, como por exemplo, a realiza\u00e7\u00e3o pessoal, status e eventualmente o n\u00edvel de escolaridade. \u00a0\u00c0queles que acreditam que o caminho para ser feliz passa, obrigatoriamente, pela capacidade de adquirir bens materiais, Pl\u00ednio faz um alerta: \u00e9 preciso diferenciar um investimento, ou seja, algo que vai gerar resultado, do consumismo.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas s\u00e3o bombardeadas por uma necessidade de consumo, que traz consigo uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de felicidade. Por exemplo, se voc\u00ea n\u00e3o precisa do carro para trabalhar, adquiri-lo \u00e9 uma coisa ruim. A sensa\u00e7\u00e3o de felicidade vai ser esvaziada quando a pessoa perceber que o ve\u00edculo custa mais caro que um filho. Por outro lado, se o indiv\u00edduo atua como representante comercial, essa \u00e9 uma conquista que contribui para a melhora de renda. O sacrif\u00edcio transforma-se em patrim\u00f4nio\u201d.<\/p>\n<p>Transitando da teoria \u00e0 pr\u00e1tica, o economista se declara uma pessoa feliz e admite que teve essa certeza depois que foi desligado de uma institui\u00e7\u00e3o de ensino, com a qual mantinha um v\u00ednculo duradouro. \u201cEu sequer me abalei. Gra\u00e7as a essa ruptura, estou quase todas as noites em casa: ganhei mais tempo com os meus filhos\u201d. E, por fim, faz uma \u00faltima reflex\u00e3o. \u201cA busca pela felicidade me parece ser at\u00e9 mais interessante do que a pr\u00f3pria felicidade. Imagino que, aos 43 anos, se eu chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o preciso mais de nada, eu serei infeliz. O ser humano est\u00e1 sempre \u00e0 procura de alguma coisa. Talvez eu n\u00e3o atinja todas as minhas metas, mas \u00e9 esta busca que me faz feliz\u201d.<\/p>\n<p><strong>Em constante transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para ampliar o alcance dessa discuss\u00e3o, Revista Regional convidou tamb\u00e9m a fundadora da Comunidade Zen Budista no Brasil, Monja Coen Sensei, que j\u00e1 havia nos concedido uma entrevista em janeiro de2011. Amission\u00e1ria \u2013 que foi ordenada monja em 1983 \u2013 salienta que, etimologicamente, felicidade tem a mesma origem de f\u00e9rtil, frut\u00edfero. Assim quando nos sentimos inclu\u00eddos e nossas ideias s\u00e3o compartilhadas, aprovadas, ficamos felizes.<\/p>\n<p>\u201cOs neurocientistas dizem que a regi\u00e3o do c\u00e9rebro de receber um agrado, um mimo \u00e9 a mesma \u00e1rea de dar, de cuidar, de fazer o bem. Estimular essa \u00e1rea cerebral, fazer o bem pelo bem, sem esperar retorno, \u00e9 o Caminho do Bodisatva, o Caminho da Felicidade Plena. Um Caminho, um processo. N\u00e3o h\u00e1 nada fixo, nada permanente. N\u00e3o apenas a felicidade \u00e9 impermanente, mas tudo que existe est\u00e1 em constante, incessante, transforma\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p>\u201cEmbora necessitem de afeto e reconhecimento, as pessoas devem desenvolver o Contentamento pela Exist\u00eancia, por esta experi\u00eancia de sermos humanos. Possuir um animal de estima\u00e7\u00e3o, satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho, no relacionamento, sa\u00fade f\u00edsica e mental, sucesso mundano, podem ser fatores de bem-estar. Mas o animal de estima\u00e7\u00e3o morre, fica doente; os companheiros e atividades no trabalho tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o permanentes e os relacionamentos oscilam entre agrad\u00e1vel e desagrad\u00e1vel\u201d, pondera Coen.<\/p>\n<p>Sob essa perspectiva, perceber a imperman\u00eancia, compreend\u00ea-la e penetrar o eu verdadeiro, segundo ela, mostra-se como o \u00fanico caminho, pois o estado de contentamento independe de riquezas e poderes. Para ilustrar seu racioc\u00ednio, a mission\u00e1ria cita uma frase de Buda. \u201cA pessoa que conhece o contentamento \u00e9 feliz, mesmo dormindo no ch\u00e3o. A que n\u00e3o conhece o contentamento \u00e9 infeliz mesmo em um pal\u00e1cio celestial. A pessoa contente deve se apiedar daquelas que desconhecem o contentamento&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda como parte dessa mudan\u00e7a, o ideal \u00e9 manter o foco nas coisas boas. Deixar de reclamar, resmungar, lamentar e passar a apreciar cada instante perene desta exist\u00eancia.\u00a0 \u201cO c\u00e9u, o mar, a terra, tudo que entra e sai do vir a ser, vida-morte, tudo que \u00e9 e n\u00e3o \u00e9, tudo, incessantemente prega a Verdade e o Caminho. Tudo \u00e9 a Verdade e o Caminho. N\u00e3o h\u00e1 dentro ou fora. Deve-se abrir a mente Buda e apreciar a vida\u201d, ensina.<\/p>\n<p><strong>Ampliar o sentido de pertencer<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3522\" aria-describedby=\"caption-attachment-3522\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-4.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3522\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3522  \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-4.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-4.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reporter-regional-felicidade-4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3522\" class=\"wp-caption-text\">\u201cO c\u00e9u, o mar, a terra, tudo que entra e sai do vir a ser, vida-morte, tudo que \u00e9 e n\u00e3o \u00e9, tudo, incessantemente prega a Verdade e o Caminho. Tudo \u00e9 a Verdade e o Caminho. N\u00e3o h\u00e1 dentro ou fora. Deve-se abrir a mente Buda e apreciar a vida\u201d (Monja Coen)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Coen lembra que tudo est\u00e1 inter-relacionado, ou seja, enquanto animal social, todo homem pertence a um grupo, uma tribo, um time de futebol, um pa\u00eds, ou uma escola. Muitas vezes, para fazermos parte de um grupo precisamos ter o que o grupo tem: carros, casas, geladeira, roupas semelhantes, \u00f3culos, e assim por diante.\u00a0 Entretanto, ela sugere que esse sentido de pertencimento deve ser ampliado.<\/p>\n<p>\u201cPosso pertencer \u00e0 esp\u00e9cie humana, esta grande fam\u00edlia, al\u00e9m dos valores dos grupos menores nos quais estou inserida. A capacidade da transcend\u00eancia na iman\u00eancia \u00e9 o portal da ilumina\u00e7\u00e3o. Obter coisas materiais nem sempre \u00e9 fuga ou frustra\u00e7\u00e3o. Somos o que temos. Nosso corpo, nossa capacidade de percep\u00e7\u00e3o, nossas escolhas, nossos objetos, amigos e assim por diante. Temos o que somos, o que temos representa o que somos neste momento.\u00a0 O maravilhoso disto tudo \u00e9 que nada \u00e9 fixo:\u00a0 mudamos de roupas, de grupos, de personagens\u201d, constata.<\/p>\n<p>Dessa forma, alerta a mission\u00e1ria, \u00e9 preciso cuidado, \u201cpois at\u00e9 nos apegamos ao n\u00e3o apego\u201d e, por causa disso,\u00a0 passamos a discriminar, julgar e condenar aqueles que s\u00e3o diferentes de n\u00f3s, neste momento. \u201cEsquecemo-nos que somos uma \u00fanica esp\u00e9cie, que somos a vida da Terra. Relembrar-se \u00e9 tarefa fundamental. A palavra religi\u00e3o tamb\u00e9m vem de releger. Ler novamente. Reler nossa hist\u00f3ria, rever nossos valores. Isso deve ser uma constante\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a sua pr\u00f3pria felicidade, Coen reconhece que \u201c\u00e9 e n\u00e3o \u00e9, est\u00e1 e n\u00e3o est\u00e1\u201d feliz. O motivo para esse conflito, segundo ela, pode ser explicado pelo fato de que h\u00e1 momentos nos quais a \u201cmente Buda\u201d est\u00e1 plenamente clara e serena. Por outro lado, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es comuns \u00e0 \u201cmente humana\u201d confusa, agitada.\u00a0 Tudo faz parte. A monja tamb\u00e9m hesita ao ser convidada a eleger seu momento mais feliz.<\/p>\n<p>\u201cVivo tantas experi\u00eancias, como escolher apenas uma?\u201d, questiona, recordando o dia de sua ordena\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica: \u201cfoi maravilhoso\u201d.\u00a0 Ela tamb\u00e9m tem boas lembran\u00e7as do tempo em que brincava com a irm\u00e3 e andava de bicicleta na pra\u00e7a. Al\u00e9m destes, outros tantos momentos s\u00e3o guardados com carinho, como, por exemplo, o casamento e o nascimento da filha; ver seus textos publicados no jornal \u2013 antes da ordena\u00e7\u00e3o, Cl\u00e1udia Dias de Souza exerceu a profiss\u00e3o \u2013 viagens; a din\u00e2mica procurar \/ encontrar; as pr\u00e1ticas no Jap\u00e3o e a volta ao Brasil; os cuidados com a m\u00e3e at\u00e9 sua morte; os c\u00e3es ador\u00e1veis; olhar a lua cheia em sil\u00eancio; praticar zazen e ler os ensinamentos de Mestre Dogen (fundador da ordem Soto Zen, no s\u00e9culo XIII).<\/p>\n<p>Por fim, Coen faz quest\u00e3o de deixar uma mensagem aos leitores de Regional. \u201cAbandone os conceitos que possa ter sobre felicidade e aprecie este momento, as in\u00fameras causas e condi\u00e7\u00f5es que o fazem ser como s\u00e3o. Esta folha de papel existe porque h\u00e1 \u00e1rvores, plantas, insetos, terra, vento, \u00e1gua, ar, serras el\u00e9tricas, caminh\u00f5es, seres humanos, alimentos \u2013 tudo que existe permite que esta folha exista. Nuvens, estrelas, constela\u00e7\u00f5es. Sair do eu menor, do ser egoico, do que \u00e9 bom para mim e se lembrar que somos este processo incessante de vir a ser, apreciar o processo. Chorar e rir. Falar e silenciar. Apreciar o desabrochar da flor e o seu murchar. Perceber a harmonia at\u00e9 na desarmonia. N\u00f3s podemos e devemos ser felizes\u201d.<\/p>\n<p><strong>A felicidade, segundo o Zenbudismo<\/strong><\/p>\n<div>\n<p>Para o Zenbudismo, a felicidade est\u00e1 em compreender e agir de forma s\u00e1bia e adequada, plena de compaix\u00e3o. Nesse sentido, podemos falar de Nirvana ou Nibbana \u2013 um estado de paz e tranquilidade, pleno de sabedoria e compaix\u00e3o.\u00a0 No primeiro ensinamento de Xaquiamuni Buda, fundador hist\u00f3rico do Budismo, h\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o das Quatro Nobres Verdades:<\/p>\n<p>Dukkha \u2013 problemas, dificuldades, sofrimentos, existem.<\/p>\n<p>Causalidade \u2013 h\u00e1 causas e condi\u00e7\u00f5es para o surgir e desaparecer<\/p>\n<p>Nirvana \u2013 h\u00e1 o estado de liberta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Caminho de Oito Aspectos \u2013 Mem\u00f3ria Correta, Pensamento Correto, Ponto de Vista Correto, Fala Correta, Meio de Vida Correto, Esfor\u00e7o Correto, Aten\u00e7\u00e3o Correta, Medita\u00e7\u00e3o Correta. A pr\u00e1tica destes Oito Aspectos \u00e9 em si mesmo o Nirvana.<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Para ler<\/strong><\/p>\n<p>Ao leitor que deseja mais informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto, equipe de Regional sugere a leitura de tr\u00eas obras sobre felicidade:<\/p>\n<p>1\u00a0\u201cDescubra os Seus Pontos Fortes\u201d \u2013 Marcus Buckingham e Donald O. Clifton<\/p>\n<p>Baseados em pesquisas feitas pelo Instituto Gallup com mais de 2 milh\u00f5es de pessoas, os autores constataram que a maioria das empresas d\u00e1 pouca ou nenhuma aten\u00e7\u00e3o aos pontos fortes de seus funcion\u00e1rios. Para ajudar voc\u00ea a descobrir quais s\u00e3o e como aprimorar seus talentos e de seus colaboradores, este livro traz um programa completo em torno do teste \u201cDescubra a Fonte de seus Pontos Fortes\u201d, que voc\u00ea tamb\u00e9m poder\u00e1 fazer pela internet para descobrir seus cinco talentos dominantes.<\/p>\n<p>2\u00a0\u201cFelicidade: Li\u00e7\u00f5es de uma Nova Ci\u00eancia\u201d \u2013 Richard Layard<\/p>\n<p>Segundo a economia tradicional, existe uma rela\u00e7\u00e3o direta entre ganhos materiais e felicidade. No entanto, h\u00e1 quem questione esse preceito. Richard Layard \u00e9 um dos mais importantes nomes dessa nova escola do pensamento. O autor acredita que dois aspectos devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o: a forma como interagimos com n\u00f3s mesmos e a forma como interagimos com os outros. As pessoas mais felizes s\u00e3o capazes de apreciar o que t\u00eam \u2013 seja l\u00e1 o que for \u2013 e n\u00e3o se preocupam em se comparar com os outros.<\/p>\n<p>3 \u201cO que nos faz felizes\u201d \u2013 Daniel Gilbert<\/p>\n<p>Na obra \u201cO que nos faz felizes\u201d o psic\u00f3logo e professor da Universidade de Harvard, Daniel Gilbert descreve tudo o que a ci\u00eancia tem a dizer sobre o esfor\u00e7o exclusivamente humano de prever o futuro e sobre como nos sentiremos quando chegarmos l\u00e1. O autor tamb\u00e9m se prop\u00f5e a derrubar as mais absolutas certezas sobre como a mente funciona e a esclarecer qual o verdadeiro caminho da felicidade.<\/p>\n<p><em>\u00a0reportagem de Piero Verg\u00edlio<\/em><\/p>\n<p><em>fotos: BIRF e Microfoto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo ser humano est\u00e1 em busca desse tesouro perdido. 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