{"id":33991,"date":"2024-08-12T12:02:09","date_gmt":"2024-08-12T15:02:09","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=33991"},"modified":"2024-08-12T12:02:09","modified_gmt":"2024-08-12T15:02:09","slug":"a-versatilidade-de-alexandre-nero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2024\/08\/12\/a-versatilidade-de-alexandre-nero\/","title":{"rendered":"A versatilidade de Alexandre Nero"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_33993\" aria-describedby=\"caption-attachment-33993\" style=\"width: 207px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-scaled.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-33993 size-medium\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-207x300.jpg\" alt=\"\" width=\"207\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-207x300.jpg 207w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-708x1024.jpg 708w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-1062x1536.jpg 1062w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-1416x2048.jpg 1416w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-scaled.jpg 1770w\" sizes=\"(max-width: 207px) 100vw, 207px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-33993\" class=\"wp-caption-text\">Alexandre Nero em ensaio especial<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em entrevista exclusiva para a Revista Regional, Alexandre Nero oferece um olhar \u00edntimo sobre a complexidade de seus pap\u00e9is e a autenticidade que busca em cada performance. O ator explica como a com\u00e9dia e o drama s\u00e3o faces da mesma moeda, essencialmente entrela\u00e7adas na vida di\u00e1ria. &#8220;Por mais tr\u00e1gica que uma situa\u00e7\u00e3o seja, ela tem um lado c\u00f4mico e vice-versa&#8221;, ele compartilha, ressaltando a autenticidade com que esses elementos se manifestam tanto na arte quanto no cotidiano. No universo da novela &#8220;No Rancho Fundo&#8221;, da TV Globo, o ator encontra uma particular afinidade com seu personagem, Tico Leonel, com quem desafia estere\u00f3tipos enraizados: &#8220;Eu vejo o Tico de uma forma completamente diferente: n\u00e3o como algu\u00e9m burro, mas como um homem incrivelmente ing\u00eanuo \u2013 uma qualidade muitas vezes ignorada em nossa sociedade&#8221;. Esta reflex\u00e3o do ator oferece um vislumbre de sua capacidade de infundir humanidade e complexidade em seus personagens, convidando o p\u00fablico a olhar al\u00e9m dos clich\u00eas. Ademais, ele pontua o papel essencial das novelas como ve\u00edculos de transforma\u00e7\u00e3o social, especialmente na promo\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o feminina. Nero valoriza a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, considerando-a crucial para a resson\u00e2ncia de seu trabalho: &#8220;Amo fazer o que fa\u00e7o porque \u00e9 para as pessoas! Se elas n\u00e3o est\u00e3o respondendo, algo precisa mudar&#8221;, confessa, sublinhando a import\u00e2ncia de estabelecer uma conex\u00e3o emocional profunda em cada projeto. Refletindo sobre sua pr\u00f3pria carreira, o ator fala sobre o privil\u00e9gio de poder escolher pap\u00e9is que ressonam com suas paix\u00f5es: &#8220;Hoje, eu desfruto de um privil\u00e9gio que me permite explorar amplamente meus interesses art\u00edsticos&#8221;, diz ele, reconhecendo a liberdade conquistada atrav\u00e9s de anos de trabalho dedicado, que lhe permite desde atuar em produ\u00e7\u00f5es grandiosas at\u00e9 criar m\u00fasicas que tocam a alma. Cada palavra de Nero \u00e9 uma janela para sua alma de artista, um homem que n\u00e3o s\u00f3 representa, mas vive e respira seus personagens, transmitindo uma paix\u00e3o pela arte de contar hist\u00f3rias capazes de refletir e moldar a realidade.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: Numa entrevista recente a um portal de not\u00edcias, voc\u00ea fez uma reflex\u00e3o sobre a experi\u00eancia de interpretar Tico Leonel em \u201cNo Rancho Fundo\u201d, que transita entre a com\u00e9dia e o drama. Como voc\u00ea acha que essa dualidade influencia o desenvolvimento da sua atua\u00e7\u00e3o e a conex\u00e3o com o p\u00fablico?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ALEXANDRE NERO: A dualidade com\u00e9dia e drama, para mim, deve existir em qualquer que seja o personagem \u2013 porque com\u00e9dia e drama coexistem na vida real, no cotidiano. Por mais tr\u00e1gica que uma situa\u00e7\u00e3o seja, ela tem um lado c\u00f4mico e vice-versa. Um exemplo \u00e9 quando acontece uma experi\u00eancia triste ou assustadora na nossa vida em determinado momento que, depois de alguns anos e observando aquilo \u00e0 dist\u00e2ncia, pode lhe arrancar algumas risadas. Entendo a dramaturgia assim. Com\u00e9dia e drama est\u00e3o sempre interligados. Claro que, dependendo da situa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea sublinha um pouco mais para um lado ou para o outro. No caso do Tico Leonel, a tinta tem sido mais forte no humor (digo &#8220;tem sido&#8221; porque&nbsp;em&nbsp;novela nunca sabemos o que o autor nos reserva pro futuro), mas ele tem momentos lindos no drama. J\u00e1 sobre a conex\u00e3o com o p\u00fablico, creio que o primeiro passo deve ser gostar do que se est\u00e1 fazendo. Eu amo fazer novela e adoro fazer teatro popular. E novela \u00e9 o que mais temos de popular no audiovisual. \u2018No Rancho Fundo\u2019,&nbsp;sem d\u00favida, dos trabalhos que fiz na&nbsp;TV, \u00e9 o que mais bebe no teatro popular inserido na teledramaturgia. Acredito que isso tenha feito com que as pessoas se identificassem rapidamente com a vida e o tom das personagens, e compreendido como um grande entretenimento com o mais alto requinte,&nbsp;sem parecer esnobe, sem querer mostrar eruditismo, onde h\u00e1 pessoas verdadeiramente se divertindo e se emocionando buscando fazer com que quem assista sinta o mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Algo curioso \u00e9 que Tico Leonel teve inspira\u00e7\u00e3o no personagem de George Clooney, do filme \u201cE A\u00ed, Meu Irm\u00e3o, Cad\u00ea Voc\u00ea?\u201d. Como voc\u00ea desenvolve essas quest\u00f5es f\u00edsicas e trejeitos? Voc\u00ea j\u00e1 comentou que, \u00e0s vezes, n\u00e3o \u00e9 intencional, mas acontece de maneira natural. Com o Tico, por ser ing\u00eanuo e at\u00e9 submisso aos mandos e desmandos de Zefa (Andrea Beltr\u00e3o), o que h\u00e1 de Nero no personagem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Todo personagem que eu fa\u00e7o h\u00e1 \u201cNero\u201d. N\u00e3o acredito em personagens em que n\u00e3o h\u00e1 o pr\u00f3prio ator, n\u00e3o estou me referindo apenas de forma f\u00edsica, mas mem\u00f3ria e estudo. \u00c9 sempre a pr\u00f3pria pessoa que est\u00e1 ali, em diversas personalidades, e uma, ou algumas delas, s\u00e3o destacadas, dependendo da situa\u00e7\u00e3o que lhe conv\u00e9m e quer a ampliar. Sobre a inspira\u00e7\u00e3o, a caracteriza\u00e7\u00e3o de George Clooney foi uma das ideias nesse filme que citou, sem d\u00favida, por causa do bigode. Mas ele, nesse trabalho, n\u00e3o perde a beleza, continua um homem altivo, bonito e n\u00e3o \u00e9 &#8220;derrubado&#8221; fisicamente, como Seu Tico, que anda encurvado, demonstra cansa\u00e7o pelo trabalho no campo de uma vida toda, e ainda com um timbre de voz estridente e desafinado. N\u00e3o h\u00e1&nbsp;sexy appeal&nbsp;que se sustente (risos). Penso que Seu Tico Leonel est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de um Mazzaropi, Carlitos ou Didi Moc\u00f3. Certa \u201cgra\u00e7a melanc\u00f3lica\u201d. N\u00e3o vejo o personagem como submisso, para mim ele \u00e9 respeitoso com Zefa Leonel. Acho que ele \u00e9 um homem que sabe que quem comanda aquela fam\u00edlia \u00e9 a esposa. N\u00e3o concordo com o submisso porque ele n\u00e3o acata ordens, ele discute, d\u00e1 opini\u00f5es, conselhos e v\u00e1rias vezes mudou os pensamentos da mulher. Mas ele \u00e9 um homem t\u00edmido, ing\u00eanuo e quieto. &nbsp;Isso nem sempre acontece de forma natural. A gente busca caminhos que achamos interessantes. Por exemplo, aquela voz aguda e um pouco anasalada do Seu Tico come\u00e7ou a aparecer nas leituras e a gente achou divertido. Em uma tentativa de fugir do comum, colocar uma tinta mais forte nos personagens ajuda a refor\u00e7ar a ideia dos arqu\u00e9tipos e que as pessoas identifiquem mais claramente quem era quem ali. A ideia do teatro popular \u00e9 um pouco essa em que voc\u00ea, \u00e0 primeira vista, j\u00e1 entende quem \u00e9 o mocinho, o vil\u00e3o, o tolo, a hero\u00edna e a\u00ed por diante. Eu queria voltar nessa ideia do submisso porque me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o essa pergunta. Quando o homem n\u00e3o \u00e9 o macho alfa da casa ele \u00e9 mesmo interpretado como submisso, voc\u00ea tem raz\u00e3o. Tenho sentido muito isso nos retornos das ruas. Ainda mais eu, que na maior parte das vezes, fiz personagens fortes e &#8220;mach\u00f5es&#8221;, isso somado ao estere\u00f3tipo do homem simples e nordestino que quase sempre \u00e9 tido como bruto, agressivo e tudo mais. Ent\u00e3o esse \u00e9 um arqu\u00e9tipo que o Mario [Teixeira] quis subverter no caso do Seu Tico, que \u00e9 o homem sens\u00edvel, delicado, que chora, o homem do afeto na casa. Enquanto a durona \u00e9 a Zefa Leonel. Isso faz com que as pessoas achem que Seu Tico \u00e9 um \u201cbanana\u201d. Eu leio o personagem de uma forma completamente diferente: eu n\u00e3o acho ele burro, est\u00e1 longe disso, \u00e9 um homem muito ing\u00eanuo \u2013 que \u00e9 uma coisa esquecida na nossa sociedade, afinal &#8220;o mundo \u00e9 dos espertos&#8221; \u2013 e muito delicado naquele universo, o que \u00e9 muito dif\u00edcil. E a\u00ed se torna esse homem, entre aspas, submisso. Queria destacar isso. Acho muito legal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Considerando a personalidade de Zefa como uma mulher sertaneja, inteligente, racional e fatalista, que n\u00e3o apenas \u00e9 o c\u00e9rebro da fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m defende seus argumentos com firmeza quando necess\u00e1rio, como voc\u00ea v\u00ea a representa\u00e7\u00e3o de mulheres fortes e assertivas em ambientes tradicionalmente masculinos contribuindo para o debate e avan\u00e7o do feminismo?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acho importante, fundamental. A novela \u00e9, sim, um ponto de discuss\u00e3o da sociedade para todos os assuntos que possamos debater, aprender e avan\u00e7ar. O protagonismo da mulher em novela tem vindo j\u00e1 h\u00e1 um bom tempo. Se existe uma coisa que tem tratado isso com seriedade \u00e9 a teledramaturgia \u2013 das novelas, especialmente \u2013, onde a mulher tem sido protagonista e tamb\u00e9m antagonista h\u00e1 um bocado de tempo. Isso \u00e9 bastante positivo e, sem d\u00favida, fortalece o debate.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o muitos os elogios ao seu personagem Tico. Enquanto ator, \u00e9 importante receber este reconhecimento porque, de certa forma, tem o seu trabalho reconhecido, ou n\u00e3o faz diferen\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Faz total diferen\u00e7a. Eu estou atuando para algu\u00e9m. Ou, no caso, para muitos &#8220;algu\u00e9ns&#8221;. Se as pessoas n\u00e3o est\u00e3o gostando, isso faz diferen\u00e7a. Amo fazer o que fa\u00e7o porque eu fa\u00e7o para as pessoas! Se elas n\u00e3o est\u00e3o gostando, algo n\u00e3o est\u00e1 acontecendo. Ent\u00e3o, o Seu Tico Leonel \u00e9, fato, um personagem de sucesso que h\u00e1 muitos anos eu n\u00e3o tinha, assim, t\u00e3o grande, t\u00e3o forte, e \u00e9 uma novela das seis. Desde o Comendador [novela \u2018Imp\u00e9rio\u2019, 2014] eu n\u00e3o tenho um retorno t\u00e3o grande nas ruas com as pessoas me chamando de Tico Leonel \u2013 guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es porque o Comendador n\u00e3o foi um sucesso, foi um fen\u00f4meno, um neg\u00f3cio completamente diferente de qualquer par\u00e2metro, que virou fantasia de Carnaval, um neg\u00f3cio surreal. Nas ruas, a maioria sempre me chamou de Comendador, de vez em quando me chamam de Romero R\u00f4mulo [\u2018A Regra do Jogo\u2019, 2015], Baltazar [\u2018Fina Estampa\u2019, 2011], um ou outro, aqui e ali, mas o Seu Tico Leonel, depois do Comendador, foi um dos primeiros em que eu sinto muito forte a alegria, as pessoas com o sorriso no rosto chegando at\u00e9 mim. E isso \u00e9 muito importante e recompensador. Eu estou muito feliz em fazer, muito feliz com tudo que est\u00e1 acontecendo no trabalho e com o retorno das pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Considerando a distin\u00e7\u00e3o de Hannah Arendt entre &#8220;trabalho&#8221;, associado \u00e0 sobreviv\u00eancia e ao que fazemos para comprar o p\u00e3o de cada dia, e &#8220;obra&#8221;, que tem a ver com construir e deixar um legado \u2013 mesmo que n\u00e3o seja not\u00e1vel, mas que fa\u00e7a sentido \u2013 como essa perspectiva pode influenciar a sua vis\u00e3o de carreira e escolhas profissionais no mundo contempor\u00e2neo?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para mim, isso tem a ver com privil\u00e9gio. Eu, que vim da \u201cescola da sobreviv\u00eancia\u201d, n\u00e3o tive a op\u00e7\u00e3o de escolher fazer m\u00fasica ou teatro apenas para deixar um legado. Precisava comer e morar, literalmente. E quando se est\u00e1 nesse lugar, voc\u00ea precisa trabalhar, n\u00e3o se escolhe trabalho. Que tipo de pe\u00e7a voc\u00ea vai fazer? A que aparecer. Hoje estou em um momento de privil\u00e9gio em que consigo ter um leque maior para escolhas profissionais. No meu caso, consegui vez ou outra conciliar &#8220;trabalho&#8221; com &#8220;obra&#8221;. Tive a sorte de nunca me faltar trabalho, mesmo que prec\u00e1rio. Desde o in\u00edcio, fazia os &#8220;trabalhos&#8221;, tocando em bares m\u00fasicas conhecidas do p\u00fablico e espet\u00e1culos populares para sobreviver, e, paralelo a isso, meu trabalho autoral, minha &#8220;obra&#8221; de compositor, que pouca gente escuta ou compra e pe\u00e7as alternativas, com dois ou tr\u00eas gatos-pingados na plateia, mas que foram, e s\u00e3o, de suma import\u00e2ncia para o exerc\u00edcio do artista. Eu acho que d\u00e1 para conciliar &#8220;trabalho&#8221;, aquilo que paga as contas, com aquele tijolinho que voc\u00ea coloca na sua &#8220;obra&#8221; pessoal, que \u00e9 aquilo que voc\u00ea tem como &#8220;seu&#8221;, autoral, e que n\u00e3o necessariamente precise contar com esse retorno financeiro ou resposta do p\u00fablico. D\u00e1 para combinar essas duas coisas, e ambas d\u00e3o pra sentir prazer. Eu sinto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_33992\" aria-describedby=\"caption-attachment-33992\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-scaled.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-33992 size-medium\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-210x300.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-210x300.jpg 210w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-717x1024.jpg 717w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-1076x1536.jpg 1076w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-1435x2048.jpg 1435w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/1-scaled.jpg 1793w\" sizes=\"(max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-33992\" class=\"wp-caption-text\">Nero comemora o sucesso de seu personagem em \u201cNo Rancho Fundo\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Levando em considera\u00e7\u00e3o alguns vil\u00f5es que marcaram a dramaturgia, como Marco Aur\u00e9lio (Vale Tudo), Felipe Barreto (O Dono do Mundo) e Hor\u00e1cio Cortez (Insensato Cora\u00e7\u00e3o), existe algum personagem que voc\u00ea gostaria de reviver na TV, j\u00e1 que estamos numa onda de remakes de novelas? Na verdade, eu perguntei sobre vil\u00f5es porque normalmente s\u00e3o os mais almejados, mas fique \u00e0 vontade para falar sobre outros de sua prefer\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os vil\u00f5es s\u00e3o sempre muito apetitosos porque eles podem tudo [risos]! E poder tudo, ou quase tudo, em um personagem \u00e9 uma del\u00edcia, uma divers\u00e3o, um deslumbre. \u00c9 experimentar a liberdade absoluta sem limites. Fazer&nbsp;remake&nbsp;\u00e9 sempre muito perigoso, porque as compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o inevit\u00e1veis, mas tamb\u00e9m \u00e9 muito desafiador, e que artista n\u00e3o gosta de ser desafiado? Inclusive, \u2018Vale Tudo\u2019 \u00e9 uma novela que marcou muito. Eu acho que a Odete Roitman \u00e9, sem d\u00favida, a personagem que assusta mais. Mas dos masculinos existem personagens que d\u00e3o mais medo de fazer e que me marcaram muito mais, como Sinhozinho Malta [\u2018Roque Santeiro\u2019, 1985], uma coisa brilhante do Seu Lima Duarte; o Sass\u00e1 Mutema [\u2018O Salvador da P\u00e1tria\u2019, 1989]; o Zeca Diabo [\u2018O Bem-Amado\u2019, 1973]. O que o Seu Lima Duarte fez na teledramaturgia \u00e9 um neg\u00f3cio sem precedentes! Se o Seu Lima Duarte fosse americano j\u00e1 tinha ganhado uns quatro Oscars. \u00c9 impressionante o que aquele homem \u00e9 de brilhante. Ent\u00e3o, eu acho que tem muitos&#8230; o Odorico Paragua\u00e7u [\u2018O Bem-Amado\u2019, 1973], do Paulo Gracindo, por exemplo. S\u00e3o personagens que eu adoraria fazer, mas eu n\u00e3o sei se eu teria coragem [risos], porque \u00e9 um neg\u00f3cio t\u00e3o gigantesco o que aqueles atores fizeram que d\u00e1 medo, aquilo ali d\u00e1 medo de fazer! S\u00e3o personagens e atores numa jun\u00e7\u00e3o at\u00f4mica!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Muitos artistas argumentam que a fama vem acompanhada tanto de vantagens quanto de desvantagens. Considerando essa dualidade, como avalia o impacto desses aspectos em sua vida pessoal e profissional? De que maneira voc\u00ea lida com os desafios e press\u00f5es que o sucesso imp\u00f5e?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fiz h\u00e1 uns anos um espet\u00e1culo que falava sobre \u201csucesso\u201d e \u201cfracasso\u201d, que \u00e9 algo bastante subjetivo e pessoal. Mas tratando de maneira mais popular o assunto, acredito ser importante diferenciar bruscamente fama de sucesso. Fama \u00e9 algo vazio e n\u00e3o necessariamente bom. Qualquer um pode ser famoso. Um assassino pode ficar famoso da noite pro dia. Sucesso n\u00e3o. Sucesso tem estofo e alicerce. Ningu\u00e9m tem sucesso de uma hora pra outra. Pra mim, especificamente por ser uma pessoa muito t\u00edmida e reclusa, o mais complicado sempre foi a mistura da vida pessoal com a profissional, a exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que \u00e9 inerente ao meu of\u00edcio. Gosto muito da frase do psicanalista ingl\u00eas Winnicot, que diz &#8220;Artistas s\u00e3o pessoas motivadas pela tens\u00e3o entre o desejo de se comunicar e o desejo de se esconder&#8221;. Entendo ser um paradoxo e \u00e9 assim que sou. Pra tudo tenho uma coragem vulc\u00e2nica, mas sempre atrelada a um receio herc\u00faleo, e vice-versa. Alguns anos obtendo algum sucesso e fama me fizeram dar muitos trope\u00e7os, e eles me ensinaram bastante. Meus filhos hoje s\u00e3o parte fundamental para me aterrar. N\u00e3o h\u00e1 fama que perdure quando um filho grita: \u201cPai, acabei, vem me limpar!?\u201d (risos), apesar de considerar isso definitivamente um grande sucesso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em 2022, voc\u00ea lan\u00e7ou \u201cQuarto, Su\u00edtes, Alguns C\u00f4modos e Outros Nem Tanto\u201d, com participa\u00e7\u00f5es de Milton Nascimento e Elza Soares. Qual o significado deste \u00e1lbum pra voc\u00ea, ainda mais ap\u00f3s a partida da Elza? E, para complementar, existe algum projeto musical para ser lan\u00e7ado nos pr\u00f3ximos meses ou anos?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00e1lbum \u00e9 daqueles&nbsp;projetos que entra no hall das &#8220;obras&#8221;. Daquelas coisas que fazemos para deixar o rastro. Obras autorais servem para quando as pessoas quiserem mesmo saber o que fiz artisticamente \u00e9 ali que ir\u00e3o achar. Troquei conte\u00fado de Instagram por um \u00e1lbum de m\u00fasica que ningu\u00e9m escuta (risos). Preferi assim! Milton, Elza e tamb\u00e9m Aldir Blanc, do qual tenho uma parceria no disco, \u00e9 tal qual a materializa\u00e7\u00e3o do sonho do menino agregado a um grande orgulho profissional. Estar ao lado de artistas de pot\u00eancia mundial e refer\u00eancia minha desde crian\u00e7a, assim como tem acontecido quase que diariamente ao fazer novelas, filmes, teatro, viver da arte h\u00e1 mais de 30 anos \u00e9 a concretude das dezenas de coisas que podemos listar como \u201csucesso\u201d.&nbsp;A m\u00fasica est\u00e1 sempre ligada a tudo que fa\u00e7o. N\u00e3o tenho nada exclusivamente pensada para ela, mas est\u00e1 e sempre estar\u00e1 em conex\u00e3o \u00e0 minha &#8220;obra&#8221;.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Neste momento, voc\u00ea est\u00e1 dedicado \u00e0 novela, mas ap\u00f3s sua finaliza\u00e7\u00e3o, planeja se envolver com algum projeto no cinema ou teatro? Ou a ideia \u00e9 descansar e curtir a fam\u00edlia em longas f\u00e9rias?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>F\u00e9rias sempre \u00e9 bom, mas como um bom ansioso, n\u00e3o pode durar muito que come\u00e7o a enlouquecer e endoidar quem est\u00e1 ao meu redor. Penso em descansar um pouco, mas logo j\u00e1 terei algo a fazer. At\u00e9 a data dessa entrevista nada confirmado ou em mente, mas logo, logo, arrumo &#8220;sarna pra me co\u00e7ar&#8221; (risos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>entrevista e texto: Ester Jacopetti<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>ENSAIO:<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fotos: Priscila Prade<\/strong><\/p>\n<p><strong>Styling: Karen Brusttolin<\/strong><\/p>\n<p><strong>Make: Rico Tavares<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista exclusiva para a Revista Regional, Alexandre Nero oferece um olhar \u00edntimo sobre a complexidade de seus pap\u00e9is e a autenticidade que busca em cada performance. 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