{"id":3031,"date":"2012-07-27T09:27:13","date_gmt":"2012-07-27T12:27:13","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=3031"},"modified":"2024-01-26T09:46:51","modified_gmt":"2024-01-26T12:46:51","slug":"alice-e-a-diversidade-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/07\/27\/alice-e-a-diversidade-brasileira\/","title":{"rendered":"Alice e a diversidade brasileira"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3060\" aria-describedby=\"caption-attachment-3060\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/No-Interior-doCeara2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3060\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3060\" title=\"\" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/No-Interior-doCeara2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/No-Interior-doCeara2.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/No-Interior-doCeara2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3060\" class=\"wp-caption-text\">A Kombi Alice em Canudos, no sert\u00e3o nordestino<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de um casal que decidiu se aventurar pelo interior do Brasil a bordo de \u201cAlice\u201d, uma Kombi home. Eles registraram o cotidiano e as mem\u00f3rias de pessoas simples, investigando seu modo de ser e de viver<\/em><\/p>\n<p>Era uma vez \u201cAlice\u201d, que viajou por um pa\u00eds fant\u00e1stico, encontrou criaturas especiais e viveu muitas aventuras. Ao contr\u00e1rio do que possa parecer, n\u00e3o estamos falando da personagem imortalizada por Lewis Carroll em suas obras. Contudo, assim como a garota que persegue o Coelho Branco e acaba caindo em sua toca \u2013 dando in\u00edcio a uma s\u00e9rie de descobertas \u2013 a protagonista desta reportagem tem l\u00e1 suas peculiaridades, que merecem ser ressaltadas.<\/p>\n<p>Com muitas hist\u00f3rias para contar, ela possui quatro rodas e \u00e9, ao mesmo tempo, sala, cozinha, quarto e banheiro. A esta altura, o leitor mais atento j\u00e1 deve ter percebido que nossa Alice n\u00e3o \u00e9 exatamente um ser humano, embora, n\u00e3o raras vezes, tenha sido tratada como um por seus \u201cpais\u201d. T\u00e3o pouco esteve no Pa\u00eds das Maravilhas, mas nem por isso a na\u00e7\u00e3o pela qual ela passeou deixa de merecer o t\u00edtulo de \u201cmaravilhosa\u201d \u2013 ao contr\u00e1rio \u2013 apesar de seus in\u00fameros contrastes e desigualdades.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por transportar o fotojornalista e documentarista Franco Hoff e a educadora e tamb\u00e9m fot\u00f3grafa In\u00eas Calixto, Alice, a Kombi home \u2013 assim batizada por seus antigos donos em homenagem a hero\u00edna infantil \u2013 percorreu 60 mil quil\u00f4metros em quase tr\u00eas anos: durante esse per\u00edodo 400 munic\u00edpios, provenientes de 21 Estados brasileiros, foram visitados. \u201cPor sermos apaixonados pelo Velho Chico, tra\u00e7amos a rota inicial da nascente do rio \u2013 na Serra da Canastra,em Minas Gerais\u2013 at\u00e9 sua foz em Alagoas \/ Sergipe, cujo percurso foi cumprido em sete meses\u201d, detalha Franco.<\/p>\n<p>O objetivo era registrar o cotidiano e as mem\u00f3rias de pessoas simples, investigando seu modo de ser e de viver, para, em seguida, promover a inser\u00e7\u00e3o cultural de comunidades do interior \u2013 incluindo-se a\u00ed faxinalenses, quilombolas, ind\u00edgenas e ribeirinhos, dentre outros \u2013 por meio da literatura, cinema e fotografia. Consequentemente, os destinos seguintes foram escolhidos com base em alguns crit\u00e9rios, destacando-se a ocorr\u00eancia de fatos hist\u00f3ricos, preserva\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es culturais, belezas naturais e o incentivo aos processos de produ\u00e7\u00e3o artesanais.<\/p>\n<p>Antes de realizar a \u00faltima parada da viagem, na Fazenda do Chocolate, em Itu, o casal esteve nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds. Do tradicional ponto tur\u00edstico \u2013 onde atenderam a uma equipe da Rede Globo \u2013 a principal lembran\u00e7a \u00e9 \u201co sabor delicioso da acolhida, com gosto de caf\u00e9 e chocolate. A fazenda \u00e9 linda. Recomendamos que seja visitada\u201d, declaram.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3036\" aria-describedby=\"caption-attachment-3036\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3036\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-3036\" title=\"Lavadeira - Velho Chico \u2013 MG\" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3036\" class=\"wp-caption-text\">Lavadeira &#8211; Velho Chico \u2013 MG<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Muito al\u00e9m da aventura<\/strong><\/p>\n<p>O projeto \u201cHist\u00f3rias de Alice\u201d, cuja motiva\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m da aventura, teve in\u00edcio em 2009. Em primeiro de dezembro daquele ano, Franco e In\u00eas \u2013 que j\u00e1 haviam se desligado de seus respectivos empregos \u2013 se viram obrigados a repensar o conceito de espa\u00e7o. Ele viveu o desprendimento antes de todos: chorou, ao deixar para tr\u00e1s uma por\u00e7\u00e3o de coisas, que seriam guardadas na mem\u00f3ria. Outras, o fot\u00f3grafo acondicionouem caixas. Sabiaque n\u00e3o poderia lev\u00e1-las, mas teria tempo para pensar no que fazer com elas.<\/p>\n<p>Para quem escolhe uma Kombi como seu novo lar, o espa\u00e7o \u00e9, de fato, a primeira e tamb\u00e9m a principal dificuldade. \u201cCabe aos viajantes carregar na bagagem apenas o essencial, al\u00e9m de ter \u2018bons olhos\u2019 para otimizar todos os espa\u00e7os internos do ve\u00edculo. Por outro lado, viver num ambiente t\u00e3o restrito tem l\u00e1 suas vantagens: uma delas \u00e9 a liberdade de estar onde se deseja, associada ao fato de que uma casa t\u00e3o pequena acaba por ter um quintal gigante, ora feito de mar, montanhas, rios, dunas ou florestas\u201d, pondera In\u00eas.<\/p>\n<p>Quem opta por esse estilo de vida precisa respeitar as diferen\u00e7as, bem como o espa\u00e7o do outro. A longa conviv\u00eancia a dois, em alguns momentos, pode beirar o insuport\u00e1vel, por\u00e9m os parceiros buscaram conhecer um ao outro e garantem que o aprendizado foi positivo: mesmo nas situa\u00e7\u00f5es-limite, o amor prevaleceu. O segredo para contornar as diverg\u00eancias, segundo nossos entrevistados, est\u00e1 na capacidade de ceder.<\/p>\n<p>A educadora lembra que, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, eles ficaram horas sem conversar. Nas discord\u00e2ncias graves, cada um se retirava para dentro de si mesmo. Depois de algum tempo, vinha um gesto de paz. \u201cFranco costumava soltar o volante e estender o bra\u00e7o em minha dire\u00e7\u00e3o, com a m\u00e3o aberta, esperando que eu o tocasse. Quando era eu quem o havia ferido, abaixado os \u00e2nimos, fazia a mesma coisa. S\u00f3 ent\u00e3o retom\u00e1vamos o assunto, tendo o cuidado de n\u00e3o acusar o outro\u201d.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o somente os conflitos marcaram a viagem. Al\u00e9m do apuro quando ocorriam desarranjos intestinais, In\u00eas diverte-se ao lembrar que o descuido com a apar\u00eancia \u2013 como s\u00f3 havia um espelho pequeno na Kombi, \u201cos cabelos ficavam mais tempo do que podiam ser ver cabeleireiros, a barba crescia\u201d \u2013 provocou um epis\u00f3dio inusitado. Certa vez, depois de se apresentarem \u00e0 Prefeitura, eles resolveram dar um passeio para fotografar uma tradicional cidade italiana, localizada na Serra Ga\u00facha. Devido ao cansa\u00e7o, rapidamente abortaram a ideia de transportar equipamentos grandes. Uma policial os abordou, pouco tempo depois, alegando que a popula\u00e7\u00e3o havia denunciado a presen\u00e7a de \u201celementos estranhos\u201d. \u00a0\u201cS\u00f3 ent\u00e3o n\u00f3s nos olhamos. E eu lhe disse: \u2018Amor, voc\u00ea est\u00e1 muito feio\u2019. Ele, imediatamente, respondeu: \u2018E, voc\u00ea, simplesmente assustadora\u2019! Demos muita risada da situa\u00e7\u00e3o, guardamos as c\u00e2meras e sa\u00edmos \u00e0 procura de um sal\u00e3o de beleza. Os dois primeiros n\u00e3o nos aceitaram; no terceiro, a cabeleireira foi mais generosa e fez barba, cabelo e bigode. Ficamos lindos\u201d, confessa, bem-humorada.<\/p>\n<p>E, finalmente, \u00e9 claro que tamb\u00e9m existiram situa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas, nas quais surgiu a vontade de jogar tudo para o alto e voltar para casa. Foi o que aconteceu quando o fot\u00f3grafo contraiu dengue, a educadora foi atropelada por uma moto ou ambos ficaram isolados por causa da enchente que inundou a cidade de S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, em 2010. Alice foi amarrada em quatro \u00e1rvores para n\u00e3o ser arrastada. Por outro lado, foram em momentos como estes que eles experimentaram a solidariedade: m\u00e3os quase desconhecidas se estenderam para ajud\u00e1-los.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3038\" aria-describedby=\"caption-attachment-3038\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/3.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3038\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3038 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/3.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/3.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3038\" class=\"wp-caption-text\">In\u00eas, Franco e Alice<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Lembran\u00e7as do Pa\u00eds da Em\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Tantas experi\u00eancias \u2013 algumas boas, outras nem tanto \u2013 serviram como pano de fundo para o contato com a popula\u00e7\u00e3o local. Em todos os locais pelos quais passaram, eles foram bem acolhidos e promoveram conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias para crian\u00e7as e oficinas de fotografia, cujo p\u00fablico-alvo, al\u00e9m dos pequenos, tamb\u00e9m era composto por jovens e adultos na melhor idade. \u201cS\u00e3o pessoas que pegaram numa c\u00e2mera pela primeira vez. O resultado \u00e9 uma colet\u00e2nea de imagens incr\u00edveis, que acendeu a luz do sonho no olhar e no cora\u00e7\u00e3o de cada um. Ouvir os gritos e gargalhadas enquanto projet\u00e1vamos as fotos no tel\u00e3o era algo inexplic\u00e1vel e bastante especial principalmente para n\u00f3s, pois t\u00ednhamos a oportunidade de oferecer algo a eles\u201d, assume Franco.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as lembran\u00e7as que eles guardam da viagem de Alice pelo \u201cPa\u00eds da Em\u00edlia\u201d \u2013 trocadilho que reverencia a boneca de pano criada por Monteiro Lobato. Para ambos, o maior aprendizado foi a capacidade de conviver com o diferente, como quando In\u00eas sentou-se a beira de um c\u00f3rrego barrento para lavar roupa, ou ent\u00e3o, durante a passagem da dupla por uma comunidade Xavante. No outro extremo, eles acreditam terem ajudado as pessoas com as quais conviveu a descobrirem o qu\u00e3o valiosa \u00e9 sua cultura, \u201cque h\u00e1 beleza na casa que consideram sem beleza, na vida que julgam simples demais\u201d.<\/p>\n<p>Cada canto do Brasil guarda uma peculiaridade, um charme, embora alguns tenham marcado de maneira especial: um deles \u00e9 Natividade, cidade hist\u00f3rica, tranquila e calorosa, localizadaem Tocantins.\u00a0 Descendoum pouco no mapa, chega-seem Matias Cardoso, Minas Gerais, um lugar com pouca infraestrutura, mas feito de uma gente linda, onde o tempo parece ter parado. \u201cA Igreja foi constru\u00edda no tempo das bandeiras que exploraram o rio S\u00e3o Francisco. Nesta terra de luz avermelhada, em postes que iluminam quase nada, as lendas do Nego d\u2019\u00e1gua e Saci Perer\u00ea permanecem vivas. Passam-se horas ouvindo causos. Outro lugar lindo de se conhecer \u00e9 Serra Pelada, na vila do garimpo. Uma experi\u00eancia fant\u00e1stica\u201d.<\/p>\n<p>Como ambos s\u00e3o apreciadores da arte da fotografia, Revista Regional pediu para que, \u201cmetaforicamente\u201d, eles constru\u00edssem um \u201cretrato\u201d do Brasil desbravado pela Alice. \u201cAo fundo, desfocado, o mais lindo p\u00f4r-do-sol, visto em todas as regi\u00f5es do Brasil, mas eu optaria pelo entardecer de Canudos. Na frente, em primeiro plano, homens, mulheres e crian\u00e7as; uns nos fornos de carv\u00e3o, outros nas casas de farinha, nos curtumes de couro, na pescaria, no mangue, na extra\u00e7\u00e3o de castanhas, pinh\u00e3o, cuidando e lutando pela preserva\u00e7\u00e3o da floresta de arauc\u00e1rias, dentro de \u00e1reas conhecidas como faxinais, quebrando coco baba\u00e7u, ralando coco da Bahia, lavando roupa e banhando-se em igarap\u00e9s\u201d, descreve Franco.<\/p>\n<p>In\u00eas prossegue com suas impress\u00f5es. \u201cParalelo a este Brasil, outro, onde h\u00e1 grandes latif\u00fandios, amplas \u00e1reas desmatadas, terras gigantes feitas de pasto para pouco gado, \u00e1reas imensas com s\u00f3 um tipo de produto agr\u00edcola, terra de um \u00fanico propriet\u00e1rio. Em cor negra, querendo que fossem apagadas, as chamin\u00e9s da corrup\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, que leva \u00e0 morte o futuro de um povo. Nas cidades, o desenvolvimento, a tecnologia, um pa\u00eds com cara e jeito de primeiro mundo, mas correndo pelas ruas, nas esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4, um povo apressado, acostumado a olhar e n\u00e3o enxergar, cuja sensibilidade adormeceu para n\u00e3o ver a dor\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3044\" aria-describedby=\"caption-attachment-3044\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/41.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3044\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3044 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/41.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/41.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/41-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3044\" class=\"wp-caption-text\">Vale do Jequitinhonha &#8211; em foto Franco Hoff<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 o fim<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um grande equ\u00edvoco acreditar que o encerramento da viagem \u00e9 tamb\u00e9m o ponto final desta hist\u00f3ria. Ao contr\u00e1rio, ela est\u00e1 apenas come\u00e7ando.\u00a0 De volta a S\u00e3o Paulo desde maio, Franco e In\u00eas agora se dedicam a captar recursos, para que seus projetos \u2013 j\u00e1 aprovados pela Lei Rouanet \u2013 possam sair do papel. Embora com propostas diferentes, todos eles t\u00eam, em comum, o objetivo de retornar, de um modo ou de outro, para os lugares de onde o casal buscou imagens, hist\u00f3rias e encontros.<\/p>\n<p>O primeiro deles \u00e9 a \u201cCaixa-Kombi\u201d, composta por tr\u00eas obras \u2013 \u201cDi\u00e1rios de uma Kombi\u201d, \u201cUm Brasil de causos, contos e encantos\u201d e \u201cPelo Retrovisor\u201d \u2013 destinadas ao p\u00fablico infanto-juvenil. Paralelamente, eles pretendem lan\u00e7ar \u201cBrasil de dentro, a vida que poucos v\u00eaem\u201d, um livro de fotografias voltado ao p\u00fablico adulto. Este tamb\u00e9m \u00e9 o nome da exposi\u00e7\u00e3o, aberta desde o \u00faltimo dia 26 de junho, na \u201c\u00cdm\u00e3 Foto Galeria\u201d, localizada na Vila Madalena, na capital paulista.<\/p>\n<p>Assim que os livros estiverem finalizados, eles pensam em, mais uma vez, cair na estrada. \u201cGostar\u00edamos de chegar aos lugares onde a Alice n\u00e3o nos pode levar, lugares que s\u00f3 s\u00e3o acess\u00edveis a barcos e carros tracionados\u201d, planejam. Isso significa que, no livro da vida, h\u00e1 p\u00e1ginas que permanecemem branco. Muitashist\u00f3rias deliciosas, outras dram\u00e1ticas, ainda ser\u00e3o contadas, pois finais felizes s\u00f3 existem nos contos de fadas. Na vida real, tudo sempre recome\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p><strong>LINK:<\/strong><\/p>\n<p>site: <a href=\"http:\/\/www.historiasdealice.com.br\/\">www.historiasdealice.com.br<\/a><\/p>\n<p>twitter: <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/sigaalice\">www.twitter.com\/sigaalice<\/a><\/p>\n<p>youtube: <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/historiasdealice\">www.youtube.com\/historiasdealice<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>texto Piero Verg\u00edlio<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>fotos Franco Hoff e In\u00eas Calixto<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VEJA ABAIXO GALERIA COM AS FOTOS DA AVENTURA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\nngg_shortcode_0_placeholder\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de um casal que decidiu se aventurar pelo interior do Brasil a bordo de \u201cAlice\u201d, uma Kombi home. 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