{"id":28020,"date":"2022-07-22T13:29:58","date_gmt":"2022-07-22T16:29:58","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=28020"},"modified":"2024-01-26T11:03:22","modified_gmt":"2024-01-26T14:03:22","slug":"sp-sedia-37a-edicao-do-panorama-da-arte-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2022\/07\/22\/sp-sedia-37a-edicao-do-panorama-da-arte-brasileira\/","title":{"rendered":"SP sedia 37\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Panorama da Arte Brasileira"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Evento no MAM S\u00e3o Paulo, sob o t\u00edtulo \u201cSob as cinzas, brasa\u201d, ter\u00e1 obras in\u00e9ditas, com programa\u00e7\u00e3o c<\/em><\/strong><strong><em>omposta por 26 artistas, a partir deste s\u00e1bado, 23 de julho<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_28021\" aria-describedby=\"caption-attachment-28021\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-28021\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/52186921319_ee931f5c0c_o-300x236.png\" alt=\"\" width=\"609\" height=\"479\" data-id=\"28021\"><figcaption id=\"caption-attachment-28021\" class=\"wp-caption-text\">Meio monumento, 2022 | Giselle Beiguelman S\u00e3o Paulo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Sob as cinzas, brasa&#8221; \u00e9 o t\u00edtulo e conceito proposto pelos curadores&nbsp; Claudinei Roberto da Silva, Vanessa Davidson, Cristiana Tejo e Cau\u00ea Alves para a 37\u00ba edi\u00e7\u00e3o do Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, que tem in\u00edcio neste s\u00e1bado, 23 de julho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A curadoria levanta solu\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que refletem sobre o enfrentamento do cen\u00e1rio de emerg\u00eancia das pautas sociais e ambientais no Brasil, se comprometendo com a promo\u00e7\u00e3o de igualdade \u00e9tnica, de g\u00eanero e classe. Composta por 26 artistas, a edi\u00e7\u00e3o deste ano traz um n\u00famero significativo de obras in\u00e9ditas e comissionadas, voltadas \u00e0 diversidade e pluralidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, mas que ao mesmo tempo dialogam e criam aproxima\u00e7\u00f5es entre si.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para os curadores do 37\u00ba edi\u00e7\u00e3o do Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo: \u201cA experi\u00eancia com a arte pode retomar nossa capacidade de projetar o futuro, de imaginar utopias, j\u00e1 que estamos no meio da cat\u00e1strofe tentando apagar inc\u00eandios \u2013 e incendiando s\u00edmbolos coloniais. Para algumas sociedades arcaicas, o futuro est\u00e1 justamente no passado, na rela\u00e7\u00e3o com os ancestrais, ou seja, distante da vis\u00e3o vanguardista moderna de estar \u00e0 frente do pr\u00f3prio tempo. Enquanto as brasas queimam sob as cinzas, diversos artistas recontam hist\u00f3rias, prop\u00f5em di\u00e1logos a partir de suas pr\u00f3prias viv\u00eancias, de suas origens, repert\u00f3rios, da terra, do barro, da borracha, do desenho, de objetos cotidianos, da tinta e da tela, do v\u00eddeo, de narrativas, de hist\u00f3rias, da arte, de mapas, de bandeiras, de monumentos e de corpos\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 refletir sobre a simbologia da brasa como resili\u00eancia, instigando as formas de renascimentos que refletem sobre a constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica ancestral e atual. As instala\u00e7\u00f5es, fotografias, pinturas, v\u00eddeos e esculturas expostas s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas que prop\u00f5em enfrentar os desafios das rela\u00e7\u00f5es humanas, sociais, pol\u00edticas e geogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para contemplar esta edi\u00e7\u00e3o, o Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo buscou expandir suas fronteiras, utilizando como parte do circuito de obras o espa\u00e7o do Jardim das Esculturas, com obra de Jaime Lauriano, e firmando parceria com o Museu Afro Brasil, que recebe as obras dos artistas Davi de Jesus do Nascimento e L\u00eddia Lisboa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o educativa inclui ativa\u00e7\u00f5es nas obras, conversas com artistas, visitas mediadas e oficinas, durante os seis meses de Panorama, ficando a cargo do MAM Educativo, que convida o p\u00fablico a participar de discuss\u00f5es sobre patrim\u00f4nio, hist\u00f3ria e territ\u00f3rio na obra de Giselle Beiguelman, mostra de filmes curada pela dupla de artistas RODRIGUEZREMOR, oficina de constru\u00e7\u00e3o de uma Japamala de cer\u00e2mica, entre outras atividades. Algumas iniciativas j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis para consulta no site do museu: mam.org.br\/agenda .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em &#8220;Sob as cinzas, brasa&#8221;, diversos artistas discutem s\u00edmbolos nacionais, territ\u00f3rio, cartografia e trazem refer\u00eancia ao centen\u00e1rio da independ\u00eancia, semana de 22 e identidade nacional. Gustavo Torrezan reflete sobre as estruturas de poder que configuram historicamente as organiza\u00e7\u00f5es coletivas, bem como suas constitui\u00e7\u00f5es culturais e identit\u00e1rias. Para o Panorama, o artista traz obras que abordam a ideia da bandeira nacional e a rela\u00e7\u00e3o com o carv\u00e3o, resultado do fim da brasa. Jaime Lauriano convoca a examinar as estruturas de poder contidas na produ\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, evidenciando as violentas rela\u00e7\u00f5es mantidas entre institui\u00e7\u00f5es de poder e controle do Estado. No Panorama,&nbsp;o artista apresenta pinturas in\u00e9ditas e instala\u00e7\u00e3o com mudas de pau-brasil distribu\u00eddas no Jardim de Esculturas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ana Mazzei tamb\u00e9m parte de pesquisa sobre momentos hist\u00f3ricos e suas representa\u00e7\u00f5es na hist\u00f3ria da arte, construindo estruturas que, a partir da intera\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, reposicionam esses s\u00edmbolos de poder. Marina Camargo exp\u00f5e um mapa da Am\u00e9rica Latina feito de borracha, explorando a no\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds male\u00e1vel, esgar\u00e7ado, flexionado para v\u00e1rios lados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com a terra e o solo \u00e9 uma tem\u00e1tica abordada por v\u00e1rios artistas presentes na exposi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de Celeida Tostes, artista j\u00e1 falecida que trabalhou o uso do barro na explora\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos arquet\u00edpicos, relacionados ao feminino e \u00e0 fertilidade. Bel Falleiros parte da simbologia da natureza explorada para compreender como as paisagens constru\u00eddas contempor\u00e2neas representam as diversas camadas de presen\u00e7a que constituem um lugar. L\u00eddia Lisboa trabalha com escultura \u2013 sobretudo em argila \u2013 gravura, pintura, costura e croch\u00ea. Para o Panorama, ela traz os seus cupinzeiros na Sala de Vidro do MAM e tamb\u00e9m no hall do Museu Afro Brasil, evocando&nbsp; a simbologia amb\u00edgua do cupim, que \u00e9 a primeira vida a brotar em uma terra devastada, mas que ao mesmo tempo tamb\u00e9m a destr\u00f3i.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dupla RODRIGUEZREMOR interroga fronteiras impostas vis\u00edveis e invis\u00edveis, como a separa\u00e7\u00e3o de natureza e cultura, de arte contempor\u00e2nea e arte popular, de arquitetura, tecnologia. Na mostra, debru\u00e7am-se sobre o fazer com o barro e apresentam o processo de Dona Dagmar, ceramista do sert\u00e3o da Bahia, como tamb\u00e9m convidam o p\u00fablico a participar da constru\u00e7\u00e3o de outra obra em cer\u00e2mica, por meio do programa MAM Educativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Laryssa Machada constr\u00f3i imagens enquanto evoca\u00e7\u00f5es de descoloniza\u00e7\u00e3o e novas narrativas de presente\/futuro com est\u00e9tica afro futurista e dimens\u00e3o ritual\u00edstica. Xadalu, artista que tamb\u00e9m \u00e9 integrante da edi\u00e7\u00e3o atual do Clube de Colecionadores do MAM&nbsp;traz quatro pinturas in\u00e9ditas que contam narrativas de cosmologias da hist\u00f3ria guarani. Camila Sposati apresenta instala\u00e7\u00e3o que evoca a dimens\u00e3o sonora ao exibir instrumentos feitos em barro. Davi de Jesus do Nascimento parte de sua pesquisa acerca da ancestralidade ribeirinha para apresentar um conjunto de obras in\u00e9ditas, com desenhos no MAM e uma instala\u00e7\u00e3o no Museu Afro Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tad\u00e1sk\u00eda prop\u00f5e desenhos abstratos em grande escala e outros menores, que evocam uma ludicidade pr\u00f3pria \u00e0 sensibilidade tropicalista onde a simbologia do fogo e de entidades de matriz africana tem um espa\u00e7o especialmente destacado pela artista.&nbsp;Maria Laet produz obras com a terra e o barro. Para o Panorama, apresenta registros&nbsp; de uma a\u00e7\u00e3o vinculada ao solo e tamb\u00e9m esculturas in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Patrim\u00f4nio, monumento e arquitetura tamb\u00e9m s\u00e3o temas explorados pelas produ\u00e7\u00f5es dos artistas de &#8220;Sob as cinzas, brasa&#8221;. \u00c9rica Ferrari produz instala\u00e7\u00f5es a partir de pesquisa em torno das rela\u00e7\u00f5es entre arquitetura, espa\u00e7o e hist\u00f3ria do pr\u00f3prio Parque Ibirapuera, investigando a mem\u00f3ria dos gestos cravados na hist\u00f3ria. Giselle Beiguelman pesquisa as est\u00e9ticas da mem\u00f3ria na atualidade, com \u00eanfase nas pol\u00edticas de esquecimento, e os processos de atualiza\u00e7\u00e3o do colonialismo pelas tecnologias digitais. Sua obra no Panorama atua como uma arena que abrigar\u00e1 encontros de discuss\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e patrim\u00f4nio dos monumentos colonialistas. La\u00eds Myrrha produz obras com fragmentos e estruturas arquitet\u00f4nicas. Para o Panorama, a artista traz obra que investiga a pr\u00f3pria arquitetura da Marquise do Parque Ibirapuera, projetada por Oscar Niemeyer e que abriga o MAM.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eneida e Tracy Collins (LAZYGOATWORKS) pesquisam a hist\u00f3ria e est\u00e9tica africana e afro-brasileira e apresentam a v\u00eddeo-instala\u00e7\u00e3o \u201cEu n\u00e3o sou daqui\u201d onde questionam o colonialismo e suas pr\u00e1ticas pseudocient\u00edficas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alguns artistas ainda investigam o que os curadores chamam de voc\u00e1bulos caboclos, como Andr\u00e9 Ricardo e S\u00e9rgio Lucena, que apresentam pinturas abstratas com elementos que remetem \u00e0 matriz afro-brasileira. Luiz 83 traz elementos da cultura da arte de rua, reelabora a maneira dessa sensibilidade certa ideia de construtivismo sedimentada pelo c\u00e2none, ao expor esculturas que tridimensionalizam a \u201ctag\u201d, assinatura gr\u00e1fica urbana. \u00c9der Oliveira desenvolve sua investiga\u00e7\u00e3o art\u00edstica na rela\u00e7\u00e3o entre os temas retrato e identidade, com foco no indiv\u00edduo amaz\u00f4nico. Traz ao Panorama pinturas que afirmam a identidade cabocla e o corpo negro. Marcelo D\u2019Salete&nbsp; revitaliza o desenho e resgata a hist\u00f3ria pret\u00e9rita dos afro-brasileiros a partir dos quadrinhos que ele eleva ao incorporar neles o universo da arte de rua, picha\u00e7\u00e3o e cultura pop. N\u00f4 Martins articula as linguagens da pintura, instalac\u0327\u00e3o e performances, por meio das relac\u0327o\u0303es interpessoais cotidianas, principalmente a conviv\u00eancia da populac\u0327\u00e3o negra no cotidiano urbano. Traz a instala\u00e7\u00e3o &#8220;Danger&#8221; que levanta discuss\u00e3o sobre a viol\u00eancia do Estado a partir das suas pol\u00edcias, al\u00e9m de pinturas comissionadas especialmente para o Projeto Parede.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sidney Amaral aborda temas \u00e9tnico-raciais, incluindo a condi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra e, em particular, do homem negro no Brasil. Falecido prematuramente (2014), o artista reflete em suas obras o racismo estrutural brasileiro e suas consequ\u00eancias na hist\u00f3ria.&nbsp;Glauco Rodrigues, artista falecido em 2004 que trabalhou o &#8220;tropicalismo cr\u00edtico&#8221;, estar\u00e1 representado no Panorama com uma pintura que investiga a identidade nacional a partir da apropria\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos nacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MAIS: 37\u00ba Panorama da Arte Brasileira<\/strong><\/p>\n<p><em>Per\u00edodo expositivo: De 23 de julho 2022 a 15 de janeiro de 2023<\/em><br \/>\n<em>Local: Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Endere\u00e7o: Parque Ibirapuera (Av. Pedro \u00c1lvares Cabral, s\/n\u00ba &#8211; Port\u00f5es 1 e 3). Hor\u00e1rios: ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 18h (com a \u00faltima entrada \u00e0s 17h30)<\/em><\/p>\n<p><em>Telefone: (11) 5085-1300<\/em><\/p>\n<p><em>Ingresso: R$25,00. Gratuidade aos domingos. Agendamento pr\u00e9vio necess\u00e1rio. Ingressos ser\u00e3o disponibilizados online em <a href=\"http:\/\/www.mam.org.br\/ingresso\">www.mam.org.br\/ingresso<\/a> Meia-entrada para estudantes, com identifica\u00e7\u00e3o; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crian\u00e7as menores de 10 anos; pessoas com defici\u00eancia e acompanhante; professores e diretores da rede p\u00fablica estadual e municipal de SP, com identifica\u00e7\u00e3o; s\u00f3cios e alunos do MAM; funcion\u00e1rios das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identifica\u00e7\u00e3o; funcion\u00e1rios da SPTuris e funcion\u00e1rios da Secretaria Municipal de Cultura.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento no MAM S\u00e3o Paulo, sob o t\u00edtulo \u201cSob as cinzas, brasa\u201d, ter\u00e1 obras in\u00e9ditas, com programa\u00e7\u00e3o composta por 26 artistas, a partir deste s\u00e1bado, 23 de julho &#8220;Sob as cinzas, brasa&#8221; \u00e9 o t\u00edtulo e conceito proposto pelos curadores&nbsp; Claudinei Roberto da Silva, Vanessa Davidson, Cristiana Tejo e Cau\u00ea Alves para a 37\u00ba edi\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28021,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[4,449],"tags":[533],"class_list":["post-28020","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-destaque-lateral","tag-cultura"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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