{"id":24934,"date":"2021-03-23T11:40:50","date_gmt":"2021-03-23T14:40:50","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=24934"},"modified":"2024-01-26T11:38:08","modified_gmt":"2024-01-26T14:38:08","slug":"claudia-raia-em-entrevista-exclusiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2021\/03\/23\/claudia-raia-em-entrevista-exclusiva\/","title":{"rendered":"Claudia Raia em entrevista exclusiva"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_24935\" aria-describedby=\"caption-attachment-24935\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24935 \" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-240x300.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"438\" data-id=\"24935\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-240x300.jpg 240w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-819x1024.jpg 819w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-1229x1536.jpg 1229w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-1638x2048.jpg 1638w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-120x150.jpg 120w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_2930-scaled.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24935\" class=\"wp-caption-text\">Claudia Raia em ensaio especial<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Com o mesmo charme de sempre, a diva Claudia Raia est\u00e1 mais vigorosa do que nunca: \u201cSou uma capricorniana focada, que ama trabalhar, realizar sonhos. Isso \u00e9 o que me move\u201d; Na edi\u00e7\u00e3o especial de 18 anos da REGIONAL, a atriz, considerada uma das mais talentosas de sua gera\u00e7\u00e3o, volta \u00e0 revista numa entrevista exclusiva<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ao dar in\u00edcio a este texto, sinto uma euforia, afinal, entrevistar uma das maiores atrizes do Brasil requer uma dose de conhecimento a seu respeito. E meus encontros com ela, que j\u00e1 aconteceram diversas vezes ao longo de meus 13 anos de jornalismo, cresceu em mim a admira\u00e7\u00e3o por uma mulher que \u00e9 completamente apaixonada pelo que faz. \u00c9 nesta sintonia que ela acaba de lan\u00e7ar um livro de mem\u00f3rias, o \u201cSempre raia um novo dia\u201d e uma fotobiografia, \u201cRaia\u201d, que reconta sua vida e carreira em imagens. O talento, a dedica\u00e7\u00e3o, o perfeccionismo e o comprometimento com a arte fizeram desta atriz um dos nomes mais relevantes da atualidade. E este consenso existe em todas as esferas. Claudia Raia nasceu para dominar as coxias, o palco e a plateia. Uma atriz para ser admirada e aplaudida por tudo o que construiu, especialmente no teatro musical. Nesta entrevista exclusiva \u00e0 REVISTA REGIONAL especial de 18 anos, Claudia relembra com gra\u00e7a o in\u00edcio da carreira, fala sobre feminismo e pol\u00edtica, fam\u00edlia e filhos, idade e projetos, assuntos extremamente relevantes e atuais. E para matar a saudade, os f\u00e3s da atriz tamb\u00e9m poder\u00e3o prestigi\u00e1-la na reapresenta\u00e7\u00e3o da novela \u201cTi Ti Ti\u201d (2010\/2011), que ir\u00e1 substituir \u201cLa\u00e7os de Fam\u00edlia\u201d na sess\u00e3o Vale a Pena Ver de Novo, da TV Globo. No remake da obra cl\u00e1ssica de Cassiano Gabus Mendes, Claudia interpreta a inesquec\u00edvel Jaqueline Maldonado, uma das personagens mais lembradas pelos noveleiros de plant\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: S\u00f3 na TV s\u00e3o 35 anos, ou seja, voc\u00ea acompanhou e participou da evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 da dramaturgia, na quest\u00e3o lingu\u00edstica, mas tecnol\u00f3gica, como ajudou a construir uma identidade nacional. Como foi acompanhar essas transforma\u00e7\u00f5es e como foi se adaptar a essas mudan\u00e7as ao longo dos anos?<\/strong><\/p>\n<p>CLAUDIA RAIA: Foi uma coisa org\u00e2nica para mim. Eu n\u00e3o sou uma pessoa apegada a um jeito de fazer as coisas. Acho que a gente tem v\u00e1rios caminhos para chegar ao mesmo resultado, temos que ter esse jogo de cintura, amor, essa adaptabilidade. E assim pisquei e cheguei at\u00e9 aqui. Juro, parece que foi ontem (risos). Al\u00e9m de acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, eu tive o privil\u00e9gio de trabalhar com v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de grandes artistas, que influenciaram diretamente no meu trabalho. Nomes como Paulo Autran, Irene Ravache, Eva Wilma e T\u00f4nia Carrero, que fizeram &#8220;Sassaricando&#8221; e estou podendo rever tudo isso no Viva (canal a cabo); Fernanda Montenegro; J\u00f4 Soares, que foi meu amor, me levou para a TV, me ensinou muito, como conto no meu livro de mem\u00f3rias &#8220;Sempre raia um novo dia&#8221;. Todo o elenco do \u201cTV Pirata\u201d (humor\u00edstico dos anos 1980), Fernandinha Torres, minhas filhotas da fic\u00e7\u00e3o&#8230; Nossa, \u00e9 tanta gente incr\u00edvel, que nem sei dizer. Essa troca entre gera\u00e7\u00f5es me enriquece muito.<\/p>\n<p><strong>No cen\u00e1rio art\u00edstico, tivemos mulheres incr\u00edveis, como T\u00f4nia Carrero, Laura Cardoso, Mar\u00edlia P\u00eara, Fernanda Montenegro, entre tantas outras. Como \u00e9 fazer hist\u00f3rias, assim como todas essas atrizes no cen\u00e1rio art\u00edstico brasileiro? Mexe com o seu ego ter alcan\u00e7ado tamanho reconhecimento?<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sou uma pessoa apegada \u00e0 fama, ao sucesso. Eu fico feliz com o reconhecimento do meu trabalho. Mas fama nunca foi algo que eu persegui. Foi uma consequ\u00eancia. Isso \u00e9 muito claro para mim. Por exemplo, as pessoas falam muito da quest\u00e3o da diva, que sou diva&#8230; Eu n\u00e3o levo isso a s\u00e9rio, amor. Mesmo. Eu brinco com isso. Gosto de brincar, de me montar, de criar. Mas jamais levo isso a s\u00e9rio, sabe?! E acho que tem que ser assim, ou a gente pode acabar perdendo de vista o que \u00e9 importante, que s\u00e3o as hist\u00f3rias que a gente conta, os personagens que a gente cria, as pe\u00e7as de teatro que a gente levanta e faz&#8230; Isso \u00e9 o que realmente me interessa. A fama e o sucesso s\u00e3o uma consequ\u00eancia disso, \u00e9 algo que vem junto, mas que n\u00e3o sobe \u00e0 minha cabe\u00e7a. Sou uma capricorniana focada, que ama trabalhar, realizar sonhos. Isso \u00e9 o que me move!<\/p>\n<p><strong>Hoje h\u00e1 v\u00e1rias vertentes do movimento feminista: liberal, radical, marxista, negro, ecofeminismo, interseccional&#8230; Em que momento voc\u00ea se descobriu feminista e como voc\u00ea se posiciona em rela\u00e7\u00e3o a essas vertentes?<\/strong><\/p>\n<p>Desde sempre eu sou feminista. Fui criada numa casa por outras tr\u00eas mulheres: minha av\u00f3 Ernestina, minha m\u00e3e Odette, e minha irm\u00e3 Olenka. Minha m\u00e3e sempre foi uma mulher forte, empoderada, empreendedora, que sempre me incentivou a correr atr\u00e1s dos meus sonhos, a n\u00e3o ficar esperando as coisas ca\u00edrem no meu colo. Ela n\u00e3o s\u00f3 abriu a gaiola, como me deu asas para eu voar. E foi com esse exemplo forte que eu cresci. N\u00e3o tinha como ser diferente. Acredito na igualdade entre mulheres e homens, acredito em toda nossa pot\u00eancia enquanto mulheres. E, mais ainda, sei que as mulheres 50+ est\u00e3o a\u00ed para revolucionar tudo. A quest\u00e3o da idade ainda \u00e9 um tabu, e eu n\u00e3o consigo entender isso. Idade \u00e9 apenas um n\u00famero. Eu estou com 54 anos e na melhor fase da minha vida. Quero falar sobre minhas mudan\u00e7as, minhas transforma\u00e7\u00f5es, sobre menopausa, sobre maternidade, sobre empreendedorismo&#8230; Nossa, tem tanta coisa que eu ainda quero realizar, e a sociedade olha para mulheres como eu, v\u00ea um n\u00famero e quer me dizer que j\u00e1 n\u00e3o tem nada para fazer. S\u00f3 digo uma coisa: n\u00e3o aceito isso! Jamais. Vou continuar falando sobre temas relevantes, vivendo a minha vida da melhor maneira, amando e sendo amada, trabalhando com muito amor e realizando tudo o que eu desejo. E quero dizer para as mulheres ageless &#8211; sem idade &#8211; como eu que n\u00e3o se sintam intimidadas com os r\u00f3tulos. Estamos nessa vida para melhorar e ajudar a sociedade a melhorar e evoluir tamb\u00e9m. Estamos na nossa pot\u00eancia m\u00e1xima!<\/p>\n<p><strong>Ali\u00e1s, recentemente voc\u00ea parabenizou sua filha Sophia por completar 18 anos, voc\u00ea diz que sente orgulho por ela ter se tornado uma mulher empoderada, forte e feminista. Mas como voc\u00ea se sente ao ter feito parte dessa constru\u00e7\u00e3o, da \u00e9tica e da moral de um ser humano?<\/strong><\/p>\n<p>Enche-me de orgulho ver tanto Enzo (filho) quanto Sophia hoje, duas pessoas que respeitam o pr\u00f3ximo, que se preocupam com o outro, que querem mudar o mundo. Eu sou uma m\u00e3e muito coruja, acho muito bonitinho que eles olham al\u00e9m deles e da realidade deles. As mudan\u00e7as que a gente quer ver no mundo come\u00e7am na gente tamb\u00e9m, na maneira como olhamos o mundo e como se colocamos para mud\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Durante a pandemia, o Enzo, atrav\u00e9s do instituto Dadivar, conseguiu arrecadar 1,5 milh\u00e3o de pratos de comida. Voc\u00ea diria que sua miss\u00e3o como m\u00e3e foi cumprida? At\u00e9 que ponto a sua cria\u00e7\u00e3o, sua conviv\u00eancia com a fam\u00edlia, amigos e trabalhos influenciaram na maneira como voc\u00ea criou os seus filhos?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que a miss\u00e3o da m\u00e3e est\u00e1 sempre se atualizando (risos). Mas vendo meus filhos hoje fico muito feliz pelos caminhos que tanto eu quanto o Edson (Celulari, pai) escolhemos para cri\u00e1-los. Minha m\u00e3e foi uma pessoa que influenciou muito a minha maneira de exercer a maternidade, sem d\u00favida. Ela foi a minha grande refer\u00eancia tamb\u00e9m nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Claudia, a gente sabe do seu envolvimento com a cultura e da import\u00e2ncia que ela tem para o pa\u00eds, mas, infelizmente, a Cinemateca, por exemplo, est\u00e1 sendo sucateada, a institui\u00e7\u00e3o sobreviveu \u00e0 ditadura militar, mas diante do que vem acontecendo, voc\u00ea acredita que ainda \u00e9 poss\u00edvel enxergar uma luz no fim do t\u00fanel?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que a gente vai l\u00e1 e coloca um poste se n\u00e3o est\u00e1 vendo a luz no fim do t\u00fanel. Arte e cultura s\u00e3o muito importantes, n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o disso de maneira nenhuma. Na pandemia, ficou ainda mais clara a import\u00e2ncia da arte e da cultura. Eu acredito sempre nesses dois pilares. Incentiv\u00e1-los \u00e9 uma maneira de incentivar a nossa identidade enquanto brasileiros, \u00e9 exaltar a nossa for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>E por falar em governo, em 1989 voc\u00ea sofreu quando apoiou o Fernando Collor para presidente. Ali\u00e1s, essa \u00e9 uma das men\u00e7\u00f5es do seu livro, hoje o Brasil vive uma polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Voc\u00ea assumiu uma posi\u00e7\u00e3o em falar a verdade, mas hoje arriscaria um posicionamento pol\u00edtico?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que depende muito da situa\u00e7\u00e3o. Se eu tivesse muita seguran\u00e7a e certeza, n\u00e3o vejo problema. Acho que, como cidad\u00e3, tenho todo direito de me manifestar. Mas sei tamb\u00e9m que por ser uma pessoa p\u00fablica o que eu falo tem uma repercuss\u00e3o grande, influencia as pessoas. Sou muito respons\u00e1vel quanto a isso.<\/p>\n<p><strong>Essa pergunta complementa a anterior, por falar sobre v\u00e1rios assuntos, ainda que sejam pol\u00eamicos, mas j\u00e1 aconteceu de voc\u00ea abordar algum tema recentemente e ter se arrependido ou at\u00e9 mudado de opini\u00e3o? Afinal, estamos em constante evolu\u00e7\u00e3o e aprendendo com os erros.<\/strong><\/p>\n<p>Acho que na vida isso acontece. O que \u00e9 natural porque como voc\u00ea mesma disse, estamos sempre em evolu\u00e7\u00e3o. A gente muda, melhora, volta atr\u00e1s e segue em frente. N\u00e3o fico me prendendo ao que deu errado, por exemplo. Tudo \u00e9 aprendizado.<\/p>\n<p><strong>Quando as pessoas falam: \u201cO que essa pandemia veio mostrar\u201d, voc\u00ea n\u00e3o tem a sensa\u00e7\u00e3o de que falta empatia porque afinal s\u00e3o mais de 230 mil vidas perdidas, pais, filhos, netos, av\u00f4s, primos, tios&#8230; Ou voc\u00ea acredita que \u00e9 poss\u00edvel aprender com a morte, por mais dolorosa que ela seja?<\/strong><\/p>\n<p>A pandemia, na verdade, chegou, invadiu nossas vidas e estamos tentando dar conta de explicar todas as mudan\u00e7as. Eu acho que \u00e9 desse lugar que muita&nbsp;gente fala porque estamos tentando entender o que est\u00e1 acontecendo h\u00e1 quase um ano. \u00c9 um momento de muita dor, de muita tristeza e tudo isso nos faz repensar muitas coisas. \u00c9 muito triste ver o colapso da sa\u00fade e tantas not\u00edcias falsas sobre a vacina circulando, o que desestimula a vacina\u00e7\u00e3o, por exemplo. Ao mesmo tempo, vemos a sociedade civil se organizar para ajudar as pessoas que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade. Estamos tentando entender tudo isso ainda e como podemos ajudar as pessoas.<\/p>\n<p><strong>Claudia, eu gostaria de entender um pouco sobre o livro, s\u00e3o v\u00e1rios os temas que voc\u00ea aborda, come\u00e7ando pelo seu casamento com o Alexandre Frota, passando pela sua carreira em Nova York, at\u00e9 sua fam\u00edlia. De todos os assuntos abordados, qual deles foi o mais dif\u00edcil de retomar e buscar no fundo do ba\u00fa essas emo\u00e7\u00f5es para estarem presentes no livro?<\/strong><\/p>\n<p>Meu livro s\u00e3o cr\u00f4nicas da minha vida e eu falo tudo. N\u00e3o tem motivo para esconder. Quando decidi que ia escrever um livro de mem\u00f3rias, sabia que colocaria ali tudo que aconteceu, sem mascarar nada, sem meias verdades. &#8220;Sempre raia um novo dia&#8221; foi um projeto que nasceu durante a pandemia, que j\u00e1 \u00e9 um momento delicado por si s\u00f3, como falamos antes. Ent\u00e3o, entrar em contato com minhas mem\u00f3rias foi um desafio por isso. Foi um mergulho muito profundo em mim, de relembrar minha trajet\u00f3ria. Ao mesmo tempo, foi muito gostoso viver esse processo e ter a Rosana Hermann (jornalista e escritora) junto comigo. Ela ficava mais impactada do que eu. Tinha dia de eu acordar e ter mensagem que ela me mandou durante a madrugada no celular falando que n\u00e3o conseguia dormir pensando em mim, nas minhas hist\u00f3rias. Olha isso! (risos) Mas eu entendo, porque vivemos esse mergulho de maneira muito intensa. E o resultado \u00e9 esse livro, que n\u00e3o segue uma ordem cronol\u00f3gica. Ele vai apresentando as hist\u00f3rias do meu primeiro ato, como gosto de dizer.<\/p>\n<p><strong>A gente sabe que voc\u00ea \u00e9 uma mulher muito ativa, quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos musicais ou trabalhos na televis\u00e3o que voc\u00ea pretende tocar futuramente?<\/strong><\/p>\n<p>Nossa, muitas coisas! Esse ano ainda estou falando dos livros, que sa\u00edram no final de 2020: o meu livro de mem\u00f3rias, &#8220;Sempre raia um novo dia&#8221;, e minha fotobiografia, &#8220;Raia&#8221;, que reconta minha vida e minha carreira em fotos. \u00c9 outro projeto muito especial para mim. Fora isso, tudo \u00e9 um grande \u201cn\u00e3o sei!\u201d (risos). Pela primeira vez na minha vida, n\u00e3o tenho uma data para te dar, nada muito conclusivo. Estou escalada para a novela das seis que entrar\u00e1 no ar&nbsp;depois de &#8220;Nos Tempos do Imperador&#8221; (na TV Globo), em que vou fazer a m\u00e3e da Larissa Manoela (atriz). No teatro, estou avaliando a possibilidade de voltar com &#8220;Conserto para Dois&#8221;, uma com\u00e9dia musical comigo e com o Jarbas (Homem de Mello, ator e marido) em cena interpretando os 12 personagens dessa hist\u00f3ria. Est\u00e1vamos em cartaz com ela em Portugal quando a pandemia come\u00e7ou. Tivemos que cancelar as \u00faltimas apresenta\u00e7\u00f5es l\u00e1 e voltar para o Brasil imediatamente. Mas n\u00e3o temos muita certeza de nada ainda, de quando voltar\u00edamos, de como seria a apresenta\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m estou para lan\u00e7ar agora no primeiro semestre a segunda temporada do meu programa no IGTV, &#8220;50 e tantas&#8221;.<\/p>\n<p><em>texto: Ester Jacopetti<\/em><\/p>\n<p><em>fotos: Lucas Mennezes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o mesmo charme de sempre, a diva Claudia Raia est\u00e1 mais vigorosa do que nunca: \u201cSou uma capricorniana focada, que ama trabalhar, realizar sonhos. 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