{"id":2333,"date":"2012-03-07T10:10:50","date_gmt":"2012-03-07T13:10:50","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=2333"},"modified":"2024-01-26T09:46:55","modified_gmt":"2024-01-26T12:46:55","slug":"muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/","title":{"rendered":"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver"},"content":{"rendered":"<p><em>Utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e3es-guia ajuda deficientes visuais a superarem suas limita\u00e7\u00f5es e conquistarem mais qualidade de vida. Apesar dos benef\u00edcios, a falta de informa\u00e7\u00e3o alimenta o preconceito<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_2334\" aria-describedby=\"caption-attachment-2334\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-2334\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2334 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-2.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-2.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-2-300x279.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2334\" class=\"wp-caption-text\">Faro Fino faz parte do projeto do Sesi e \u00e9 treinado pela fam\u00edlia Macorin, em Indaiatuba<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cOntem, uma amiguinha sua chamada \u2018Fortune\u2019 foi impedida de permanecer dentro de um restaurante na cidade de Itu. A Fortune \u00e9 um c\u00e3o-guia que est\u00e1 em fase de treinamento e o estabelecimento, que \u00e9 muito conceituado, n\u00e3o permitiu a sua entrada. Por lei, ela estava amparada, por\u00e9m fomos discriminados. Voc\u00ea poderia ajudar a divulgar para que isto n\u00e3o aconte\u00e7a mais?\u201d<\/p>\n<p>O desabafo que voc\u00ea acabou de ler foi escrito por Marcelo Kendi e compartilhado pela jornalista Silvia Czapski em sua p\u00e1gina no Facebook, no dia 15 de fevereiro. Indignada com a situa\u00e7\u00e3o, ela convocou colegas da imprensa \u2013 bem como todos os amigos \u201cque lutam por uma Itu melhor\u201d \u2013 a se mobilizar para que a cena n\u00e3o se repetisse. Desde ent\u00e3o, todos come\u00e7aram a se questionar sobre como poderiam contribuir para que a popula\u00e7\u00e3o se conscientizasse acerca da relev\u00e2ncia do tema.<\/p>\n<p>No tocante aos meios de comunica\u00e7\u00e3o, a resposta parece ser simples. Reafirmando seu compromisso de manter os seus leitores sempre bem informados, as equipes da Revista Regional e do portal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.adevisa.com.br\/\">www.itu.com.br<\/a> se uniram para produzir esta reportagem especial, publicada simultaneamente em ambos os ve\u00edculos. A proposta \u00e9 descobrir se os direitos de deficientes visuais \u2013 e de volunt\u00e1rios que adotam temporariamente os c\u00e3es-guias para socializ\u00e1-los \u2013 est\u00e3o sendo respeitados nas cidades da regi\u00e3o. Numa outra frente, buscamos especialistas para orientar como proceder em caso de descumprimento da lei e fomos conhecer hist\u00f3rias de pessoas que batalharam para ter mais independ\u00eancia, transformando-se em exemplos para a sociedade.<\/p>\n<p>Comecemos, ent\u00e3o, ressaltando a import\u00e2ncia do c\u00e3o-guia para o deficiente visual. Quem nos explica os benef\u00edcios dessa conviv\u00eancia \u00e9 o especialista em esporte para pessoas com defici\u00eancia Steven Dubner. Conhecido internacionalmente por suas palestras motivadoras, ele \u00e9 o fundador da Associa\u00e7\u00e3o Desportiva para Deficientes (ADD) e atua, principalmente, no Brasil e nos EUA. \u201cUm c\u00e3o guia \u00e9 maravilhoso para uma pessoa cega. Al\u00e9m de ajudar na locomo\u00e7\u00e3o e dar mais independ\u00eancia e autonomia, ele tamb\u00e9m cria um v\u00ednculo emocional muito forte, elevando a autoestima do deficiente.\u201d<\/p>\n<p>O especialista tamb\u00e9m enfatiza que os animais s\u00e3o treinados para se comportar em lugares p\u00fablicos. Eles n\u00e3o latem, n\u00e3o atacam, n\u00e3o brincam, n\u00e3o aceitam comida de ningu\u00e9m, al\u00e9m do tutor, e s\u00f3 fazem as necessidades em hor\u00e1rios espec\u00edficos. Dentro de um avi\u00e3o ou metr\u00f4, costumam ficar de frente para o deficiente, para n\u00e3o assustar as pessoas pr\u00f3ximas. Os c\u00e3es ainda desviam de obst\u00e1culos a\u00e9reos. \u201cOs cegos sempre arrebentam a testa nos orelh\u00f5es, porque a bengala chega depois, ou caem em bueiros sem tampa. Se ele estiver com um c\u00e3o-guia isso nunca vai acontecer\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>No entanto, Steven faz quest\u00e3o de frisar que a fase de adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 de vital import\u00e2ncia. \u201cNos EUA, a maior parte dos treinamentos \u00e9 feita por presos ou fam\u00edlias volunt\u00e1rias. Normalmente, aos dois anos de idade, o c\u00e3o \u00e9 encaminhado para o deficiente para que eles possam se adaptar um com o outro. Esse per\u00edodo costuma demorar tr\u00eas meses. Se n\u00e3o houver empatia entre eles, o animal \u00e9 substitu\u00eddo, mas isso \u00e9 muito raro\u201d.<\/p>\n<p><strong>Itu: uma Est\u00e2ncia Tur\u00edstica preparada?<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2335\" aria-describedby=\"caption-attachment-2335\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-2335\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2335 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-1.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-1.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-1-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2335\" class=\"wp-caption-text\">Pol\u00eamica sobre c\u00e3es-guias na regi\u00e3o teve in\u00edcio quando um restaurante de Itu impediu a entrada do animal; atualmente, v\u00e1rios animais s\u00e3o treinados num projeto do Sesi<\/figcaption><\/figure>\n<p>O n\u00e3o cumprimento da lei pelo restaurante de Itu que atende centenas de turistas \u00e9 visto como uma exce\u00e7\u00e3o pelo secret\u00e1rio municipal de Turismo, Lazer e Eventos, Osmar Barbosa. Segundo afirma, a cidade de Itu est\u00e1 apta a receber deficientes visuais que utilizam c\u00e3es guias. O secret\u00e1rio alega que o ocorrido no estabelecimento foi um caso isolado, de algu\u00e9m que n\u00e3o estava preparado para tal acontecimento. Ele diz que por algumas vezes a Secretaria de Turismo foi visitada por deficientes visuais acompanhados por seus c\u00e3es-guias, o que demonstra a capacidade de Itu em receber portadores de necessidades especiais.<\/p>\n<p>O presidente da Pr\u00f3tur (Associa\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Desenvolvimento do Turismo da Est\u00e2ncia Tur\u00edstica de Itu), H\u00e9lio Tomba Jr, comenta. \u201c\u00c9 fundamental que os empreendimentos tur\u00edsticos conhe\u00e7am a lei e respeitem o acesso desse perfil de p\u00fablico aos campings, hot\u00e9is, fazendas, pousadas, shopping centers e restaurantes. A Pr\u00f3tur dever\u00e1 buscar informa\u00e7\u00f5es com o projeto C\u00e3o-Guia, do Sesi, para conscientizar os empres\u00e1rios e equipes de atendimento\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Acolhimento volunt\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Na fam\u00edlia Macorin \u2013 que h\u00e1 pouco mais de um ano vive em Indaiatuba \u2013 nenhum dos integrantes possui defici\u00eancia visual. Mas mesmo assim, Leila, o marido Anderson e os filhos, Enzo e Izadora, ganharam a companhia de um c\u00e3o-guia, batizado de Faro Fino. Volunt\u00e1rios do programa hom\u00f4nimo idealizado pelo Sesi, eles aceitaram acolher o labrador por um ano, durante a etapa inicial do treinamento, chamada de socializa\u00e7\u00e3o, necess\u00e1ria para que o c\u00e3o se acostume com situa\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o corriqueiras em seu dia a dia, como, por exemplo, andar de elevador, \u00f4nibus, n\u00e3o se assustar com barulho e conviver em sociedade.<\/p>\n<p>A m\u00e3e, a cabeleireira Leila, conta, orgulhosa, que o filhote recebe um tratamento de popstar na maioria dos locais por onde passa. \u201cAs pessoas pedem para tirar fotos, fazem cafun\u00e9 e, em alguns casos, at\u00e9 trazem \u00e1gua para o Faro beber. No com\u00e9rcio, sempre fui bem recebida e, por isso, me sinto na obriga\u00e7\u00e3o de agradecer: quero pedir que recebam da mesma maneira a todos os deficientes, n\u00e3o apenas os cegos, pois a melhor coisa da vida \u00e9 ser bem tratado. Todo mundo gosta\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2336\" aria-describedby=\"caption-attachment-2336\" style=\"width: 248px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-2336\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2336 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-3.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-3.jpg 413w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-3-193x300.jpg 193w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2336\" class=\"wp-caption-text\">Faro Fino, o labrador que ser\u00e1 mais um c\u00e3o-guia, em projeto do Sesi em Indaiatuba<\/figcaption><\/figure>\n<p>Todos os participantes do projeto s\u00e3o identificados. As fam\u00edlias recebem a carteira de c\u00e3o-guia; j\u00e1 os filhotes, por sua vez, ganham placa, guia e len\u00e7o \u2013 ou bandana \u2013 exclusivos. Isso n\u00e3o impede, por\u00e9m, que situa\u00e7\u00f5es como as que ocorreram em Itu se repitam. Ela lembra que, certa vez, foi at\u00e9 uma padaria e logo percebeu que outro cliente estava incomodado: ele saiu do estabelecimento, dando a impress\u00e3o de procurar por uma placa sinalizando que a presen\u00e7a de c\u00e3es era proibida. Depois, ao ser questionado sobre sua atitude, o sujeito admitiu que primeiro a observou e, em seguida, constatou que a cabeleireira n\u00e3o era deficiente.<\/p>\n<p>Para ela, a pior parte do seu \u201ctrabalho\u201d \u00e9 enfrentar o preconceito das pessoas. Em outra ocasi\u00e3o, estava acompanhada dos dois filhos quando tentou entrar com o labrador em uma papelaria. \u201cA gerente come\u00e7ou a gritar comigo e me perguntou: \u2018c\u00e3o-guia de quem? Aqui n\u00e3o \u00e9 local p\u00fablico e voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 cega\u2019\u201d, desabafa Leila, revelando que tamb\u00e9m h\u00e1 quem os crucifique, \u201cembora sejam casos pontuais\u201d. Diante da recep\u00e7\u00e3o pouco amistosa, nossa entrevistada decidiu fazer suas compras em um estabelecimento concorrente, onde foi muito bem recebida. \u201cN\u00e3o tive mais vontade de voltar l\u00e1, mesmo depois que o dono me ligou e prometeu que resolveria a situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 que Faro Fino v\u00e1 embora \u2013 o c\u00e3o deve ser devolvido ao Sesi na segunda quinzena de mar\u00e7o, para que tenha in\u00edcio a segunda fase de seu treinamento, onde ele vai receber comandos espec\u00edficos \u2013 a fam\u00edlia vai continuar levando consigo c\u00f3pias da lei em todos os lugares. A cabeleireira conta que a medida surte efeito, mas, mesmo assim, faz quest\u00e3o de deixar uma mensagem de incentivo aos leitores. \u201cSugiro a todos que continuem acompanhando o projeto e, se poss\u00edvel, se inscrevam (www.sesisp.org.br\/caoguia) para viver essa experi\u00eancia incr\u00edvel de adotar temporariamente um filhote. Cachorro \u00e9 tudo de bom; o melhor amigo do homem\u201d.<\/p>\n<p>Numa perspectiva mais ampla, Leila conclama o poder p\u00fablico a promover campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o. Procurada, a Prefeitura de Indaiatuba informou, por meio de sua assessoria, que, de acordo com o \u00cdndice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) \u2013 analisado pela Funda\u00e7\u00e3o Sistema Estadual de An\u00e1lise de Dados (Seade) \u2013 a cidade se destaca no atendimento \u00e0s pessoas com necessidades especiais, cumprindo requisitos como a exist\u00eancia de uma comiss\u00e3o permanente e o desenvolvimento de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es, em diversos setores, para promover a inclus\u00e3o e tornar todos os espa\u00e7os p\u00fablicos acess\u00edveis.<\/p>\n<p>Como parte dessa estrat\u00e9gia, \u201cos ve\u00edculos do sistema de transporte coletivo j\u00e1 disp\u00f5em do espa\u00e7o para atender aos usu\u00e1rios que estejam acompanhados por seu c\u00e3o-guia\u201d. Por outro lado, o Executivo afirmou que nenhum caso de impedimento, mesmo com visitantes, foi comunicado ao Conselho de Deficientes (Comdefi). Ainda de acordo com o poder p\u00fablico, Indaiatuba n\u00e3o tem registro de moradores cegos com c\u00e3o-guia, mas dois deficientes est\u00e3o na fila de espera para receb\u00ea-los. Representantes da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Indaiatuba (Aciai) tamb\u00e9m foram convidados a nos conceder uma entrevista, por\u00e9m, at\u00e9 o fechamento desta reportagem, n\u00e3o obtivemos retorno.<\/p>\n<p><strong>Privil\u00e9gio para poucos<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o Censo 2000, h\u00e1, no Brasil, cerca de 150 mil pessoas cegas; outros 2,4 milh\u00f5es de cidad\u00e3os apresentam grande dificuldade de enxergar. Mas possuir um c\u00e3o-guia \u00e9 privil\u00e9gio para poucos: a quantidade de animais capacitados \u00e9 inferior a cem. \u00c0queles que n\u00e3o disp\u00f5em de condi\u00e7\u00f5es financeiras para arcar com os altos custos do treinamento, resta aguardar, por tempo indeterminado, na fila de espera de uma ONG. Isso ajuda a explicar o motivo pelo qual Salto tamb\u00e9m n\u00e3o possui nenhum usu\u00e1rio de c\u00e3o-guia.<\/p>\n<p>Na cidade, existem cerca de 70 deficientes visuais, segundo estimativas n\u00e3o-oficiais feitas pela Associa\u00e7\u00e3o dos Deficientes Visuais de Salto (Adevisa).\u00a0 \u201cN\u00f3s entendemos e endossamos todos os benef\u00edcios advindos da utiliza\u00e7\u00e3o do c\u00e3o-guia. Contudo, o acesso a este recurso n\u00e3o \u00e9 simples. Por outro lado, \u00e9 importante saber que outras solu\u00e7\u00f5es, mais baratas, que tamb\u00e9m podem melhorar a qualidade de vida\u201d, sintetiza a coordenadora pedag\u00f3gica, Vanessa de Oliveira Mattozinho, que reitera o convite para que os deficientes visuais se associem a entidade:\u00a0 o contato pode ser feito pelo telefone (11) 4021 \u2013 5053 ou internet, no site: <a href=\"http:\/\/www.adevisa.com.br\/\">www.adevisa.com.br<\/a><\/p>\n<p>Ela lembra que a Adevisa implantar\u00e1, em breve, dois projetos que visam minimizar a ocorr\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis. Um deles \u00e9 um curso b\u00e1sico de Orienta\u00e7\u00e3o e Mobilidade, onde, em um primeiro momento, ser\u00e3o disponibilizadas 12 vagas. Tamb\u00e9m est\u00e1 nos planos da entidade \u2013 que atende \u201ccrian\u00e7as\u201d de zero a 90 anos \u2013 realizar um treinamento nas empresas de transporte coletivo para qualificar motoristas e outros profissionais que atuem no atendimento ao usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que a cidade ainda n\u00e3o esteja preparada para acolher com dignidade a todos os deficientes, n\u00e3o somente os visuais. Normalmente, eles s\u00e3o recebidos com receio, d\u00f3 ou at\u00e9 mesmo com certo desprezo, em decorr\u00eancia da falta de informa\u00e7\u00e3o. Ciente dessa dificuldade, a Adevisa ir\u00e1 propor parceria \u00e0 Prefeitura saltense, para que os profissionais da entidade possam ministrar palestras em diferentes regi\u00f5es do munic\u00edpio\u201d, adianta.<\/p>\n<p>Voltando a falar especificamente dos c\u00e3es-guias, a Prefeitura de Salto esclarece que os espa\u00e7os p\u00fablicos municipais recebem os animais, mesmo aqueles que ainda est\u00e3o em fase de treinamento. O Executivo ressalta tamb\u00e9m que a fiscaliza\u00e7\u00e3o, autua\u00e7\u00e3o e imposi\u00e7\u00e3o de multa s\u00e3o compet\u00eancias da Secretaria Especial de Direitos Humanos e que o munic\u00edpio s\u00f3 poderia realizar essa tarefa mediante a assinatura de um conv\u00eanio com o \u00f3rg\u00e3o citado.<\/p>\n<p>Completando esse trip\u00e9, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Industrial e Agr\u00edcola de Salto (Acia), engenheiro Paulo Takeyama, acredita que esta \u00e9, antes de tudo, \u201cuma quest\u00e3o humanit\u00e1ria\u201d. Segundo ele, orientar os mais de 500 associados \u00e9 uma das prioridades da entidade, fundada em meados da d\u00e9cada de 60. \u201cCampanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o em nossos planos, mas a ideia \u00e9 atribuir \u00e0 iniciativa um alcance mais abrangente, englobando todos os tipos de defici\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, Paulo faz uma ressalva ao processo de treinamento de c\u00e3es-guias. \u201cNo epis\u00f3dio de Itu, segundo o que foi relatado pela imprensa, o c\u00e3o n\u00e3o estava acompanhado do deficiente; portanto n\u00e3o vejo ato discriminat\u00f3rio contra uma pessoa cega: sem entrar no m\u00e9rito da quest\u00e3o, acredito que a socializa\u00e7\u00e3o pode ser feita de outras maneiras\u201d.<\/p>\n<p><strong>A for\u00e7a delas<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2338\" aria-describedby=\"caption-attachment-2338\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-2338\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2338 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2338\" class=\"wp-caption-text\">A atriz e jornalista Danieli Haloten ficou conhecida do grande p\u00fablico em 2009, quando interpretou a personagem Anita, na novela \u201cCaras &amp; Bocas\u201d; deficiente visual, ela j\u00e1 enfrentou v\u00e1rios problemas com seu c\u00e3o-guia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Elas conquistaram a independ\u00eancia e o sucesso profissional em suas respectivas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e&#8230; s\u00e3o usu\u00e1rias de c\u00e3es-guias. Al\u00e9m da defici\u00eancia visual, nossas duas entrevistadas t\u00eam, em comum, hist\u00f3rias marcadas pela supera\u00e7\u00e3o: ambas contaram com a ajuda de seus companheiros de quatro patas para vencer suas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es. Mais do que isso, n\u00e3o deixaram que terceiros as limitassem, cerceando o seu direito de se locomover com autonomia. As hist\u00f3rias de Danieli e Thays ilustram, de forma inequ\u00edvoca, os benef\u00edcios da conviv\u00eancia com o c\u00e3o-guia.<\/p>\n<p>A atriz e jornalista Danieli Haloten ficou conhecida do grande p\u00fablico em 2009, quando interpretou a personagem Anita, na novela \u201cCaras &amp; Bocas\u201d, da Rede Globo. Ela perdeu totalmente a vis\u00e3o aos 20 anos e, em 2000, treinou seu primeiro c\u00e3o-guia, uma f\u00eamea. O animal a acompanhou durante quatro anos e morreu precocemente de c\u00e2ncer. J\u00e1 no ano seguinte, Danieli teria um novo companheiro, Higgans, uma mistura de labrador com golden retriever dourado.<\/p>\n<p>\u201cNossa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 uma troca de carinho e cuidado de ambas as partes: ele empresta sua vis\u00e3o pra mim e me guia em seguran\u00e7a, para eu n\u00e3o bater em obst\u00e1culos, trope\u00e7ar, nem cair. E, uma vez memorizado o trajeto, me conduz com rapidez e seguran\u00e7a. Em contrapartida, o alimento, limpo e brinco. Somos de esp\u00e9cies diferentes, falamos l\u00ednguas diferentes, Higgans enxerga e eu n\u00e3o, e, no entanto, nos entendemos muito bem: todas as vezes que me machuquei foi sendo guiada por um humano, nunca pelo meu c\u00e3o-guia\u201d, sentencia.<\/p>\n<p>Ela orgulha-se de ter participado ativamente da aprova\u00e7\u00e3o do decreto federal 5904, que, desde 2006, assegura aos usu\u00e1rios de c\u00e3o-guia o direito de entrar e permanecer em todos os lugares. Danieli, que tamb\u00e9m lutou pela lei estadual no Paran\u00e1, aprovada quatro anos antes, afirma que mesmo assim, ainda enfrenta alguns problemas. \u201cCerta vez, uma gerente da loja me abordou hostilmente, afirmando que eu deveria por focinheira no meu c\u00e3o (o que \u00e9 terminantemente proibido para c\u00e3es-guia e labradores em geral), porque os clientes poderiam se incomodar. Ent\u00e3o, eu sugeri que ela colocasse uma focinheira em si pr\u00f3pria, para n\u00e3o dizer besteiras\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Outro epis\u00f3dio marcante ocorreu durante a prepara\u00e7\u00e3o para a novela. A atriz procurou uma fonoaudi\u00f3loga, para atenuar o sotaque curitibano. Na cl\u00ednica, tamb\u00e9m trabalhava uma fisioterapeuta, que insistiu para que ela colocasse o cachorro para fora, abordando-a \u201cde modo est\u00fapido e intransigente\u201d e constrangendo-a publicamente. Ela, ent\u00e3o, saiu de l\u00e1 chorando. Para evitar que situa\u00e7\u00f5es como estas se repitam, defende que respons\u00e1veis por estabelecimentos e prestadores de servi\u00e7os t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de se atualizar quanto aos direitos dos seus clientes.<\/p>\n<p>Mas estes n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos problemas. Danieli conta que o alto custo, associado \u00e0 morosidade, s\u00e3o alguns dos fatores que a desmotivam a processar \u00e0queles que desrespeitam a legisla\u00e7\u00e3o. \u201cSe eu estou na rua, e os t\u00e1xis se recusam a me transportar, ligo pro 190, e eles dizem que tenho que fazer um BO pessoalmente. Mas, como vou \u00e0 delegacia, se n\u00e3o consigo nem um t\u00e1xi para me locomover?\u201d, questiona, enfatizando que as pessoas t\u00eam que parar de se esconder atr\u00e1s de sua ignor\u00e2ncia para justificar seus delitos.<\/p>\n<p><strong>AB e DB<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos entraves, recorrer \u00e0 justi\u00e7a vale a pena. Que o diga a advogada e palestrante paulistana Thays Martinez. Deficiente visual desde crian\u00e7a, ela sempre foi apaixonada por cachorros: ter um c\u00e3o-guia, portanto, seria a oportunidade perfeita para unir o \u00fatil ao agrad\u00e1vel. \u201cJ\u00e1 naquela \u00e9poca, decidi que queria um para mim\u201d, lembra. Mas a sua busca s\u00f3 come\u00e7aria, efetivamente, alguns anos mais tarde, quando, j\u00e1 na adolesc\u00eancia, a jovem constatou que o animal lhe traria mais independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Em abril de 2000, aos 26 anos, ela recebeu Boris. \u201cFoi uma das melhores experi\u00eancias da minha vida. Ele me ensinou muitas coisas. Em especial, me fez descobrir que n\u00e3o existem limites: gra\u00e7as ao meu companheiro, pude realizar meus sonhos, desde os mais simples \u2013 como, por exemplo, caminhar sozinha \u00e0 beira mar \u2013 at\u00e9 ir morar s\u00f3 e experimentar outra carreira profissional. Por isso, digo que divido minha vida em AB e DB: antes e depois do Boris\u201d, sentencia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2340\" aria-describedby=\"caption-attachment-2340\" style=\"width: 384px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-2340\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2340 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg 640w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2340\" class=\"wp-caption-text\">A advogada e palestrante paulistana Thays Martinez com seus labradores; \u00e9 dela o livro \u201cMinha Vida com Boris\u201d, que vem conscientizando o pa\u00eds<\/figcaption><\/figure>\n<p>As tentativas de barrar a presen\u00e7a de Boris come\u00e7aram t\u00e3o logo o c\u00e3o chegou ao Brasil. Por\u00e9m, segundo Thays, o epis\u00f3dio envolvendo o Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo foi certamente o pior: os dirigentes alegavam que o c\u00e3o poderia assustar os demais passageiros. Havia ainda o risco de ele prender a pata na escada rolante. A advogada frisa que essa \u00faltima alega\u00e7\u00e3o foi feita para tentar justificar o absurdo: houve uma vez em que o equipamento foi desligado, depois que ela e Boris j\u00e1 haviam iniciado a descida.<\/p>\n<p>\u201cApresentaram uma s\u00e9rie de argumentos pr\u00f3prios de quem cria regras baseado apenas em seu desconhecimento. Como as negocia\u00e7\u00f5es administrativas n\u00e3o surtiram qualquer efeito, decidi entrar com uma a\u00e7\u00e3o na justi\u00e7a\u201d, relembra. A advogada ressalta que a senten\u00e7a favor\u00e1vel \u2013 foram aprovadas duas leis, uma estadual e uma federal \u2013 compensou a espera de seis anos. \u201cN\u00e3o apenas as pessoas com defici\u00eancia sagraram-se vitoriosas, mas tamb\u00e9m a cidadania. Precisamos ter uma postura ativa e n\u00e3o aceitar as injusti\u00e7as. Enfrentar um processo judicial \u00e9 desgastante, mas algumas vezes \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para que nossos direitos sejam respeitados\u201d, incentiva.<\/p>\n<p>Thays conta que, al\u00e9m da energia e do afeto de Boris, o apoio que recebeu dos amigos \u2013 e at\u00e9 de desconhecidos, que a abordavam nas ruas para prestar solidariedade \u2013 foi fundamental para que tivesse for\u00e7a para seguir em frente. Mas ela foi al\u00e9m: com a ajuda de amigos, fundou uma ONG \u2013 o Instituto IRIS \u2013 com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas com defici\u00eancia aos c\u00e3es guias e promover outras a\u00e7\u00f5es em prol da inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia da socializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, n\u00e3o s\u00f3 os usu\u00e1rios de c\u00e3es-guias, mas tamb\u00e9m os socializadores e os instrutores podem ingressar nos locais inclusive com os c\u00e3es em fase de treinamento. Aos que minimizam ou desconhecem import\u00e2ncia da socializa\u00e7\u00e3o, Thays esclarece: \u201cEsta \u00e9 uma etapa fundamental para que os c\u00e3es possam ser preparados para sua miss\u00e3o. Eles n\u00e3o s\u00e3o produzidos em laborat\u00f3rios e precisam ter, desde pequenos, contato com diversos ambientes e situa\u00e7\u00f5es para que sejam bem sucedidos em seu futuro\u201d, argumenta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2341\" aria-describedby=\"caption-attachment-2341\" style=\"width: 256px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-2341\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2341\" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-4.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-4.jpg 426w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-4-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2341\" class=\"wp-caption-text\">Thays Martinez e seu labrador<\/figcaption><\/figure>\n<p>Boris, o seu fiel companheiro, se aposentou depois de quase dez anos de uma \u201cintensa e encantadora conviv\u00eancia\u201d \u2013 em 2009, o c\u00e3o viria a falecer \u2013 abrindo espa\u00e7o para a chegada de Diesel.\u00a0 Thays assume que o in\u00edcio de sua rela\u00e7\u00e3o com o novo c\u00e3o-guia foi um per\u00edodo complicado, porque eles eram bem diferentes. \u201cEu que estava adaptada ao Boris a ponto de sabermos os pensamentos e sentimentos um do outro. Depois de um intenso trabalho de autoconhecimento consegui desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o excelente com Diesel. Hoje temos um v\u00ednculo muito s\u00f3lido, porque aprendemos a nos conhecer e a nos respeitar. Ele \u00e9 um c\u00e3o encantador e traz muita alegria \u00e0 minha vida\u201d.<\/p>\n<p>Thays reuniu v\u00e1rias hist\u00f3rias \u2013 umas engra\u00e7adas, outras comoventes e algumas ainda lament\u00e1veis \u2013 no livro \u201cMinha Vida Com Boris\u201d, publicado pela Editora Globo no ano passado, como forma de dialogar com as pessoas sobre a sociedade em que vivemos e, claro, tamb\u00e9m para prestar uma homenagem a esse que foi seu grande amigo e parceiro. Na obra, ela relembra o dia em que resolveu almo\u00e7ar em um famoso shopping de S\u00e3o Paulo e os respons\u00e1veis pelo restaurante tentaram impedi-la. Ela esclareceu que se tratava de um c\u00e3o-guia e ent\u00e3o veio a p\u00e9rola: &#8220;Ah, mas n\u00e3o pode nenhuma ra\u00e7a!&#8221;<\/p>\n<p>Para finalizar, a advogada deixa um recado. \u201cO c\u00e3o guia traz uma enorme qualidade de vida para a pessoa com defici\u00eancia visual primeiramente por sua qualidade t\u00e9cnica, ou seja, sua habilidade para conduzir a pessoa com seguran\u00e7a por qualquer caminho, desviando-a de obst\u00e1culos, auxiliando na travessia de ruas e encontrando pontos de refer\u00eancia como portas, escadas, elevadores, etc. Por\u00e9m, entendo que eles trazem ainda mais benef\u00edcios: al\u00e9m de serem \u00f3timos companheiros, propiciam uma maior intera\u00e7\u00e3o entre seu usu\u00e1rio e as outras pessoas\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 lei<\/strong><\/p>\n<p>Conforme a Lei Federal 11.126, de 27 de junho de 2005, regulamentada pelo Decreto 5.904, de 21 de setembro de 2006, fica assegurado \u00e0 pessoa com defici\u00eancia visual usu\u00e1ria de c\u00e3o-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal nos ve\u00edculos e nos estabelecimentos p\u00fablicos e privados de uso coletivo, em todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>O advogado Rog\u00e9rio Gimenez, ituano e morador de S\u00e3o Paulo que atua nas \u00e1reas c\u00edveis, banc\u00e1rias e defesa do consumidor, orienta. \u201cA nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal j\u00e1 proclama os direitos do deficiente, quando declara que ningu\u00e9m dever\u00e1 ser tratado com distin\u00e7\u00e3o de qualquer tipo. Quando o deficiente se sentir constrangido, independente do motivo, deve comparecer a uma delegacia de pol\u00edcia civil e registrar a ocorr\u00eancia, preferencialmente acompanhado por duas testemunhas\u201d.<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio explica que, conforme a situa\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio delegado ou funcion\u00e1rio respons\u00e1vel orientar\u00e1 qual a melhor solu\u00e7\u00e3o. Em se tratando de um caso mais grave, tamb\u00e9m \u00e9 aconselh\u00e1vel procurar um advogado, que ap\u00f3s apurar o ocorrido e seu enquadramento legal, entrar\u00e1 com a a\u00e7\u00e3o cab\u00edvel, requerendo se for o caso, uma indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuanto ao estabelecimento, h\u00e1 necessidade de primeiramente se apurar o que realmente ocorreu e depois informar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, que determinar\u00e1 a pena a ser aplicada. Geralmente, esta pena \u00e9 fixada pelo juiz, ap\u00f3s a den\u00fancia formulada pelo promotor. Vale ressaltar que qualquer tipo de preconceito quanto a um deficiente \u00e9 uma transgress\u00e3o contra a Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece. O advogado sugere tamb\u00e9m, para quem quiser se aprofundar no tema, consultar a Cartilha IBDD sobre os direitos da pessoa com defici\u00eancia, dispon\u00edvel no endere\u00e7o <a href=\"http:\/\/www.ibdd.org.br\/arquivos\/cartilha-ibdd.pdf\">www.ibdd.org.br\/arquivos\/cartilha-ibdd.pdf<\/a><\/p>\n<p><em><strong>reportagem de Piero Verg\u00edlio, Deborah Dubner e J\u00e9ssica Ferrari<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>fotos Microfoto e Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e3es-guia ajuda deficientes visuais a superarem suas limita\u00e7\u00f5es e conquistarem mais qualidade de vida. Apesar dos benef\u00edcios, a falta de informa\u00e7\u00e3o alimenta o preconceito \u201cOntem, uma amiguinha sua chamada \u2018Fortune\u2019 foi impedida de permanecer dentro de um restaurante na cidade de Itu. A Fortune \u00e9 um c\u00e3o-guia que est\u00e1 em fase de treinamento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3,5],"tags":[526],"class_list":["post-2333","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-reporter-regional","tag-reporter"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver - Revista Regional<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver - Revista Regional\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e3es-guia ajuda deficientes visuais a superarem suas limita\u00e7\u00f5es e conquistarem mais qualidade de vida. Apesar dos benef\u00edcios, a falta de informa\u00e7\u00e3o alimenta o preconceito \u201cOntem, uma amiguinha sua chamada \u2018Fortune\u2019 foi impedida de permanecer dentro de um restaurante na cidade de Itu. A Fortune \u00e9 um c\u00e3o-guia que est\u00e1 em fase de treinamento [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Revista Regional\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-03-07T13:10:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-01-26T12:46:55+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"640\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"427\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"contato@revistaregional.com.br\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"contato@revistaregional.com.br\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"contato@revistaregional.com.br\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/382af97c580dc1b18f55107bc316010d\"},\"headline\":\"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver\",\"datePublished\":\"2012-03-07T13:10:50+00:00\",\"dateModified\":\"2024-01-26T12:46:55+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/\"},\"wordCount\":4029,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/site-cao-guia-51.jpg\",\"keywords\":[\"Rep\u00f3rter\"],\"articleSection\":[\"Destaques\",\"Rep\u00f3rter\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/\",\"name\":\"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver - Revista Regional\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/site-cao-guia-51.jpg\",\"datePublished\":\"2012-03-07T13:10:50+00:00\",\"dateModified\":\"2024-01-26T12:46:55+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/382af97c580dc1b18f55107bc316010d\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/site-cao-guia-51.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2012\\\/03\\\/site-cao-guia-51.jpg\",\"width\":\"640\",\"height\":\"427\",\"caption\":\"A advogada e palestrante paulistana Thays Martinez com seus labradores; \u00e9 dela o livro \u201cMinha Vida com Boris\u201d, que vem conscientizando o pa\u00eds\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/2012\\\/03\\\/07\\\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"Revista Regional\",\"description\":\"Salto - Itu - Indaituba\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/382af97c580dc1b18f55107bc316010d\",\"name\":\"contato@revistaregional.com.br\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/869822917e96b2e292d5827e4635855396934485e7c4a0af84e9a214e32ca0cd?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/869822917e96b2e292d5827e4635855396934485e7c4a0af84e9a214e32ca0cd?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/869822917e96b2e292d5827e4635855396934485e7c4a0af84e9a214e32ca0cd?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"contato@revistaregional.com.br\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/revistaregional.com.br\\\/site\\\/author\\\/contato@revistaregional.com.br\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver - Revista Regional","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver - Revista Regional","og_description":"Utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e3es-guia ajuda deficientes visuais a superarem suas limita\u00e7\u00f5es e conquistarem mais qualidade de vida. Apesar dos benef\u00edcios, a falta de informa\u00e7\u00e3o alimenta o preconceito \u201cOntem, uma amiguinha sua chamada \u2018Fortune\u2019 foi impedida de permanecer dentro de um restaurante na cidade de Itu. A Fortune \u00e9 um c\u00e3o-guia que est\u00e1 em fase de treinamento [&hellip;]","og_url":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/","og_site_name":"Revista Regional","article_published_time":"2012-03-07T13:10:50+00:00","article_modified_time":"2024-01-26T12:46:55+00:00","og_image":[{"width":640,"height":427,"url":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"contato@revistaregional.com.br","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"contato@revistaregional.com.br","Est. tempo de leitura":"20 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/"},"author":{"name":"contato@revistaregional.com.br","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/#\/schema\/person\/382af97c580dc1b18f55107bc316010d"},"headline":"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver","datePublished":"2012-03-07T13:10:50+00:00","dateModified":"2024-01-26T12:46:55+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/"},"wordCount":4029,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg","keywords":["Rep\u00f3rter"],"articleSection":["Destaques","Rep\u00f3rter"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/","url":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/","name":"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver - Revista Regional","isPartOf":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg","datePublished":"2012-03-07T13:10:50+00:00","dateModified":"2024-01-26T12:46:55+00:00","author":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/#\/schema\/person\/382af97c580dc1b18f55107bc316010d"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#primaryimage","url":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg","contentUrl":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/site-cao-guia-51.jpg","width":"640","height":"427","caption":"A advogada e palestrante paulistana Thays Martinez com seus labradores; \u00e9 dela o livro \u201cMinha Vida com Boris\u201d, que vem conscientizando o pa\u00eds"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2012\/03\/07\/muito-alem-do-que-os-olhos-podem-ver\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Muito al\u00e9m do que os olhos podem ver"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/#website","url":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/","name":"Revista Regional","description":"Salto - Itu - Indaituba","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/#\/schema\/person\/382af97c580dc1b18f55107bc316010d","name":"contato@revistaregional.com.br","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/869822917e96b2e292d5827e4635855396934485e7c4a0af84e9a214e32ca0cd?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/869822917e96b2e292d5827e4635855396934485e7c4a0af84e9a214e32ca0cd?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/869822917e96b2e292d5827e4635855396934485e7c4a0af84e9a214e32ca0cd?s=96&d=mm&r=g","caption":"contato@revistaregional.com.br"},"url":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/author\/contato@revistaregional.com.br\/"}]}},"views":164,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2333"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2348,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2333\/revisions\/2348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}