{"id":23134,"date":"2020-08-17T11:04:54","date_gmt":"2020-08-17T14:04:54","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=23134"},"modified":"2024-01-26T09:48:44","modified_gmt":"2024-01-26T12:48:44","slug":"o-mundo-pos-pandemia-e-o-debate-sobre-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2020\/08\/17\/o-mundo-pos-pandemia-e-o-debate-sobre-o-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"O mundo p\u00f3s-pandemia e o debate sobre o meio ambiente"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li><strong><em>Os debates sobre o clima vinham em evid\u00eancia at\u00e9 o surgimento do novo coronav\u00edrus;<\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em> Entretanto, alguns governos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais come\u00e7aram, em junho, a retomar as discuss\u00f5es num momento que pode ser usado totalmente a favor do meio ambiente<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o da humanidade neste momento \u00e9 a pandemia do novo coronav\u00edrus. Por\u00e9m, outra calamidade que se desenha h\u00e1 anos vem tirando o sono de cientistas e de muitos governantes: as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es para a segunda metade deste s\u00e9culo, ou seja, daqui a 30 ou 50 anos, n\u00e3o s\u00e3o nada otimistas. Se nada for feito, antes do ano 2080, estimam os ambientalistas, at\u00e9 3,2 mil milh\u00f5es de pessoas estar\u00e3o expostos a uma severa escassez de \u00e1gua e 600 milh\u00f5es \u00e0 fome por causa das secas e da degrada\u00e7\u00e3o e saliniza\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>As popula\u00e7\u00f5es pobres, incluindo as dos pa\u00edses desenvolvidos, ser\u00e3o as mais vulner\u00e1veis \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Os cientistas advertem que o aquecimento afetar\u00e1 todas as formas de vida na Terra, inclusive com s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o de 20% a 30% de esp\u00e9cies vegetais e animais. O Brasil j\u00e1 vem enfrentando essas altera\u00e7\u00f5es no clima. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, por exemplo, a m\u00e9dia da temperatura mundial foi elevada em 0,7\u00b0C, j\u00e1 no sul do Brasil, o aumento foi de 1,4\u00b0C. No nordeste, at\u00e9 o final do s\u00e9culo, prev\u00ea-se um aumento de at\u00e9 7\u00b0C na temperatura da regi\u00e3o semi\u00e1rida.<\/p>\n<p>Os debates sobre o clima vinham em evid\u00eancia at\u00e9 o surgimento do novo coronav\u00edrus. Entretanto, alguns governos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais come\u00e7aram, em junho, a retomar as discuss\u00f5es num momento que pode ser usado totalmente a favor do meio ambiente. Durante a quarentena, com boa parte de ind\u00fastrias paradas ou com baixa produ\u00e7\u00e3o, avi\u00f5es em terra e ve\u00edculos nas garagens, o planeta registrou um dos mais baixos n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o das \u00faltimas d\u00e9cadas, comprovando o discurso de cientistas e ambientalistas sobre a quest\u00e3o da emiss\u00e3o de gases. Grandes metr\u00f3poles mundiais, como Nova Delhi (\u00cdndia), Seul (Coreia do Sul), Mil\u00e3o (It\u00e1lia), S\u00e3o Paulo (Brasil), Los Angeles (EUA) e Nova York (EUA), com not\u00f3ria baixa qualidade do ar, observaram uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 65% na sua polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica esse ano.<\/p>\n<p>Para o advogado, com especializa\u00e7\u00e3o em Direito Internacional e Direitos Humanos e Mestrado em Migra\u00e7\u00e3o Internacional e Direito dos Refugiados, Mathias Boni, <em>\u201cainda \u00e9 muito cedo para comemorar qualquer suposto ganho ambiental que o coronav\u00edrus possa ter trazido\u201d.<\/em> <em>\u201cPrimeiramente, porque uma pandemia mortal que tira diversas vidas e devasta economias mundo afora nunca ser\u00e1 motivo de comemora\u00e7\u00e3o, nem maneira sustent\u00e1vel de recuperar o planeta. Mas pior ainda seria passar por isso sem tirar as li\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Al\u00e9m disso, essa diminui\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico e polui\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o garantem um benef\u00edcio ambiental concreto a longo prazo\u201d,<\/em> ressalta. Para ele, <em>\u201cimportante para a humanidade agora seria perceber esses impactos iniciais positivos que as quarentenas t\u00eam no meio ambiente, refletir sobre a rela\u00e7\u00e3o da nossa sa\u00fade com a natureza e gerar uma transforma\u00e7\u00e3o concreta e permanente para os pr\u00f3ximos anos, revertendo a tend\u00eancia de aumento anual das emiss\u00f5es das \u00faltimas d\u00e9cadas.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Em junho, o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial lan\u00e7ou um movimento intitulado <em>\u201cO Grande Reset\u201d,<\/em> com a inten\u00e7\u00e3o de promover a ideia de que o mundo n\u00e3o pode, simplesmente, retornar ao que era antes da pandemia. \u00c9 preciso repensar o sistema. O Grande Reset prev\u00ea a gera\u00e7\u00e3o de oportunidades com a transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono. A proposta apresentada \u00e9 de utilizar as tecnologias da ind\u00fastria 4.0 para promover uma nova economia, totalmente sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O Acordo de Paris estabelece que o mundo deve manter uma eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas em at\u00e9 2 graus, diminuindo 80% das emiss\u00f5es at\u00e9 2050. Por\u00e9m, nenhuma das grandes economias mundiais consegue cumprir os acordos estabelecidos em Paris. Com exce\u00e7\u00e3o do per\u00edodo da quarentena no in\u00edcio da pandemia, nenhum pa\u00eds manteve a queda nos n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o. Na retomada p\u00f3s-pandemia, apenas a Europa se mostrou, at\u00e9 o momento, engajada num esfor\u00e7o para incluir o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos planos de reativa\u00e7\u00e3o da economia. Tanto que a Uni\u00e3o Europeia apresentou em maio passado o seu <em>Green Deal<\/em>, um plano de incentivo econ\u00f4mico que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono.<\/p>\n<figure id=\"attachment_23136\" aria-describedby=\"caption-attachment-23136\" style=\"width: 940px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-23136\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-AdobeStock_322042044-1024x341.jpg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"313\" data-id=\"23136\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-AdobeStock_322042044-1024x341.jpg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-AdobeStock_322042044-300x100.jpg 300w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-AdobeStock_322042044-1536x512.jpg 1536w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-AdobeStock_322042044-2048x683.jpg 2048w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/1-AdobeStock_322042044-150x50.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23136\" class=\"wp-caption-text\">As previs\u00f5es para a segunda metade deste s\u00e9culo, ou seja, daqui a 30 ou 50 anos, n\u00e3o s\u00e3o nada otimistas<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es para o meio ambiente<\/strong><\/p>\n<p>O bi\u00f3logo ituano Guilherme Costa, que atua em Po\u00e7os de Caldas (MG), afirma que <em>\u201ca redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o durante o primeiro per\u00edodo de quarentena nos faz repensar &#8211; ou deveria fazer &#8211; nosso modo de produ\u00e7\u00e3o industrial.\u201d<\/em> <em>\u201cHoje em dia, praticamente todos os setores da nossa vida dependem da atividade de ind\u00fastrias, que por mais que estejam atuando em conformidade com as legisla\u00e7\u00f5es ambientais, o que nem sempre acontece, ainda assim acabam sendo nocivas ao meio ambiente\u201d,<\/em> real\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n<p>Para ele, a maior li\u00e7\u00e3o que podemos tirar disso tudo em um mundo p\u00f3s-pandemia \u00e9 que <em>\u201ctoda atividade humana gera impacto positivo ou negativo sobre o planeta e isso nos afeta direta e indiretamente\u201d.<\/em> <em>\u201cJ\u00e1 \u00e9 tempo de n\u00f3s, enquanto sociedade, entendermos que da mesma forma que polu\u00edmos, devastamos e degradamos o meio ambiente, s\u00f3 n\u00f3s podemos reverter essa situa\u00e7\u00e3o, mas isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel atrav\u00e9s da mudan\u00e7a de paradigma, da mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e da transforma\u00e7\u00e3o social\u201d<\/em>, argumenta.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><em>\u201cCada um de n\u00f3s pode repensar nossos h\u00e1bitos enquanto indiv\u00edduos. Nossas a\u00e7\u00f5es no dia a dia possuem impacto na realidade que nos cerca. Voc\u00ea contribui com a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente quando escolhe alimentos naturais e org\u00e2nicos, quando separa e recicla o \u2018lixo\u2019, quando escolhe ir a p\u00e9 ou pedalando em vez de ir de carro. Claro que n\u00e3o \u00e9 o suficiente, mas \u00e9 algo\u201d,<\/em> complementa.<\/p>\n<p>A tamb\u00e9m bi\u00f3loga e consultora ambiental, em Itu, Val\u00e9ria Rusticci lembra que o sistema implementado pela sociedade h\u00e1 s\u00e9culos <em>\u201c\u00e9 vulner\u00e1vel e mut\u00e1vel\u201d.<\/em> <em>\u201cQuest\u00f5es p\u00e9treas como: \u2018necessita-se de consumo para a roda do planeta girar\u2019 s\u00e3o question\u00e1veis. O que realmente importa para sobrevivermos? Temos estudos suficientes para responder sobre impactos sofridos constantemente pela polui\u00e7\u00e3o do planeta?\u201d,<\/em> indaga. Val\u00e9ria destaca que os governos, antes da pandemia, negociavam arduamente a redu\u00e7\u00e3o de carbono a menos para frear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. <em>\u201cMas nada de acordo. \u2018N\u00e3o poderemos parar nosso crescimento\u2019, diziam alguns pa\u00edses. E agora pode? S\u00e3o valores em muta\u00e7\u00e3o\u201d,<\/em> comenta.<\/p>\n<p>Guilherme acredita que n\u00e3o ser\u00e1 a pandemia da covid-19 que trar\u00e1 essa consci\u00eancia pela preserva\u00e7\u00e3o ambiental. O consumismo \u00e9 apontado como um dos v\u00e1rios entraves nessa quest\u00e3o. <em>\u201cPodemos observar isso com a intensa vontade da popula\u00e7\u00e3o em voltar aos shopping centers para consumir produtos que muitas vezes nem precisam. Outro exemplo \u00e9 a quantidade de m\u00e1scaras e luvas descartadas nas ruas e rios das cidades\u201d,<\/em> alerta.<\/p>\n<p><em>\u201cEstamos em um momento muito cr\u00edtico, onde, mais do que nunca, h\u00e1 uma necessidade de se trabalhar a educa\u00e7\u00e3o ambiental para al\u00e9m da vis\u00e3o reducionista que geralmente aborda apenas os temas de reciclagem, economia de \u00e1gua e plantio de hortas. \u00c9 preciso romper com velhos paradigmas e trabalhar valores e vis\u00f5es de ecologia social desde cedo com as novas gera\u00e7\u00f5es\u201d,<\/em> orienta, lembrando ainda que <em>\u201cn\u00f3s, enquanto sociedade, pais e educadores, devemos, al\u00e9m de sermos exemplo em nossas a\u00e7\u00f5es no presente, fazer o poss\u00edvel para que os jovens e crian\u00e7as possam desenvolver a consci\u00eancia ambiental de maneira natural. Que eles possam entender e sentir que realmente fazem parte do bioma, do ecossistema e que possuem papel fundamental na manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e do meio ambiente. Ou seja, precisamos educar para a vida e n\u00e3o para o mercado de trabalho\u201d.<\/em><\/p>\n<p>A empatia, t\u00e3o falada durante a pandemia, parece estar um tanto distante do setor ambiental. Ao menos \u00e9 o que observa Guilherme: <em>\u201cInfelizmente, vejo que uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o entendeu a import\u00e2ncia que o meio ambiente e, consequentemente, os ambientalistas &#8211; profissionais, ativistas e comunidades tradicionais &#8211; t\u00eam para sua qualidade de vida e sa\u00fade.\u201d<\/em> <em>\u201cPara despertar a empatia pelo setor ambiental e pela natureza, primeiro \u00e9 preciso que as pessoas entendam que sem o equil\u00edbrio dos biomas e ecossistemas, n\u00f3s, humanos, estamos fadados \u00e0 extin\u00e7\u00e3o\u201d,<\/em> explica. Para ele, uma <em>\u201cmudan\u00e7a realmente eficaz nesse sentido s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, em suas diversas formas\u201d.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_23137\" aria-describedby=\"caption-attachment-23137\" style=\"width: 940px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-23137\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"627\" data-id=\"23137\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-150x100.jpg 150w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2-AdobeStock_255473115-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23137\" class=\"wp-caption-text\">Estudantes europeus, nas ruas, alertam para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O mundo p\u00f3s-corona<\/strong><\/p>\n<p>Antes da pandemia, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas eram a maior amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade global, segundo a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). A quest\u00e3o agora \u00e9: como os pa\u00edses lidar\u00e3o com isso no p\u00f3s-pandemia? Para Val\u00e9ria Risticci, <em>\u201ctalvez esses pa\u00edses busquem se apoiar mais nas ci\u00eancias do que no sistema econ\u00f4mico-financeiro.\u201d.<\/em> <em>\u201cQuando se alia ci\u00eancia na tomada de decis\u00e3o, raramente os resultados s\u00e3o negativos. N\u00e3o podemos falar a mesma coisa do negacionismo econ\u00f4mico, que muitas vezes opta por referenciar somente uma face deste desafio. A falta da vis\u00e3o integral das situa\u00e7\u00f5es leva a sociedade a solu\u00e7\u00f5es que s\u00e3o para poucos, onde o coletivo \u00e9 esquecido e o individual \u00e9 exaltado\u201d<\/em>, argumenta.<\/p>\n<p>Guilherme teme a posi\u00e7\u00e3o do Brasil, mas ressalta que nenhuma a\u00e7\u00e3o governamental ser\u00e1 suficiente para provocar grandes mudan\u00e7as na popula\u00e7\u00e3o. Para ele, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar como os pa\u00edses reagir\u00e3o no p\u00f3s-pandemia, j\u00e1 que <em>\u201calguns possuem governos mais sensatos que os outros e isso com certeza vai influenciar nas atitudes de cada um \u2013 e temo pelo Brasil.\u201d<\/em> <em>\u201cPor\u00e9m, na minha opini\u00e3o, nenhuma atitude vinda dos governos de qualquer pa\u00eds vai ser suficiente para transformar a realidade\u201d,<\/em> salienta.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><em>\u201cComo j\u00e1 disse Fritjof Capra, em \u2018O Ponto de Muta\u00e7\u00e3o\u2019, todas as crises que nossa atual sociedade enfrenta &#8211; seja a crise econ\u00f4mica, da sa\u00fade, do meio ambiente, do trabalho \u2013 s\u00e3o oriundas de uma \u00fanica crise, que \u00e9 a forma como enxergamos a natureza, baseada na vis\u00e3o reducionista (sujeito-objeto) que nos desconecta da teia da vida e permite a explora\u00e7\u00e3o da natureza pelo homem, a explora\u00e7\u00e3o da mulher pelo homem e at\u00e9 a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u201d,<\/em> observa Guilherme, acrescentando que <em>\u201cpara sair realmente da crise, independentemente de qual seja, penso ser necess\u00e1rio a uni\u00e3o e a solidariedade entre as pessoas\u201d.<\/em> <em>\u201cPensar e agir mais por n\u00f3s mesmos, investir mais na micropol\u00edtica, na coopera\u00e7\u00e3o e mutualismo entre n\u00f3s, como comunidade, no sentido de nos tornarmos cada vez mais aut\u00f4nomos, sem depender tanto de um sistema que insiste em tratar a vida como mercadoria descart\u00e1vel\u201d,<\/em> opina.<\/p>\n<p>Ao comentar o negacionismo, t\u00e3o evidente nas redes sociais e at\u00e9 por alguns governantes quando os assuntos s\u00e3o pandemia e mudan\u00e7a clim\u00e1tica, Guilherme \u00e9 enf\u00e1tico: <em>\u201cTanto o ego\u00edsmo quanto o negacionismo est\u00e3o relacionados com a falta de educa\u00e7\u00e3o e conhecimento. Nos dias de hoje o acesso a uma grande quantidade de informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais f\u00e1cil. Isso \u00e9 bom por um lado, mas ao mesmo tempo \u00e9 perigoso. Vemos muita informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, por\u00e9m pouca capacidade de assimila\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es, o que permite que a desinforma\u00e7\u00e3o circule com facilidade pela rede. Acredito que a melhor forma de se enfrentar, principalmente o negacionismo, \u00e9 investir mais na populariza\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, fazendo uso de metodologias pedag\u00f3gicas ativas, onde se estimula o questionamento, a pesquisa em fontes confi\u00e1veis de informa\u00e7\u00f5es. Precisamos come\u00e7ar a trabalhar o m\u00e9todo cient\u00edfico na nossa vida. Fazer as pessoas entenderem que a ci\u00eancia \u00e9 mais do que uma disciplina escolar ou a profiss\u00e3o dos cientistas.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><em>\u201cOutra forma de se popularizar o conhecimento cient\u00edfico \u00e9 atrav\u00e9s dos projetos de extens\u00e3o, que visam fazer o interc\u00e2mbio entre conhecimentos com as comunidades\u201d,<\/em> real\u00e7a Guilherme.<\/p>\n<p>Para o bi\u00f3logo, a maior li\u00e7\u00e3o tirada de todo esse caos \u00e9 que o \u201c<em>ser humano n\u00e3o \u00e9 o centro do universo\u201d. \u201cNem sequer somos uma esp\u00e9cie superior. N\u00e3o estamos aqui para dominar a natureza, n\u00e3o estamos aqui para dominar uns aos outros. N\u00f3s, enquanto esp\u00e9cie e sociedade, somos fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis. Nosso modo de vida, nossos h\u00e1bitos precisam ser repensados e mudados. A pandemia da covid-19 n\u00e3o \u00e9 um castigo divino ou uma vingan\u00e7a da Terra. Ela \u00e9 apenas uma consequ\u00eancia das nossas atitudes, do nosso pensamento antropoc\u00eantrico e sem d\u00favida, da degrada\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, <\/em>finaliza.<\/p>\n<p><strong><em>(REPORTAGEM DE RENATO LIMA)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>fotos: AdobeStock<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os debates sobre o clima vinham em evid\u00eancia at\u00e9 o surgimento do novo coronav\u00edrus; Entretanto, alguns governos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais come\u00e7aram, em junho, a retomar as discuss\u00f5es num momento que pode ser usado totalmente a favor do meio ambiente &nbsp; A maior preocupa\u00e7\u00e3o da humanidade neste momento \u00e9 a pandemia do novo coronav\u00edrus. 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