{"id":22930,"date":"2020-07-22T11:21:45","date_gmt":"2020-07-22T14:21:45","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=22930"},"modified":"2024-01-26T11:38:18","modified_gmt":"2024-01-26T14:38:18","slug":"mariana-ximenes-e-tempo-de-ressignificar-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2020\/07\/22\/mariana-ximenes-e-tempo-de-ressignificar-tudo\/","title":{"rendered":"Mariana Ximenes: \u201c\u00c9 tempo de ressignificar tudo!\u201d"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_22931\" aria-describedby=\"caption-attachment-22931\" style=\"width: 259px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22931\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"389\" data-id=\"22931\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-683x1024.jpg 683w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-1025x1536.jpg 1025w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-1367x2048.jpg 1367w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-100x150.jpg 100w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/1-2-scaled.jpg 1709w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22931\" class=\"wp-caption-text\">\u2013 Mariana em ensaio especial antes da pandemia<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Considerada uma das atrizes mais c\u00e9lebres da TV brasileira, Mariana \u00e9 \u00fanica, sens\u00edvel, forte, inteligente e empoderada<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mariana Ximenes \u00e9 uma mulher de alma livre. Nos \u00faltimos tempos, os assuntos em pauta ainda revelaram uma cidad\u00e3 mais ativa, presente, se posicionando, lutando, se engajando pelo bem-estar do pr\u00f3ximo. Sim, ela deixou o conforto de sua casa e fez quest\u00e3o de contribuir com o bem-estar social. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Em meio a v\u00e1rias discuss\u00f5es sobre igualdade social em torno das mulheres, a atriz sabe da import\u00e2ncia de falar, de escancarar sobre esse e outros assuntos, como o descuido com a cultura do pa\u00eds. Ainda h\u00e1 muito a se fazer, mas tudo ao seu tempo. Em sua estante de livros, nomes de mulheres empoderadas, que trazem reflex\u00f5es importantes sobre a transi\u00e7\u00e3o de uma sociedade machista e patriarcal. Um lugar de fala que abre caminho para muitas mulheres que se sentem representadas por essa atriz, que conquistou muito mais que personagens ic\u00f4nicos na televis\u00e3o, mas uma mulher para se inspirar, para seguir, para copiar.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: O historiador Leandro Karnal comentou que, ap\u00f3s a pandemia, a humanidade ter\u00e1 um outro olhar para a vida: \u201cper\u00edodo de grande alegria e felicidade\u201d. Voc\u00ea acha que \u00e9 poss\u00edvel ter esse pensamento?<\/strong><\/p>\n<p>MARIANA XIMENES: Tenho refletido bastante sobre o momento que estamos passando. Para mim, \u00e9 tempo de ressignificar tudo, rever formas de viver, buscar mais empatia e solidariedade. Penso que precisamos nos conectar, aproveitar os sil\u00eancios, reavaliar nosso modo de vida, nossas prioridades. E refletir sobre como \u00e9 nossa postura como cidad\u00e3os. T\u00e3o bom ouvir as pessoas inteligentes, l\u00facidas, engajadas interagindo nas lives, discorrendo sobre a vida. Tenho acompanhado reflex\u00f5es incr\u00edveis e recomendo a todos.<\/p>\n<p><strong>Sem desmerecer as dificuldades que milh\u00f5es de pessoas, e n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, est\u00e3o enfrentando, psicologicamente como voc\u00ea tem lidado com a quarentena? Dentro da sua realidade o que est\u00e1 sendo mais dif\u00edcil?<\/strong><\/p>\n<p>Eu estou recolhida em S\u00e3o Paulo e minha m\u00e3e veio passar a quarentena comigo, na minha casa. Estou num lugar de privil\u00e9gio, podendo ficar em casa. Muito entristecida por tudo que est\u00e1 acontecendo no Brasil e no mundo &#8211; esse horror da desigualdade social que grita na nossa sociedade, o racismo, a viol\u00eancia dom\u00e9stica. Tirando toda essa revolta, estou aproveitando para ler, assistir a filmes, s\u00e9ries, aperfei\u00e7oar meus dotes culin\u00e1rios, acredito que o ato de preparar o pr\u00f3prio alimento \u00e9 terap\u00eautico!, organizar arm\u00e1rios, praticar yoga com mais intensidade, medita\u00e7\u00e3o, com tempo para olhar para dentro, me conectar comigo mesma e com a humanidade. A dificuldade \u00e9 a gente se adaptar ao distanciamento, a n\u00e3o estar com as pessoas. Mas isso \u00e9 necess\u00e1rio nesse momento. Precisamos agir pensando no pr\u00f3ximo. Estou com saudade de estar num set rodeada de pessoas criativas, trabalhando, trocando. Amo meu of\u00edcio! E justamente por isso, montei um coletivo com Andr\u00e9ia Horta, Bianca Comparato e D\u00e9bora Falabella, o Cara Palavra, para continuar criando, e, portanto, continuar a existir. Tenho saudade de natureza, de dar um mergulho no mar, de fazer uma trilha, de cachoeira. Tenho saudade dos meus amigos, de abra\u00e7ar, de dan\u00e7ar! Como j\u00e1 dizia Jorge Amado: &#8220;A amizade \u00e9 o sal da vida!&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ali\u00e1s, recentemente, voc\u00ea foi volunt\u00e1ria na distribui\u00e7\u00e3o de marmitas (Instituto Capim Santo). Como surgiu a oportunidade de participar deste projeto? Existem outros? Como voc\u00ea se sentiu ao poder contribuir com essa ajuda humanit\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p>Eu senti uma necessidade enorme de me envolver mais, resolvi doar dinheiro e o meu tempo. Fa\u00e7o parte do projeto do Instituto Capim Santo, junto com a chef Morena Leite, de distribuir marmitas nos hospitais e institui\u00e7\u00f5es. Quando vou cozinhar, uso m\u00e1scaras e sigo todos os protocolos de seguran\u00e7a. \u00c9 muito importante ter consci\u00eancia. Precisamos partir para a a\u00e7\u00e3o e olhar para as pessoas em vulnerabilidade social. Precisamos doar tamb\u00e9m afeto, aten\u00e7\u00e3o e cuidado. Pequenos gestos para porteiros, idosos, qualquer pessoa que necessite. Doar amor sempre!<\/p>\n<p><strong>Diferentemente de outros pa\u00edses, al\u00e9m da pandemia, estamos enfrentando problemas pol\u00edticos, como voc\u00ea se posiciona diante do negacionismo, da falta de humanidade, da empatia pela vida humana e seja ela qual for, de direita ou esquerda, preto ou branco, pobre ou rico?<\/strong><\/p>\n<p>Toda vida importa. Cada pessoa que morre \u00e9 o amor da vida de algu\u00e9m. N\u00e3o podemos aceitar como normal que milhares de pessoas estejam morrendo, seja por covid, seja por viol\u00eancia. Estou extremamente horrorizada com o que aconteceu com o filho da Mirtes, por exemplo, o pequeno Miguel, de 5 anos. Isso n\u00e3o pode ocorrer. N\u00e3o pode ser normal. Precisamos ser antirracistas todos os dias. Precisamos valorizar a vida em todos os momentos. Precisamos abrir espa\u00e7o para a diversidade todos os dias. Precisamos ter escuta emp\u00e1tica para entender as viv\u00eancias diferentes da nossa e sabermos como nos unir \u00e0s lutas. Precisamos lutar, incansavelmente, para que as oportunidades sejam iguais. H\u00e1 uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que precisa ser feita. Para existir, \u00e9 necess\u00e1rio resistir e lutar sempre, defendendo o que a gente acredita.<\/p>\n<p><strong>Mariana, como artista, qual a import\u00e2ncia de voc\u00ea se dividir entre o cinema, a televis\u00e3o e o teatro?<\/strong><\/p>\n<p>Eu adoro porque \u00e9 um exerc\u00edcio de tr\u00eas linguagens diferentes; a televis\u00e3o; o cinema e o teatro. Eles s\u00e3o completamente diferentes, as hist\u00f3rias, o tempo de feitura, o di\u00e1logo com o p\u00fablico, a realiza\u00e7\u00e3o, e em cada ve\u00edculo exercitamos outras fun\u00e7\u00f5es, como construir personagens. Eu adoro me aventurar pelos tr\u00eas, mas eu ia te falar outra coisa que estava na ponta da l\u00edngua, mas eu esqueci&#8230; Eu acho que para o ator \u00e9 muito enriquecedor como repert\u00f3rio mesmo de atua\u00e7\u00e3o do of\u00edcio, aumenta o vocabul\u00e1rio quando voc\u00ea transita por outras linguagens diferentes, cada um com a sua propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Com\u00e9dia ou drama? Onde voc\u00ea se encontra melhor ou n\u00e3o h\u00e1 um conforto em nenhuma dessas atua\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Ah&#8230; \u00c9 t\u00e3o bom fazer personagens dram\u00e1ticos, mas \u00e9 muito bom tamb\u00e9m fazer com\u00e9dia. Eu tive boas oportunidades nos dois g\u00eaneros, mas confesso que adoro humor, fa\u00e7o menos e, confesso que eu n\u00e3o tenho o dom da Tat\u00e1 Werneck (risos), adoraria ter, porque eu a acho uma g\u00eania, a Ingrid Guimar\u00e3es tamb\u00e9m. Eu posso falar uma lista, s\u00e3o minhas amigas, eu as admiro. Eu n\u00e3o tenho esse dom, mas adoro passear pela com\u00e9dia porque acredito que voc\u00ea pode falar as maiores verdades tendo humor. Eu fiz uma com\u00e9dia h\u00e1 pouco tempo dirigida pela Cl\u00e1udia Jouvin &#8211; \u201cL.O.C.A\u201d sem data de estreia &#8211; produzido pela \u201cConspira\u00e7\u00e3o Filmes\u201d com dire\u00e7\u00e3o da Carolina Jabor. O filme conta a hist\u00f3ria de uma jornalista, ent\u00e3o vai abordar o seu universo, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre isso, mas sobre mulheres e suas rela\u00e7\u00f5es conturbadas. Eu tamb\u00e9m fiz a Tancinha (Haja Cora\u00e7\u00e3o, 2016) que teve muito humor, muita irrever\u00eancia, eu tenho muita saudade.<\/p>\n<p><strong>Aproveitando que voc\u00ea comentou sobre fazer uma jornalista, h\u00e1 pouco tempo voc\u00ea tamb\u00e9m teve a oportunidade de entrevistar a atriz \u00cdsis Valverde, n\u00f3s sabemos que para uma atriz \u00e9 muito mais f\u00e1cil conseguir melhores respostas, j\u00e1 que ali n\u00e3o \u00e9 uma pessoa completamente desconhecida&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A abordagem \u00e9 outra, mas depende do ve\u00edculo tamb\u00e9m, parte mais de uma conversa, uma troca do que puramente a t\u00e9cnica. Eu sinto que me relaciono bem com a imprensa porque sou uma pessoa muito atenta \u00e0s perguntas e, na verdade, eu tenho uma rela\u00e7\u00e3o com o jornalismo desde pequena porque o meu tio \u00e9 jornalista. Eu pude entender o seu of\u00edcio e respeitar. Eu cresci com esses olhos ao longo da vida, n\u00f3s dependemos dos jornalistas, mas \u00e9 t\u00e3o bom quando voc\u00ea tem um jornalista que estudou a sua carreira, que assistiu ao seu filme, que viu a sua pe\u00e7a de teatro e pode dialogar com voc\u00ea trocando e n\u00e3o s\u00f3 fazendo perguntas rasas e superficiais. Ent\u00e3o, eu acho que como toda profiss\u00e3o tem aquelas que s\u00e3o realmente engajadas e comprometidas com o seu of\u00edcio e tem aquelas que s\u00e3o mais superficiais e fazem perguntas mais superficiais. Mas eu n\u00e3o gostaria de tirar o papel da imprensa, o que a revista prop\u00f4s na \u00e9poca foi gostoso, foi um papo entre colegas e amigas, foi uma conversa e eu perguntei o que eu gostaria de saber tamb\u00e9m, partiu de um encontro nosso. Eu acho at\u00e9 que poder\u00edamos fazer mais vezes, esse interc\u00e2mbio de pensamentos. Eu sinto falta de ter um di\u00e1logo mais aprofundado. Mas o jornalismo \u00e9 uma profiss\u00e3o que eu admiro muito, \u00e9 um of\u00edcio lindo, maravilhoso porque quanto mais voc\u00ea l\u00ea, mais voc\u00ea \u00e9 capaz de ampliar o seu racioc\u00ednio para os seus leitores. Quando eu estive em Mariana (Minas Gerais) e comecei a ler as mat\u00e9rias sobre os desastres, eu conversei com uma jornalista da revista Piau\u00ed e fiquei muito comovida com o relato dela, \u00e9 claro que tinha a jornalista, mas tamb\u00e9m uma pessoa que estava ali vendo o lado humano, \u00e9 bonito de ver tamb\u00e9m quando a gente tem o dever de escrever uma mat\u00e9ria com dados jornal\u00edsticos, com dados pr\u00e1ticos e t\u00e9cnicos, mas ao mesmo tempo permeia o cora\u00e7\u00e3o, a humanidade daquela pessoa sendo jornalista. \u00c9 bonito de ver a emo\u00e7\u00e3o daquela pessoa que est\u00e1 escrevendo aquela mat\u00e9ria e se envolve.<\/p>\n<p><strong>Embora voc\u00ea esteja na pr\u00f3xima novela das seis da Globo (Nos Tempos do Imperador), que foi suspensa temporariamente por causa da pandemia, seus \u00faltimos trabalhos foram essencialmente no cinema. Foi uma op\u00e7\u00e3o sua se dedicar \u00e0 s\u00e9tima arte?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma escolha feita de acordo com as oportunidades que surgem. Aparecem projetos de cinema, algu\u00e9m me chama e eu vou, imagina \u201cO Grande Circo M\u00edstico\u201d (2018), por exemplo, foi uma das personagens mais emblem\u00e1ticas da minha carreira. Eu n\u00e3o poderia ter deixado de fazer a Margareth. Mas estou na televis\u00e3o tamb\u00e9m, tem a s\u00e9rie \u201cIlha de Ferro\u201d, que est\u00e1 dispon\u00edvel na Globoplay e quero continuar assim. Eu adoro novela, adoro fazer televis\u00e3o, amo fazer cinema e teatro, fa\u00e7o menos do que eu gostaria, mas quero voltar assim que for poss\u00edvel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_22932\" aria-describedby=\"caption-attachment-22932\" style=\"width: 327px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-22932\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"327\" height=\"218\" data-id=\"22932\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-150x100.jpg 150w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/2-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22932\" class=\"wp-caption-text\">Em cenas da novela Nos Tempos do Imperador, prevista para setembro ou outubro deste ano<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Com as novelas sendo reprisadas, como \u00e9 o caso de \u201cA Favorita\u201d na Globoplay e \u201cChocolate com Pimenta\u201d, no Viva, bate uma nostalgia em todo mundo, mas voc\u00ea costuma ser autocr\u00edtica?<\/strong><\/p>\n<p>Existem os dois sentimentos, na verdade, a primeira vez que eu passei no \u201cVale a Pena Ver de Novo\u201d, na Globo, eu falei: \u201cGente, o tempo passou e eu j\u00e1 estou no Vale a Pena&#8230; da Globo, Nossa Senhora\u201d (risos), \u201cChocolate com Pimenta\u201d (2003) foi reprisada duas vezes no Vale a Pena&#8230; \u2013 2007 e 2012. Eu fico feliz de ver, mas sabe o que me bate, tentando responder a sua pergunta mais sincera poss\u00edvel? Eu quis ser atriz desde os meus seis anos de idade. Sou de S\u00e3o Paulo e a minha fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 envolvida no meio art\u00edstico e quando olho uma reprise eu falo: \u201cQue privil\u00e9gio estar podendo exercer o meu of\u00edcio h\u00e1 tanto tempo, eu tive boas oportunidades quero seguir assim.\u201d. Eu olho pra Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg, aos 90 anos, que estava em cartaz no teatro com um mon\u00f3logo (\u201cAtrav\u00e9s da Iris\u201d, 2019)&#8230; eu quero estar ali! Quero que esses 20 anos de carreira que eu tenho hoje se multipliquem por mais 20 e mais 20 e mais 20. Que sorte e privil\u00e9gio, muito por parte de sorte sim, mas tamb\u00e9m da minha batalha di\u00e1ria pra fazer o que eu fa\u00e7o seguindo o meu of\u00edcio. Que bom que eu estou fazendo exatamente o que eu gosto, sou grata pela vida, grata por poder exercer o meu of\u00edcio e eu espero poder continuar assim at\u00e9 o fim da minha vida.<\/p>\n<p><strong>Em algum momento voc\u00ea j\u00e1 cogitou a possibilidade de dirigir algum filme?<\/strong><\/p>\n<p>Eu adoro ser dirigida, ent\u00e3o, por enquanto, estou adorando ser atriz, mas eu j\u00e1 virei produtora. Eu produzi a minha pe\u00e7a \u201cOs Altru\u00edstas\u201d (2013), produzi dois filmes \u201cUm Homem S\u00f3\u201d (2016), dirigido pela Claudinha Jouvin, minha amiga querida que eu tenho muito orgulho. Produzi \u201cUma Loucura de Mulher\u201d (2016), com dire\u00e7\u00e3o de Marcos Ligocki. Estou sempre assim, como produtora associada, a gente sempre fica nesse di\u00e1logo porque tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de viabilizar, ent\u00e3o, por exemplo, l\u00e1 atr\u00e1s no \u201cO Invasor\u201d (2002), do diretor Beto Brant, eu fui produtora associada. Eu estou sempre disposta a realizar o cinema e colocar a m\u00e3o na massa.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 muito tempo eu te entrevisto e percebo que voc\u00ea \u00e9 uma pessoa exigente&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Eu sou muito exigente na vida, n\u00e3o tem jeito, sou exigente comigo, sou perfeccionista, mas sempre com amor, com delicadeza, com gentileza. Quanto mais voc\u00ea l\u00ea, mais assiste aos filmes, vai ao teatro, vai a exposi\u00e7\u00f5es de artes pl\u00e1sticas, viagens, mergulha em livros, essa \u00e9 a maior sabedoria que voc\u00ea vai ter, muito mais ampla, mais profunda, mais provocativa, com mais consci\u00eancia e, \u00e9 bom se provocar, mas com sabedoria, com destreza, com sagacidade, fazer refletir, inspirar, ler uma boa mat\u00e9ria \u00e9 inspirador, de verdade.<\/p>\n<p><strong>Falando sobre essa mulher com tantos pap\u00e9is, al\u00e9m de atriz, empres\u00e1ria, produtora, como \u00e9 poss\u00edvel dar conta de fazer tanta coisa e ainda querer inovar em outras?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil falar disso, mas n\u00f3s somos plurais, somos m\u00faltiplas, mas eu acabei acumulando fun\u00e7\u00f5es por uma quest\u00e3o de necessidade mesmo. Pegando esse gancho, eu n\u00e3o fui produtora do filme \u201cL.O.C.A\u201d, mas de alguma maneira o meu instinto estava ali conversando com as minhas amigas, com a Carolina (Jabor) e com a Claudia (Jouvin) j\u00e1 falando sobre ter consci\u00eancia e ampliar essa discuss\u00e3o, vamos contratar mais mulheres nessas fun\u00e7\u00f5es de foquistas, contrarregras e a\u00ed teremos um escopo. N\u00f3s pensamos numa equipe essencialmente feminina, preocupada com as quest\u00f5es raciais. Foi um set lindo de se observar e diverso. \u00c9 muito bom poder mudar isso e, \u00e9 diariamente, constantemente. Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo, a gente sempre arruma, n\u00f3s somos malabaristas e com muitos desejos de que vai dar certo, de fazer, de realizar. Juntas somos mais fortes. A tomada de consci\u00eancia tem que ser individual, mas se n\u00f3s temos escutas, di\u00e1logos, podemos ampliar essa discuss\u00e3o para o coletivo e mudar as a\u00e7\u00f5es. Cada vez mais temos que ter consci\u00eancia e nos questionar. Por que essa personagem tem que ser branca? Por que tem que ser assim? Eu acho que se estamos envolvidas j\u00e1 na contrata\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio, \u00e9 importante ter consci\u00eancia. Fica essa mensagem, juntas somos mais fortes!<\/p>\n<p><strong>Mas as mulheres continuam ganhando muito menos que os homens e, sempre houve muitas reclama\u00e7\u00f5es. Como voc\u00ea, que \u00e9 da classe art\u00edstica, pode ajudar a mudar esse cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma quest\u00e3o de uni\u00e3o mesmo, n\u00f3s temos que pensar sempre em igualdade e respeito e, claro, uni\u00e3o, mas n\u00e3o s\u00f3 das mulheres porque os homens tamb\u00e9m fazem parte dessa mudan\u00e7a, eles tamb\u00e9m s\u00e3o importantes.<\/p>\n<p><strong>Quais foram os conflitos que voc\u00ea viveu para se tornar a mulher que \u00e9 hoje?<\/strong><\/p>\n<p>Boa pergunta! Mas em primeiro lugar \u00e9 ter consci\u00eancia mesmo, de voc\u00ea n\u00e3o aceitar mais qualquer que seja algo que te desrespeita. Como voc\u00ea identifica isso? Te incomodou? Bateu esquisito? Ent\u00e3o te desrespeitou. Existem jeitos de se falar, voc\u00ea n\u00e3o precisa ser agressiva, \u00e0s vezes as pessoas pensam que ser feminista \u00e9 ser agressiva, de voc\u00ea n\u00e3o saber se colocar, tudo \u00e9 quest\u00e3o de delicadeza, voc\u00ea pode expor as suas ideias, as suas quest\u00f5es. Eu comecei a ler \u201cComo Educar Mulheres Feministas\u201d, da Chimamanda Ngozi, ela escreve de uma maneira muito gostosa de ler, s\u00e3o livros f\u00e1ceis, de repente \u00e9 uma boa dica. Eu tamb\u00e9m comecei a ler livros sobre a \u00c2ngela Davis. Fiz uma pesquisa para entender sobre esse tema, esse movimento. Eu acredito muito mesmo que unidas somos mais fortes. N\u00f3s temos a Concei\u00e7\u00e3o Evaristo que \u00e9 uma escritora maravilhosa, inclusive concorreu \u00e0 Academia Brasileira de Letras, est\u00e1 viva, maravilhosa, negra. \u00c9 voc\u00ea come\u00e7ar a ter consci\u00eancia no dia a dia e at\u00e9 com a quest\u00e3o racial e familiar tamb\u00e9m. Eu comecei a conversar com as minhas amigas e n\u00f3s resolvemos nos reunir uma vez por m\u00eas, mas n\u00e3o estava bastando conversar, ent\u00e3o decidimos contratar professoras. Come\u00e7amos a nos reunir com a Djamila Ribeiro, M\u00e1rcia Tibure e Fernanda Felisberto. Eu sou uma pessoa muito ligada ao movimento feminista. N\u00f3s estamos num momento de agregar e n\u00e3o de segregar. N\u00f3s temos que falar sobre isso e que as pessoas tenham mais consci\u00eancia. Eu ouvi o discurso do Joaquim F\u00eanix no Oscar (o ator fez um discurso criticando sobre a desigualdade de g\u00eanero, racial e ind\u00edgena) e \u00e9 impressionante porque \u00e0s vezes a gente n\u00e3o se d\u00e1 conta e \u00e9 diariamente, a cada atitude precisamos ter consci\u00eancia, ent\u00e3o que bom que estamos com escutas mais ativas, mas n\u00e3o s\u00f3 escutas, a gente precisa agir.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 que estamos falando sobre posicionamento, a televis\u00e3o aberta est\u00e1 mudando no sentindo dos padr\u00f5es de beleza, mas a ruptura ainda persiste. Voc\u00ea j\u00e1 sofreu com esses padr\u00f5es, principalmente o da magreza?<\/strong><\/p>\n<p>Mas sofrer por qu\u00ea? Eu nunca sofri n\u00e3o. Eu como de tudo, fa\u00e7o exerc\u00edcios, sou uma pessoa saud\u00e1vel, mas acho que a televis\u00e3o tem que abrir cada vez mais espa\u00e7o, voc\u00ea tem belezas de todas as formas, n\u00e3o podemos nos aprisionar numa s\u00f3, a diversidade existe. N\u00f3s est\u00e1vamos filmando \u201cNos Tempos do Imperador\u201d, uma novela do s\u00e9culo 19, que vai mostrar a escravid\u00e3o, as mulheres subjugadas, mas tamb\u00e9m ir\u00e1 mostrar mulheres fortes. A minha personagem, por exemplo, peita os homens, usa cal\u00e7a, tem outra personagem que \u00e9 da Gabriela (Medvedovski) que faz a Pilar, ela vai querer fazer faculdade, vai querer estudar e o pr\u00f3prio Dom Pedro II j\u00e1 toma uma consci\u00eancia que ele quer que todas as filhas tenham a mesma educa\u00e7\u00e3o que os meninos daquela \u00e9poca. \u00c9 atrav\u00e9s do conhecimento que voc\u00ea consegue ter autonomia. N\u00f3s temos uma hist\u00f3ria e n\u00e3o vamos fugir dela, essa novela n\u00e3o \u00e9 um document\u00e1rio, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 inspirado na hist\u00f3ria. Hist\u00f3ria essa que foi realidade infelizmente, porque existem coisas que precisam tamb\u00e9m ser mudadas, ou que j\u00e1 mudou. A Lu\u00edsa (personagem da novela) veio totalmente a calhar, ela \u00e9 preceptora das princesas, mas tamb\u00e9m uma mulher que cuida do seu engenho, trabalha e luta pela liberdade dos escravos. Ela n\u00e3o pode dar liberdade aos seus escravos, mas instaura a lei do ventre livre nas terras dela, todo filho de escravo nascido nas terras dela, s\u00e3o livres. \u00c9 uma mulher que est\u00e1 em busca de igualdade, de liberdade. Estou feliz em represent\u00e1-la.<\/p>\n<p><strong>Mas ainda existe a quest\u00e3o das mulheres n\u00e3o se unirem e apontarem o dedo na cara das outras, ou porque est\u00e1 gorda, magra, ou cabelo n\u00e3o combina, a roupa&#8230; Enfim, sempre tem algo a ser dito, mas nunca a favor&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Por que as pessoas n\u00e3o tomam conta das pr\u00f3prias vidas? Porque d\u00e1 trabalho olhar pra si! \u00c9 um problema! Precisa fazer an\u00e1lise! Precisamos ter consci\u00eancia. \u00c9 claro que n\u00f3s podemos olhar e admirar o outro, mas nunca cobi\u00e7ar ou julgar. Se voc\u00ea julga o outro quer dizer que voc\u00ea se enxerga julgada. Vamos ter mais leveza nessa vida, mais liberdade. Eu sou total adepta disso, n\u00f3s temos que nos policiar.<\/p>\n<p><strong>Em algum momento dentro dos seus relacionamentos voc\u00ea se viu numa situa\u00e7\u00e3o em que o namorado quis se impor de alguma maneira, como por exemplo, o tipo de roupa que voc\u00ea estava usando?<\/strong><\/p>\n<p>Eu sempre me relacionei com pessoas e at\u00e9 mesmo o meu pai que \u00e9 um homem muito aberto, muito consciente, respeitoso, mas se havia algum coment\u00e1rio do tipo: \u201cEst\u00e1 muito curto\u201d, \u201cN\u00e3o est\u00e1 nada!\u201d (risos), mas tem horas que voc\u00ea quer ouvir, mas acima de tudo tem que passar pelo seu crivo, o seu filtro. Eu tenho ouvidos atentos e acho importante, porque \u00e0s vezes \u00e9 um conselho bom, mas antes de tudo tem que passar pelo seu crivo. Moda \u00e9 comportamento e como voc\u00ea se veste, \u00e9 um pouco como voc\u00ea se expressa, eu, por exemplo, me ocorreu falar de um momento que eu gostei muito do que vesti, que foi na apresenta\u00e7\u00e3o do \u201cFestival de Cinema\u201d do ano passado que havia acabado de acontecer aquele assunto sobre a retirada de cartazes de filmes nacionais do site da ag\u00eancia Ancine. Eu fiquei pensando: \u201cEu vou apresentar o Festival de Cinema este ano que n\u00e3o tiveram patrocinadores, n\u00e3o posso pegar um vestido simplesmente.\u201d Ent\u00e3o acionei o Tomas Azulai da Paradise e ele me ajudou a confeccionar um vestido feito por cartazes do cinema brasileiro que faz parte da identidade cultural do nosso pa\u00eds, do nosso cinema. Cartazes que s\u00e3o muito mais que pe\u00e7as de divulga\u00e7\u00e3o, mas que remetem a uma tomada de consci\u00eancia. Foi bem dif\u00edcil porque eu pedi o vestido numa quinta-feira e tinha que estar pronto na segunda-feira. Ach\u00e1vamos at\u00e9 que n\u00e3o iria dar tempo, porque num dado momento n\u00e3o est\u00e1vamos conseguindo imprimir um cartaz e t\u00ednhamos que mudar, mas n\u00e3o era s\u00f3 mudar, tinha que pensar no contexto pol\u00edtico do filme. Foi toda uma estrutura\u00e7\u00e3o para dar certo, porque se desse errado eu n\u00e3o tinha um plano B. Pensei em levar a curadoria de filmes que foram importantes para o nosso pa\u00eds, vestir estandartes da nossa cultura. O discurso \u00e9 super v\u00e1lido, as palavras t\u00eam poder e s\u00e3o v\u00e1lidas, mas hoje em dia tamb\u00e9m tem imagem instant\u00e2nea, ent\u00e3o, fiquei pensando em como ter uma atitude, um posicionamento para chacoalhar as pessoas de uma forma imediata. Eu fiquei muito feliz porque decidi usar esse momento como um ato de liberdade, de resist\u00eancia e colocar a consci\u00eancia que estou gritando por liberdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Entrevista e texto: Ester Jacopetti<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fotos: Vin\u00edcius Mochizuki<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerada uma das atrizes mais c\u00e9lebres da TV brasileira, Mariana \u00e9 \u00fanica, sens\u00edvel, forte, inteligente e empoderada &nbsp; Mariana Ximenes \u00e9 uma mulher de alma livre. Nos \u00faltimos tempos, os assuntos em pauta ainda revelaram uma cidad\u00e3 mais ativa, presente, se posicionando, lutando, se engajando pelo bem-estar do pr\u00f3ximo. 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