{"id":22610,"date":"2020-06-09T11:12:19","date_gmt":"2020-06-09T14:12:19","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=22610"},"modified":"2024-01-26T11:38:19","modified_gmt":"2024-01-26T14:38:19","slug":"ana-claudia-michels-da-moda-para-a-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2020\/06\/09\/ana-claudia-michels-da-moda-para-a-medicina\/","title":{"rendered":"Ana Cl\u00e1udia Michels: da moda para a medicina"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_22612\" aria-describedby=\"caption-attachment-22612\" style=\"width: 278px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22612\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/1-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"278\" height=\"417\" data-id=\"22612\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/1-683x1024.jpg 683w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/1-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/1-100x150.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 278px) 100vw, 278px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22612\" class=\"wp-caption-text\">Ana Cl\u00e1udia conseguiu realizar o sonho de ser m\u00e9dica, ap\u00f3s anos como modelo internacional<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Desde a inf\u00e2ncia ela sempre sonhou em ser m\u00e9dica. Qualquer assunto que tivesse rela\u00e7\u00e3o com sa\u00fade, l\u00e1 estava ela, curiosa, sempre lendo ou pesquisando. A vida \u00e9 feita de sonhos e vontades e foi durante uma sess\u00e3o com o terapeuta que Ana Cl\u00e1udia Michels decidiu correr atr\u00e1s desse prop\u00f3sito que estava engavetado h\u00e1 anos, j\u00e1 que sua profiss\u00e3o como modelo come\u00e7ou ainda na juventude, aos 14 anos, e estava a todo vapor. Formada em Medicina pelo Centro Universit\u00e1rio S\u00e3o Camilo, Ana Claudia deixa a emo\u00e7\u00e3o falar por si, e n\u00e3o \u00e9 para menos. Durante os anos de estudo, ela engravidou duas vezes, mas n\u00e3o desistiu, continuou seguindo seu caminho, determinada e cheia de vontade. O resultado dessa entrevista exclusiva \u00e0 Revista Regional voc\u00ea confere a seguir.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: Voc\u00ea come\u00e7ou a sua carreira profissional aos 14 anos como modelo, como foi que a sua hist\u00f3ria profissional aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>ANA CL\u00c1UDIA MICHELS: Eu fiz um curso no shopping da minha cidade (Joinville, SC) que uma amiga me indicou e a princ\u00edpio achei que fosse para manequim, na minha \u00e9poca tinha esse tipo de curso onde voc\u00ea aprendia a andar de salto alto, aprendia umas bobagens&#8230; (risos) Mas, na verdade, o professor estava super querendo ensinar a andar numa passarela, eu nem sabia que existia passarela. No final do curso teria uma formatura e um desfile numa cidade pr\u00f3xima e eles precisariam de duas meninas que andassem bem de salto, fui eu e mais uma colega. Foi l\u00e1 que um olheiro (profissional de uma ag\u00eancia de modelos) me descobriu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o in\u00fameras viagens, lugares maravilhosos, que voc\u00ea j\u00e1 visitou, mas as pessoas n\u00e3o t\u00eam ideia dos perrengues que uma modelo internacional passa. Voc\u00ea se lembra de algum momento, especialmente no in\u00edcio da carreira, que tenha vivenciado?<\/strong><\/p>\n<p>Hoje em dia mudou muito, mas na minha \u00e9poca n\u00f3s come\u00e7\u00e1vamos muito jovens, com muito mais incertezas do que certezas e, logo no in\u00edcio, t\u00ednhamos que viajar para outros pa\u00edses, conhecer pessoas, \u00e9ramos meio largadas, n\u00e3o havia um acompanhamento. As primeiras viagens eu fiz com a minha m\u00e3e, mas com 16 anos eu comecei a ir sozinha. N\u00f3s fic\u00e1vamos um per\u00edodo de dois, tr\u00eas meses fora do Brasil em diferentes lugares e n\u00e3o tinha telefone, naquela \u00e9poca era muito caro, ent\u00e3o fal\u00e1vamos uma vez por semana com os nossos pais e rapidinho. Era muito solit\u00e1rio. Mas tamb\u00e9m havia muita cr\u00edtica, coisas que todo mundo j\u00e1 sabe, por conta da sua fisionomia, muito mais cr\u00edtica do que elogio, s\u00e3o v\u00e1rios \u201cn\u00e3os\u201d para ter um pequeno \u201csim\u201d em algum lugar. Quando voc\u00ea \u00e9 muito jovem \u00e9 muito sofrido, marcou todo mundo da minha \u00e9poca de modelo, mas me deixou forte tamb\u00e9m. Eu me sinto uma mulher muito mais forte, mas mesmo assim eu n\u00e3o gostaria que a minha filha passasse por isso, existem outras formas para ela ficar forte tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ali\u00e1s, ap\u00f3s alguns anos dedicados \u00e0 carreira de modelo, voc\u00ea finalmente pode se dedicar \u00e0 Medicina. Por que n\u00e3o foi poss\u00edvel estudar antes e quando realizou esse sonho como voc\u00ea se sentiu?<\/strong><\/p>\n<p>Olha, tirando o dia do nascimento dos meus filhos (Yolanda e Santiago), terminar o curso de Medicina foi, sem d\u00favida, um dos momentos mais especiais, foi a minha maior conquista de todas. Eu nunca vou esquecer, nunca! Eu s\u00f3 adiei esses anos todos porque eu estava totalmente envolvida com o trabalho de modelo, logo no in\u00edcio eu comecei a viajar, quando eu tinha 18 anos a minha carreira deslanchou, ent\u00e3o era o tempo inteiro viajando. Eu vivia totalmente dentro desse mundo, era a minha vida, voc\u00ea praticamente n\u00e3o v\u00ea o tempo passar, mas os anos foram passando e, \u00e0s vezes, as pessoas falavam \u201cvoc\u00ea n\u00e3o queria ser m\u00e9dica?\u201d, porque eu comentava com os meus amigos, mas eu falava como se fosse uma coisa que j\u00e1 tivesse acabado, ficado para tr\u00e1s. E quando eu estava perto de completar 30 anos, estava na terapia e o meu terapeuta sabia que eu amava Medicina, mesmo n\u00e3o fazendo eu gostava muito, o que tinha de texto eu lia, tudo que era relacionado \u00e0 sa\u00fade eu tinha muito interesse em saber, ele perguntou \u201cpor que voc\u00ea n\u00e3o se matricula num cursinho?\u201d. Naquele momento, realmente parecia uma loucura, mas resolvi ver aquilo de uma forma divertida, eu falei \u201ceu vou, o pior que pode acontecer \u00e9 eu aprender muita coisa legal no cursinho, ent\u00e3o eu vou um dia de cada vez e seja o que Deus quiser\u201d. Eu amei voltar a estudar porque eu sempre gostei, depois de um ano e meio eu consegui entrar (na faculdade).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Na sua fam\u00edlia tem algu\u00e9m que \u00e9 m\u00e9dico?<\/strong><\/p>\n<p>Na minha fam\u00edlia tem mais duas m\u00e9dicas, mas que s\u00e3o mais jovens do que eu, s\u00e3o duas primas. Elas se formaram antes de mim, eu comecei muito mais tarde, mas elas sempre souberam que eu tamb\u00e9m queria ser m\u00e9dica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Passada a pandemia voc\u00ea j\u00e1 sabe onde pretende fazer resid\u00eancia, ali\u00e1s, gostaria de se especializar em que \u00e1rea?<\/strong><\/p>\n<p>Eu estava fazendo alguns plant\u00f5es em postos de sa\u00fade e em medicina do trabalho s\u00f3 para manter o contato com paciente, mas eu queria neste ano realmente me preparar para a prova de resid\u00eancia porque \u00e9 muito dif\u00edcil conseguir uma resid\u00eancia legal, \u00e9 muito concorrido. Eu estou com dois filhos em casa, ent\u00e3o fica muito dif\u00edcil e n\u00e3o sobra muito tempo para estudar. Eu quero fazer cl\u00ednica m\u00e9dica, mas eu ainda n\u00e3o sei se fa\u00e7o outra coisa depois, \u00e9 que v\u00e1rias outras especialidades t\u00eam a cl\u00ednica m\u00e9dica como pr\u00e9-requisito, ent\u00e3o eu vou come\u00e7ar por este caminho. Eu gosto muito de cl\u00ednica, gosto de consult\u00f3rio, de conversar com o paciente e tratar v\u00e1rias doen\u00e7as ao mesmo tempo, estou estudando bastante, o melhor hor\u00e1rio que eu consigo estudar \u00e9 a partir das nove da noite, \u00e9 o hor\u00e1rio que as crian\u00e7as j\u00e1 est\u00e3o dormindo, mas antes da pandemia eles estavam na escola, eu conseguia estudar mais, mas agora est\u00e3o subindo no lustre o dia inteiro&#8230; (risos). Eu gosto de estudar, ent\u00e3o pra mim n\u00e3o \u00e9 uma dificuldade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Diante da pandemia, se fosse necess\u00e1rio ir para a linha de frente, voc\u00ea iria?<\/strong><\/p>\n<p>Eu toparia, mas sou rec\u00e9m-formada, se eu for at\u00e9 l\u00e1 n\u00e3o quero s\u00f3 porque \u00e9 um momento hist\u00f3rico, \u00e9 l\u00f3gico que me d\u00e1 vontade, mas eu tenho que pensar em outras coisas antes, eu tenho que proteger os meus filhos, se eu acabo indo para o hospital eu trago essa carga infecciosa para casa, eu n\u00e3o sou m\u00e3o de obra especializada, n\u00e3o me colocaria numa UTI, eu faria outra coisa. Ent\u00e3o o que eu fiz: liguei para minha professora que foi uma das pessoas mais especiais, que tem uma equipe de cl\u00ednica m\u00e9dica no hospital geral de Carapicu\u00edba (Grande S\u00e3o Paulo) e falei para ela que se precisarem de ajuda eu vou. Eu me coloquei \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dela e dos \u201cM\u00e9dicos Sem Fronteiras\u201d para que se eles realmente precisarem de profissionais, mesmo que n\u00e3o sejam qualificados, como eu, eu vou trabalhar, vou com gosto e a fam\u00edlia inteira tem que se arriscar mesmo, mas s\u00f3 nesses casos, mas eu n\u00e3o vou trabalhar s\u00f3 por trabalhar, enquanto houver profissionais mais qualificados do que eu, vou continuar em casa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_22613\" aria-describedby=\"caption-attachment-22613\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-22613\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/2-1-700x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"238\" height=\"348\" data-id=\"22613\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/2-1-700x1024.jpg 700w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/2-1-205x300.jpg 205w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/2-1-103x150.jpg 103w\" sizes=\"(max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22613\" class=\"wp-caption-text\">Como modelo, Ana Cl\u00e1udia numa campanha da Arezzo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>As duas profiss\u00f5es t\u00eam seus n\u00edveis de dificuldades, mas se tiver que optar por uma delas, qual voc\u00ea escolheria?<\/strong><\/p>\n<p>Ah, mas eu j\u00e1 escolhi, eu continuo modelando, mas muito pouco. Desde que eu entrei no cursinho pr\u00e9-vestibular nunca mais fiz trabalho fora do Brasil, eu realmente estou fazendo trabalhos espec\u00edficos no qual eu sou chamada, quando me procuram na ag\u00eancia, eu n\u00e3o vou a casting para sele\u00e7\u00e3o nem nada porque eu j\u00e1 fiz essa escolha h\u00e1 muito tempo, mas eu acho uma del\u00edcia continuar trabalhando. Eu fico sempre muito honrada quando me chamam para fazer trabalhos como modelo, \u00e9 gostoso quebrar um pouco a rotina da Medicina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voltando um pouco ao assunto do momento que \u00e9 o novo coronav\u00edrus, voc\u00ea acredita que \u00e9 poss\u00edvel aprender algo com tudo que est\u00e1 acontecendo com a humanidade?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acredito que muita coisa ir\u00e1 mudar, n\u00e3o vamos ser como antes, mas espero que seja para melhor. Estamos todos vivendo um momento muito pesado, mesmo eu sendo uma pessoa cheia de privil\u00e9gios, sei que tem pessoas que passam por esse momento de uma forma muito mais dif\u00edcil do que eu. Mesmo assim acaba deixando a gente meio pra baixo, e com dificuldade de acreditar que a gente vai sair do outro lado e vai ficar tudo bem. Eu fa\u00e7o exerc\u00edcio todos os dias de acreditar que tudo tem um prop\u00f3sito e a humanidade vai sair melhor. Eu espero que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea e sua fam\u00edlia est\u00e3o lidando com o isolamento neste momento porque s\u00e3o duas crian\u00e7as pequenas e elas demandam certa aten\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Eu tenho uma pessoa que trabalha comigo, enquanto eu estava fora, antes da pandemia, ela ficava em casa com as crian\u00e7as, ela \u00e9 da Para\u00edba e desde o in\u00edcio eu falei pra ela \u201cMirtis, voc\u00ea vai ter que decidir, ou \u00e9 ficar aqui ou ir pra Para\u00edba, n\u00e3o d\u00e1 pra ficar indo e voltando na sua casa aqui em S\u00e3o Paulo\u201d, ela n\u00e3o tem fam\u00edlia aqui. Ent\u00e3o ela disse que preferia ficar comigo. Ela \u00e9 muito apegada ao meu filho mais novo, ela est\u00e1 desde o in\u00edcio em casa e gra\u00e7as a ela estou conseguindo estudar um pouco, as crian\u00e7as d\u00e3o trabalho para 15 adultos, e ainda mais sem escola, elas ficam frustradas, mas a gra\u00e7as a Deus, a Mirtis e o meu marido (Augusto de Arruda Botelho) est\u00e3o me ajudando, mas ele est\u00e1 super ocupado com esse programa novo na CNN que \u00e9 todos os dias. Ele sempre foi bom de falar \u201cimagina, uma hora por dia eu chego l\u00e1, estudo e resolvo\u201d&#8230; Mas ele viu que o buraco \u00e9 mais embaixo e a audi\u00eancia \u00e9 alta, ent\u00e3o a partir das onze da manh\u00e3 ele j\u00e1 est\u00e1 lendo os jornais e ficou pra mim e pra Mirtis cuidar das crian\u00e7as e, \u00e0 noite, quando eles dormem, eu estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea comentou sobre o Augusto, ele trabalha em um dos meios de comunica\u00e7\u00e3o mais atuantes no Brasil no momento. Como voc\u00ea enxerga o papel da m\u00eddia diante dessa situa\u00e7\u00e3o? Voc\u00ea acha que a imprensa est\u00e1 cumprindo bem o seu papel?<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00eddia \u00e9 essencial e n\u00f3s precisamos dela. Ela precisa ser livre, \u00e9 a \u00fanica forma de conseguirmos ter informa\u00e7\u00f5es que possamos confiar, principalmente nos dias de hoje, com a quantidade de informa\u00e7\u00f5es falsas divulgadas por a\u00ed, de v\u00e1rias formas, pelo celular, pelas redes sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eu vi que voc\u00ea gravou um v\u00eddeo recentemente falando sobre a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e a import\u00e2ncia do isolamento social e de nos protegermos, mas infelizmente quem deveria dar o exemplo n\u00e3o est\u00e1 dando, como \u00e9 o caso do presidente Jair Bolsonaro. Como influenciadora, como voc\u00ea enxerga esse tipo de comportamento?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho muito triste, muito tr\u00e1gico porque \u00e9 justamente agora que n\u00f3s precisamos de um l\u00edder e estamos vivendo isso h\u00e1 muito tempo no pa\u00eds, essa divis\u00e3o entre esquerda e direita, e vemos um presidente que n\u00e3o consegue conversar e articular com o pr\u00f3prio governo, ent\u00e3o deixa todo mundo muito inseguro, eu acho. Eu vivo numa bolha em S\u00e3o Paulo de pessoas que t\u00eam um pouquinho de no\u00e7\u00e3o, de discernimento que \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade, ent\u00e3o vamos escutar os profissionais de Sa\u00fade e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, mas a gente sabe que o pa\u00eds \u00e9 grande, \u00e9 plural, eles n\u00e3o sabem quem seguir, cada um tem a sua cultura, e com certeza em alguns lugares eles preferem ouvir o presidente que \u00e9 quem aparece mais tamb\u00e9m. \u00c9 muito triste ver isso. \u00c9 mais um obst\u00e1culo, grande inclusive.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por ser da \u00e1rea da Sa\u00fade, como voc\u00ea acha poss\u00edvel um profissional suportar ver a quantidade de pessoas que est\u00e3o morrendo? Como trabalhar o emocional?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que \u00e9 tudo novo, inclusive para o profissional da Sa\u00fade, n\u00e3o s\u00f3 pelas mortes porque infelizmente o profissional acaba se acostumando, mas nunca \u00e9 \u201cmorreu e tudo bem\u201d, \u00e9 sempre uma quest\u00e3o, mas todos os dias a gente v\u00ea algu\u00e9m morrendo, ent\u00e3o n\u00f3s estamos habituados a lidar com isso. O complicado \u00e9 lidar com o n\u00famero grande de mortes de uma doen\u00e7a que voc\u00ea n\u00e3o sabe exatamente o que ela faz, quem pode estar contaminado, quem est\u00e1 levando o v\u00edrus para casa, a inseguran\u00e7a que a pessoa vive n\u00e3o s\u00f3 dentro do hospital, mas quando ela sai de l\u00e1, quando ela pega o \u00f4nibus, quando ela v\u00ea as lojas fechadas, quando ela v\u00ea a fam\u00edlia dela em casa preocupada, ent\u00e3o essa tens\u00e3o toda \u00e9 muito pesada para o profissional da Sa\u00fade, muito mais do que as mortes em si porque a maioria est\u00e1 um pouco mais habituada a isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_22611\" aria-describedby=\"caption-attachment-22611\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-22611\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/3-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"369\" data-id=\"22611\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/3-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/3-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/3-1-113x150.jpg 113w\" sizes=\"(max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22611\" class=\"wp-caption-text\">Ana Cl\u00e1udia, o marido e os filhos durante a quarentena, em S\u00e3o Paulo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a conhecer algum amigo ou colega de profiss\u00e3o que est\u00e1 na linha de frente e que foi infectado?<\/strong><\/p>\n<p>A minha prima e o noivo dela, eles n\u00e3o tiveram praticamente nenhum sintoma, o noivo ficou um dia um pouco mais cansado, mas n\u00e3o de respira\u00e7\u00e3o, ficou cansado mesmo, dormiu um dia inteiro e no dia seguinte j\u00e1 estava \u00f3timo, a minha prima tamb\u00e9m, sorologia positiva e n\u00e3o estava com nenhum sintoma. Eu tenho v\u00e1rios colegas trabalhando, colegas da faculdade que ficaram doentes e em algum momento testaram, mas que n\u00e3o sa\u00edram at\u00e9 agora, ou deu negativo, mas n\u00e3o d\u00e1 para acreditar nesse negativo, \u00e9 muito dif\u00edcil saber o que acontece. A maioria \u00e9 assintom\u00e1tica, por isso seria t\u00e3o bom se tiv\u00e9ssemos testes bons e confi\u00e1veis porque n\u00f3s ter\u00edamos no\u00e7\u00e3o de quantas pessoas j\u00e1 pegaram e est\u00e3o imunes, pelo menos provisoriamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em meio ao isolamento, como voc\u00ea tem se comunicado com a sua fam\u00edlia, pais, av\u00f3s?<\/strong><\/p>\n<p>Eles est\u00e3o em isolamento tamb\u00e9m, quando o Augusto come\u00e7ou na CNN a gente conversou aqui em casa que n\u00e3o daria mais para eu ir para l\u00e1 depois disso, porque n\u00f3s estamos sobre maior risco agora que ele sai todos os dias de casa. Eu fui com as crian\u00e7as para Joinville e ficamos um tempo com os meus pais, voltamos para S\u00e3o Paulo e estamos direto aqui, porque agora n\u00e3o d\u00e1 mais para ir, n\u00e3o sabemos se pegamos ou n\u00e3o, o meu marido tem contato com muitas pessoas todos os dias. N\u00f3s temos uma preocupa\u00e7\u00e3o de contaminar outras pessoas, ent\u00e3o todos ficam em casa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tem alguma coisa que voc\u00ea sente falta de fazer e que era parte de sua rotina antes da pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>Eu sou uma pessoa muito caseira, eu adoro ficar em casa, eu sempre fui assim desde menina, mas as crian\u00e7as est\u00e3o sentindo muito, elas n\u00e3o ficam tranquilas dentro de casa, a de tr\u00eas anos a vida dela era a escola, ent\u00e3o ela sente, ela quer sair, quer conversar com as pessoas, ela n\u00e3o se conforma. N\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o tranquilo ficar em casa. Eu sinto falta dos meus amigos mesmo, de sair para jantar, poder conversar, abra\u00e7ar, beijar, essa \u00e9 a parte que eu mais sinto falta mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>reportagem de Ester Jacopetti<\/em><\/p>\n<p><em>fotos: Zee Nunes e Arquivo Pessoal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a inf\u00e2ncia ela sempre sonhou em ser m\u00e9dica. Qualquer assunto que tivesse rela\u00e7\u00e3o com sa\u00fade, l\u00e1 estava ela, curiosa, sempre lendo ou pesquisando. 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