{"id":22269,"date":"2020-05-14T14:41:33","date_gmt":"2020-05-14T14:41:33","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=22269"},"modified":"2024-01-26T11:14:33","modified_gmt":"2024-01-26T14:14:33","slug":"laurentino-gomes-em-entrevista-exclusiva-a-revista-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2020\/05\/14\/laurentino-gomes-em-entrevista-exclusiva-a-revista-regional\/","title":{"rendered":"Laurentino Gomes em entrevista exclusiva"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_22274\" aria-describedby=\"caption-attachment-22274\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Laurentino-Gomes_-Foto-de-Vilma-Slomp.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22274\" src=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Laurentino-Gomes_-Foto-de-Vilma-Slomp-812x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"320\" data-id=\"22274\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Laurentino-Gomes_-Foto-de-Vilma-Slomp-812x1024.jpg 812w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Laurentino-Gomes_-Foto-de-Vilma-Slomp-238x300.jpg 238w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Laurentino-Gomes_-Foto-de-Vilma-Slomp-119x150.jpg 119w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-22274\" class=\"wp-caption-text\">Laurentino Gomes, autor da trilogia \u201cEscravid\u00e3o\u201d, fala com exclusividade \u00e0 Revista Regional e adianta detalhes sobre os pr\u00f3ximos dois volumes da s\u00e9rie<\/figcaption><\/figure>\n<p><em><strong>O escritor fala sobre o livro mais atual, \u201cEscravid\u00e3o\u201d, e os desafios que o pa\u00eds ainda enfrenta em sua forma\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O escritor Laurentino Gomes voltou \u00e0 luz da nossa hist\u00f3ria para apresentar sua \u00faltima e pertinente pesquisa sobre a escravid\u00e3o. O autor da trilogia 1808, 1822 e 1889, lan\u00e7ou o primeiro volume de uma nova trilogia intitulada \u201cEscravid\u00e3o\u201d, onde aborda a hist\u00f3ria de milh\u00f5es de africanos que foram trazidos \u00e0 for\u00e7a para as col\u00f4nias americanas e tornaram-se escravos, al\u00e9m, \u00e9 claro, dos negros que nasceram j\u00e1 no Brasil na condi\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o. O primeiro volume foi lan\u00e7ado em 2019 e o segundo tem previs\u00e3o para ser lan\u00e7ado ainda este ano. Lauretino, que mora em Itu, concedeu uma entrevista exclusiva \u00e0 Revista Regional e novamente nos traz reflex\u00f5es em torno de nossa forma\u00e7\u00e3o social e desse Brasil que ainda estamos buscando conhecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Depois de mergulhar no Brasil Imperial, como se deu a escolha da pesquisa sobre escravid\u00e3o? O senhor acredita que foi um tema inevit\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p>Escrever sobre a escravid\u00e3o foi uma decorr\u00eancia natural da minha primeira trilogia de livros. Nos meus livros anteriores, eu tinha me dedicado a estudar tr\u00eas datas importantes para a constru\u00e7\u00e3o do Brasil de hoje: 1808, 1822 e 1889, ou seja, os tr\u00eas momentos fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds como na\u00e7\u00e3o independente no s\u00e9culo 19. Essas datas ajudam a explicar a maneira como nos constitu\u00edmos do ponto de vista legal, institucional e burocr\u00e1tico. Por\u00e9m, para entender os aspectos mais profundos da nossa identidade nacional, \u00e9 preciso ir al\u00e9m da superf\u00edcie, observar o que fizemos os nossos \u00edndios e negros, quem teve acesso \u00e0s oportunidades e privil\u00e9gios ao longo da nossa hist\u00f3ria e como a sociedade e a cultura brasileiras foram se moldando desde a chegada de Pedro \u00c1lvares Cabral na Bahia at\u00e9 os dias de hoje. Ao fazer isso, eu me dei conta de que o assunto mais importante da nossa hist\u00f3ria n\u00e3o s\u00e3o os ciclos econ\u00f4micos, as revolu\u00e7\u00f5es, o imp\u00e9rio ou a monarquia. \u00c9 a escravid\u00e3o. O trabalho cativo deu o alicerce para a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa na Am\u00e9rica e a ocupa\u00e7\u00e3o do imenso territ\u00f3rio. Tamb\u00e9m moldou a maneira como nos relacionamos uns com os outros ainda hoje. Neste in\u00edcio de s\u00e9culo 21, temos uma sociedade rica do ponto de vista cultural, diversificada e multifacetada, mas tamb\u00e9m marcada por grande desigualdade social e manifesta\u00e7\u00e3o quase di\u00e1rias de preconceito racial. Isso, no meu entender, \u00e9 ainda heran\u00e7a da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quanto tempo de pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>Ao todo, foram seis anos de pesquisas, nos quais li quase 200 livros sobre o tema. Nessas leituras, eu cheguei \u00e0 \u00f3bvia conclus\u00e3o de que escravid\u00e3o \u00e9 um assunto com o qual todos n\u00f3s, brasileiros, dever\u00edamos nos preocupar. O Brasil foi constru\u00eddo com trabalho cativo, primeiro ind\u00edgena depois africano. O legado da escravid\u00e3o persiste entre n\u00f3s ainda hoje, na forma de preconceito, exclus\u00e3o social, ou, pior, de autonega\u00e7\u00e3o, como se o tema n\u00e3o existisse ou n\u00e3o merecesse ser estudado. Todos n\u00f3s que estamos vivos hoje somos descendentes de escravos ou senhores de escravos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais lugares o senhor visitou para sua pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>Nesses seis anos, viajei por 12 pa\u00edses em tr\u00eas continentes. Estive em Cartagena, na Col\u00f4mbia, que foi o principal porto negreiro do antigo imp\u00e9rio colonial espanhol. Depois percorri o sul dos EUA, cen\u00e1rio da Guerra da Secess\u00e3o, em que mais de 750 mil pessoas morreram para que a escravid\u00e3o fosse abolida pelo presidente Lincoln. Em seguida, morei em Portugal durante seis meses. A partir dali fiz cinco viagens a oito diferentes pa\u00edses africanos: Cabo Verde, Senegal, Marrocos, Angola, Gana, Benim, Mo\u00e7ambique e \u00c1frica do Sul. Tamb\u00e9m estive em Londres e Liverpool, na Inglaterra, que foram grandes centros de constru\u00e7\u00e3o e financiamento de navios negreiros at\u00e9 o final do s\u00e9culo 18. Al\u00e9m disso, percorri o Brasil, visitando, entre outros lugares, quilombos no Estado da Para\u00edba, usinas e engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar em Pernambuco e na Bahia, a Serra da Barriga, em Alagoas, onde morreu Zumbi dos Palmares, o Vale do Para\u00edba, em S\u00e3o Paulo, as antigas minas de ouro e diamantes em Minas Gerais e o Cais do Valongo, que foi o maior porto negreiro das Am\u00e9ricas no s\u00e9culo 19. Em resumo, fiz uma gigantesca reportagem jornal\u00edstica, com esse primeiro volume em 2019 e outros dois a serem publicados sucessivamente em 2020 e 2021.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia de tratar um tema como a escravid\u00e3o no Brasil de hoje?<\/strong><\/p>\n<p>A escravid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um assunto acabado, bem resolvido e congelado no passado. Ainda est\u00e1 vivo entre n\u00f3s, como se pode ver nos discursos de campanhas eleitorais e nas discuss\u00f5es di\u00e1rias que aparecem nas redes sociais. O preconceito \u00e9 uma das marcas das nossas rela\u00e7\u00f5es sociais no Brasil, embora sempre procuremos disfar\u00e7\u00e1-lo construindo<\/p>\n<p>mitos a respeito de n\u00f3s mesmos. Tudo o que fomos no passado, o que somos hoje e o que seremos no futuro tem a ver com as nossas ra\u00edzes africanas e a forma como nos relacionamos com elas. Espero dar uma contribui\u00e7\u00e3o pessoal para o desafio brasileiro de encarar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria escravagista e dela tirar li\u00e7\u00f5es que nos ajudem a construir o futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estudando a escravid\u00e3o, como o senhor v\u00ea os resqu\u00edcios de uma sociedade escravagista nos nossos dias de hoje? Poderia apontar alguns?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 dois principais resqu\u00edcios da escravid\u00e3o no Brasil de hoje. O primeiro \u00e9 o racismo. No passado, tentando disfar\u00e7ar esse trecho profundamente inc\u00f4modo na nossa cultura, n\u00f3s, brasileiros, desenvolvemos alguns mitos a respeito de n\u00f3s mesmos. Um deles \u00e9 o de que ser\u00edamos uma grande e exemplar democracia racial. Isso, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 verdade. Somos um pa\u00eds profundamente preconceituoso e excludente. O segundo resqu\u00edcio aparece nos indicadores sociais. O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo. A parcela mais pobre da popula\u00e7\u00e3o, sem acesso aos recursos e servi\u00e7os do Estado, \u00e9 descendente de escravos africanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em sua fala na Acadil (Academia Ituana de Letras), no final de 2019, o senhor disse que ainda precisamos fazer a segunda aboli\u00e7\u00e3o. Pode nos explicar o que o senhor define como essa segunda aboli\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Alguns dos grandes abolicionistas do s\u00e9culo 19, como o pernambucano Joaquim Nabuco e o baiano Andr\u00e9 Rebou\u00e7as, diziam que n\u00e3o bastava acabar com a escravid\u00e3o. Era preciso tamb\u00e9m enfrentar o seu legado, dando terra, trabalho, educa\u00e7\u00e3o e oportunidades aos ex-cativos e seus descendentes. Isso o Brasil jamais fez. Nossa popula\u00e7\u00e3o afrodescendente foi abandonada \u00e0 pr\u00f3pria sorte. Nabuco tamb\u00e9m dizia que, enquanto n\u00e3o enfrentasse a sua heran\u00e7a escravista, o Brasil nunca seria um pa\u00eds decente. A hist\u00f3ria tem confirmado essa profecia. A desigualdade social, resultado do abandono dos nossos ex-escravos \u00e0 pr\u00f3pria sorte, \u00e9 hoje o principal desafio brasileiro. Sem reduzir as desigualdades, dificilmente alcan\u00e7aremos os patamares de desenvolvimento humano e econ\u00f4mico com os quais sonhamos. Portanto, a constru\u00e7\u00e3o do Brasil dos nossos sonhos \u2013 um pa\u00eds menos desigual e mais justo para todos \u2013 depende de completar a obra da aboli\u00e7\u00e3o iniciada pela Lei \u00c1urea de 13 de maio de 1888. \u00c9 esta segunda aboli\u00e7\u00e3o que nos desafia atualmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que mais te surpreendeu com essa nova pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>Uma surpresa para mim foi constatar que escravid\u00e3o nem sempre foi sin\u00f4nimo de racismo e negritude, como \u00e9 hoje entre n\u00f3s. Quase ningu\u00e9m sabe, mas at\u00e9 o final do s\u00e9culo 17 a maioria dos escravos no mundo era branca. A pr\u00f3pria palavra \u201cescravo\u201d (\u201cslave\u201d, em ingl\u00eas, ou \u201cslavus\u201d, em latim) deriva de \u201ceslavo\u201d, povo branco, de olhos azuis, escravizado no leste da Europa e vendido na bacia do Mediterr\u00e2neo, aos milh\u00f5es, desde a \u00e9poca dos romanos. A escravid\u00e3o \u00e9 um tema doloroso, repleto de sofrimento e crueldade. Ao mesmo tempo, existem aspectos curiosos e instigantes nessa hist\u00f3ria, que poucas pessoas conhecem. No meu livro existem personagens e acontecimentos que certamente v\u00e3o surpreender os leitores, caso do rei do Mali, um dos grandes imp\u00e9rios africanos, que dois s\u00e9culos antes de Vasco da Gama e Pedro \u00c1lvares Cabral tentou chegar ao Brasil atravessando o Atl\u00e2ntico numa flotilha improvisada de canoas. Ou da rainha africana Jinga, que comandou milhares de guerreiros homens e infernizou a vida dos portugueses em Angola no s\u00e9culo 17, e hoje \u00e9 uma hero\u00edna do movimento comunista que fez a liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, na d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Numa entrevista, o senhor comentou que: \u201cInfelizmente, a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o \u00e9 contada por pessoas brancas\u201d. Pode no explicar um pouco como contornar isso e se h\u00e1 como? O senhor buscou fontes negras, descendentes de escravizados?<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil tem e j\u00e1 teve excelentes historiadores que se debru\u00e7aram sobre o assunto, independe de suas origens \u00e9tnicas. Alguns eram brancos, caso de Pierre Verger, Luiz Felipe de Alencastro, Robert Slenes, Silvia Hunold Lara, Sidney Charloub e Emilia Viotti da Costa. Entre os negros se destacam Manolo Garcia Florentino, Roquinaldo Ferreira e Cl\u00f3vis Moura. Todos deram importantes contribui\u00e7\u00f5es ao tema e nunca tiveram sua credencial questionada pela cor da pele, mas sim pela seriedade e profundidade da pesquisa que fizeram. Apesar disso, eu diria que a vis\u00e3o predominante na historiografia brasileira \u00e9 branca. Um exemplo disso est\u00e1 no livro Casa Grande &amp; Senzala, de Gilberto Freyre, que procura vender a ideia de que o Brasil teria tido uma escravid\u00e3o mais ben\u00e9vola, patriarcal e boazinha, o que tamb\u00e9m teria dado origem a uma grande democracia racial brasileira. Tudo isso \u00e9 mito, mas se reflete com grande frequ\u00eancia nos livros did\u00e1ticos. Nos livros est\u00e3o diferentes vis\u00f5es a respeito da hist\u00f3ria da escravid\u00e3o, seus acontecimentos e personagens e tamb\u00e9m o seu legado para as atuais e futuras gera\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma guerra que ainda est\u00e1 longe da acabar e s\u00f3 vai se resolver pelo estudo da hist\u00f3ria da escravid\u00e3o e pela maneira como vamos encarar esses personagens e acontecimentos no futuro. Por isso, logo na abertura desse novo livro, eu explico que existem tr\u00eas poss\u00edveis olhares sobre o assunto: o olhar branco, o olhar negro e o olhar atento, no qual eu procuro me enquadrar. Acredito que a riqueza da disciplina de Hist\u00f3ria est\u00e1 na possibilidade de m\u00faltiplas narrativas, leituras e interpreta\u00e7\u00f5es. O meu \u00e9 um entre muitos outros poss\u00edveis olhares sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Qual a previs\u00e3o de lan\u00e7amento dos pr\u00f3ximos volumes? O senhor poderia adiantar pelo menos os anos abordados ou o recorte hist\u00f3rico a seguir?<\/strong><\/p>\n<p>Os dois pr\u00f3ximos volumes ser\u00e3o lan\u00e7ados em setembro de 2020 e setembro de 2021. O primeiro volume teve seu foco principal na \u00c1frica \u2014 pela \u00f3bvia raz\u00e3o de que, ao escrever sobre a escravid\u00e3o no Brasil, \u00e9 preciso come\u00e7ar pela \u00c1frica. Cobre um per\u00edodo de aproximadamente 250 anos, entre o in\u00edcio das incurs\u00f5es e capturas de escravos pelos portugueses na costa da \u00c1frica, em meados do s\u00e9culo 15, at\u00e9 o final do s\u00e9culo 17. Traz tamb\u00e9m alguns cap\u00edtulos sobre a escravid\u00e3o em outros per\u00edodos da hist\u00f3ria da humanidade, como na Gr\u00e9cia Antiga, no Egito dos fara\u00f3s, no Imp\u00e9rio Romano e nos dom\u00ednios do isl\u00e3 e na pr\u00f3pria \u00c1frica antes da chegada dos portugueses.O segundo livro concentra-se no s\u00e9culo 18, auge do tr\u00e1fico negreiro no Atl\u00e2ntico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes no Brasil e pela dissemina\u00e7\u00e3o do cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar, arroz, tabaco, algod\u00e3o e lavouras e do uso intensivo de m\u00e3o de obra cativa em outras regi\u00f5es do continente. Num per\u00edodo de apenas cem anos, mais de 6 milh\u00f5es de seres humanos foram traficados da \u00c1frica para as Am\u00e9ricas, dos quais 2 milh\u00f5es (um ter\u00e7o do total) s\u00f3 para o Brasil. O terceiro e \u00faltimo volume, a ser lan\u00e7ado em 2021, se dedica ao movimento abolicionista, ao tr\u00e1fico ilegal de cativos, ao fim (pelo menos do ponto de vista formal e legal) da escravid\u00e3o no s\u00e9culo 19 e ao seu legado nos dias atuais. S\u00e3o tamb\u00e9m abordados nos dois volumes finais da trilogia temas como a fam\u00edlia escrava, as alforrias, a escravid\u00e3o urbana, as festas, irmandades e pr\u00e1ticas religiosas, a assimila\u00e7\u00e3o, as fugas, rebeli\u00f5es e os movimentos de resist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>O Brasil deveria se desculpar por ter escravizado tantas pessoas? De que forma?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que um pedido formal de desculpas seja primeiro passo, simb\u00f3lico, mas muito importante. \u00c9 uma forma correta e vis\u00edvel de acertar as contas com o nosso passado injusto, violento e desumano. Mas sozinho esse gesto n\u00e3o resolve todos os desafios relacionados ao tema. Para isso, \u00e9 preciso adotar provid\u00eancias e pol\u00edticas p\u00fablicas que ajudem a corrigir o legado da escravid\u00e3o. Em resumo, isso significa nos empenharmos para reduzir as desigualdades sociais e, principalmente, acabar com as manifesta\u00e7\u00f5es cotidianas de preconceito que tanto nos incomodam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>texto e entrevista: Gisele Scaravelli<\/strong><\/p>\n<p><strong>foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor fala sobre o livro mais atual, \u201cEscravid\u00e3o\u201d, e os desafios que o pa\u00eds ainda enfrenta em sua forma\u00e7\u00e3o social &nbsp; O escritor Laurentino Gomes voltou \u00e0 luz da nossa hist\u00f3ria para apresentar sua \u00faltima e pertinente pesquisa sobre a escravid\u00e3o. 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