{"id":15559,"date":"2018-06-04T17:47:46","date_gmt":"2018-06-04T17:47:46","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=15559"},"modified":"2024-01-26T11:38:45","modified_gmt":"2024-01-26T14:38:45","slug":"alexandre-nero-em-entrevista-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2018\/06\/04\/alexandre-nero-em-entrevista-especial\/","title":{"rendered":"Alexandre Nero em entrevista especial"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_15560\" aria-describedby=\"caption-attachment-15560\" style=\"width: 217px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/05-Alexandre-Nero-Cr\u00e9dito-Globo-Estevam-Avellar.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15560\" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/05-Alexandre-Nero-Cr\u00e9dito-Globo-Estevam-Avellar.jpg\" alt=\"\" width=\"217\" height=\"326\" data-id=\"15560\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/05-Alexandre-Nero-Cr\u00e9dito-Globo-Estevam-Avellar.jpg 2362w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/05-Alexandre-Nero-Cr\u00e9dito-Globo-Estevam-Avellar-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/05-Alexandre-Nero-Cr\u00e9dito-Globo-Estevam-Avellar-681x1024.jpg 681w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/05-Alexandre-Nero-Cr\u00e9dito-Globo-Estevam-Avellar-100x150.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 217px) 100vw, 217px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15560\" class=\"wp-caption-text\">Evite gripes e resfriados t\u00edpicos dessa \u00e9poca com mudan\u00e7as em sua dieta alimentar<\/figcaption><\/figure>\n<p>Poderoso, conservador e machista. Assim \u00e9 o personagem de Alexandre Nero em \u201cOnde Nascem os Fortes\u201d, s\u00e9rie das 23h da TV Globo. Pedro Gouveia \u00e9 um mau-car\u00e1ter que tamb\u00e9m tem suas fragilidades, o que o torna humano, como diz o ator nesta entrevista ao site da REVISTA REGIONAL. \u201cO mais interessante \u00e9 que muitas das decis\u00f5es que ele toma, podem esconder seu verdadeiro car\u00e1ter. \u00c9 um homem encantador, capaz de amar e proteger, sobretudo, a fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m pode agir de forma intempestiva quando se sente afrontado\u201d, conta Nero. Bem-humorado e caprichando nas ironias, o ator n\u00e3o esconde a vaidade de interpretar personagens sedutores que levam as mulheres \u00e0 loucura, como foi o caso do Comendador em \u201cImp\u00e9rio\u201d e Romero R\u00f4mulo de \u201cA Regra do Jogo\u201d. \u201cN\u00e3o sou eu que mexo com as mulheres, mas os personagens. Eu acho \u00f3timo. Tem que ser proposital e quando o personagem pede, n\u00f3s temos que fazer, o que n\u00e3o quer dizer que vamos conseguir. O Comendador mexia com os homens tamb\u00e9m. Eles queriam ter aquele cabelo. \u00c9 muito curioso. Foi um fen\u00f4meno. Eu adoro e n\u00e3o nego, fico honrado. Com \u2018Os Filhos da P\u00e1tria\u2019, eu n\u00e3o consegui seduzir ningu\u00e9m, pra voc\u00ea ver\u201d, ironiza. Com grava\u00e7\u00f5es que aconteceram na Para\u00edba, Nero teve pouco contato com a popula\u00e7\u00e3o local, mas n\u00e3o falta de oportunidade, mas por ser um lugar distante de tudo. Ele deu detalhes sobre a regi\u00e3o e relatou que a farm\u00e1cia mais pr\u00f3xima ficava h\u00e1 dez, 20 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. \u201cN\u00e3o havia praticamente nada. O contato com as pessoas foi rar\u00edssimo. A n\u00e3o ser as que estavam trabalhando no hotel, onde est\u00e1vamos hospedados, mas eram tr\u00eas, quatro, no m\u00e1ximo. Esse dia a dia das pessoas locais, pra n\u00f3s, n\u00e3o existia. Era realmente uma cidade fict\u00edcia, quase deserta, com lugares muito afastados, com fazendas uma longe das outras\u201d, lembra. Confira abaixo a entrevista exclusiva:<\/p>\n<p><strong>Seu personagem em \u201cOnde Nascem os Fortes\u201d \u00e9 um homem apaixonado pela terra onde nasceu e, assim, construiu uma fortuna, mas o que o telespectador ainda pode esperar?<\/strong><\/p>\n<p>Basicamente, o meu personagem (Pedro Gouveia) se desentende com Nonato (Marco Pigossi) que ap\u00f3s uma discuss\u00e3o, desaparece. Ele \u00e9 acusado. O juiz da cidade (F\u00e1bio Assun\u00e7\u00e3o) \u00e9 meu inimigo, e o delegado (Enrique Diaz), que supostamente deveria ser meu aliado, logo no in\u00edcio da trama, se descobre que \u00e9 n\u00e3o \u00e9 quem eu imaginava ser. O Pedro \u00e9 um homem forte da porta pra fora, mas tem fragilidade na vida privada. De algum modo, n\u00e3o se revela por completo e ele usa a imagem de um todo-poderoso da regi\u00e3o como defesa. Ele \u00e9 muito poderoso na cidade e, por isso, tem muitos inimigos, principalmente entre os poderosos. N\u00e3o \u00e9 um personagem totalmente bom, nem totalmente mau, o que o torna muito humano. O mais interessante \u00e9 que muitas das decis\u00f5es que ele toma podem esconder seu verdadeiro car\u00e1ter. \u00c9 um homem encantador, capaz de amar e proteger, sobretudo, a fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m pode agir de forma intempestiva quando se sente afrontado.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea comentou do personagem Nonato (do Marco Pigossi). Podemos confirmar a morte dele? Ou ainda teremos surpresas na trama?<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei o que dizer. \u00c9 complicado. Qualquer informa\u00e7\u00e3o pode ser spoiler. Foi o Pedro Gouveia que matou? O Nonato morreu ou n\u00e3o? Eu fico limitado. \u00c9 sacanagem contar isso na fila do cinema. Meu personagem \u00e9 suspeito. O Z\u00e9 (Jos\u00e9 Luiz Villamarim, dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica) diz que ele n\u00e3o \u00e9 vil\u00e3o, mas eu acho que \u00e9 sim, ele \u00e9 sacana. Dentro desse padr\u00e3o que n\u00f3s temos na sociedade, o Pedro Gouveia \u00e9 um homem t\u00edpico da sua regi\u00e3o. Um cara machista, poderoso, mas dentro dessa cultura, ele n\u00e3o \u00e9 um vil\u00e3o, nem mau-car\u00e1ter, pilantra que passa a perna nas pessoas, que mataria facilmente. Eu defendo a ideia de que qualquer pessoa pode matar algu\u00e9m, seja pra defender seu filho, ou algu\u00e9m que invada sua casa, sei l\u00e1. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito particular, mas uma pessoa pode fazer qualquer coisa, por mais absurda que seja. Ningu\u00e9m est\u00e1 livre de ser acusado de assassinato, ou qualquer outra coisa. O Pedro brigou com esse cara fisicamente, e a cidade inteira sabe. No dia seguinte ele desaparece. Eu acho que todo mundo \u00e9 d\u00fabio, ou triplo, quadruplo. Somos milh\u00f5es de pessoas dentro de uma. Estou com saudades de fazer teatro infantil, porque l\u00e1 \u00e9 vil\u00e3o ou mocinho. Como n\u00f3s n\u00e3o estamos tratando de um assunto infantil, mas com adultos, uma novela das onze, d\u00e1 pra brincar um pouco mais com essas v\u00e1rias facetas e cores do personagem. Ningu\u00e9m \u00e9 100% bom ou mau. Para n\u00f3s, atores, temos que enxergar os personagens dessa forma. N\u00e3o estou falando de maneira pejorativa n\u00e3o, porque eu j\u00e1 fiz muito teatro para a crian\u00e7a e adoro, \u00e9 muito mais f\u00e1cil, divertido, voc\u00ea poder ser vil\u00e3o e ponto final. Quando temos uma hist\u00f3ria mais complexa e mais adulta, \u00e9 sempre mais dif\u00edcil para o ator, autor e para o p\u00fablico. Essa \u00e9 a gra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Na trama ele \u00e9 tido com o Rei do Sert\u00e3o, como \u00e9 interpretar esse homem t\u00e3o distante de voc\u00ea e como foram as grava\u00e7\u00f5es no Nordeste?<\/strong><\/p>\n<p>O passo mais dif\u00edcil sempre \u00e9 me tornar um cara rico, porque nunca tive essa experi\u00eancia e nem ideia. Essa \u00e9 a parte mais dif\u00edcil, e eu nem conhe\u00e7o essas pessoas (risos). Eu poderia fazer um laborat\u00f3rio, viajar pra Viena, ficar convivendo com essas pessoas ricas. Eu ia adorar. N\u00f3s fizemos laborat\u00f3rio em rela\u00e7\u00e3o ao sotaque. N\u00e3o localizamos o lugar, n\u00e3o \u00e9 um sotaque da Para\u00edba ou de Pernambuco. A cidade fict\u00edcia se chama Sert\u00e3o e se passa no Nordeste brasileiro. Por ter sido gravado na Para\u00edba, muitos ir\u00e3o reconhecer, mas o sotaque est\u00e1 misturado e foi intencional. N\u00e3o tem como dizer que est\u00e1 errado. Ficamos durante meses no sert\u00e3o, foi bem complicado e dif\u00edcil. Muito diferente dos outros processos, normalmente vamos para a cidade, e nos afastamos para fazer as grava\u00e7\u00f5es, mas temos contato com as pessoas da regi\u00e3o, por\u00e9m, nesse caso, ficamos absurdamente afastados a ponto de n\u00e3o ter nem farm\u00e1cia por perto, a mais pr\u00f3xima era h\u00e1 dez, 20 quil\u00f4metros. N\u00e3o havia praticamente nada. O contato com as pessoas foi rar\u00edssimo. A n\u00e3o ser as que estavam trabalhando no hotel, onde est\u00e1vamos hospedados, mas eram tr\u00eas, quatro pessoas, no m\u00e1ximo. Esse dia a dia das pessoas locais, pra n\u00f3s, n\u00e3o existia. Era realmente uma cidade fict\u00edcia, quase deserta, com lugares muito afastados, com fazendas uma longe das outras. Havia uma pra\u00e7a onde as pessoas se encontravam, mas elas n\u00e3o moravam por ali. Se voc\u00ea for caminhar, vai pra onde? A primeira comunidade que encontramos, havia tr\u00eas casas. Eu achando que seria maior e que haveria um mercado&#8230; \u00c9 realmente muito deserta.<\/p>\n<p><strong>Esse \u00e9 o seu primeiro encontro com o diretor Villamarim?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, e muito esperado por mim. Ele tem uma linguagem po\u00e9tica, uma preocupa\u00e7\u00e3o com sil\u00eancio, com a respira\u00e7\u00e3o, e tudo vai acontecendo atrav\u00e9s do olhar, n\u00e3o \u00e9 o tempo inteiro falado; \u00e9 algo que a televis\u00e3o havia perdido com o tempo. Para o ator, \u00e9 maravilhoso. \u00c9 uma maneira diferente porque ele gosta muito de trabalhar com plano sequ\u00eancia, ent\u00e3o s\u00e3o cenas imensas num plano s\u00f3. N\u00e3o fica essa coisa toda decupada, que tamb\u00e9m \u00e9 bacana e pra n\u00f3s, atores, \u00e9 muito mais f\u00e1cil porque voc\u00ea consegue esquecer o texto, parar e continuar daqui, mas ali \u00e9 a cena inteira, e n\u00e3o d\u00e1 pra parar. Se errar, tem que come\u00e7ar do in\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>Nessa viagem ao Nordeste, foi muito dif\u00edcil ficar longe do seu filho No\u00e1, j\u00e1 que ele ainda \u00e9 um bebezinho? \u00c9 a primeira vez que voc\u00ea fica longe dele?<\/strong><\/p>\n<p>Com essa dist\u00e2ncia sim. Pra mim, essa foi a parte mais dif\u00edcil, ficar longe dele. Quando dava mat\u00e1vamos a saudade pelo celular, mas havia lugar que n\u00e3o pegava. \u00c9 uma coisa de doido. S\u00f3 no hotel funcionava o Wi-Fi, mas quando sa\u00edamos pra grava\u00e7\u00e3o, fic\u00e1vamos absolutamente sem celular, nada!<\/p>\n<p><strong>Nesses \u00faltimos trabalhos, voc\u00ea tem dado um tempinho de novelas, j\u00e1 que a \u00faltima foi em 2015 (A Regra do Jogo) por que?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos fazendo um novo formato. Eu acho que a emissora nunca havia feito nada parecido. \u00c9 algo bastante in\u00e9dito. Porque o nome \u00e9 supers\u00e9rie? De cara pensamos que \u00e9 uma s\u00e9rie, mas n\u00e3o \u00e9, e n\u00e3o \u00e9 uma novela. Ainda n\u00e3o sabemos definir, mas a emissora encontrou uma nomenclatura. \u00c9 complicado para n\u00f3s, atores, diretores e toda a equipe, gravar esse processo, porque s\u00e3o 50 cap\u00edtulos, e n\u00f3s gravamos como se fosse uma s\u00e9rie, ou seja, praticamente como se grav\u00e1ssemos quatro ou cinco temporadas de uma s\u00f3 vez. Isso \u00e9 uma cacetada. Diferente de novela, a s\u00e9rie \u00e9 uma temporada com 12 cap\u00edtulos, ent\u00e3o constru\u00edmos essa hist\u00f3ria facilmente na cabe\u00e7a. Um filme nem se fala, s\u00e3o duas horas, ent\u00e3o \u00e9 mole, mas 12 cap\u00edtulos v\u00e3o num lugar. A novela, s\u00e3o quase 200 cap\u00edtulos e as pessoas compreendendo a hist\u00f3ria semanalmente, ent\u00e3o gravamos e descartamos. Esse n\u00e3o. Chegam os 50 cap\u00edtulos, gravamos o terceiro, e pulamos para o 40\u00ba, depois o 20\u00ba, 50\u00ba. Chega uma hora que a gente fica louco e n\u00e3o sabe mais o que est\u00e1 fazendo. O personagem j\u00e1 se separou, j\u00e1 bateu no filho, j\u00e1 fez as pazes, j\u00e1 nem sei mais o que est\u00e1 acontecendo com o personagem, de tanto que vai e volta. \u00c9 uma novidade pra todo mundo, para os diretores, e para a continu\u00edsta que tem o trabalho mais dif\u00edcil, porque ela precisa saber cada detalhe da hist\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 novela, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma s\u00e9rie. \u00c9 um neg\u00f3cio. Sem d\u00favida, o trabalho mais dif\u00edcil que eu j\u00e1 fiz. Em cinema \u00e9 diferente, quando voc\u00ea \u00e9 protagonista de um filme, tem 30 cenas. Aqui n\u00f3s fazemos essa quantidade em um \u00fanico dia. N\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Em torno do seu personagem, a morte do Nonato acontece porque ele se envolve com a sua amante na trama. Essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de posse j\u00e1 que ele \u00e9 Pedro Gouveia poderoso?<\/strong><\/p>\n<p>Eu sempre acho que \u00e9 amor ou paix\u00e3o. O casamento dele n\u00e3o est\u00e1 bem, mas tudo fica flutuando, ele se desentende com a mulher o tempo inteiro. Eles t\u00eam problemas sexuais, a amante \u00e9 uma mulher bonita, fervorosa, quente, sensual e tudo vai acontecendo. Ah, ent\u00e3o por que n\u00e3o se separa? Porque se fosse f\u00e1cil todo mundo se separava. \u00c9 dif\u00edcil. Existe a fam\u00edlia, ele tem amor pela esposa, mas \u00e9 muito complexo. O Pedro se apaixona pela amante sim, a ideia \u00e9 o melodrama na televis\u00e3o, que \u00e9 estar sempre pr\u00f3ximo das pessoas que est\u00e3o nos assistindo. \u00c9 claro que ele tenta salvar o casamento e todo mundo merece perd\u00e3o. Ele n\u00e3o vai embora, porque ele e a esposa ficam tentando, mas n\u00e3o s\u00f3 pelos filhos. Voc\u00ea n\u00e3o casa com algu\u00e9m, s\u00f3 por casar, mas porque gostou dela. As pessoas n\u00e3o deixam de se amar, os envolvimentos s\u00e3o outros. Enquanto voc\u00ea est\u00e1 com aquela pessoa, voc\u00ea acredita que tudo pode recome\u00e7ar, e, \u00e0s vezes, recome\u00e7a, outras n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nesse trabalho voc\u00ea reencontra a Lara Tremouroux e que pela segunda vez ela faz a sua filha. Como tem sido essa experi\u00eancia entre voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00f3tima, mas bem diferente do nosso primeiro trabalho em \u201cFilhos da P\u00e1tria\u201d. &nbsp;O amorzinho \u00e9 o mesmo, mas aqui \u00e9 drama porque ela \u00e9 uma menina doente, e l\u00e1 era com\u00e9dia, muito mais leve. O Pedro \u00e9 um cara afetivo, amoroso, ele se transforma numa crian\u00e7a perto dos filhos, mas dentro desse universo, apesar de eu nunca ter vivido, deve ser muito dif\u00edcil para o homem, mas pra mulher nem se fala. Mulher, infelizmente nesse universo a briga \u00e9 muito maior. Num mundo machista. O homem tem que mostrar o tempo inteiro que \u00e9 macho, que grita mais, que \u00e9 o poderoso. \u00c9 um lugar em que as pessoas andam com um rev\u00f3lver na cintura. Ele n\u00e3o anda porque tem seguran\u00e7a, mas \u00e9 meio faroeste. \u00c9 uma brincadeira que o Z\u00e9 est\u00e1 fazendo, mas seria at\u00e9 leviano comparar com um faroeste, porque \u00e9 superficial, mas tem aquele vento que bate e levanta a poeira, que \u00e9 muito t\u00edpico. E com a D\u00e9bora (Bloch) \u00e9 a primeira vez. \u00c9 uma admira\u00e7\u00e3o muito grande, desde \u201cBete Balan\u00e7o\u201d (filme de 1984).<\/p>\n<p><strong>Fazendo paralelo ao t\u00edtulo da s\u00e9rie e as atrocidades que est\u00e3o acontecendo, n\u00e3o s\u00f3 no Rio de Janeiro, mas no mundo, voc\u00ea diria que seu filho nasceu forte?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 pra nascer j\u00e1 \u00e9 preciso ser forte. Depois que o meu filho nasceu, eu descobri que o intestino dele s\u00f3 se desenvolve depois que ele nasce, e por isso, ele sente muita dor. N\u00f3s temos que aprender a andar e a falar. N\u00f3s somos muito foda por estarmos aqui. Quando afunilamos pelo Brasil afora e o mundo, percebemos onde est\u00e3o as pessoas mais fortes mesmo. Algo t\u00edpico e curioso, por exemplo, a grande cria\u00e7\u00e3o dessas pessoas onde gravamos, \u00e9 que eles comem a carne de bode, porque \u00e9 um animal forte que come at\u00e9 pedra. O gado n\u00e3o sobrevive, porque al\u00e9m de pouca \u00e1gua, ele precisa do verde, do pasto. Esse animal \u00e9 t\u00edpico da \u00c1sia, um bicho que se vira, sobe em \u00e1rvore, cava, acha comida pra sobreviver. O brasileiro \u00e9 assim tamb\u00e9m. L\u00e1 no Nordeste eles t\u00eam muito orgulho, e, pra n\u00f3s, \u00e9 um preconceito, porque \u00e9 pejorativo, mas l\u00e1 n\u00e3o, eles se orgulham muito do animal porque \u00e9 muito forte.<\/p>\n<p><strong>Quais foram as principais influ\u00eancias na constru\u00e7\u00e3o do seu personagem?<\/strong><\/p>\n<p>O Z\u00e9 (diretor) deu v\u00e1rias refer\u00eancias de filmes, cheguei a assistir \u201cBoi Neon\u201d (2015) com Juliano Cazarr\u00e9 que foi maravilhoso, mas o personagem era um cara simples, que tem dinheiro, mas aqui n\u00e3o cabe essa humildade. O Pedro \u00e9 quase um coronel contempor\u00e2neo. O Z\u00e9 tomou muito cuidado nesse sentido. O personagem tem tatuagens, e talvez as pessoas ir\u00e3o estranhar, mas \u00e9 um cara contempor\u00e2neo, que viaja pelo mundo, que tem bom gosto porque toma vinhos e queijos e n\u00e3o um cara que s\u00f3 toma pinga e come bode. Ele tem dinheiro, vive no universo dele, conhece o mundo inteiro. \u00c9 dif\u00edcil se mirar em algu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Em 2014, voc\u00ea fez \u201cImp\u00e9rio\u201d e seu personagem mexeu com o imagin\u00e1rio das mulheres, talvez pelo poder que ele mostrava ter. Voc\u00ea acredita que esse seu personagem atual tamb\u00e9m tenha esse efeito?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que sim, por ser um homem poderoso, e estar muito pr\u00f3ximo desse universo do Comendador. Obviamente algumas pessoas ir\u00e3o comparar, porque s\u00e3o universos pr\u00f3ximos, mas eu tamb\u00e9m n\u00e3o vejo problema, porque \u00e9 inevit\u00e1vel. Eu sou a pessoa e n\u00e3o tem como trocar o olho, o nariz, a n\u00e3o ser que eu me torne outra coisa, mas j\u00e1 fiz personagens que est\u00e3o muito mais parecidos com esse, do que o Comendador, e que tem muito mais a ver. Ele \u00e9 mais humorado que o Comendador, muito mais potente, forte no sentido de contempor\u00e2neo, divertido, carism\u00e1tico, mas tem esse lugar do poder, do homem poderoso e nordestino. Ele n\u00e3o \u00e9 um sedutor, nem eu achava que o Comendador era, pelo menos n\u00e3o lembro. O Romero R\u00f4mulo (\u2018A Regra do Jogo\u2019, 2015) era.<\/p>\n<p><strong>Mas voc\u00ea sabe que as mulheres ficam mexidas quando voc\u00ea tem um personagem novo na televis\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sinto-me \u00f3timo e que isso d\u00ea ibope, mas \u00e9 muito particular e tem a ver com o personagem, sem d\u00favida nenhuma. Eu tinha acabado de fazer esses dois (Romero e Comendador), n\u00e3o sou eu que mexo com as mulheres, mas os personagens. Eu acho \u00f3timo. Tem que ser proposital e quando o personagem pede, n\u00f3s temos que fazer, o que n\u00e3o quer dizer que vamos conseguir. O Comendador mexia com os homens tamb\u00e9m. Eles queriam ter aquele cabelo. \u00c9 muito curioso. N\u00e3o era s\u00f3 com as mulheres, mas ele mexia com todo mundo. Foi um fen\u00f4meno. Eu adoro e n\u00e3o nego, fico honrado. Com \u201cOs Filhos da P\u00e1tria\u201d, eu n\u00e3o consegui seduzir ningu\u00e9m, pra voc\u00ea ver (risos).<\/p>\n<p><em>reportagem de: Ester Jacopetti<\/em><\/p>\n<p><em>foto: Estevam Avellar<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poderoso, conservador e machista. Assim \u00e9 o personagem de Alexandre Nero em \u201cOnde Nascem os Fortes\u201d, s\u00e9rie das 23h da TV Globo. 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