{"id":14199,"date":"2018-03-07T09:33:07","date_gmt":"2018-03-07T09:33:07","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=14199"},"modified":"2024-01-26T11:38:49","modified_gmt":"2024-01-26T14:38:49","slug":"entrevista-especial-com-bruna-marquezine","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2018\/03\/07\/entrevista-especial-com-bruna-marquezine\/","title":{"rendered":"Entrevista especial com Bruna Marquezine"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_14200\" aria-describedby=\"caption-attachment-14200\" style=\"width: 239px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14200 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1.jpg\" alt=\"Jo\u00e3o Cota\/TV Globo\" width=\"239\" height=\"359\" data-id=\"14200\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1.jpg 853w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-682x1024.jpg 682w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-100x150.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14200\" class=\"wp-caption-text\">\u201cEstou numa fase de experimenta\u00e7\u00f5es e, pra ser bem sincera, n\u00e3o acompanho a repercuss\u00e3o de quase nada! N\u00e3o me interessa! J\u00e1 passei pela fase onde eu me importava muito\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tudo que ela faz vira not\u00edcia e, apesar de ter crescido diante das c\u00e2meras, Bruna Marquezine precisou de muita terapia, medita\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 momentos solit\u00e1rios, para construir sua personalidade, sem deixar que o mundo das celebridades e glamouriza\u00e7\u00e3o a transformassem numa pessoa vazia e f\u00fatil. Ao longo dos anos foram diversas entrevistas, para reconhecer uma jovem mulher, como ela mesma se intitula, mais madura, segura de si, e com personalidade. \u201cEstou numa fase de experimenta\u00e7\u00f5es, e pra ser bem sincera, n\u00e3o acompanho a repercuss\u00e3o de quase nada! Estou falando de cora\u00e7\u00e3o aberto. N\u00e3o me interessa! J\u00e1 passei pela fase onde eu me importava muito. Quanto mais prestamos aten\u00e7\u00e3o nos outros, mais nos limitamos, e nos distanciamos de quem somos\u201d, enfatizou a atriz. Considerada um dos nomes mais cobi\u00e7ados na TV, Bruna come\u00e7ou o ano diante de um grande desafio: interpretar a princesa Catarina em \u201cDeus Salve o Rei\u201d, sua primeira grande vil\u00e3. \u201cA Catarina n\u00e3o \u00e9 um pouco malvada, ela \u00e9 malvada de verdade. Existe uma entrega e uma energia muito grande, porque a personagem me possibilita criar e explorar novos lugares. Ela tem uma postura diferente, \u00e9 uma mulher dissimulada, que sabe a hora de agir, de falar, muito determinada, calculista, e sabe muito bem o que quer. Nunca imaginei que fosse t\u00e3o dif\u00edcil se permitir sentir tanto \u00f3dio, raiva, deixar as emo\u00e7\u00f5es chegarem nesse lugar de desprezo. \u00c9 cansativo\u201d, comentou Bruna, que no in\u00edcio do projeto, n\u00e3o se sentia segura para interpret\u00e1-la, mas que, ao longo do processo, vem aprendendo com a personagem. Nesta entrevista especial, em comemora\u00e7\u00e3o aos 15 anos da Revista Regional, voc\u00ea ter\u00e1 a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa leonina. Enjoy!<\/p>\n<p><strong>REVISTA REGIONAL: Em \u201cDeus Salve o Rei\u201d, voc\u00ea interpreta a princesa Catarina, sucessora ao trono, com ambiciosos planos para o reino. Essa \u00e9 sua primeira vil\u00e3 na dramaturgia.<\/strong><\/p>\n<p>BRUNA MARQUEZINE: Nunca pensei que seria t\u00e3o dif\u00edcil, mas tamb\u00e9m muito divertido, e cada dia \u00e9 uma conquista. No final do trabalho, \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de muito prazer, de realiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 cansativo e exaustivo fazer uma vil\u00e3, principalmente numa hist\u00f3ria que n\u00e3o \u00e9 o nosso dia a dia, mas de \u00e9poca. N\u00f3s temos permiss\u00e3o pra irmos um pouco al\u00e9m. A Catarina n\u00e3o \u00e9 um pouco malvada, ela \u00e9 malvada de verdade. Existe uma entrega e uma energia muito grande, porque a personagem me possibilita criar e explorar novos lugares. Ela tem uma postura diferente, \u00e9 uma mulher dissimulada, que sabe a hora de agir, de falar, muito determinada, calculista, e sabe muito bem o que quer. Com cada pessoa, ela tem um comportamento, pra mim como atriz \u00e9 muito rico, porque com a personagem eu tenho possibilidades de criar facetas diferentes. Se o elenco n\u00e3o estiver bem alinhado, desde a forma de falar, de estar, de ser, o p\u00fablico n\u00e3o vai acreditar, e eles precisam embarcar nessa hist\u00f3ria. Desde o in\u00edcio houve uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande, de criar de uma forma consistente. Imagine como foi nossa prepara\u00e7\u00e3o antes de ver a cidade cenogr\u00e1fica? Antes de ver os efeitos especiais? Era dif\u00edcil embarcar nesse universo medieval, mas t\u00ednhamos uma miss\u00e3o ainda maior, que era acreditar e fazer com o que o p\u00fablico acreditasse tamb\u00e9m. Tenho muito orgulho em faz\u00ea-lo, porque \u00e9 bonito ver a emissora inovando, e fazendo o que nunca foi realizado. \u00c9 emocionante!<\/p>\n<p><strong>Mas sua trama \u00e9 baseada s\u00f3 em maldades?<\/strong><\/p>\n<p>A nossa hist\u00f3ria at\u00e9 tem humor, tem pouqu\u00edssimo, na verdade, mas est\u00e1 nas situa\u00e7\u00f5es, ao redor da Catarina, mas de fato ela \u00e9 uma mulher m\u00e1. Pra fazer qualquer personagem, \u00e9 necess\u00e1rio ter distanciamento. O processo se torna complicado, porque come\u00e7a a misturar a sua vida, com a do personagem, nesse caso \u00e9 bem dif\u00edcil, porque estamos contando uma hist\u00f3ria de \u00e9poca, dessa mulher cruel. Nunca imaginei que fosse t\u00e3o dif\u00edcil se permitir sentir tanto \u00f3dio, raiva, deixar as emo\u00e7\u00f5es chegarem nesse lugar de desprezo. \u00c9 cansativo. A Catarina n\u00e3o gosta das pessoas, ela tem pregui\u00e7a das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Essa \u00e9 a primeira vez que voc\u00ea contracena com a Marina Ruy Barbosa, como tem sido essa troca entre voc\u00eas, j\u00e1 que come\u00e7aram praticamente juntas?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s tivemos um m\u00eas de prepara\u00e7\u00e3o praticamente com todo o elenco. Foi bom e importante pra cria\u00e7\u00e3o de todos os personagens, para conhecermos esse universo. \u00c9 a primeira vez que fazemos uma novela medieval, n\u00e3o \u00e9 algo que estamos acostumados, e pra fazer de forma cr\u00edvel, que todas aquelas pessoas viveram naquela \u00e9poca, foi necess\u00e1ria uma entrega muito grande. \u00c9 doido, porque come\u00e7amos (Bruna e Marina) praticamente juntas, na mesma \u00e9poca, e nunca nos cruzamos, o que \u00e9 muito louco, porque trabalhamos na mesma emissora durante muito tempo. Essa ser\u00e1 nossa primeira vez. O embate das duas n\u00e3o \u00e9 algo estabelecido de cara, mas mais pro meio da hist\u00f3ria, e n\u00e3o \u00e9 muito comum e nem \u00f3bvio.<\/p>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao figurino da sua personagem, que est\u00e1 incr\u00edvel, voc\u00ea sentiu alguma dificuldade por ser de \u00e9poca? \u00c9 uma roupa muito pesada?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um figurino que se transforma muito, mas n\u00e3o \u00e9 desconfort\u00e1vel. A base \u00e9 superleve, transforma num vestido, mas se voc\u00ea colocar uma capa por cima, vira outra coisa. N\u00e3o \u00e9 um figurino complicado, de fato s\u00e3o roupas mais encorpadas, mas acredito que ajuda na constru\u00e7\u00e3o do personagem, porque as pessoas naquela \u00e9poca n\u00e3o tinham roupas em que elas se movimentavam tanto. Uma vez que voc\u00ea coloca o figurino, a postura muda.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 chegar a Catarina, foram muitas personagens. Voc\u00ea acredita que de certa forma, as mocinhas te ajudaram a construir essa vil\u00e3?<\/strong><\/p>\n<p>Tudo tem seu momento certo! Dividi com o Fabr\u00edcio (Mamberti, diretor art\u00edstico) e alguns diretores, que eu n\u00e3o me sentia capaz para dar vida a Catarina, porque \u00e9 um papel muito dif\u00edcil, desafiador, mas como uma pessoa que acredita muito em Deus, a palavra diz que: \u2018Deus n\u00e3o d\u00e1 uma cruz na qual n\u00e3o somos capazes de carregar\u2019. Se de certa forma fui aben\u00e7oada com esse papel, vou me dedicar ao m\u00e1ximo, vou doar tudo o que eu tenho pra ela. Esse papel veio num momento especial na minha carreira, em que eu estou mais madura, como uma jovem mulher. Estou com muita sede de trabalhar. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>Essa nova fase em que voc\u00ea se diz mais madura, o que mudou na Bruna?<\/strong><\/p>\n<p>Cresci nesse meio, e todos passamos por muitas transforma\u00e7\u00f5es de pensamentos, comportamentos, maneira de se vestir&#8230; A diferen\u00e7a \u00e9 que me acompanharam. \u00c9 muito doido, porque as pessoas se sentem no direito de cobrar. Gra\u00e7as a Deus, todos os dias acordo um pouco diferente. Sou muito jovem, tenho 22 anos, e estou justamente na fase de descoberta, de autoconhecimento. \u00c9 o que eu tenho buscado na minha vida. Estar cada vez mais conectada com o meu lado espiritual, cuidando da minha alma, descobrindo quem sou como imagem para outras pessoas, o que represento na minha arte, quem sou no meu trabalho. As pessoas me conhecem desde pequenininha, elas acompanharam a minha transforma\u00e7\u00e3o, e \u00e0s vezes \u00e9 cruel voc\u00ea ser cobrada, por causa desse mundo doido. Eu tenho apenas 22 anos de idade, e tenho que me permitir ter essa idade.<\/p>\n<p><strong>O que tem te ajudado em rela\u00e7\u00e3o a essas descobertas, esse amadurecimento que vem acontecendo?<\/strong><\/p>\n<p>Independentemente de religi\u00e3o, sou uma pessoa de muita f\u00e9. \u00c9 muito dif\u00edcil evoluir como ser humano, sem ter momentos solit\u00e1rios, fazer medita\u00e7\u00f5es, momentos de reflex\u00f5es, sem uma boa an\u00e1lise e terapia. Eu tenho buscado cuidar de mim de verdade. Vivemos num momento de muitas apar\u00eancias, e focamos nisso. Neste momento estou cuidando do que realmente \u00e9 importante e v\u00e1lido.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 uma atriz jovem, mas sempre se joga em seus personagens. Nos primeiros meses de novela vimos um tom de voz diferente, um olhar, uma postura. Como tem sido essa intera\u00e7\u00e3o com o Constantino (personagem do ator portugu\u00eas Jos\u00e9 Fidalgo)?<\/strong><\/p>\n<p>Desde quando come\u00e7amos a filmar at\u00e9 agora, a Catarina j\u00e1 mudou muito, e n\u00f3s estamos descobrindo durante o processo detalhes sobre o personagem. Fico feliz com o retorno, e acho muito legal quando as pessoas acreditam num casal, porque \u00e9 o que queremos, contar uma hist\u00f3ria que toque o telespectador, de alguma maneira. O que acontece com esses dois personagens \u00e9 um encontro muito potente. Eles s\u00e3o parecidos, porque tem obsess\u00e3o pelo poder, querem conquistar mais, se unem por essa atra\u00e7\u00e3o, e se tornam parceiros, aliados nessa caminhada. \u00c9 um relacionamento baseado numa paix\u00e3o, numa entrega imensa, mas tamb\u00e9m na inseguran\u00e7a, porque os dois s\u00e3o muito perigosos. A Catarina sabe que a qualquer momento, o Constantino pode tra\u00ed-la. E ele sente que ela pode mandar mat\u00e1-lo. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o muito diferente do que estamos acostumados a ver nas novelas.<\/p>\n<p><strong>Mesmo ela sendo uma vil\u00e3, voc\u00ea consegue tra\u00e7ar um paralelo com a sua personalidade?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre vai existir, mas pela primeira vez, me propus a criar um personagem do zero, sem ter que emprestar nada pra ele, e n\u00e3o identificar minhas caracter\u00edsticas nele. O primeiro passo, quando recebemos um papel \u00e9: O que eu tenho em comum? Porque queremos caminhar pelo mais f\u00e1cil, pra n\u00e3o sofrer tanto, e a Catarina me tirou totalmente da minha zona de conforto, e sair \u00e9 dif\u00edcil. Entender que eu s\u00f3 empresto o meu corpo como instrumento para dar vida a essa mulher \u00e9 dif\u00edcil. Trouxemos um debate, que \u00e9 a ambi\u00e7\u00e3o que tem uma conota\u00e7\u00e3o negativa. A personagem exp\u00f5e logo na primeira fase. Mas a ambi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ruim, mas algo que te motiva a sair do lugar.<\/p>\n<p><strong>No in\u00edcio, as pessoas compararam a novela com o seriado \u201cGame of Thrones\u201d, voc\u00ea acha que tem alguma similaridade?<\/strong><\/p>\n<p>Existe essa compara\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 o mesmo universo. N\u00f3s ficamos lisonjeados, porque fomos comparados com um projeto de muita qualidade. Os personagens n\u00e3o foram comparados, mas sim os figurinos, a caracteriza\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito superficial, porque de fato, n\u00f3s contamos uma hist\u00f3ria diferente, num hor\u00e1rio diferente, com a leveza da com\u00e9dia. O Daniel (Adjafre, escritor) tem uma maneira de escrever muito inteligente, onde o drama pra chegar na com\u00e9dia tem um porque, n\u00e3o \u00e9 gratuito. No in\u00edcio do projeto a dire\u00e7\u00e3o passou que n\u00e3o ter\u00edamos refer\u00eancias, criamos somente baseado no texto do Daniel, que \u00e9 rico de informa\u00e7\u00f5es. Quer\u00edamos que a nossa novela tivesse identidade, mas \u00e9 \u00f3bvio que no meio do processo, buscamos algumas refer\u00eancias s\u00f3 pra enriquecer o trabalho. Eu assisti \u201cGame\u201d durante a prepara\u00e7\u00e3o, gosto muito do estilo de interpreta\u00e7\u00e3o dos atores, mas \u00e9 uma s\u00e9rie muito mais pesada, do que estamos fazendo.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea est\u00e1 interpretando uma vil\u00e3, mas ela \u00e9 uma princesa, como \u00e9 fazer esse tipo de personagem?<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 me fizeram essa pergunta, e eu fiquei refletindo, porque perguntaram se quando eu era crian\u00e7a sonhava em ser uma princesa. Pelo que me lembro, n\u00e3o. Sempre me interessei pelas hist\u00f3rias de aventuras, do que de princesa. Claro que eu tinha uma princesa preferida quando eu era crian\u00e7a, adorava fantasia, mas n\u00e3o me visualizei como uma princesa, e at\u00e9 hoje n\u00e3o, vivendo a Catarina menos ainda, eu n\u00e3o teria paci\u00eancia, n\u00e3o conseguiria. No in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da Catarina, t\u00ednhamos um olhar um pouco mais humano dela, depois entendemos que nessa hist\u00f3ria, era mais interessante que ela fosse de fato cruel, vil\u00e3 mesmo. Ela tem muitas qualidades, \u00e9 uma mulher ambiciosa, como eu disse, mas n\u00f3s temos uma vis\u00e3o meio distorcida do que \u00e9 ambi\u00e7\u00e3o, porque precisamos dela na vida, pra chegarmos a algum lugar. O problema \u00e9 como voc\u00ea faz pra conseguir o que quer. Ela sonha grande, e tem planos para o seu reino. \u00c9 uma mulher sedutora, focada, determinada e muito forte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_14201\" aria-describedby=\"caption-attachment-14201\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-14201 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2.jpg\" alt=\"Sergio Zalis\/TV Globo\" width=\"238\" height=\"358\" data-id=\"14201\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2.jpg 853w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-682x1024.jpg 682w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/2-100x150.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14201\" class=\"wp-caption-text\">Bruna interpretando a princesa Catarina de \u201cDeus Salve o Rei\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ao longo do tempo voc\u00ea foi criando personalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moda, e algumas pessoas fizeram alguns coment\u00e1rios sobre a sua maneira de se vestir. Como voc\u00ea avalia esses coment\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p>Se nos prendermos a todas as cr\u00edticas, seja elas positivas ou negativas, nos afastamos do que de fato somos. Se dermos ouvido demais a tudo que as pessoas dizem a nosso respeito, come\u00e7amos a construir uma imagem a partir do olhar do outro, e n\u00e3o de quem somos. Entendi h\u00e1 pouco tempo, gra\u00e7as ao meu terapeuta, e muitas ora\u00e7\u00f5es, que preciso buscar dentro de mim, de fato quem eu sou, e o que me agrada. A moda \u00e9 uma consequ\u00eancia do meu trabalho, mas n\u00e3o \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o e sim consequ\u00eancia. Comecei a me divertir com a moda, porque \u00e9 arte e me fascina. Vejo a moda como uma maneira de me expressar, e reflete quem eu sou. \u00c9 uma maneira de me descobrir, gosto de ter percep\u00e7\u00f5es diferentes, de pensar que existe uma fun\u00e7\u00e3o maior. Enquanto todo mundo est\u00e1 na zona de conforto de \u201ceu vou usar isso porque tem aceita\u00e7\u00e3o maior\u201d, deixamos de inspirar outras pessoas. Estamos numa \u00e9poca em que todo mundo na sociedade tem algu\u00e9m com voz para represent\u00e1-la de todas as maneiras. N\u00e3o me importo com o que v\u00e3o dizer, se eu souber que algu\u00e9m se sentiu um pouco mais livre, para usar o que deu na telha. As \u00fanicas cr\u00edticas, que de fato s\u00e3o importantes, s\u00e3o ligadas ao meu trabalho, presto aten\u00e7\u00e3o, porque sempre temos que melhorar. Ou cr\u00edticas que venham de pessoas pr\u00f3ximas, ou que trabalhem comigo. Sou feliz por estar onde estou, por ter conquistado tudo, mas sou muito nova. Amo trabalhar, ent\u00e3o vou trabalhar muito, se Deus quiser e me permitir. N\u00e3o sei onde quero chegar, mas quero continuar o meu caminho. Estou numa fase de experimenta\u00e7\u00f5es e, pra ser bem sincera, n\u00e3o acompanho a repercuss\u00e3o de quase nada! Estou falando de cora\u00e7\u00e3o aberto! N\u00e3o me interessa! J\u00e1 passei pela fase onde eu me importava muito. Quando sei, \u00e9 por uma ou outra pessoa. N\u00e3o me visto para agradar as pessoas! Existe alguma regra, em que eu n\u00e3o possa usar jaqueta de couro num casamento? Por que n\u00e3o pode? Por que n\u00e3o podemos vestir o que n\u00f3s queremos? Por que temos que vestir o que vai agradar a maioria? Por que necessariamente ir de longo e prender os cabelos? Amo jaqueta de couro! Quanto mais prestamos aten\u00e7\u00e3o na opini\u00e3o dos outros, mais nos limitamos, e nos distanciamos de quem somos. Uso jaqueta de couro quando eu quero. Eu n\u00e3o consigo entender, \u00e9 muito louco as pessoas acharem que podem opinar sobre quem voc\u00ea \u00e9, e como voc\u00ea quer se expressar.<\/p>\n<p><strong>O fato de voc\u00ea ter crescido diante das c\u00e2meras, de certa forma, te incomodou em algum momento quando voc\u00ea voltou pra dentro de si? Chegou a te fazer repensar sobre a sua carreira?<\/strong><\/p>\n<p>Aconteceu um momento, mas n\u00e3o foi recente, foi quando eu era mais nova, tinha uns 18 anos quando interpretei a Lurdinha (\u2018Salve Jorge\u2019, 2012). O choque foi grande, porque n\u00e3o me tornei mulher, eu tinha 18 anos, era uma menina, mas como a personagem tinha um apelo sexual um pouco maior, as pessoas come\u00e7aram a me olhar diferente. Comecei a receber cr\u00edticas, coment\u00e1rios e pela primeira vez come\u00e7aram a inventar not\u00edcias da minha vida. Da noite pro dia, voc\u00ea dorme crian\u00e7a, estreia uma novela, e do nada falam que voc\u00ea est\u00e1 namorando uma pessoa que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1. Nesse momento eu repensei, porque as consequ\u00eancias dessa profiss\u00e3o me assustaram, mas com ajuda de profissionais, da minha equipe que me ama muito e me protege, da minha fam\u00edlia, f\u00e9, fui entendendo e descobrindo a minha maneira de lidar com isso. No final das contas, quando voc\u00ea trabalha com o que ama, sente que est\u00e1 fazendo o que tem que ser feito. O objetivo maior \u00e9 seguir em frente.<\/p>\n<p><strong>Notamos que voc\u00ea est\u00e1 em \u00f3tima forma, mais magra, e, claro, que as suas postagens nas redes sociais, praticando muay thai, t\u00eam sido bastante comentadas.<\/strong><\/p>\n<p>Fa\u00e7o metade de treino funcional, e a outra de muay thai. Eu amo lutar, porque normalmente quando voc\u00ea est\u00e1 praticando exerc\u00edcio f\u00edsico, fica focada na dor, no sofrimento, no agachamento, em levantar peso, \u00e9 chato! E o muay thai \u00e9 sempre algo novo. Consigo me concentrar e ficar horas treinando, e com prazer, \u00e9 uma del\u00edcia. Existem dias que eu n\u00e3o consigo treinar mesmo, preciso escutar o meu corpo, e n\u00e3o treinar. Mas quando fico muito tempo, parece que o meu dia n\u00e3o rende. Normalmente acontece quando viajo por muito tempo, ou ent\u00e3o quando estou de f\u00e9rias. Parece que tudo piora e come\u00e7o a sentir falta. Procuro me cuidar sempre, claro que quando estou trabalhando fica mais dif\u00edcil, por causa da rotina doida, n\u00e3o consigo treinar sempre. Mas quando estou de f\u00e9rias, consigo me alimentar melhor, nos hor\u00e1rios certos, me exercitar com mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Apesar de voc\u00ea se alimentar muito bem, normalmente o que te tira da dieta?<\/strong><\/p>\n<p>Eu amo comer, posso comer o dia inteiro, gosto de tudo, menos carne e frango. O que me faz sair da dieta s\u00e3o as companhias. N\u00e3o consigo estar com os amigos, e n\u00e3o pensar em tomar um vinho, comer uma pizza&#8230; Mas eu tento manter um equil\u00edbrio. Voltei na nutricionista, e come\u00e7amos uma dieta nova, um detox p\u00f3s-f\u00e9rias, porque eu estava comendo de tudo, mas \u00e9 bem tranquilo, \u00e9 mais pensando numa alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Eu tornei-me vegetariana tem mais ou menos um ano, e evito algumas coisas, sou al\u00e9rgica, dependendo de onde eu vou, levo a minha marmita.<\/p>\n<p><strong>Em algum momento voc\u00ea pensou em investir na carreira internacional?<\/strong><\/p>\n<p>Meus planos s\u00e3o pra trabalhar, porque eu preciso e me faz bem, seja em qualquer lugar do planeta. Quanto a trabalhar fora, desde que eu receba uma boa proposta, um personagem que me encante, vou para qualquer canto do mundo. Eu tenho vontade de aprender, conhecer profissionais novos. 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