{"id":14043,"date":"2018-02-28T11:55:32","date_gmt":"2018-02-28T11:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=14043"},"modified":"2024-01-26T11:38:50","modified_gmt":"2024-01-26T14:38:50","slug":"bianca-bin-de-itu-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2018\/02\/28\/bianca-bin-de-itu-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Bianca Bin: de Itu para o Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_14045\" aria-describedby=\"caption-attachment-14045\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/RAL_26921.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14045 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/RAL_26921.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"334\" data-id=\"14045\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/RAL_26921.jpg 3024w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/RAL_26921-240x300.jpg 240w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/RAL_26921-819x1024.jpg 819w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/RAL_26921-120x150.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14045\" class=\"wp-caption-text\">\u201cSe recebemos desamor, viol\u00eancia e \u00f3dio, n\u00e3o podemos devolver com o mesmo sentimento, porque eles s\u00f3 ser\u00e3o multiplicados\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sua personagem \u00e9 de origem simples, \u00e9 rom\u00e2ntica, tem um bom cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 doce, e \u00e9 gentil, mas calma, as compara\u00e7\u00f5es param por a\u00ed. Interpretando Clara, em \u201cO Outro Lado do Para\u00edso\u201d, sua primeira protagonista no hor\u00e1rio nobre, Bianca Bin conta durante nossa entrevista, que essa \u00e9 uma personagem complexa, principalmente por abordar o tema viol\u00eancia contra a mulher, ali\u00e1s, uma das primeiras cenas da atriz chocou por sua intensidade. \u201cEstou vivendo o dia a dia, estou treinando com a Clara, porque \u00e9 uma hist\u00f3ria dram\u00e1tica, densa, dif\u00edcil. \u00c9 verdadeiramente esburacar e cavar coisas dentro de mim, que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o simples de lidar. S\u00e3o emo\u00e7\u00f5es que permeiam o tempo todo com a vida pessoal e profissional. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio equil\u00edbrio, e saber separar as coisas, levar o trabalho com leveza. \u00c9 o que estou treinando\u201d. Assim como Clara, Bianca tamb\u00e9m saiu cedo de casa, e teve que lidar com saudade de morar longe da fam\u00edlia, especialmente quando se mudou de Itu para o Rio de Janeiro. \u201cQuando eu me distanciei, com quase 500 quil\u00f4metros de diferen\u00e7a, ficou mais chocante. Foi quando me senti completamente sozinha! E eu sou uma pessoa muito dependente emocionalmente, muito carente. Eu era, porque estou trabalhando isso em mim\u201d, brinca a atriz. Espiritualizada, Bianca acredita numa for\u00e7a maior que rege o universo, e que essa for\u00e7a \u00e9 uma entidade feminina. \u201cA humanidade inteira veio do \u00fatero de uma mulher. N\u00f3s viemos dessa terra. Precisamos curar essa rela\u00e7\u00e3o com o feminino, tanto as mulheres como os homens. N\u00f3s temos que devolver o que podemos oferecer de melhor para esse mundo. Estou a servi\u00e7o, de passagem, tenho plena consci\u00eancia disso, ali\u00e1s, \u00e9 a \u00fanica certeza que eu tenho, \u00e9 que isso aqui vai acabar, ent\u00e3o, quero passar da melhor forma poss\u00edvel\u201d, completa. Nesta entrevista exclusiva, saiba mais sobre a trajet\u00f3ria da atriz, que com certeza levantar\u00e1 muitas quest\u00f5es atrav\u00e9s de sua personagem.<\/p>\n<p>REVISTA REGIONAL: Em \u2018O Outro Lado do Para\u00edso\u201d, voc\u00ea interpreta Clara, uma mocinha no hor\u00e1rio nobre. De certa forma, voc\u00ea se sente pressionada?<\/p>\n<p>BIANCA BIN: N\u00e3o! Eu n\u00e3o aceito r\u00f3tulos, porque n\u00e3o me ajuda em nada, pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 causa cobran\u00e7as e press\u00f5es. J\u00e1 sou muito autocr\u00edtica e me pressiono o suficiente para aceitar mais essa que me imp\u00f5em. Esse \u00e9 mais um grande desafio, porque estamos falando de um tema muito delicado, que \u00e9 a viol\u00eancia contra a mulher; o que me move e me toca profundamente. Sinto-me honrada em ter a oportunidade de falar sobre esse assunto. A novela tem um papel social muito importante tamb\u00e9m.&nbsp; A maior dificuldade est\u00e1 a\u00ed, porque eu n\u00e3o estou na minha zona de conforto, estou lidando com um tema que nunca tratei antes, e mexe muito comigo. Preciso me distanciar, manter a Bianca feminista, a mulher empoderada que eu estou tentando me tornar, da Clara, uma menina imatura, ing\u00eanua, fr\u00e1gil, rom\u00e2ntica, l\u00fadica e completamente sonhadora. Manter essa dist\u00e2ncia \u00e9 dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Pela descri\u00e7\u00e3o, voc\u00ea se considera uma mulher completamente diferente da sua personagem?<\/p>\n<p>Eu acho que sim! Cresci muito cedo, sa\u00ed de casa com 16 anos, para estudar teatro em S\u00e3o Paulo. Uma menina do Interior, completamente \u2018jeca do meio do mato\u2019. Fui pra cidade grande, morar longe da minha fam\u00edlia, por isso, tive que crescer muito r\u00e1pido, precocemente, mas isso vai acontecer com a minha personagem tamb\u00e9m. O desenho dela \u00e9 lindo, porque ela sai de uma do\u00e7ura, dessa amabilidade, da emo\u00e7\u00e3o, para raz\u00e3o, compreens\u00e3o, uma consci\u00eancia maior das coisas.<\/p>\n<p>Recordando esse momento em que voc\u00ea saiu da casa dos seus pais, quais foram as principais dificuldades que voc\u00ea enfrentou sozinha, numa cidade grande?<\/p>\n<p>Quando eu passei a morar no Rio de Janeiro, minha maior dificuldade foi ficar muito longe da minha fam\u00edlia, porque estando em S\u00e3o Paulo, a cidade ficava a cem quil\u00f4metros. Todo final de semana eu voltava para l\u00e1 (Itu). Ia l\u00e1 pra resolver algumas coisas, lavar roupas, trazer comida congelada da mam\u00e3e (risos). Voc\u00ea sabe como \u00e9 m\u00e3e, n\u00e9?! Mas quando eu me distanciei, com quase 500 quil\u00f4metros de diferen\u00e7a, ficou mais chocante. Foi quando me senti completamente sozinha! E eu sou uma pessoa muito dependente emocionalmente, muito carente. Eu era, porque estou trabalhando isso em mim (risos).<\/p>\n<p>Antes de aceitar o convite para fazer essa personagem, voc\u00ea estava reservada para fazer \u201cNovo Mundo\u201d, como voc\u00ea ficou sabendo que estava sendo escalada para essa novela?<\/p>\n<p>Pois \u00e9, eu iria interpretar a Domitila (Agatha Moreira), a amante de Dom Pedro (Caio Castro). Estava amimad\u00edssima para trabalhar com o Vin\u00edcius Coimbra (diretor art\u00edstico), porque seria o nosso primeiro trabalho juntos. Mas esses remanejamentos acontecem. Tiraram-me de l\u00e1 e me colocaram nessa novela, mas tamb\u00e9m estou grata, porque \u00e9 uma personagem muito importante.<\/p>\n<p>Em \u201cEt\u00e2 Mundo Bom\u201d, voc\u00ea tamb\u00e9m viveu uma mocinha, voc\u00ea acredita que esse trabalho tamb\u00e9m tenha contribu\u00eddo para viver a Clara?<\/p>\n<p>Com certeza! Mas o Walcyr (Carrasco, autor das duas novelas) vai poder te responder melhor do que eu, mas acredito que trabalho chama trabalho.<\/p>\n<p>Falando sobre o Walcyr, ele elogiou bastante o seu trabalho e acredita que a novela ser\u00e1 um grande sucesso. O que voc\u00ea espera?<\/p>\n<p>Que bom! N\u00e3o espero resultado, estou focada no caminho, no dia a dia, n\u00e3o estou pensando muito no hoje. A minha filosofia tem sido essa, tanto para a vida quanto para o trabalho. Sou uma pessoa muito ansiosa, imperativa, esse tipo de pensamento me deixa ainda mais agoniada, angustiada. \u00c9 um buraco sem volta, e se eu me enfiar nele, vou precisar de ajuda para sair. Procuro olhar para o agora e viver o hoje!<\/p>\n<p>Voc\u00ea iniciou sua carreira em 2009, e desde ent\u00e3o n\u00e3o parou mais, voc\u00ea j\u00e1 comentou que o universo conspira a favor&#8230;<\/p>\n<p>Eu penso o seguinte: tantos amigos talentosos parados, em casa, ou tendo que se produzir fazendo teatro de guerrilha, que \u00e9 muito duro. Nossa profiss\u00e3o \u00e9 uma escolha dif\u00edcil. Eu me considero muito privilegiada por ter esse espa\u00e7o e estar emendando um trabalho no outro. Eu tenho muitos amigos competentes e t\u00e3o talentosos quanto eu, ou mais at\u00e9, que n\u00e3o t\u00eam essa oportunidade. Por isso, me sinto uma grande sortuda.<\/p>\n<p>Durante esse tempo, voc\u00ea dividiu bem os seus personagens entre mocinha e vil\u00e3, mas de repente tem vontade de fazer um personagem c\u00f4mico, por exemplo?<\/p>\n<p>Tenho muito, mas pra tudo tem o seu tempo. Estou acolhendo o que me \u00e9 dado (risos), o que \u00e9 oferecido. Existe o tempo certo pra tudo. Minha carreira est\u00e1 s\u00f3 no come\u00e7o. Os melhores personagens da minha vida, acredito que eu s\u00f3 irei faz\u00ea-los depois dos 30 anos. Estou vivendo o dia a dia, estou treinando com a Clara, porque \u00e9 uma hist\u00f3ria dram\u00e1tica, densa, dif\u00edcil. \u00c9 verdadeiramente esburacar e cavar coisas dentro de mim, que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o simples de lidar. S\u00e3o emo\u00e7\u00f5es que permeiam o tempo todo com a vida pessoal e profissional. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio equil\u00edbrio, e saber separar as coisas, levar o trabalho com leveza. \u00c9 o que estou treinando.<\/p>\n<p>Porque voc\u00ea acredita que os grandes personagens s\u00f3 ser\u00e3o vividos ap\u00f3s os 30 anos?<\/p>\n<p>Eu acredito que uma grande carreira, falando dramaticamente sobre os personagens mais densos, aprofundados, s\u00e3o os mais maduros. Quanto mais o ser humano evolui, mais a ator evolui tamb\u00e9m. Eles est\u00e3o interligados. Depois que eu me tornar m\u00e3e, vou melhorar muito, enquanto atriz. Conforme eu for envelhecendo tamb\u00e9m. Acredito que seja como o vinho.<\/p>\n<p>E j\u00e1 que voc\u00ea comentou sobre maternidade, esse \u00e9 um dos seus planos?<\/p>\n<p>N\u00e3o, ainda n\u00e3o, porque eu tenho muito trabalho, mas quero ser m\u00e3e de fato. Quero criar o meu filho, e estar presente, mas nesse momento eu n\u00e3o posso.<\/p>\n<p>A novela j\u00e1 mostrou cenas de viol\u00eancia, inclusive a primeira cena dela na noite de lua de mel foi bastante impactante. Essas cenas te pegaram muito?<\/p>\n<p>O que mais me pega \u00e9 fazer as cenas de viol\u00eancia. Estou tentando treinar, eu, Bianca, levar com mais leveza diariamente, sem o peso de ser protagonista das nove. As pessoas falam sobre r\u00f3tulo, e eu tampo o ouvido. Recuso-me a abra\u00e7ar isso, porque \u00e9 muita press\u00e3o, de fato! Desde que eu voltei de viagem n\u00e3o parei, e n\u00f3s s\u00f3 temos o domingo pra descansar, e \u00e9 um descanso entre aspas, o trabalho n\u00e3o para, porque em casa continuamos estudando, decupando. \u00c9 muito fren\u00e9tico, uma maratona. Estou malhando pra dar conta, tentando ganhar uma massa muscular, porque toda vez que come\u00e7o um trabalho, vou emagrecendo.<\/p>\n<p>A novela aborda a quest\u00e3o da lei do retorno, de que tudo que vai, volta. Voc\u00ea tamb\u00e9m acredita nessas possibilidades?<\/p>\n<p>Com certeza! Sou muito m\u00edstica e espiritualizada. Acredito numa for\u00e7a maior que rege o universo.&nbsp; Pra mim, \u00e9 uma entidade feminina (risos). \u00c9 a nossa grande m\u00e3e, que \u00e9 o amor de onde n\u00f3s viemos. A humanidade inteira veio do \u00fatero de uma mulher. N\u00f3s viemos dessa terra. Precisamos curar essa rela\u00e7\u00e3o com o feminino, tanto as mulheres como os homens. Maltratamos uns aos outros, e a terra tamb\u00e9m, n\u00e3o cuidamos do que \u00e9 nosso, de onde viemos. A for\u00e7a est\u00e1 a nosso favor. \u00c0s vezes, a vemos contr\u00e1ria a n\u00f3s, mas \u00e9 uma for\u00e7a que se voc\u00ea estiver triste, ela tamb\u00e9m estar\u00e1, e vice e versa. Recebemos tudo multiplicado. O que voc\u00ea d\u00e1 \u00e9 o que voc\u00ea recebe. \u00c9 a lei natural. Aprendemos do menos para o maior. Esse \u00e9 o nosso dia a dia, desde cedo. O que plantamos, colhemos, e se n\u00e3o colhemos aqui, colheremos em outra vida, porque eu tamb\u00e9m acredito nisso.<\/p>\n<p>Durante a novela a vingan\u00e7a tamb\u00e9m ser\u00e1 um dos pontos tocado. Esse assunto \u00e9 legal s\u00f3 na novela?<\/p>\n<p>A vingan\u00e7a nunca \u00e9 plena, mata a alma e a envenena (risos). Eu tenho ascendente em Escorpi\u00e3o, sou de Virgem, que tem fama de ser vingativo, mas n\u00e3o sou t\u00e3o vingativa. Estou me cuidando. N\u00f3s temos que ser proativos nessa vida. Temos que transmutar, transformar as coisas. Se recebemos desamor, viol\u00eancia e \u00f3dio, n\u00e3o podemos devolver com o mesmo sentimento, porque eles s\u00f3 ser\u00e3o multiplicados. N\u00f3s temos que devolver o que podemos oferecer de melhor para esse mundo. Estou a servi\u00e7o, de passagem, tenho plena consci\u00eancia disso, ali\u00e1s, \u00e9 a \u00fanica certeza que eu tenho, \u00e9 que isso aqui vai acabar, ent\u00e3o, quero passar da melhor forma poss\u00edvel. Quero levar o meu trabalho com leveza, porque falar desse tema, que \u00e9 sobre a viol\u00eancia, que me toca profundamente, ainda mais como mulher, porque me machuca, preciso saber me distanciar tamb\u00e9m, me separar dessa personagem, e levar com amor e leveza. \u00c9 o que eu busco!<\/p>\n<p>Trabalhar uma personagem com essa carga dram\u00e1tica \u00e9 bastante intensa. Voc\u00ea tem feito terapia?<\/p>\n<p>Vou come\u00e7ar, porque estou precisando. J\u00e1 tem um tempo que n\u00e3o fa\u00e7o, mas j\u00e1 fiz sim, e acredito que todo mundo deveria fazer. Eu tenho certa dificuldade de verbalizar os meus sentimentos, sinto muita coisa, mas n\u00e3o consigo expressar, tanto que estou com alguns n\u00f3dulos, tratando da tireoide. Acredito que seja muito das coisas que nos calam, dessa sociedade opressora, patriarcal, que vai nos calando. A busca da personagem \u00e9 minha tamb\u00e9m, por esse amadurecimento, empoderamento, pela conex\u00e3o comigo mesma, pela descoberta da minha m\u00e1xima pot\u00eancia feminina que \u00e9 muito forte, ali\u00e1s, todas n\u00f3s somos.<\/p>\n<p>Voc\u00eas precisaram viajar at\u00e9 o Jalap\u00e3o para fazer as primeiras cenas da novela. O que voc\u00ea achou do lugar?<\/p>\n<p>Foi incr\u00edvel! Gostei de conhecer os lugares, at\u00e9 porque eu nunca tinha visto cachoeira de \u00e1gua quente. S\u00f3 tinha mergulhado nas cachoeiras daqui que s\u00e3o gelad\u00edssimas, de S\u00e3o Paulo, Minas. Foi uma novidade pra mim. O Jalap\u00e3o \u00e9 maravilhoso, tem a diversidade do serrado que \u00e9 riqu\u00edssimo, muito quente, um clima seco&#8230; N\u00f3s precis\u00e1vamos hidratar o tempo todo, narina, l\u00e1bios, olhos, corpo. Recebemos milh\u00f5es de recomenda\u00e7\u00f5es da empresa pra esses cuidados. Muita \u00e1gua o tempo todo, mas o lugar \u00e9 bel\u00edssimo. Voc\u00ea vai ver em algumas imagens, e todo mundo vai querer que a gente volte.<\/p>\n<p>Mudando de assunto, como voc\u00ea definiria o seu estilo na hora de buscar uma roupa no arm\u00e1rio?<\/p>\n<p>Olha, como eu estou simples e cl\u00e1ssica&#8230; Sozinha eu n\u00e3o penso nisso (risos), n\u00e3o consigo&#8230; Mas ultimamente as pessoas est\u00e3o t\u00e3o montadas, editadas, mas em tudo na vida, por isso, talvez eu sinta saudades dessa simplicidade, do essencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>entrevista: Ester Jacopetti<\/p>\n<p>foto: Rodrigo Lopes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sua personagem \u00e9 de origem simples, \u00e9 rom\u00e2ntica, tem um bom cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 doce, e \u00e9 gentil, mas calma, as compara\u00e7\u00f5es param por a\u00ed. 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