{"id":1144,"date":"2011-05-04T09:26:45","date_gmt":"2011-05-04T12:26:45","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/?p=1144"},"modified":"2024-01-26T11:36:44","modified_gmt":"2024-01-26T14:36:44","slug":"laurentino-gomes-escreve-novo-livro-em-itu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/2011\/05\/04\/laurentino-gomes-escreve-novo-livro-em-itu\/","title":{"rendered":"Laurentino Gomes prepara livro em Itu"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1145\" aria-describedby=\"caption-attachment-1145\" style=\"width: 256px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-1145\" href=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/site-conversa.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1145 \" src=\"http:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/site-conversa.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/site-conversa.jpg 426w, https:\/\/revistaregional.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/site-conversa-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1145\" class=\"wp-caption-text\">Autor de &quot;1808&quot; vive hoje em Itu, onde prepara nova obra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Autor de \u201c1808\u201d e \u201c1822\u201d, Laurentino Gomes vem conquistando leitores dentro e fora do pa\u00eds, utilizando uma linguagem leve para contar hist\u00f3rias que aprendemos desde crian\u00e7as na escola. Ganhador do Pr\u00eamio Jabuti de 2008 em duas categorias com o livro \u201c1808\u201d (Melhor Livro-reportagem e Livro do Ano de N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o), ele \u00e9 atualmente um dos escritores mais lidos no Brasil e em Portugal.  Depois de anos engavetado, \u201c1808\u201d foi lan\u00e7ado em 2007, na comemora\u00e7\u00e3o dos 200 anos da chegada da fam\u00edlia real ao Brasil, vendendo 700 mil exemplares. J\u00e1 no segundo livro, \u201c1822\u201d, o autor conta o processo da Independ\u00eancia, tendo como protagonista Dom Pedro I. Depois de deixar um importante cargo executivo na Editora Abril, Laurentino se mudou para Itu, onde se dedica apenas a seus livros. Em entrevista exclusiva \u00e0 Revista Regional, o escritor conta como foi essa mudan\u00e7a, porque escolheu Itu e revela um pouco sobre seu pr\u00f3ximo trabalho, \u201c1889\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como era sua vida antes de \u201c1808\u201d e como ela \u00e9 agora? Qual a maior transforma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Um livro tem grande poder de transforma\u00e7\u00e3o. E o primeiro alvo da mudan\u00e7a geralmente \u00e9 o pr\u00f3prio autor. Minha vida mudou bastante desde que lancei o \u201c1808\u201d, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2007. Entre outras novidades, deixei um cargo importante de executivo na Editora Abril, onde trabalhei 22 anos, para me dedicar totalmente aos livros. Tamb\u00e9m troquei a cidade de S\u00e3o Paulo, onde vivi durante 21 anos, por Itu. Hoje passo boa parte do meu tempo lendo, pesquisando ou viajando pelo Brasil para dar aulas, fazer palestras e participar de sess\u00f5es de aut\u00f3grafos e conversas com os leitores. Confesso que nunca estive t\u00e3o feliz. O reconhecimento e o contato com os leitores t\u00eam funcionado como um elixir da juventude para mim. Sinto-me renovado e com muita energia para me dedicar aos futuros livros.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Como surgiu o Laurentino escritor?<\/strong><\/p>\n<p>Sou um t\u00edpico produto da surpreendente mobilidade social brasileira e um exemplo das transforma\u00e7\u00f5es que a educa\u00e7\u00e3o pode proporcionar na vida das pessoas. Meus pais eram cafeicultores pobres do Interior do Paran\u00e1. Tinham poucos anos de estudo. Apesar disso, valorizavam muito a educa\u00e7\u00e3o e, em especial, a leitura. Meu pai, que havia estudado s\u00f3 at\u00e9 o quinto ano prim\u00e1rio, era um leitor voraz. Lia obras de Hist\u00f3ria e Filosofia que tomava emprestadas do p\u00e1roco local, um homem bastante culto. Mesmo vivendo em uma regi\u00e3o distante e carente de tudo, meus pais conseguiram criar condi\u00e7\u00f5es para que todos os quatro filhos completassem o curso superior. E foram bem sucedidos. Tenho muito orgulho das minhas origens, o que tamb\u00e9m refor\u00e7a em mim um grande senso de miss\u00e3o como escritor. Espero, pela leitura, ajudar a promover a vida de outras pessoas, tanto quanto meus pais fizeram por mim ao me estimular a ler e a se interessar pela hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Como foi a escolha do tema que viria a desenvolver?<\/strong><\/p>\n<p>Quando eu era crian\u00e7a, minhas notas na escola eram obviamente melhores em Hist\u00f3ria do que em Matem\u00e1tica, Qu\u00edmica e Biologia. Hist\u00f3ria sempre foi na minha vida uma paix\u00e3o paralela ao jornalismo. Da\u00ed a passar escrever livros sobre o tema foi um pulo. Esse interesse tamb\u00e9m me levou ao Jornalismo. No fundo, a \u00fanica diferen\u00e7a entre os trabalhos dos jornalistas e dos historiadores est\u00e1 na dimens\u00e3o do tempo. Rep\u00f3rteres e editores escrevem a hist\u00f3ria a sangue quente, relatando fatos no instante em que eles acontecem e entrevistando, ao vivo, personagens que no futuro ser\u00e3o objetos de estudo dos historiadores acad\u00eamicos. Sempre tive especial curiosidade pelos momentos fundadores da nacionalidade, que funcionam como o c\u00f3digo gen\u00e9tico de cada pa\u00eds e ajudam a explicar suas caracter\u00edsticas atuais. No caso do Brasil, minha predile\u00e7\u00e3o \u00e9 o s\u00e9culo XIX, o per\u00edodo fundamental na constru\u00e7\u00e3o do estado brasileiro e da edifica\u00e7\u00e3o da identidade nacional. \u00c9 quase imposs\u00edvel compreender o Brasil de hoje sem estudar a vinda da corte de D. Jo\u00e3o para o Rio de Janeiro e a influente decisiva que esse acontecimento teve na Independ\u00eancia em 1822. Eu diria que todas as nossas caracter\u00edsticas nacionais, todos os nossos defeitos e virtudes, j\u00e1 estavam presentes l\u00e1.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Durante quanto tempo voc\u00ea realizou as pesquisas para cada livro?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro livro, \u201c1808\u201d, deu mais trabalho e consumiu mais tempo de pesquisa. Foram ao todo dez anos. Um dos motivos \u00e9 que eu ainda procurava conciliar a atividade de escritor e pesquisador com a de executivo da Editora Abril, onde trabalhei durante 22 anos. A segunda obra, \u201c1822\u201d, saiu mais r\u00e1pido, em tr\u00eas anos, por duas raz\u00f5es. A primeira \u00e9 que decidi deixar a carreira de executivo para s\u00f3 me dedicar aos livros. A segunda \u00e9 que a bibliografia e outras fontes de pesquisa utilizadas s\u00e3o muito semelhantes \u00e0s do \u201c1808\u201d. \u00c9 quase imposs\u00edvel entender a Independ\u00eancia do Brasil, em 1822, sem estudar o que aconteceu nos 13 anos anteriores, durante a perman\u00eancia da corte de D. Jo\u00e3o no Rio de Janeiro. Portanto, a pesquisa do primeiro livro contribuiu decisivamente para o resultado da segunda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Depois de ficar engavetado por um tempo, voc\u00ea decidiu terminar o \u201c1808\u201d e lan\u00e7\u00e1-lo. Qual a sensa\u00e7\u00e3o de receber o pr\u00eamio Jabuti de \u201cMelhor Livro-reportagem\u201d e \u201cLivro do Ano de N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o\u201d, entre outros?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que todo livro deve passar por alguns est\u00e1gios de prova\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio autor com o resultado de seu trabalho. \u00c0s vezes, por alguma raz\u00e3o obscura, o livro n\u00e3o fica t\u00e3o bom quanto o autor gostaria. Pode ser por falta de tempo, de espa\u00e7o para o texto ou mesmo de inspira\u00e7\u00e3o. No meu caso, confesso que fiquei contente com o que escrevi. Com exce\u00e7\u00e3o de alguns poucos erros de revis\u00e3o e checagem, eu n\u00e3o mudaria nada em meus livros. O segundo degrau de valida\u00e7\u00e3o vem dos leitores. Se o livro n\u00e3o vende, por melhor que seja, \u00e9 sempre um problema. Se vende, \u00e9 porque os leitores gostaram do trabalho do autor, sentem que a obra tem alguma contribui\u00e7\u00e3o a dar em suas vidas e recomendam a leitura para outras pessoas. Isso, felizmente, ocorreu tanto com o \u201c1808\u201d quanto com o \u201c1822\u201d. Por fim, h\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o dos cr\u00edticos. Ela pode vir em forma de resenhas publicadas ou na forma de pr\u00eamios liter\u00e1rios. Meus livros tiveram uma acolhida bastante generosa da cr\u00edtica e ganharam, entre outros, dois pr\u00eamios Jabuti e o de Melhor Ensaio de 2008 da Academia Brasileira de Letras. Tudo isso me animou muito a continuar escrever sobre a Hist\u00f3ria do Brasil.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 ter um livro como o \u201c1808\u201d, que voc\u00ea achou que n\u00e3o fosse vender, chegar a marca de 700 mil exemplares vendidos?<\/strong><\/p>\n<p>Nunca imaginei que obras sobre Hist\u00f3ria do Brasil pudessem fazer tanto sucesso. Ainda hoje me surpreendo com a rea\u00e7\u00e3o dos leitores. Recebo dezenas de e-mails todos os dias, nos quais fazem elogios, sugerem temas para futuras obras e pedem que eu n\u00e3o pare de escrever. Vejo com grande alegria a presen\u00e7a de tantos livros sobre esse tema nas listas de best-sellers. \u00c9 sinal de que os brasileiros est\u00e3o olhando o passado em busca de explica\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds de hoje. E a Hist\u00f3ria serve para isso mesmo. Uma sociedade que n\u00e3o estuda Hist\u00f3ria n\u00e3o consegue entender a si pr\u00f3pria porque desconhece as raz\u00f5es que a trouxeram at\u00e9 aqui. E, se n\u00e3o consegue entender a si mesma, provavelmente tamb\u00e9m n\u00e3o estar\u00e1 preparada para construir o futuro de forma organizada e estruturada. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe de onde veio, como saber\u00e1 para onde vai? O estudo de Hist\u00f3ria \u00e9, portanto, fundamental para a constru\u00e7\u00e3o do Brasil do futuro.<\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><strong>O que significou para voc\u00ea, ter um livro que ficou tr\u00eas anos consecutivos como o mais vendido, fora do seu pa\u00eds, em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p>A acolhida entre os leitores portugueses tem sido muito boa. Proporcionalmente, o \u201c1808\u201d vendeu mais em Portugal do que no Brasil. Em setembro de 2010, ao lan\u00e7ar o \u201c1822\u201d em Portugal, vivi um experi\u00eancia nova e encantadora. Antes da sess\u00e3o de aut\u00f3grafos na cidade do Porto, promovida pela minha editora, dei aula sobre Hist\u00f3ria do Brasil para um grupo de estudantes adolescentes de uma escola de ensino b\u00e1sico. Ali pude compreender perfeitamente que o descobrimentos a respeito da hist\u00f3ria brasileira \u00e9 muito grande entre os portugueses. Eles mal sabiam o que significa a data 1822 para n\u00f3s. Mas a rec\u00edproca tamb\u00e9m \u00e9 verdadeira. N\u00f3s brasileiros conhecemos pouco sobre a hist\u00f3ria portuguesa e geralmente n\u00e3o temos no\u00e7\u00e3o do que aconteceu a D. Pedro I ap\u00f3s a abdica\u00e7\u00e3o \u00e0 coroa brasileira, em 1831, quando ele voltou a Portugal para enfrentar o irm\u00e3o D. Miguel na maior e mais sangrenta guerra civil portuguesa. O sucesso dos livros indica que o interesse pela hist\u00f3ria desses pa\u00edses tem crescido muito nos dois lados do Atl\u00e2ntico. E isso \u00e9 uma \u00f3tima not\u00edcia. Brasileiros e portuguesas compartilham ra\u00edzes comuns e precisam conhec\u00ea-las melhor para entender seus pr\u00f3prios pa\u00edses hoje.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><strong>O livro \u201c1822\u201d j\u00e1 vendeu quantos exemplares?<\/strong><\/p>\n<p>Somados, os dois livros j\u00e1 venderam mais de um milh\u00e3o de exemplares no Brasil e em Portugal. Sozinho, o \u201c1808\u201d j\u00e1 ultrapassou a marca dos 700 mil livros vendidos. O \u201c1822\u201d j\u00e1 chegou pelo menos \u00e0 metade disso. S\u00e3o n\u00fameros surpreendentes em um pa\u00eds que tem a fama de ler pouco. O \u00edndice de leitura entre os brasileiros \u00e9 de apenas 0,9 exemplar per capita por ano. Ou seja, menos de um livro por pessoa. Na Fran\u00e7a, esse \u00edndice \u00e9 de quase dez livros por pessoa por ano. Mais surpreendente ainda \u00e9 que o fen\u00f4meno esteja ocorrendo na \u00e1rea de Hist\u00f3ria do Brasil. Sinto-me muito orgulhoso disso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ao que voc\u00ea acha que se deve esse sucesso dos dois livros, sendo temas que aprendemos na escola? Voc\u00ea acredita que se deve a maneira de conduzir a hist\u00f3ria e a linguagem que utiliza neles?<\/strong><\/p>\n<p>Minha contribui\u00e7\u00e3o ao estudo da Hist\u00f3ria do Brasil \u00e9 de linguagem. Uso a t\u00e9cnica e a linguagem jornal\u00edsticas, que aprendi ao longo de 30 anos como rep\u00f3rter e editor de jornais e revistas, para tornar hist\u00f3ria um tema acess\u00edvel e atraente para um p\u00fablico mais amplo, n\u00e3o habituado a ler sobre o tema. Um bom escritor precisa ter a habilidade de escolher as palavras para contar uma est\u00f3ria ou transmitir uma ideia. Ou seja, tem de saber escrever. Tento demonstrar com os meus livros que a Hist\u00f3ria do Brasil pode ser fascinante, divertida e interessante, mas sem ser banal.<\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><strong>O preconceito entre brasileiros e portugueses existe? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Ainda existe algum desentendimento entre brasileiros e portugueses, mas acho que est\u00e1 diminuindo. Em Portugal at\u00e9 algum tempo atr\u00e1s se reclamava muito da concorr\u00eancia dos dentistas brasileiros. Ao mesmo tempo, os portugueses adoram m\u00fasicas, telenovelas, filmes e livros produzidos pelos brasileiros. No Nordeste do Brasil, a presen\u00e7a de turistas portugueses \u00e9 um grande fen\u00f4meno. Ou seja, quase dois s\u00e9culos ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, finalmente estamos conseguindo nos entender. O nosso desafio hoje \u00e9 de aceita\u00e7\u00e3o das nossas ra\u00edzes comuns. N\u00f3s brasileiros somos herdeiros de uma cultura portuguesa e h\u00e1 virtudes nessa heran\u00e7a. Devemos aos portugueses a bem sucedida ocupa\u00e7\u00e3o territorial coisa que os espanh\u00f3is n\u00e3o conseguiram nos seus territ\u00f3rios americanos. Eles tamb\u00e9m nos legaram uma cultura relativamente tolerante do ponto de vista racial, pol\u00edtico e religioso. \u00c9 uma cultura de negocia\u00e7\u00e3o capaz de encontrar solu\u00e7\u00f5es no meio de grandes adversidades e que poder\u00e3o ser usadas no futuro para resolver os nossos problemas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 o grande p\u00fablico dos seus livros?<\/strong><\/p>\n<p>Desde o lan\u00e7amento do primeiro livro, passei a percorrer o Brasil para dar aulas, palestras, participar de sess\u00f5es de aut\u00f3grafos e bate-papo com os leitores. J\u00e1 visitei mais de cem cidades, num total de quase 300 eventos. Tenho observado que o p\u00fablico \u00e9 o mais amplo poss\u00edvel. Tem governadores, prefeitos e presidentes de bancos, mas tamb\u00e9m empregadas dom\u00e9sticas, crian\u00e7as e adolescentes. Por isso fa\u00e7o tanta quest\u00e3o de ir ao encontro do leitor. Sou contra escritores que fazem livros e se escondem dentro de casa, evitando qualquer contato com os leitores. Eu, ao contr\u00e1rio, dou entrevistas, tenho comunidades no Facebook e no Twitter e tamb\u00e9m um site na internet, pelo qual os leitores podem acompanhar a minha agenda, ler entrevistas e artigos publicados sobre mim e minha obra, discutir os posts que fa\u00e7o no meu blog e enviar e-mails para minha caixa postal. \u00c9 como naquela m\u00fasica do Milton Nascimento: \u201cTodo artista tem de ir aonde o povo est\u00e1\u201d. Eu corro atr\u00e1s dos meus leitores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Na abertura do evento \u201cDi\u00e1logos\u201d, em Itu, voc\u00ea comentou que seu pr\u00f3ximo livro ser\u00e1 \u201c1889\u201d. Pode contar um pouco sobre ele?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma ideia que foi tomando corpo naturalmente a partir da publica\u00e7\u00e3o do primeiro livro. O estudo dessas tr\u00eas datas \u00e9 fundamental para entender o Brasil de hoje. Elas explicam a constru\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro durante o s\u00e9culo XIX. Depois de permanecer mais de tr\u00eas s\u00e9culos como uma grande fazenda extrativista de Portugal, o Brasil foi inventado como pa\u00eds em 1808, ano da chegada da corte de D. Jo\u00e3o. Nenhum outro per\u00edodo testemunhou mudan\u00e7as t\u00e3o profundas e aceleradas quanto os 13 anos de perman\u00eancia da fam\u00edlia real no Rio de Janeiro. A principal consequ\u00eancia foi o Grito do Ipiranga, marco da nossa Independ\u00eancia em 1822. Os riscos da separa\u00e7\u00e3o de Portugal, no entanto, eram t\u00e3o grandes que a elite brasileira da \u00e9poca preferiu manter o regime de monarquia constitucional e o poder concentrado nas m\u00e3os do imperador Pedro I, em vez de se aventurar em um projeto republicano que poderia conduzir \u00e0 guerra civil e \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio nacional. Essa situa\u00e7\u00e3o permanece at\u00e9 1889, quando ocorre a dr\u00e1stica mudan\u00e7a de regime pol\u00edtico, de monarquia para rep\u00fablica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 quanto tempo se mudou para Itu e porque a escolheu para viver?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da boa qualidade de vida, Itu tem uma vida cultural muito mais relevante e intensa do que a m\u00e9dia das cidades brasileiras com o mesmo porte. Nesse quesito, \u00e9 mais importante do que muitas cidades maiores em popula\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Sorocaba, por exemplo, embora seja maior que Itu e esteja situada na mesma regi\u00e3o, tem uma vida cultural relativamente modesta. O mesmo racioc\u00ednio vale para Campinas. Para mim, a explica\u00e7\u00e3o para esse fen\u00f4meno est\u00e1 na hist\u00f3ria. Quatrocentos anos de hist\u00f3ria fazem uma enorme diferen\u00e7a na vida de uma cidade. \u00c9 como um c\u00f3digo gen\u00e9tico que foi se aprimorando ao longo de quatro s\u00e9culos pela presen\u00e7a de um Jesu\u00edno do Monte Carmello e de um Almeida Junior, entre outros expoentes das artes e da cultura nesta cidade. Por isso, aqui \u00e9 um dos ber\u00e7os da Rep\u00fablica brasileira. Tem o Museu Republicano e abriga uma das maiores bibliotecas especializadas no tema. S\u00e3o essas as raz\u00f5es que me trouxeram a Itu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>entrevista e texto: Gisele Scaravelli<\/strong><\/p>\n<p><strong>foto: Arquivo pessoal<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor de \u201c1808\u201d e \u201c1822\u201d, Laurentino Gomes vem conquistando leitores dentro e fora do pa\u00eds, utilizando uma linguagem leve para contar hist\u00f3rias que aprendemos desde crian\u00e7as na escola. 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