Cauã Reymond fala sobre carreira e paternidade

Cauã Reymond, com certeza, é o marido que qualquer mulher gostaria de ter. Lindo, inteligente, bem-sucedido, o pai de Sofia de cinco aninhos, fruto de seu antigo relacionamento com a atriz Grazi Massafera, aproveitou -e muito bem acompanhado- as merecidas férias, ao lado da nova, e quem sabe esposa, Mariana Goldfarb (aliás, ele fez o pedido nas redes sociais, e claro que a moça aceitou). “Com certeza em algum momento, eu vou me casar. Quero ter mais filhos, é um desejo muito forte, mas não tem uma previsão”, disse Cauã com um sorriso no rosto, de quem está completamente apaixonado, e vivendo o melhor momento de sua vida, tanto profissional, quanto pessoal. Para o segundo semestre do ano, o galã, que já filmou “A Dupla”, ao lado de Tatá Werneck, fez um filme com o diretor Claudio de Assis (“Piedade”), e atualmente estuda mais dois novos projetos. Ele ficará de fora da novela de Walcyr Carrasco, que será exibida no final do ano, para se dedicar ao filme “Dom Pedro I”, no qual ele também é produtor. “Foi por causa desse trabalho que eu não vou fazer a novela do Walcyr”, esclareceu. Nesta entrevista, o ator também fala sobre paternidade e a principais mudanças que ela causou em sua vida. Prepare-se para conhecer um pouco mais da intimidade desse homem que tem um caminho brilhante pela frente.

REVISTA REGIONAL: Você tirou alguns dias de férias, e aproveitou para viajar para a Itália, mas quando você pretende voltar para a televisão?

CAUÃ REYMOND: Provavelmente só volto a trabalhar na televisão no próximo ano. Eu fiz muitos trabalhos. Fiz “A Regra do Jogo” (2015), “Justiça” (2016), “Dois Irmãos” (2017), antes eu fiz “O Caçador” (2014), “Avenida Brasil” (2012), “Amores Roubados” (2014), “Cordel Encantado” (2011). Eu fiz muita coisa nos últimos anos, e todos os trabalhos de muito sucesso, graças a Deus. Eu sou muito sortudo. Gosto muito de trabalhar, e não curto ficar muito tempo parado. Eu tenho feito muito cinema. Acabei de rodar um filme com o Claudio de Assis (“Piedade”), em Recife. No elenco estão Fernanda Montenegro, Irandir Santos, Mateus Nachtergaele, um time de primeira. E para o segundo semestre, estou estudando dois novos projetos. E tem também o meu, que começo a rodar no começo de 2018, que é “Dom Pedro I”. Foi por causa desse trabalho, que eu não vou poder fazer a novela do Walcyr Carrasco. O que é uma pena, porque o Walcyr é um dos melhores autores que nós temos nos dias de hoje.

Recentemente a atriz Tatá Werneck postou uma cena do filme “A Dupla”, em que ela pega nas suas partes íntimas durante as filmagens…

Foi incrível fazer esse filme com a Tatá, ela é maravilhosa. O mais difícil foi não rir dela, aprender a ficar no personagem. Acredito que eu tenha me saído um melhor ator, depois que fiz esse filme. Bastante mesmo. É engraçado, porque eu estou mais acostumado a fazer filmes de artes, eles demoram pra sair, e esse vai sair daqui há pouco já, em novembro, dezembro, já está aí. E as pessoas poderão ver “A Dupla”. São dois policiais numa cidade pequena, tentando resolver um crime. Eu sou um grande idiota, mas você precisa ver o personagem da Tatá. Quer dizer, eu não sou idiota, o Claudinho meu personagem que é… (risos). Foi divertido. Quanto ao vídeo, foi uma improvisação, e tem muitas cenas assim, mas nós seguimos bem o roteiro. Estamos bem felizes e espero que as pessoas gostem. Fizemos para o grande público.

Você disse que está investindo também na sua carreira no cinema, e nós temos alguns atores que tem feito isso, mas especialmente na carreira internacional, você tem vontade de seguir esse caminho também?

Se surgir algum convite, que me dê a oportunidade de fazer bons trabalhos lá fora, não vejo nenhum problema, mas trabalhar com pessoas que eu não conheço, ou fazer personagens que a princípio não seja tão bacana, quanto os que eu estou fazendo no Brasil, não vejo nenhum sentido. Eu tenho um agente que me representa, e já chegaram alguns projetos bons, que foi justamente na época, em que eu estava trabalhando, e não podia. A verdade é que nos últimos anos, fui engatando projetos muito bacanas.

Você tem feito trabalhos muito interessantes na televisão e também no cinema. Como tem sido esse desenvolvimento profissional na sua visão?

Posso dizer que enriqueci como ator. O processo que os trabalhos proporcionam é diferente, e até raro, principalmente hoje em dia, em que a economia anda ruim, e com todas as profissões querendo resolver as coisas cada vez mais rápido. Quanto mais tempo você tem para buscar um personagem, mais capacidade de aprofundá-lo você terá. Isso é importante para qualquer profissional, não só para o artista, até para jornalista. Com mais tempo, você chega em outros lugares.

Recentemente você comemorou o aniversário de 5 aninhos da Sofia (filha), como foi esse momento?

Foi ótimo, foi lindo ter toda a família reunida, eu estava super feliz. Foi muito bacana! Eu tenho guarda compartilhada, então, o meu convívio com a Sofia é toda hora. Eu gosto de fazer tudo com a minha filha. A melhor coisa do mundo é ter filhos. Eu penso em ter outros, com certeza, pelo menos mais dois. Eu a Grazi temos uma boa relação, e é essencial para a criança. Ela é uma grande profissional e uma ótima mãe também.

Já que você falou sobre esse carinho com a Sofia, hoje após esses anos, como você se avalia como pai?

Posso dizer que eu amadureci muito desde o nascimento da minha filha. Sinto cada vez mais que sou um bom pai. Aliás, sou um pai que nem eu imaginaria ser. Não estou me auto elogiando, mas sou completamente apaixonado pela paternidade. É muito especial. É um sentimento que todo mundo deveria experimentar. Sou um ser humano melhor, um ator, namorado, amigo, melhor em tudo. Pode até parecer piegas, mas se você se entrega à paternidade, é um amor que te toma num lugar inimaginável. Eu amo a minha filha, mais que tudo nessa vida. Ela é muito especial.

Já faz algum tempo que você perdeu um pouco a vergonha, e tem postado algumas selfies no seu instagram…

Eu tinha dificuldade em fazer selfies, eu não tenho preconceito com as pessoas que fazem, mas pra mim, era difícil fazer. Foi um desafio vencido, e a Mariana (namorada) me ajudou. Eu também demorei pra entrar nas redes sociais. Demorei em pegar esse traquejo.

Você postou recentemente um pedido de casamento para sua namorada. Vocês já pensam em quando irão oficializar a data?

Com certeza, em algum momento, eu vou me casar. Eu quero casar sim, quero ter mais filhos, é um desejo muito forte. Mas não tem uma previsão. Nós até conversamos sobre esse assunto, mas não tem nada definido não. Quando tiver uma data, provavelmente todo mundo vai saber. É muito difícil manter um segredo, hoje em dia, aliás, é impossível.

Sempre que possível vemos fotos de você surfando nas praias do Rio de Janeiro. Aos 37 anos, você demonstra muita energia e um físico que as mulheres ficam enlouquecidas…

Tem o fator genético, óbvio, mas eu nunca fui um cara que gostou de sair à noite. Bebo um vinho tinto, às vezes bebo uma cerveja, mas é pouco, moderadamente. Gosto muito de esporte. Eu tenho a vaidade da saúde, gosto de comer bem, gosto de dormi oito horas por dia, gosto de namorar. Então, acho que isso ajuda. O meu pai é um homem super saudável, e não precisa tomar nenhum tipo de remédio, pra pressão, pra isso ou aquilo. É bonito como ele está lidando com a chegada dos anos. E eu estou numa posição favorável como ator. Posso jogar mais na frente ou atrás. Estou interessado em fazer personagens que tenham densidade dramática, que tenham muito mais a ver com a minha idade. Isso tem a ver, com a possibilidade de cada ator. O meu biotipo me proporciona isso. É bom envelhecer, porque com o passar dos anos, nós terminamos relevando mais, entendendo e compreendendo como as coisas acontecem. Olhando cada vez mais o ponto de vista do outro. Isso é muito bonito. É bom porque traz paz. E quando somos jovens, às vezes, não temos esse olhar. Mas vou te falar uma coisa, depois que você é pai, consegue surfar muito menos, porque surfar leva muito tempo.

texto: Ester Jacopetti

fotos: Daryan Dornelles

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